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História O irmão do meu noivo (malec short fic) - Capítulo 31


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Notas do Autor


Gente, era para acabar aqui mas o capítulo tá enorme e eu não terminar hj, então essa é a penúltima parte kkkkkkk saiu do meu controle

Capítulo 31 - Baile de máscaras


Alec tateou o lado da cama e suspirou. Era madrugada e Magnus estava fora da cama outra vez. Ele caminhou até a cozinha e viu Magnus sentado sendo iluminado pela luz clara do computador. A caneca "melhor pai do mundo" repousando do seu lado provavelmente cheia de café.

Ele puxou um dos bancos e sentou ao lado do marido. Magnus encostou a cabeça em seu ombro.

-Ainda preso nisso? - Perguntou Alec. Magnus estava sobrecarregado desde que Adrian teve que lidar com compromissos de ser um consorte, seguido do atentado a Zuken.

-Eu subestimei meu irmão, sério, ele fazia esses relatórios e redirecionamentos em cinco minutos. - Magnus riu para si mesmo. - Era tão mais fácil quando a única coisa que eu precisava fazer era processar quem irritasse ele.

-Você deveria dormir um pouco, uma boa noite de sono sempre melhora tudo. - Alec depositou um beijo na curva de seu pescoço e depois outro, até toda a tensão sumir dos ombros do marido. 

-Talvez outras coisas também melhorem, mas isso não inclui longas noites de sono, nem barulhos muito altos. - Sussurrou Magnus. A última vez que tinham transado sem pensar no barulho ou em não acordar as crianças tinha sido no final de semana antes da partida dos cunhados e pensar em tudo o que tinham feito naquela casa ainda o deixava excitado. 

-Achei que tivesse um prazo para entregar tudo isso... - Provocou Alec e Magnus fechou o computador puxando ele para o seu colo. 

-Eu sou dono daquilo tudo. - Ele apoiou Alec na bancada e o piloto ofegou. A vida doméstica era muito boa porque coisas que antes eram naturais como se beijarem na bancada da cozinha se tornavam eventos esporádicos que o deixava desesperado. - Posso fechar isso aqui e foder meu marido. 

Alec sorriu e colocou uma mão entre eles, ainda tinha um pouco de autocontrole e poderia provocar Magnus. 

-Me chupa primeiro, se eu gostar, talvez deixe você me foder. - Provocar Magnus nunca perderia a magia. Quando estivessem idosos ele ainda iria provocar o marido, ainda iria instiga-lo porque seu marido seria Magnus Bane e o desejo era só parte do pacote. 

Magnus segurou o cós do pijama de Alec e puxou para baixo e o piloto não se sentiu tímido por já ter uma ereção gloriosa escapando da calça, na verdade ele ficou um pouco preocupado. Provocar Magnus era sempre um risco porque ele não perdia facilmente. 

O marido envolveu seu membro com a mão e o masturbou tão devagar que ele quase pediu desculpas pela provocação anterior. Magnus pegou uma de suas pernas e apoiou em seu ombro, deixando ele exposto, sem perder tempo Magnus levou um dedo aos lábios e chupou, deixando eles molhados e Alec quase implorou para ser ele, para que Magnus colocasse ele na boca daquele jeito mas se manteve calado. 

Magnus não o chupou, ele desceu os dedos até sua entrada e colocou um dedo e massageou sua próstata porque depois de tantos anos juntos era óbvio que ele já saberia exatamente onde estava o que queria. 

-Magnus por favor... Me chupa logo. - Implorou Alec, mas se a vida fosse fácil e seus desejos sempre atendidos aquele não seria Magnus Bane. O marido colocou o dedo mais fundo e fez um movimento circular e Alec sentiu a ereção latejar. Magnus segurou seu membro firme e ele tapou a boca. 

-Vai me deixar foder você? - Perguntou Magnus, movendo os dedos e o masturbando ao mesmo tempo. Alec assentiu bem rápido e o marido sorriu, substituindo os dedos pela sua boca quente e macia. Magnus não deixou que ele se acostumasse com os estímulos e levou seu membro fundo na garganta, sugando enquanto ainda massageava sua próstata. 

-Pro quarto! - Pediu Alec, usando o resquício de voz que ainda restava. 

Magnus o segurou no colo e andou até lá, ele fechou a porta e colocou Alec na cama, depois o virou de costas e deixou ele de quatro na cama. O piloto não iria protestar, muito menos reclamar. Magnus poderia fazer o que quisesse com ele naquele momento. 

-Amor, cadê o lubrificante? - Perguntou Magnus. Alec se virou para ele. 

-Você não comprou? Magnus eu te mandei uma mensagem ontem avisando que tinha acabado, você me mandou uma foto da farmácia com aquele glitter importado! - Alec relembrou. Magnus arregalou os olhos e foi até a sacola da farmácia abandonada em um canto. Ele tentou ignorar a ereção enorme e dolorida no meio das pernas. 

-Ahn... Tenho uma má notícia.- Disse Magnus. - Eu fui na farmácia mas... É que tinham todas as cores Alec e pela Internet o prazo de espera era no mínimo um mês! 

-Puta. Que. Pariu.- Foi tudo o que Alec foi capaz de responder sem surtar com Magnus e fazer ele sair de casa a uma da manhã para comprar um lubrificante para que eles pudessem transar. 

-Amor... Eu juro que não vou esquecer da próxima vez, nenhum glitter importado vai me fazer esquecer do comprar o lubrificante, é que tinha aquelas balinhas coloridas que o Rafe gosta e o shampoo de barquinho do Max... 

-Magnus, você lembrou de todo mundo e esqueceu de mim?! - Perguntou Alec, a cinco minutos estava de quatro esperando para ser fodido e agora esperava o marido se desculpar por ter esquecido de comprar o que o levou na farmácia em primeiro lugar.-Comprou glitter para você, m&m's pro Rafe e um shampoo pro Max e esqueceu que a gente transa? 

-Não, eu comprei a pastilha pra tosse certa. A que eu comprei da outra vez... Tudo bem eu estou sentindo que no momento você não gosta muito de mim então vou parar de falar. - Magnus se calou. 

-Puta merda, Magnus. - Alec se jogou na cama. - Não tem nem o de saquinho? 

-Acabou o meu e na sua carteira a gente não pode repor porque os meninos mexem. - Disse Magnus e depois andou até o armário e pegou uma mala de mão pequena. 

Alec não quis olhar para seu membro ereto denunciando sua frustração. A vontade era de esganar Magnus por ser avoado. 

-Amor, o que você quer que eu faça? - Perguntou Magnus sentando ao lado dá cama. Ele parecia culpada e Alec resmungou um pouco antes de responder. 

-Quero que me foda! - Respondeu ele e o marido riu. 

-Eu vou ir comprar, já volto. - Disse Magnus. Alec segurou seu braço negando com a cabeça, deveria ser uma situação muito humilhante à que estava mas não queria que o marido saísse de madrugada pra comprar algo. 

-Não precisa. - Disse Alec e suspirou. - Me ajuda com isso e amanhã a gente compra.

-Mas você não quer só um bom boquete, você quer mais, eu te conheço. - Argumentou Magnus. Alec sabia que era verdade mas no momento não importava o que ele queria porque sem lubrificante seria bem difícil conseguir. - Amanhã cedo eu vou comprar e a gente termina... 

-Não dá Magnus, a gente precisa levar as crianças pra casa da Izzy e depois correr pro aeroporto. - Explicou Alec. Magnus não escondeu a confusão. - Você sabe que a gente viaja para Mônaco amanhã né? 

Magnus lançou a ele outro olhar confuso. Alec respirou fundo. Aparentemente não era só lubrificante que ele esquecia. 

-Magnus, o convite chegou pelo correio a um mês mais ou menos. É aquela festa que vai apresentar o Adrian como rei consorte. - Explicou Alec, era incômodo ter uma conversa adulta com o marido tendo uma ereção enorme no meio das pernas mas era a vida. - Você esqueceu também? 

