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História O jacaré manco e a pedrinha que fica na beira do lago - Capítulo 5


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Notas do Autor


Chega até arrepiei

Capítulo 5 - 05. Cantadas baratas não passarão, e suco de acerola mancha


– E aí elas se revoltaram contra aqueles pombos meio mafiosos, o tráfico de pipoca nessa época era a principal fonte de renda deles. Se eu fosse um corvo, ficaria do lado das andorinhas intelectuais, elas eram meio iluministas, do tipo que gosta de pegar sol e tals. No fim todo mundo acabou se bicando, era cocô pra todo lado, foi horrível. A caganeira foi muito intensa, e acho que ninguém sabia motivo do começo da briga pra fim de conversa, uma pataquada. – Seokjin deu um gole no chá de ameixa. 

 

– Não mete o Chimin no meio! Pato não é passarinho, tá? Se bem que ele tem um primo que...

 

– Silêncio aí, Jungkook, eu quero ouvir o que o Carlinhos tá falando. 

 

– Mas Hoseok, todo mundo sabe essa história, tu mora onde a guerra aconteceu! – O jacaré balançou a cabeça desacreditado na boilagem daqueles dois. Continuou esfregando a toalha de mesa na tábua com sabão, aquela mancha maldita tinha que sair, nem que fosse com água sanitária. Sério, suco de acerola é água com fruta batida!

 

– Eu não sabia. O SENHORITO NÃO DEVERIA ESTAR LAVANDO UMA CERTA TOALHA DE MESA?

 

– Não liga pra ele, HôHô. – mandou beijinho no ar – Continuando, as iluministas todas foram pra copacabana, e até que isso fez sentido né, elas gostam de sol e de iluminaç–

 

– Vou pra sala.

 

Com toda a sua dignidade, Jungkook pegou sua barcia cheia de amaciante e se dirigiu à sala de estar, não tava mesmo com paciência pra aguentar a boiolagem alheia na cozinha. Nem sabia que intimidade era aquela do nada, tipo, bem do nada. Parecia coisa de fanfic.

 

– O GUINHO TÁ ASSISTINDO BOB ESPONJA NA SALA, VÊ SE NÃO ATRAPALHA. – Seokjin gritou da cozinha, o manco revirou os olhos. Tá, talvez grande parte da sua implicância com a alpaca fosse porque ela o obrigou a lavar aquela merda de pano, quem faz isso com visitas? V-i-s-i-t-a-s. Isso tudo no meio do seu diálogo complexo com o amor da sua vida, será que dava pra fazer um casaco com o pelo do Jin? Nem ia doer...

 

– Que isso, atrapalha não. – Guinho sorriu enquanto pulava no controle remoto pra trocar de canal. Ódio? Acho que esse sentimento existe não. De repente tudo ficou tão rosa e colorido, com cheiro de balinha e tocando um shalalázinho no fundo. 

 

– O-Obrigada. Posso me sentar aqui? – Apontou pro chão. 

 

– Claro.

 

Silêncio. Sem pânico, Jungkook, apenas vá na sua biblioteca mental e ache o assunto mais interessante do mundo pra conversar. Sem comentar sobre o clima. 

 

– Guinho... Eu preciso de uma geladeira urgente.

 

– Por que?

 

– Porque eu me derreto todo quando eu te vejo. 

 

Em cheio, bem no coração, ou quase.

 

– Eu sou uma pedra, não tem como eu te derreter. Se a sua pele se soltasse dos ossos, uma geladeira não seria capaz de fazer ela voltar ao normal, além de ser muitíssimo dolorido. Espera... Isso foi uma... – piscou duas vezes – ... Cantada? Com “derreter” você quis dizer derreter de amores, como um calor que surge do íntimo de te consome aos poucos, onde a única solução seria um resfriamento imediato em algo como um refrigerador? Você disse, indiretamente, que gosta de mim? E usa cantadas baratas como uma forma de proteção contra um fora definitivo, e pra deixar o clima mais leve? Porque se for isso, eu também preciso ir em alguma geladeira me resfriar, o que soa estranho, já que eu sou uma pedra composta de minerais–

 

– JUNGKOOOOOOOOOOK, GUINHOOOOOOOO, VAMOS! O CARLINHOS DISSE QUE QUER CONHECER MINHA CASA.


 


Notas Finais


(>~ u ~)>


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