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História O Jantar - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


História de minha autoria, porém, personagens não me pertencem;
Não plagiem, ok?!

Capítulo 1 - O Jantar


Marcelo se encontrava ainda sentado na mesa observando tudo o que havia feito para Débora. Queria agradar a “esposa”, mas tudo havia dado errado. Como sempre, Débora havia feito questão de reclamar de tudo. Tudo sempre estava errado. Tudo sempre nunca estava do jeito que ela gostava e o pior, Débora nem sequer fingia gostar. Ela simplesmente dizia na lata que estava ruim. Tudo estava dando errado naquele dia. Sem contar naquela chuva que não parava de cair. Parecia que viria um dilúvio a qualquer momento.

Marcelo já estava cansado da mesma coisa. Movia céus e terra para agradar a mulher e ela sempre lhe “agradecia” com as mãos cheias de pedras. Nada estava bom. Nada estava do seu agrado. Marcelo se arrependia muito por ter deixado Luiza para ficar com ela. Se arrependimento matasse... Provavelmente ele já estaria morto. O professor encarava toda aquela mesa de jantar sem saber o que fazer. Iria jogar tudo fora? Era o certo a se fazer, afinal, Débora nem sequer havia tocado na comida. Simplesmente foi pro quarto, alegando estar morrendo de dor de cabeça. Era sempre assim. Era sempre a mesma coisa. E isso acabava com ele. Seu casamento nunca foi um mar de rosas, mas ultimamente... Estava indo de mal a pior e ele já estava cansado da mesma coisa. De tentar agradar e só levar patadas. Estava cansado de tentar investir numa relação sem futuro. Seus pensamentos são despertados ao perceber que alguém batia em sua porta. – Quem será a essa hora? – O moreno se pergunta e então se levanta da mesa para ir abrir a porta. Assim que abre a mesma, Marcelo se surpreende ao ver Mirela em sua frente.

- Mirela? O que faz aqui? Ainda mais com essa chuva. Ficou louca? – O professor fala vendo a jovem ali, toda ensopada pela chuva.

- Olá, vizinho... Tio do Guilherme. Ér... Quero dizer, professor Marcelo. O Guilherme está aí?

- Ér... Oi, Mirela. Ele... Ele não está aqui. Mas... Entra. Fique à vontade. – Marcelo fala e abre espaço para a jovem passar. – Meu Deus! Agora que estou vendo! Você está ensopada. – O professor fala e corre pegar uma toalha para a jovem que sorria sem graça.

- Ér... Obrigada. Desculpe atrapalhar. Eu... Eu tenho que ir agora. Obrigada pela toalha. – A jovem fala após secar o rosto com a mesma. Ela sorri entregando a peça de pano para o professor que sorri.

- De nada. Mas... Você não vai sair daqui a essa hora e com essa chuva, não é mesmo? Mirela... Você pode pegar um resfriado.

- Eu sei, mas... Preciso voltar pra minha casa. Minha vó vai ficar louca se eu demorar e... – Mirela tenta falar, mas Marcelo a interrompe. Apesar de já ter dezoito anos, a jovem ainda morava com sua vó e precisava dar explicações a ela, até porque, ela e Nancy eram as únicas pessoas de sua família que estavam com ela na cidade.

- Faz o seguinte. Espera a chuva passar. Caso não passe, você liga pra sua avó e avisa que irá dormir aqui.

- O QUE? Mas...

- Não tem mais e nem meio mais. Você vai ficar aqui até a chuva passar.

- Tá bom. Vou ficar. – Mirela fala erguendo os braços, completamente rendida.

- Está com fome?

- Um pouco. Porque?

- Aceita jantar comigo?

- Hã? Mas... E a Débora?

- Está trancada no quarto... Dormindo. Deve ter tomado um calmante. E sempre que faz isso, acorda só no dia seguinte. Enfim... Não quero falar dela. Então... Aceita?

- Tá. Aceito sim. – A jovem fala e se aproxima da mesa que ainda estava posta.

- Eu vou colocar a comida esquentar. Espera só um momento. – O moreno fala e Mirela sorri. Assim que Marcelo vira as costas para ela, a jovem sorri o admirando. Ele era gato demais. E bom demais pra estar com uma mulher como Débora. A mulher parecia o cão chupando manga. Além de chata e sem sal, não merecia um homem como ele. Não mesmo. A quem ela queria enganar? Mirela sabia exatamente porque havia ido ali na casa de seu futuro professor. Não havia ido procurar seu sobrinho. Guilherme estava bem longe de seus pensamentos e ela sabia disso. Marcelo sempre fora o dono de seus sonhos mais românticos e ao mesmo tempo mais quentes. Ela tinha consciência de que uma relação com ele era impossível. Logo as aulas começariam e ele seria seu novo professor, além de ser seu vizinho e tio do garoto ao qual ela “estava afim”. No fundo, ela não estava afim do sobrinho e sim do tio. E agora estava ali... Sozinha com ele. Iria jantar com ele. Os dois. Sozinhos. Era surreal demais. Era mágico demais. Perfeito demais. Parecia até mesmo um sonho. Mais um deles. – Mirela? Está me ouvindo?

- Ah... Oi... Ér... O que você disse mesmo?

- Perguntei se está ansiosa pra voltar as aulas.

- Ah sim. Estou bastante ansiosa. Nervosa também, confesso. É meu último ano e quero fazer história na Ruth Goulart, rsrs. E você? Fiquei sabendo que será meu professor este ano.