-Eu achei que fossemos deixar as crianças na Isabelle voltar para casa e transar. - Explicou Magnus. Alec riu porque toda situação era cômica e trágica. 

-Você está irritado? - Perguntou Magnus. 

-Não, estou só... Estou muito excitado. - Respondeu Alec, ele não queria que sua voz saísse estrangulada e desesperada mas ele estava desse jeito. 

Magnus o ajeitou na cama e se deitou no seu peito. 

-Tem aquele... 

-Não! - Disse Alec, antes que Magnus pudesse continuar com a sugestão louca de usar o único lubrificante que tinham. Eles tinham entrado em um site erótico a alguns meses e comprado algumas coisas exóticas para usarem como punição para quem esquecesse as tarefas domésticas. Esqueceu de por o lixo para fora? Entrevista para a revista de esportes automobilísticos com um plug anal. Esqueceu a louça na pia por dois dias seguidos? Vídeo conferência enquanto recebe um boquete com um lubrificante que esfria. Era o jeito que eles tinham achado de lidar bem com os problemas diários que poderiam se tornar brigas futuras de um jeito melhor. 

A lista variava e o limite era a imaginação, porém... Um lubrificante em específico tinha sido brinde da compra grande e o nome já deveria denunciar "Sempre duro". Alec tinha usado ele para uma rapidinha antes de embarcar para o início da temporada de corridas e ficou a viagem toda tendo que disfarçar. Quando decidiu ler as instruções de uso percebeu que aquilo era para potencializar ereções e escrito em letras bem grandes e vermelhas estava "Use com moderação". Ele tinha usado quase metade do frasco para não machucar Magnus já que teriam que ser rápidos. Depois de disso o "lubrificante do terror" como tinham chamado, foi guardado a sete chaves. 

-Amor, eu uso em mim. - Argumentou Magnus. - E agora nós sabemos que tem que usar com moderação...

-Você não dormir a noite se usar isso, confia em mim, não é normal. - Respondeu Alec, ele geralmente não tinha problemas com estar excitado mas tinha problemas quando a excitação não passava. 

Magnus só deu de ombros e pegou o lubrificante do terror na gaveta. Alec não precisou de muito incentivo para voltar a ficar de quatro e se empinar para o marido, ele ainda estava excitado e em Magnus também, além é claro de em poucos minutos ele estar muito mais do que o natural. 

O marido não o preparou porque já tinha o torturado o suficiente. Magnus arremeteu fundo nele e Alec se segurou na borda da cama para aguentar melhor o impacto, com a mão livre ele tapou a boca. 

Magnus voltou a arremeter dentro dele e acertou seu ponto sensível outra vez mas agora do jeito que ele queria. 

-Alec... Esse negócio... Esquenta. - Disse Magnus e ofegou. Ele queria ter voz para dizer "eu avisei" mas se calou porque aquilo era só o começo. Depois viria a ereção mais potente e aí... Nenhum orgasmo seria suficiente pelas próximas horas. 

Magnus segurou sua cintura e arremeteu mais forte e mais fundo e adorou a sensação do corpo do marido batendo no seu de uma maneira obscena. Era forte, molhado e muito gostoso. 

Mas ele não iria durar, não depois das provocações de Magnus mais cedo e do boquete no balcão da cozinha. 

Alec levou a mão até seu membro e se tocou, tirando a mão da boca e mordendo a parte interna das bochechas para controlar os ruidos porque o atrito entre eles já estaria alto o suficiente. 

Magnus se curvou sobre ele e o impediu de continuar sua masturbação. 

-A gente vai junto, amor. - Disse Magnus e prendeu suas mãos atrás das costas. Alec fechou os olhos e enterrou a cabeça no travesseiro mais próximo para não gritar. - Porra Alec, eu tô muito duro! 

Alec quis gritar com ele, mas não de prazer, de aviso. Ele tinha avisado mesmo, aquele negócio era um terror e hoje especificamente o estímulo na sua próstata não estava sendo suficiente para levá-lo até um orgasmo sem se estimular e Magnus sabia disso, ele poderia até estar controlando as arremetidas para que os não gozasse e continuasse na cama sendo fodido de um jeito maravilhoso que não faria ele gozar porque precisava de mais. 

-Magnus, por favor... - Pediu Alec, tentando falar sem emitir ruidos de prazer muito altos. 

-Aguenta mais um pouco. - Respondeu Magnus e pelo tom em sua voz ele estava bem perto. 

Magnus estocou mais algumas vezes e se derramou dentro dele, antes que Alec pudesse reclamar ele se debruçou sobre ele e agarrou seu membro os masturbando no ritmo de suas estocadas e aquele era o estímulo que precisava. Alec gozou sentindo as pernas falharem. 

-Alec, ainda esta duro. - Disse Magnus contemplando sua ereção fantástica, nem parecia que tinha literalmente acabado de gozar. Aquele negócio deveria ser algum tipo de viagra, não era possível. 

-Eu avisei. - Disse Alec, ele pegou um dos lencinhos na beirada dá cama e se limpou e depois fez o mesmo com o marido. Jogou os dois no lixo escondido na beirada dá cama em um saquinho plástico preto, por segurança. Alec apagou a luz e deitou, preparado para voltar a dormir. 

Depois de algum tempo com os olhos fechados ele escutou um suspiro pesado e depois uma mão Magnus tímida o cutucando.

-Alexander? Está acordado? - Perguntou Magnus. 

-Estou. - Disse Alec. - O que foi? 

-Está muito duro ainda. - Sussurrou Magnus. Alec se virou para ele e engoliu em seco com a visão de Magnus ainda nu, a mão ao redor do próprio membro e realmente estava muito duro. 

-Eu avisei. - Disse Alec, não contendo o sorriso. 

-Amor, o que eu faço?! - Perguntou Magnus. Ele passou a mão por seu membro suavemente. - Não... Não para. 

-Você vai me xingar se eu repetir :" eu avisei", outra vez? - Alec não se esforçou para conter o sorriso. Ele sentou no colo de Magnus e tirou a mão do marido e substituiu pela sua. 

-Vou. - Sussurrou Magnus, as mãos pelos cabelos que estavam uma confusão. 

-Eu já tenho algumas ideias para sua próxima punição meu amor, quando esquecer o lubrificante outra vez, nós vamos usar esse. - Magnus abriu os olhos provavelmente querendo protestar mas Alec se abaixou e o colocou na boca, sugando com vontade e o levando fundo na garganta. 

Magnus segurou seus cabelos e começou a estocar em sua boca. Alec pensou em contar para ele que lavar e tirar todo o resquício de lubrificante ajudava mas queria ver ele desesperado mais um pouquinho. 

Alec se afastou dele e o marido se levantou, apoiado nos cotovelos, os olhos verdes brilhando de desejo. Alec lambeu a glande morena e colocou na boca dando sugada lentas e Magnus se jogou na cama com as mãos nos olhos, o membro duro pulsando entre seus dedos. 

-Alec, amor, faz alguma coisa... - Magnus implorou e ele sorriu e o levou fundo na garganta, dando tudo de si na garganta profunda e mantendo os olhos presos nos de Magnus porque ele amava isso. O marido explodiu na sua boca e Alec sentiu o corpo dele relaxando e a ereção suavizando. Enquanto ele não tirasse qualquer resquício, ela iria voltar. Alec tinha levado um dia inteiro para perceber e só percebeu porque tomou um banho longo e gelado. Mas não iria contar ainda. 

Alec voltou a deitar e esperou. Magnus estava respirando um pouco mais calmo. Alec beijo seu pescoço e esfregou nele para acelerar o processo... 

-Alexander o que tinha naquele negócio?! - Gritou Magnus e Alec gargalhou. Magnus sentou na cama e olhou horrorizado para o próprio membro. - Amor... Eu estou desesperado, já aprendi a lição não vou esquecer o lubrificante certo nunca mais. 

Alec continuou rindo, ele riu até a barriga doer e quando conseguiu se acalmar ele falou:

-É só lavar, com bastante sabão. Vai parar de... Ficar tão duro. - Explicou Alec e viu Magnus desaparecer no banheiro da suíte deles. 

Depois dê alguns minutos ele voltou. Alec pegou o lubrificante do terror e exibiu erguendo uma sobrancelha. 

-A gente vai jogar isso fora.- Respondeu Magnus. - É sério, o que tem nisso?! 

-Eu não sei, quando pesquisei na Internet falaram que é um gel que aumenta a libido e potencializa ereções, ela é absorvida pelo corpo e produz uma reação depois de alguns minutos e continua produzindo enquanto for absorvida, o limite é seu metabolismo, quando mais testosterona você tiver ou quanto mais excitado tiver ficado antes de usar mais potente ele vai. - Explicou Alec. 

-A gente não vai usar isso nunca mais, é sério, eu achei que ia ter que ir pro hospital com uma crise de ereção interminável... - Disse Magnus e se deitou. Ele puxou Alec para perto e o piloto se aconchegou a ele. 

-Eu achei uma delícia você desse jeito. - Disse Alec, já sentindo as pálpebras pesarem. 

***

Alec não gostava de deixar os filhos mas a festa que apresentaria Adrian como o consorte oficial era um prato cheio para terroristas e por mais que as crianças adorassem Adrian e Zuken dê coração, era muito arriscado. 

Magnus assim como seus sogros estavam calados e apreensivos porque o atentado a um príncipe tinha sido noticiado e o mundo todo se mobilizou e sensibilizou com o amor deles. Fotos de Adrian pegando Zuken machucado no colo se espalharam como uma epidemia pelo mundo, protestos foram organizados, causas LGBT foram criadas tendo eles como inspiração e a pressão mundial em Mônaco foi tão grande que a lei de não fazer distinção entre os sexos e orientações dos Reis, rainhas e consortes fora aprovada em pouquíssimo tempo. Era uma vitória, mas a audiência de Adrian também tinha sido e descera amarga pela garganta. 

Contudo, do mesmo modo que apoiou positivo surgiu o negativo também. Religiosos radicais, conservadores e "defensores" da família tradicional e dos bons costumes também, assim como centenas de pessoas todos os dias dizendo como Adrian era tóxico, revirando a vida dele, especulando. As pessoas o chamavam de príncipe encantado ao mesmo passo que chamavam de sapo. Alec se solidarizava com qualquer pessoa que sofresse ataque da mídia porque ele sabia muito bem como era. As vezes ainda escutava algumas piadinhas sobre seu relacionamento com Magnus mas já tinha aprendido a lidar com isso, sempre iria machucar porque sentimentos são uma droga mas sabia drenar o que não somava.

Eles chegaram no Palácio da família Grimaldi e entraram pela área reservada, uma parte geralmente era aberta para turistas em algumas épocas do ano e na mais isolada ficavam os moradores. Magnus já tinha visitado o Palácio e todo mundo parecia se lembrar dele, lançando acenos simpáticos. 

A "guia de hospedagem" os ajudou a se instalar no mesmo quarto onde Magnus tinha ficado em sua última visita e deixou claro que sua alteza real Zuken e Adrian deixou em aberto a solicitação de quarto e que poderiam trocar quando quisesse. Alec só declinou o convite quando Magnus perguntou se eles poderiam fazer um tour para ver qual parecia mais a altura do irmão de um rei. 

Depois de uns minutos alguém bateu na porta e Alec se segurou na porta para não cair com o ataque do príncipe, que em breve seria oficialmente um rei, que se jogou em seu pescoço. 

-Eu estão tão feliz que você veio! - Exclamou Zuken. A voz um pouco mais aguda pelo ataque repentino. 

-Eu estive no circuito daqui a uns dois meses Zuken. - Respondeu Alec, eles tinham saído juntos e o cunhado tinha mostrado para ele todos os pontos turísticos da cidade e levado ele até a loja de presentes do castelo para mostrar todas as sugestões que tinha dado para lembrancinhas. Nem parecia que já tinham se passado cinco meses desde o atentado e que Alec tinha ido até lá para a estreia, agora estava no seu período de pausa e em breve voltaria a correr. 

-Mas você só ficou dois dias, tem tantos lugares legais para gente ir. - Respondeu Zuken com um sorriso. 

-Você vai me deixar entrar também Zuk? - Perguntou Adrian, parado na porta já que os dois tinha impedido o caminho. - Eu posso esperar aqui, sem problemas nenhum, sério... 

Zuken se virou para ele, Alec notou um sorriso divertido nele. Ele ficava feliz de ver o cunhado sempre tão polido e contido a vontade com eles. 

-Quer dormir sozinho hoje? - Perguntou ele e deu espaço para Adrian sentar. 

Alec o cumprimentou com um aperto de mãos e viu ele ir até Magnus. Os dois se abraçaram. 

-Adrian... Você precisa me ajudar nisso aqui. - Disse Magnus e pegou o computador. - Eu estou a uns três dias batendo cabeça nesses relacionamentos e redirecionamentos... 

-Trabalho? Sério? - Perguntou Zuken. Adrian pegou o computador e sentou. Alec sempre ficava impressionado com a agilidade dele com um computador. 

-É, acho melhor a gente deixar isso para depois. - Disse Magnus. - Provavelmente vai demorar... 

-Já acabei. - Disse Adrian e entregou para ele. 

-Como?! - Perguntou Magnus, ele encarou a tela chocado. Alec ficou aliviado por aquele peso ter sido tirado das costas dele tão rápido. A especialidade de Magnus não era aquela, ele conhecia brechas na lei suficientes para assegurar que o irmão não perdesse dinheiro mas Adrian conhecia a burocracia como ninguém, ele poderia ajeitar uma empresa e todo o conteúdo organizacional dela e pouquíssimo tempo.

Alec achava muito sexy quando Magnus colocava um terno preto e entrava no tribunal e dizia de uma maneira eloquente e clara porque seu argumento era correto. Pelo olhar de Zuken em Adrian, ele tinha a mesma impressão de Adrian e sua pose de magnata.

-Você estava dando atenção a detalhes irrelevantes, eu tinha um modelo pronto mas alguém deixou meu computador cair e preciso montar outro, vou fazer e te mando. - Adrian se afastou do computador e sorriu para Zuken. Era tão bom ver eles bem, ver que o dinheiro e a empresa não eram o centro da vida dele. Ainda não poderiam ser amigos mas talvez Adrian realmente merecesse perdão. 

-Você salvou a minha vida, é sério. - Disse Magnus e guardou o computador. - Você acha que volta um dia a cuidar da empresa? 

Adrian olhou para Zuken e Alec negou para Magnus discretamente, aquele o provavelmente era um assunto delicado entre eles mas quando o cunhado voltou a falar, ele ficou surpreso. 

-Zuk e eu estamos ajeitando a agenda, não posso mais passar horas trabalhando como antes mas ainda sim, é a empresa da nossa família e não vou deixar você sozinho nessa. - Disse Adrian de um modo sincero. Zuken sorriu como se tivesse acabado de presenciar uma exibição perfeita de uma gracinha. 

-Se achar que é demais a gente pode contratar um CEO... - Magnus começou. 

-O quê?! - Adrian o cortou. - Você está pensando em contratar um CEO para cuidar da nossa empresa? Magnus você sabe que eles só transam com assistentes e fingem que são bons. 

-Ninguém vai contratar um CEO Adrian, eles nem existem, são só histórias de terror para empresários competentes levados. - Disse Zuken com um tom debochado. Adrian estreitou os olhos para ele. 

-Eu sei que não vão, posso ser rei, marido e chefe ao mesmo tempo. - Anunciou Adrian orgulhoso. 

Alec olhou para Magnus e suspirou. Ele estava lindo com uma roupa leve e pela primeira vez, junto com o marido, Adrian e Zuken, ele se sentiu em família. Pessoas que se importavam umas com as outras. 