- Sim. Meu primeiro ano como professor após anos viajando por aí. Tirando fotos de tudo e todos... Não sei se me darei bem, mas... É o que sempre gostei e estou feliz pela profissão que escolhi.

- Você vai se sair bem sim. É uma ótima pessoa. E tenho certeza de que será um ótimo professor.

- Obrigado. Ér... Não iria te oferecer, mas... Aceita uma taça? – Marcelo fala apontando para a garrafa de vinho.

- Sim, aceito.

- Você já tem dezoito anos?

- Completei faz um mês. - Mirela fala e Marcelo acena positivamente.

- Fico aqui pensando... Se a diretora do colégio descobre que um professor está embebedando sua aluna... Serei demitido na hora. Rsrs.

- Relaxa, professor. Não estamos na escola ainda. Então... Somos apenas Marcelo e Mirela. Vizinhos. Apenas isso. – A jovem fala e pega a taça que Marcelo havia servido o liquido.

- Tem razão. Bom... Vamos jantar então. – O professor fala e se afasta novamente para ver se a comida estava quente. Ele volta com a mesma e a coloca na mesa.

- Humm... Está com um cheiro maravilhoso.

- Que bom. Espero que esteja saboroso também. Rsrs.

- Vai estar. Tenho certeza. – A jovem fala e sorri para o professor que sente seu olhar diferente, mas decide ignorar. Era loucura demais pensar que ela estava dando em cima dele, não era? Não, não era. E logo ele iria descobrir isso.

Mirela começa a comer a comida feita por Marcelo e fecha os olhos ao provar um pedaço da carne que o professor havia feito. – Está uma delícia. Humm... Acho que se o emprego de professor não der certo, você deveria virar chef de cozinha.

- Não é pra tanto. Rsrs. – Marcelo fala sem graça. – Está tão bom assim?

- Está perfeito. Marcelo, tá maravilhoso. Prova. – A jovem fala e corta um pedaço de sua carne e aproxima o garfo da boca do professor que prova a mesma encarando os olhos de Mirela.

- É... Realmente... Está muito bom mesmo. É uma pena que a Débora não pense assim... – Marcelo fala com um olhar distante.

- Esquece ela, Marcelo. Bom... Sei que é sua esposa, mas... Não consigo entender como a aguenta.

- Nem eu. A Débora de uns meses pra cá está cada vez pior. Nossa relação está indo de mau a pior e eu não sei o que fazer.

- Se separa dela, ué. Simples. Pelo que sei, vocês não são casados no papel e nem na Igreja. São apenas... “Amigados”. Então... Não tem muito o que fazer.

- Ela jamais aceitaria isso. Você não a conhece como eu a conheço, Mirela. A Débora quando quer pode ser muito vingativa. Mas, mudando de assunto... Porque achou que o Guilherme estava aqui?

- É que como vocês são tio e sobrinho e ele prefere você do que o próprio pai... Achei que estaria aqui.

- Gosta dele?

- Como amigo... Sim. Ele é super gente boa.

- Perguntei como homem. O vê como um garoto para ser seu namorado?

- Não. Não o vejo assim. – Mirela fala e toma um gole de seu vinho. – Prefiro homens mais velhos. – Marcelo engole a seco e começa a comer.

O restante do jantar passa com assuntos aleatórios e após o mesmo, Marcelo e Mirela sentam-se no sofá da sala do professor. Um ao lado do outro. – Ainda está com os cabelos molhados e a roupa também. – Marcelo fala encarando o corpo de Mirela que com o vestido branco, havia ficado transparente e dava para ver claramente seu corpo. Corpo este que ele já havia notado há tempo, mas jamais faria ou falaria algo. Ela seria sua aluna e ele era “casado”.

- Daqui a pouco seca. Não ligo muito pra isso.

- Pode ficar doente dessa forma.

- Calma, professor. Não vou ficar doente. Tenho uma saúde de ferro. Pode ficar tranquilo. – Mirela fala fazendo Marcelo dar uma leve risada. Ele então encara a janela atrás da jovem e percebe que a chuva ainda não havia passado, mas sim aumentado ainda mais a intensidade.

- Pelo visto essa chuva não vai passar nunca.

- É bom que não passe mesmo. Até porque... Preciso fazer uma coisa que... Talvez essa chuva tenha ajudado bastante... – Falando assim, Mirela se ajoelha no sofá e se aproxima ainda mais de Marcelo que congela o corpo ao ver sua aproximação. A jovem sem pensar duas vezes, beija o professor que fica sem reação alguma.

Surpreso com a atitude de Mirela, Marcelo pensa em empurrá-la, mas não queria magoá-la. Se correspondesse também a magoaria, mas... O que faria? Sem nem perceber, o moreno começa a corresponder lentamente o beijo da jovem que pede passagem com a língua onde é prontamente atendida pelo professor. Marcelo que estava com um dos braços na borda do sofá, acaricia levemente o rosto de Mirela enquanto sua outra mão passa a segurar sua cintura com uma certa força. Mirela acaricia a nuca do mesmo e sorri em meio ao beijo, ainda não acreditando que seu futuro professor estava correspondendo suas carícias. Aquela noite seria melhor do que ela esperava. Já estava sendo. Disso ela não tinha dúvida nenhuma.


Notas Finais


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