Adrian e seu relacionamento sempre foi uma ferida no seu coração porque ele quis muito acreditar que o cunhado tinha mudado, que ele era aquela agulha sozinha no meio de um enorme palheiro. O diamante bruto que só precisava da lapidação de um amor verdadeiro e agora conseguia ver isso. 

-Vocês falando de trabalho me dão sono. - Disse Alec, cortando a não discussão sobre o CEO. - Zuk o que podemos fazer para deixar os dois sozinhos falando de trabalho chato? 

-Ei, vocês não podem deixar a gente para trás. - Magnus se defendeu e Adrian assentiu. - Além do mais, nossos pais querem conhecer o Palácio. 

-Sim, a mamãe me ligou ontem e ficou dizendo que era muito legal eu morar num "castelo". Eu não vou corrigir, é rude. - Explicou Adrian. Ele olhou ao redor. -Que pena que as crianças não vieram. Rafe ia adorar as passagens secretas que eu sou obrigado por contrato a não mostrar e eu comprei para Max uma roupa de marinheiro. 

-Você? - Perguntou Alec, erguendo uma sobrancelha. Era a primeira vez em meses que falava diretamente com Adrian, sem ser para cumprimentá-lo ou perguntar sobre Zuken. 

-Sim, a Amazon faz entregas. - Respondeu Adrian. - Eu sei comprar por aplicativo. O meu segurança achou que era uma bomba mas depois que a gente mostrou o pedido deu tudo certo. 

-Não sabia que a realeza comprava por aplicativos. - Alec arriscou uma provocação. Zuken assentiu bem casualmente e Magnus continuou focado em desfazer as malas. Ninguém estava reparando neles ou julgando, era só um diálogo entre cunhados. 

-A realeza faz muitas coisas que... Aí! - Adrian protestou quando Zuken o acertou com o cotovelo. - Viu? Eles agridem os maridos. 

-A gente já os irritou demais, vamos Adrian, a gente precisa cumprimentar seus pais. - Zuken acenou e empurrou o marido para fora. 

Alec fechou a porta. 

-Eu acho que eles formam uma boa dupla. - Comentou Alec. Magnus se jogou na cama, em cima da bagunça de roupas que ele tinha feito. 

-Sim. - Magnus concordou. - Então... Sabe aquela hora no aeroporto que eu disse que precisava ir até o banheiro?

Alec se aproximou dele.

-Deixa eu adivinhar, você correu na farmácia e comprou um lubrificante? - Perguntou Alec, deitando ao lado dele. 

-Comprei cinco, vão demorar um tempão para acabar! - Magnus sorriu orgulhoso de si mesmo. 

-Você está nos subestimando? - Perguntou Alec. 

-Não, estou super estimando nossos filhos. - Alec riu e o beijou. 

***

Zuken saiu do quarto de Alec e Magnus mais calmo. Ele nunca sentiu ciúmes ou qualquer outra coisa que não uma profunda afeição por Alec mas tinha que confessar que sempre ficava receoso quando Adrian e Alexander estavam no mesmo cômodo porque tinha medo de que se eles ficassem muito tempo juntos pudessem brigar. Zuken só queria que todos se dessem bem e que não rolasse aquele silêncio desconfortável, a algum tempo não acontecia mas ele sempre ficava atento.

Os sogros tinham sido agradáveis e tinham citado o CEO outra vez e ele sabia que aquele assunto era muito delicado para o marido. Ele sempre se sentiu na obrigação de ser perfeito e útil porque no fundo tinha medo de ser descartado. Agora o sogro tinha pedido um minuto a sós com Adrian e Zuken estava passeando pelo Palácio com a sogra, contando para ela o que essas paredes já habitaram e vivenciaram. 

-Você está bem? - Perguntou ela, de repente. Zuken sorriu. 

-Estou sim e você? - Ele devolveu a pergunta, era a primeira regra que um monarca aprendia. Demonstre interesse pelo bem estar alheio. Com algumas pessoas era fácil e natural, como agora, mas as vezes ele só tinha vontade de dar uma resposta mau educada. 

-Sim, nós não viemos aqui depois do ataque e... - Ela suspirou. - Adrian pode ser difícil, mas quase te perder a primeira vez e depois a segunda, eu me preocupo com seu bem estar e com o dele. Gostaria que estivessem mais perto de nós. 

-Sei que sim, eu adoraria estar com ele lá. - Disse Zuken, não entendia exatamente onde a sogra queria chegar. 

-Asm e eu achamos que ele iria assumir a presidência da empresa quando a hora chegasse, ele sempre quis isso e sempre lutou por isso. - Zuken conteve o impulso de fechar os olhos. - Mas estou feliz que ele deixou as noites vazias de trabalho e esforço para trás, ele viveu tentando ser um Bane e esqueceu de ser só o Adrian. Gosto de ver ele com você, gosto de ver ele aqui sendo um rei e lutando por quem ama. 

-Obrigado. - Respondeu Zuken. Era bom não ser atacado, porque ele achou que sua sogra fosse fazer exatamente isso. 

-Ah, Adrian e o pai já voltaram. - Anunciou ela e Zuken respirou aliviado. Aparentemente Adrian não estava magoado e nem tinha sinais claros de irritação. 

-Zuk, se importa de mostrar para eles o restante? - Perguntou Adrian e evitou seus olhos. Talvez estivesse enganado. - Preciso de um momento. 

-Adrian...? - Perguntou Zuken mas o marido já tinha se afastado. 

Ele se virou para os sogros e sorriu. Tinha que mostrar o lugar para eles. 

Depois de uma hora entretendo os pais de Adrian Zuken decidiu que era o suficiente e chamou alguém para continuar de onde tinha parado. Adrian calado era um perigo, ele não costumava ficar calado quando estava irritado ou aflito, ele falava até ninguém mais aguentar. Adrian calado significava se retrair para conter o impulso babaca e Zuken odiava quando algo assim acontecia. Quando brigavam no período ruim do casamento o marido não esboçava nenhuma reação, a voz não tremia e não vacilava mas ainda sim Adrian nunca recuava ou se calava, ele ia até o fim. 

Zuken correu para o quarto deles e ficou em pânico quando ele não estava lá. Ele pensou nos possíveis locais que poderiam servir de refúgio e foi eliminando as possibilidades, quando seu pulmão já implorava por ar e a garganta estava seca ele lembrou da escada para o telhado. Era uma aérea aberta e tinha um banco, dava para ver a cidade quase toda. 

O príncipe subiu e não conteve um suspiro de alívio quando viu o marido sentado observando a paisagem. Ele caminhou até ele e sentou ao seu lado. 

-O quê faz aqui? - Perguntou Zuken. 

-Eu não seria uma boa companhia agora, achei que seria bom pegar um pouco de ar fresco antes de... Amanhã. - Adrian encolheu os ombros. 

-Você não precisa fazer isso Adrian. - Disse Zuken, sentindo o peso da realeza novamente esmagar sua vida e seus sonhos. - Você não precisa ser um rei se não quer, eu vou entender se precisar me deixar. 

-Não é isso Zuk... - Respondeu Adrian, ele parecia aéreo e um pouco cansado. Os olhos fixos na cidade. Zuken sabia de cor aquela vista, poderia lista-la de olhos fechados e era linda mas nada se comprava a contemplar o perfil de Adrian. Em breve seu rei. - É que as vezes algumas certezas assustam, eu não estou questionando minha decisão de ficar ao seu lado e isso é assustador para caralho. 

Zuken prendeu a respiração, Adrian nunca usava palavras de baixo linguajar como aquela. 

-Não tem que ser. - Foi tudo o que disse. 

-Não meu amor, você não está entendo. - Adrian se virou para ele, segurando suas mãos. - Eu não quero dizer que estou com medo de ser um rei, de um trabalho ou qualquer outra coisa. Eu posso ser um rei, posso lidar com homofóbicos e posso esmaga-los se me irritarem. Mas... Algumas coisas assustam. 

-O quê te deixa com medo Adrian? - Perguntou Zuken, tentando entender onde o marido queria chegar. 

-De não ser um bom marido, de não ser o cara que eu prometi que seria. Eu... Meu pai quer contratar um CEO, ele disse que seria bom, eu posso treiná-lo e colocar uma cláusula no contrato que decisões importantes precisem da minha aprovação mas ainda sim, não sei como me sinto quanto a isso. Ele me disse que sempre quis que eu o substituísse na empresa... 

-Parece cruel Adrian e sinto muito. - Zuken o cortou e se aproximou mais dele. 

-Não, me deixe terminar. - Pediu Adrian. - Ele disse que sempre quis que eu assumisse seu lugar mas que estava feliz por eu ter encontrado o amor. Meu pai me contou de quando ele e minha mãe passaram por uma crise no casamento, que ele nunca estava lá por ela e arrumou uma amante no trabalho. Ele passava os dias fora e as noites com outra mulher, foi um período ruim entre os dois e minha mãe acabou tendo um caso também e eu nasci desse caso. Meu pai me disse que quando ele percebeu que perderia a mulher que amava porque não teve coragem de enfrentar a crise e sua inegável falta de caráter, ele decidiu mudar e eles quiseram tentar, mas ela estava grávida, de outro homem. Uma criança, ele disse, nunca pode ser considerada um castigo e que ele não me viu como um castigo ou punição pela traição dos dois, ele me viu como a segunda chance, a chance de fazer diferente e de se amarem outra vez. Sempre tentei ser igual a ele Zuk, sempre quis que ele me amasse porque eu queria mais do que qualquer coisa a aprovação dele, eles inventaram a história toda do perdão para ser mais fácil de assimilar mas eu nunca imaginei que pudesse ser como ele. 

Zuken entendia o que ele queria dizer. Magnus possuía toda a semelhança genética mas ele não era como o pai. Adrian só precisava abrir a boca para saberem de quem ele era filho. Ainda mais com sua reputação, as pessoas poderiam não entender de negócios mas era difícil não se lembrar de Adrian Bane e de sua competência em fazer empresas crescerem. 

-É algo ruim? - Perguntou Zuken. 

-Bom, de acordo com meu pai, eles tiveram uma grande discussão a alguns anos. Aparentemente minha mãe disse para ele que se ele queria se vingar dela deveria ter me deixado fora disso e não ter enfiado na minha cabeça que um relacionamento deveria ser daquela maneira. - Adrian suspirou. Zuken se deitou no ombro dele. - Minha mãe disse que se ele queria puni-la pela traição deveria ter feito com ela e não me ensinado ou me criado para ter os piores aspectos de sua personalidade. 

-Seu pai fez isso? - Zuken estava confuso mas bombardear Adrian de perguntas não era o ideal. 

-Não, ele sempre deixou claro que eu era filho dele e me pediu perdão por ter errado comigo, por ter feito eu crescer achando que não era amado ou não era seu filho... - Adrian olhou para ele. - Eu sempre quis ser melhor, estudei dia e noite para ser o empresário que sou hoje, para entender a bolsa de valores e conhecer todos os pormenores de uma negociação porque eu queria ser como ele, queria desesperadamente que ele se visse em mim... Não pense que eu não gosto do meu trabalho, sinceramente quando Magnus me deu aquele computador eu quase tive um orgasmo. - Zuken riu. - Mas passei anos procurando uma coisa que eu sempre tive, passei anos tentando ser melhor do que todo mundo para ele me amar e ele sempre amou. Eu percebi a tipo, uma hora atrás, que posso ser um rei, posso ser um empresário e posso fazer tudo isso bem mas se eu for um bom empresário e um bom rei não vou ser bom na única coisa que quero ser. 

-Você pode ser bom no que quiser Adrian, eu sei que pode. - Sussurrou Zuken, passando os lábios suavemente pela curva de seu pescoço. 

-Não posso ser um bom marido se tiver que passar o dia todo longe de você. Não é saudável e eu não quero. - Adrian o empurrou gentilmente para olhar em seus olhos. - Amo meu trabalho Zuken, amo meus pais, Magnus e os filhos dele mas posso viver sem isso. Eu posso perder algumas dessas coisas e mesmo sabendo que uma parte de mim vai morrer se os perder, tem uma coisa no mundo que eu não posso perder porque não consigo viver sem meu coração. Você é a minha escolha e sempre vai ser. 

-Adrian... - Zuken sussurrou e subiu em seu colo, procurando os lábios dele com os seus. Ele puxou para perto e apertou seus corpos unidos. 

Adrian retribuiu e o príncipe sentiu o coração batendo muito forte. 

-Quero você, quero agora. - Disse Zuken, o desespero crescendo no peito mais forte do que achou que pudesse ser. 

-Vamos pro quarto alteza. - Respondeu Adrian passando a mão por seu rosto. 

-Não, quero você agora. Por favor. 

-Zuk, estamos no telhado do castelo, podem tirar uma foto ou pior posso perder meu título de príncipe encantado para príncipe promíscuo. - Adrian sorriu para ele. Aquela tinha sido a primeira manchete de um tabloide sobre si mesmo que ele adorou. Estava deitado no colo de Adrian enquanto ele o levava para dentro de casa. A manchete tinha sido:

"Tente viver um conto de fadas como o príncipe Zuken e Adrian Bane e falhe miseravelmente" 

"Adrian Bane e Zuken Grimaldi, o príncipe e o plebeu do século XXI" 

E outras centenas que surgiram em uma velocidade impressionante. Eles sempre adoravam fazer o teste do buzzfeed para saber qual momento romântico dos dois mais combinava com eles. Zuken tinha escrito um teste sobre quem você seria no casal Adrian e Zuken e foi um dos testes mais comentados da Internet por ser absurdo. Era bom ter o apoio da maior parte da mídia. 

-Amanhã vamos ser reis, oficialmente, você tem que fazer sua última loucura hoje... 

-Você já foi pra uma boate? - Perguntou Adrian. Zuken negou, não podia ser visto nesse tipo de local.- Quer fazer uma loucura? 

-Quero, quero que você transe comigo aqui mas pelo jeito não vai rolar... - Respondeu Zuken contrariado. 

Adrian sorriu e levou a mão até o botão da calça dele. 

-Não podemos fazer muito, mas posso tentar ajudar com isso. Encosta a cabeça no meu ombro e tenta não... Se mexer muito, se alguém gravar é só um beijo. 

Zuken assentiu e fez o que o marido pediu e quase se levantou quando Adrian segurou seu membro na mão. 

-Controle Zuk... Mantenha o controle. 

Mas para Adrian era fácil falar, ele sempre conseguia manter o controle. 

***

Quando Adrian e Zuken bateram na porta Magnus achou que algo tinha acontecido porque eles bateram desesperados. 

-O quê foi? - Perguntara Ele. 

-Nós queremos ir numa boate, dizem que aqui na cidade tem várias. - Dissera Zuken com um sorriso enorme. - Eu nunca fui. Já fui em bares e locais mais sociais mas nunca em uma boate com aquelas luzes coloridas, pessoas dançando sincronizadas que nem nos filmes. 

Magnus tinha olhado para Adrian e o irmão só dera de ombros. 

-Tá, vou achar alguma coisa. - Respondera Magnus. 

Agora estavam os quatro indo para uma festa a fantasia no centro de Mônaco que deveria atrair uma quantidade absurda de subcelebridades. 

Adrian e Zuken usavam uma fantasia simples com máscara porque não poderiam ser reconhecidos. Alec estava vestido de algo que poderia ou não ser um anjo porque ele só usava um par pequeno de assas brancas e uma auréola. Magnus não tinha resistido a tentação de provocar Alec e tinha ido de piloto sexy que consistiu em arrumar um macacão de piloto de última hora, cortar as mangas, encher de glitter e deixar aberto, exibindo boa parte do seu dorso nu. 

Eles entraram na festa e Adrian levou o marido até o bar porque ele queria provar "bebida de balada". Magnus puxou Alec para a pista de dança e se moveu devagar, deixando o marido apreciar a visão do seu corpo parcialmente exposto. 

Alec segurou sua cintura e o girou nos braços. A muito tempo não saiam para uma festa assim. 

-Pena que não temos um quarto esperando. - Disse Alec o acompanhando nos movimentos. 

-Minha roupa não sai fácil... - Magnus admitiu derrotado. 

-Sai sim, consigo tirar ela de você e recolocar em menos de um minuto. Como acha que eu sempre arrumei tempo para gente transar no meu trailer? - Perguntou Alec. Magnus assentiu com a cabeça porque era verdade, o marido sempre se vestia muito rápido, as vezes ele ainda estava abotoando a camiseta quando Alec já tinha colocado tudo. 

-A gente pode transar em casa, agora eu quero uma bebida no bar... -Magnus puxou Alec para lá e o marido riu. 

***

Adrian estava olhando Zuken entreter o barman perguntando porque o drink "Capadócia" tinha esse nome e não talvez, Espanha, ou Itália, ou qualquer outro país ou cidade do mundo. O cara ja tinha lançado em sua direção vários olhares de "é sério?" mas era a primeira vez do marido em uma balada e ele não iria ser chato e estraga prazeres. Magnus e Alec já tinha brincado de uma rodada de tequila e agora tinham voltado a dançar enquanto Zuken falava sem parar com o barman sobre o possível preconceito nos nomes dos drinks. 

-Duas tequilas por favor. - Disse Adrian, cortando a falaçao do marido e libertando o pobre homem. 

-Eu e ele estavamos conversando Adrian. - Disse Zuken mas ele aceitou a tequila e virou de uma vez. Adrian ficou parado encarando enquanto ele pegava seu copo e bebia também. - Quero outra e nem pense em beber, você precisa dirigir para casa. 

Zuken ficou no bar boa parte da noite, ele oscilava entre pegar tequilas e pedir doses com guarda chuvas coloridos. Depois da quinta Adrian achou que era o suficiente e tirou o marido de lá. 

-Adrian... - Zuken falou, um pouco urgente. - Preciso ir ao banheiro. Já volto. 

Zuken se soltou dele antes que pudesse impedir e Adrian o seguiu um pouco de longe, porque era difícil alcançá-lo com tanta gente se mexendo. Zuk estava um pouco tonto e dava para ver pelo modo irregular que ele caminhava. 

Adrian viu o marido entrando nas cabines olhando desconfiado para as massas ao redor. Quando o marido voltou ele estava chacoalhando as mãos dramaticamente no ar e rindo para si mesmo, a máscara torta revelando metade do rosto, os cachos uma massa loura e revolta. 

Um cara segurou seu braço e sussurrou algo em seu ouvido, ele apontou para o anel no dedo e depois olhou ao redor, seus olhos se encontraram e ele acenou bem rápido. Adrian pensou que aquele seria o momento que ele estragaria a noite de todo mundo socando o cara que estava flertando com seu marido mas Zuk estava tão feliz acenando para ele que ele só pode acenar de volta e esperar o marido vir até ele. 

Zuken se aproximou dele e pendurou em seu pescoço girando os dois no meio da multidão. Adrian esperou ele parar e ajeitou a máscara delicadamente para que eles não fossem reconhecidos. 

-Adrian, estou um pouco tonto. - Disse Zuken voltando a rodar os dois. 

-Vamos sentar e te dar água. - Adrian o levou até o balcão do Bar e esperou desocupar um espaço e sentou o marido ali. Zuken deu gritinho nada príncipesco e depois riu.

-Bebe tudo amor. - Disse Adrian e entregou para ele a garrafa de água.

-Adrian é nossa última noite como dois caras normais, você tem que me dar tesão e não água. - Protestou Zuken e deu uma grande golada. Adrian olhou ao redor e viu Magnus e Alec abraçados na pista, eles estavam rindo um para o outro e pareciam se divertir.

No auto falante começou uma música lenta que ele reconhecia como parte da trilha sonora de um filme erótico. Zuken passou os braços ao seu redor e o beijou. Ele tinha gosto da tequila e Zuk, aquela combinação era o suficiente para deixar seu cérebro meio aéreo.

-Adrian, estou ficando excitado. - Disse Zuken, com um sorriso depois de solta-lo. - Você sabe o que é "uma gay padrão"?

Adrian engasgou.

-O quê?! - Perguntou Ele.

-O cara no banheiro disse que "uma gay padrão" como eu sempre arruma namorados gostosos. Não sei o que isso significa. - Zuken pareceu curioso e Adrian quase achou que ele estava delirando. 

-Acho que é porque você é loiro e branco. - Respondeu Adrian, ele também não estava familiarizado com o termo. Talvez Magnus soubesse. 

-Então você não é "uma gay padrão"? - Perguntou Zuken fazendo aspas no ar. - Bom, branco você não é, está mais para uma cor de chocolate, aqueles que derretem na boca. - Zuken passou os braços por seu pescoço e o puxou para perto. - Deixa eu chupar seu pau até você derreter na minha boca? 

Adrian respirou fundo. Ele iria responder mas sentiu alguém cutucando seu braço e Magnus e Alec estavam lá. A música sensual foi substituída por uma animada e Zuken se jogou do balcão. 

-Magnus dança essa música comigo! - Ele gritou e antes que Adrian pudesse impedir eles já estavam na pista se mexendo no ritmo. Magnus de uma maneira perfeita e ritmada enquanto seu marido parecia um pássaro tentando voar. 

Adrian riu, queria gravar mas o celular tinha ficado em casa. Ele olhou para o lado e viu Alec gravando. 

-Você leu a minha mente agora. - Disse Adrian e Alec riu. 

-Eles estão muito bêbados. - Respondeu Alec. - Eu vou esfregar isso na cara deles pelo resto da minha vida. 

-Me manda isso eu tenho que zoar o Zuk pelo próximo mês. - Pediu Adrian. 

Magnus girou Zuken em um círculo perfeito mas os dois quase caíram e riram. Adrian revirou os olhos para as bobagens que a tequila obrigava um ser humano a fazer. 

-Não vai beber hoje? - Perguntou Alec, sentando onde Zuken estava a minutos atrás. 

-Zuk está muito bêbado, tenho que cuidar dele hoje. - Respondeu Adrian. - E você?

-Na mesma, Magnus vai chegar no quarto quase morto e preciso ajudar ele. Nós somos os sóbrios da noite. - Alec anunciou e pediu dois refrigerantes, ele entregou um para Adrian e bebeu o outro. 

-Como vai a temporada? Ansioso para voltar? Esse ano o circuito termina aqui, Zuk esta muito empolgado por ter você outra vez aqui. - Perguntou Adrian, tentando ser educado. 

-Eu vou ganhar, tenho um número alto de vitórias e para alguém me alcançar eu teria que perder todas as corridas até o fim e é impossível não ganhar pelo menos uma. - Alec sorriu. - Vou adorar ver o Zuk me entregando o troféu. 

-Ele também, a semana que você passou aqui ele ficou tão animado que fez uma super programação. Você e Magnus deveriam trazer os meninos, eles vão adorar o Palácio. - Era uma oferta real e de paz. 

-Eles queriam muito vir mas você sabe... É bem arriscado. - Alec suspirou. - Espero que dê tudo certo. 

-O maior risco é na coroação, porque vai ser televisionado. - Disse Adrian e encolheu os ombros. Ele espiou Magnus e Zuken, aparentemente o irmão estava mostrando para ele como mexer os quadris em um rebolado sem ser desajeitado. Alec notou a mesma coisa. 

-Espero que dê tudo certo. - Disse Alec, repetindo a frase anterior. 

-Obrigado.

Eles continuaram observado seus respectivos pares na pista de dança até que eles cansaram e voltaram. Zuken se jogou em seus braços. 

-Magnus disse que eu sou "uma gay padrão"!- Exclamou Zuken. - Eu achei ofensivo mas acho que é ofensivo achar ofensivo. 

-O quê acha de irmos para casa? - Perguntou Adrian. - Você já bebeu muito e está tonto. 

Magnus estava encostado em Alec e o piloto deu uma olhada para ele do tipo "eu avisei que ia acontecer". 

-Não, a gente nem dançou juntos. Eu quero muito dançar com você Adrian. - Zuken o puxou para o meio da multidão e passou os braços pelo seu pescoço. 

Ele segurou a cintura do príncipe e o manteve perto. Magnus estava um pouco atrás enquanto Alec dava algo para ele beber, provavelmente um refrigerante com um canudinho. 

Zuken estava um feixe de inquietude, ele se mexia de um lado para o outro e os olhos focados nos seus. A máscara estava torta outra vez e Adrian arrumou. As músicas agora eram lentas e sensuais. 

-Adrian, me abraça por trás. - Disse Zuken e se virou. Ele fez o que o marido pediu, passou os braços por sua cintura e continuou se mexendo no ritmo lento da música. Zuken inclinou a cabeça para o lado e deixou o pescoço exposto e Adrian sabia o que ele queria. Ele passou os lábios por ali delicadamente para não marcá-lo e o ouviu gemer. Estavam cercado dê pessoas mas ninguém iria realmente reparar neles, eram só um casal anônimo se curtindo na pista.- Adrian, você está excitado? 

-Não amor e não podemos. - Disse ele, baixinho. Era adorável como o marido estava falando tantas vezes seu nome. 

-Mas eu quero sentir, por isso virei. - Disse Zuken. Adrian iria negar e dizer que ficar excitado no meio de uma boate era errado e muito arriscado mas eles estavam de máscara e não iriam ser reconhecidos, além é claro de Zuk estar se esfregando dele de um jeito muito provocativo. Adrian o virou de frente para ele. 

-Zuken, você precisa parar. - Disse Adrian, percebendo como era fácil perder o controle quando se travava do marido. - Você me deixa descontrolado. É loucura Zuk e você precisa parar de me provocar ou coisas como a que fizemos no telhado vão ser comuns e nós não podemos. 

-Quero ir embora. - Sussurrou Zuken. - Me leva para o nosso quarto. 

Adrian soltou o ar, tinha que manter o controle, tinha que manter a cabeça fria. Tinha que... Então Zuken, no meio de uma boate, cheia de pessoas se abaixou e ficou na altura ideal para um boquete. O príncipe sorriu e passou a mão nele, sem disfarçar. Ele olhou ao redor mas ninguém tinha reparado neles. 

-Perde o controle Adrian, quero sentir você duro e então eu paro. - Gritou Zuken para ser ouvido, ele se aproximou um pouco e colocou a língua para fora, como se esperasse algo e que Deus o ajudasse. Sua calça ficou apertada e ele sentiu o ambiente tão quente que quase caiu. Ele sentiu o suor escorrendo em suas costas e mordeu o lábio com tanta força que sangrou. Ele apertou os punhos, ainda poderia se controlar... Zuk tinha bebido e... - Quero sentir você bem fundo na minha garganta, Adrian. 

-Porra Zuken. - Gritou ele e o marido levantou, um sorriso divertido. 

-A gente vai pra casa ou você ainda tem alguma objeção? - Perguntou Zuken. 

Adrian só negou, incapaz de qualquer outra coisa. 

***

Adrian não queria ter ido embora cedo mas Zuken e Magnus estavam realmente bêbados e depois daquele episódio desconcertante, ele não tinha mais forças para estar fora de casa. O irmão tinha praticamente se jogado no colo do Alec enquanto ficava repetindo que queria muito dormir com aquele anjo. 

-Você vai direto para um banho gelado. - Disse Alec. 

Zuken riu. 

-Não ria, você também vai. - Adrian o alertou e viu seu príncipe adotar uma careta emburrada. 

Adrian entrou no Palácio e eles desceram do carro. Alec ajudou Magnus e se despediu deles. Adrian acenou de maneira simpática e antes que pudesse falar qualquer coisa Zuken o empurrou para um canto escuro do Hall de entrada. 

-Você já teve fantasias sexuais? - Perguntou Zuken, ele ainda estava usando a máscara mesmo que Adrian já tivesse alertado que era seguro tirar. - Comigo? 

Adrian nunca tinha pensado a respeito então negou. 

-E você Zuk? - Ele devolveu a pergunta. O marido estava corado. 

-Tive uma hoje... Mas você não precisa fazer. - Ele estava constrangido e Adrian quase riu do arrombo de amor que era acometido. As vezes até faltava ar. - Vem comigo. 

Zuken o puxou pelos corredores intermináveis do Palácio até a área que não era aberta a visitações e eles pararam em frente uma porta, o marido encarou a madeira por alguns segundos e depois respirou fundo e entrou. O vento gelado os atingiu de uma vez e quando ele notou que aquele cômodo costumava ser o quarto de alguém, quase se solidarizou com a pessoa que vivia dentro daquele cômodo frio. 

-Bem vindo ao quarto, eu dormia aqui até fugir com você e voltarmos casados. - Zuken anunciou. Ele passou os braços ao seu redor. - Tinha me esquecido de como é gelado. 

Adrian quase podia vê-lo ali sozinho, com medo de si mesmo. 

-Sua fantasia tem haver com esse quarto? - Perguntou Adrian e o marido negou bem rápido. 

-Estou ensaiando para trazer você aqui a um tempo mas estava sem coragem, passei muito tempo escondido aqui dentro. - Zuken passou a mão por um armário grande de madeira e abriu. - Eu tive "a grande revelação", dentro desse armário. Irônico não? 

-Por que não mandou desmontar esse quarto? - Perguntou Adrian, parecia uma ferida aberta. 

-Eu queria mas não antes de trazer você. Meu pai conversou comigo aqui, ele estava parado no mesmo lugar que você. - Zuken pegou uma caixa preta no fundo do armário e sentou na cama. - Foi quando ele me disse que sabia que eu era gay e que se nós não fossemos da realeza ele adoraria me ajudar com o processo de me assumir mas que infelizmente nós éramos e eu precisaria ser discreto. 

Adrian caminhou até a cama e se deitou, acariciando as costas de Zuken para declarar seu apoio mesmo que silencioso. 

-Eu sempre achei que estava condenado a ficar preso dentro deste quarto, escondido no armário de madeira por toda a minha vida. - Zuken suspirou. - Eu namorei o sobrinho do primeiro ministro e foi assim que ele descobriu que eu era gay, nós dois sempre estávamos juntos e... - Zuken suspirou outra vez e mexeu na caixa preta na cama, intocada. Ele estava retribuindo o segredo. Adrian tinha contado para o marido um tempo atrás sua experiência ruim com o primeiro amor e agora ele estava retribuindo. - Acho que foi a primeira vez que eu vi como as pessoas poderiam ser cruéis. Jimmy e eu sempre fomos discretos mas acho que não o suficiente, quando Jude descobriu nós nunca mais nos vimos. Eu queria saber o que aconteceu com ele e... Bom, foi por isso que meu pai disse que eu não deveria me assumir sendo um futuro rei, as pessoas não iriam entender. Por muito tempo eu achei que amar um homem era impossível, que eu não poderia jamais abrir meu coração porque não era possível. - Zuken tirou a tampa da caixa e Adrian se esticou para ver o que tinha dentro. Tinha um livro de um romance entre dois homens, um broche dourado com o símbolo dá família real de Mônaco e uma foto numa moldura de Zuken mais novo com um garoto. Adrian conteve a centelha de ciúmes porque não era o momento para se sentir inseguro. Zuken guardou a máscara lá. - Jimmy foi o primeiro cara que eu gostei e foi a primeira vez que eu vi a homofobia de perto. Depois dele eu entendi que jamais teria um príncipe encantado, ninguém ia me salvar da minha torre de pedra... 

-Eu salvo. - Adrian sussurrou, puxando ele para si. - Eu salvo você de quantos dragões de homofobia aparecerem. 

-Sei disso, agora eu sei. Nunca imaginei que um dia pudesse estar na minha cama com um cara lindo que é meu e o mundo todo sabe que é meu! - Anunciou Zuken, sorrindo. Ele se soltou de Adrian e guardou a caixa no lugar, pegou uma caixinha preta menor e eles saíram de lá. Adrian já tinha feito muitas coisas íntimas com Zuken mas aquela parecia a maior de todas. 

 ***

Zuken não gostava de acordar sozinho na cama porque Adrian sempre acordava mais tarde que ele e quando isso acontecia significava ou que ele tinha se excedido ou os dois tinham brigado e pela secura na garganta ele já imaginava que tinha se excedido. Adrian não tinha obrigado ele a tomar um banho frio mas tinha obrigado ele a tomar banho sozinho e depois a dormir sem transarem porque ele estava bêbado, mesmo que tivessem voltado para casa porque ele estava excitado. 

Uma consulta no celular revelou que era madrugada e ele olhou o marido sentado na escrivaninha, o notebook novo projetando sombras no seu rosto. 

-Adrian, eu estou morrendo. - Disse Zuken e o marido sorriu, ele colocou o computador para o lado e o encarou. 

-Não está morrendo Zuk você só está com o início da ressaca que vai estar pior amanhã cedo. - Disse ele. Zuken esfregou os olhos e resmungou. - Você se lembra de tudo? 

-Não diz tudo parece que aconteceram mais coisas do que aconteceu. - Explicou Zuken. 

-Bom, então posso listar os meus acontecimentos favoritos? E fiquei tranquilo, já está incluso sua dancinha esquisita com meu irmão e o fato de "eu ser um chocolate que derrete na sua boca".- Zuken se virou para Adrian e quase lançou o travesseiro nele para tirar aquele sorriso sacana de seu rosto. 

-Adrian, eu já estou semi morto, por que não ter misericórdia? - Ele pediu e se arrastou até o marido. Adrian abriu os braços e o segurou em seu colo. Zuken viu na tela centenas de rostos de homens e contatos. - Está tentando escolher um CEO? 

-Sim, eu queria já ter uma boa escolha até amanhã mas todos eles parecem muito inclinados a transar com um funcionário. Quero dizer, olha só, eles são iguais. - Adrian puxou o computador e rolou pela tela. A época em que Zuken jamais chegaria perto dele trabalhando parecia tão distante e irreal agora. - Ou são muito sérios ou tem uma postura descontraída demais, nenhum deles consegue ser charmoso e gracioso como eu. 

Zuken riu com vontade. 

-Charmoso e gracioso? - Perguntou ele, usando o tom de deboche que ele sabia que Adrian iria entender.

-Sim, eu sou muito profissional. Eu jamais me renderia aos encantos de um assistente tímido e de óculos. Esse clichê não funciona comigo. - Disse Adrian com uma travessura nos olhos. Zuken não iria citar o escândalo dele com o assistente porque tinha sido uma armação com ele e algumas coisas eram melhores enterradas. 

Ele se levantou e pegou a camiseta social preferida de Adrian, era um tom de bege e tinha sido feita inspirada nele em uma coleção de roupas sociais famosas. Zuken pegou a caixinha dos seus óculos, ele costumava usar quando mais novo para ler. 

Adrian o investigou, tentando entender porque o marido estava se arrumando. Ele passou a mãos pelos cabelos e apertou as bochechas para deixá-las coradas. 

Zuken voltou até a mesa e não o encarou. Ele fechou o computador de Adrian e sentou na mesa. 

-Senhor Bane... - Ele começou e deu um tapa na mão de Adrian quando ele agarrou sua coxa com força. Zuken mordeu os lábios e piscou os olhos usando falsa inocência. - Eu não consegui fazer o que me pediu ontem, estou muito envergonhado. 

-Porra Zuk... - Adrian novamente agarrou sua coxa e dessa vez ele deixou. - Você não cansa de jogar na minha cara que eu estou errado?! Se for com você eu definitivamente tenho essa fantasia. 

Zuken não sorriu, ia manter o personagem até Adrian perder o controle. Ele tirou a mão do marido de sua coxa e se aproximou mais, sua garganta estava seca a alguns minutos mas agora estava quase babando com a visão de Adrian o encarando como se ele fosse o homem mais bonito do mundo. 

-Eu não sabia como contar, senhor Bane. - Zuken colocou a mão em seu peito e o empurrou na cadeira, impedindo ele de levantar. - Mas tudo bem, eu aceito o que quiser fazer comigo... 

Ele amava o momento exato em que Adrian perdia o controle porque era como a explosão de um balão, ele enchia até não aguentar e então vinha uma reação exagerada e forte. Adrian o pegou no colo e em segundos eles já estavam na cama. Zuken passou as pernas por sua cintura e o forçou para baixo. 

-Você tão gostoso usando minhas camisetas. - Sussurrou Adrian. Ele enterrou a cabeça no pescoço de Zuken e o príncipe ofegou enquanto Adrian ficava ali, inalando seu perfume e chupando seu pescoço com delicadeza. 

-Adrian, preciso... Preciso de você agora. - Implorou Zuken, sem se importar com o decoro e com as coisas que tinha sido ensinado a não dizer. Não implore por prazer, não mostre desejo, não seja vulnerável... Não case com Adrian Bane, ele quis dizer para as vozes em sua cabeça, não case com um cara gostoso. 

Adrian não respondeu, ele abandonou seu pescoço e se voltou para seus lábios e finalmente o beijou. Zuken se voltou dele para tirar os óculos mas quando colocou as mãos nele o marido o impediu. 

-Vai estragar a fantasia amor. - Disse ele e nos próximos segundos Adrian estava o tocando em todos os lugares, seus corpos estavam unidos e ele acertava seu ponto sensível sem nenhum esforço, suas bocas coladas e Adrian segurava sua coxa com força, deslizando por toda a extensão e o apertando. Ele provavelmente ficaria marcado no dia seguinte e provavelmente estaria dolorido mas queria mais, precisava de mais. 

-Mais fundo Adrian, quero você mais fundo em mim. - Dizer aquelas palavras, naquele momento, fez Zuken sentir o rosto esquentar mas ele queria. Nunca fora santo, sabia dar suas escapadas mas eram discretas, eram sempre contidas, pouco inflamáveis e quando estava com Adrian, desde o primeiro segundo ele sentiu como se fosse gasolina pura e que tinha finalmente encontrado seu fósforo e só queria queimar, até não aguentar mais, até seu corpo inteiro tremer. 

-Vou te machucar se for mais fundo Zuk...-Sussurrou Adrian, ele sempre de conteve, sempre manteve o fogo deles sob controle porque tinham passado a vida toda sendo regrados e agora... Agora ele não sabia mais como tinha vivido tanto tempo sem ele. 

-Adrian, eu quero forte e fundo. - O marido se abaixou e o beijou. Então ele cessou os movimentos. 

-Fica de quatro Zuk. - Ordenou ele. Ele obedeceu. Adrian apoiou sua cabeça gentilmente no travesseiro e segurou seus braços junto às costas e ele esperou. Então o marido voltou a arremeter nele, com força e fundo e Zuken esqueceu que ele era um príncipe, que estava no Palácio e que quem passasse ali poderia ouvir ele gemendo de um jeito nem um pouco educado mas que se danasse o mundo. Adrian acertou um tapa forte na sua bunda e ele mordeu a boca com força. Zuken gritou de prazer então o marido acertou outro e sua pele ardeu. 

-Mais forte Adrian. Mais forte... - Implorou ele. 

Mas Adrian não poderia, não quando ele já estava sem controle. Zuken não pode não acompanhar o marido quando sentiu o ápice dele dentro si e fechou os olhos, deixando todo o corpo colapsar com o prazer. 


Notas Finais


Gente isso ficou enorme, próxima parte do cap sai logo logo eu prometo, ia acabar aqui mas tem muita coisa ainda
Até logo bjooos


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