História O Jardineiro - Capítulo 21


Escrita por: e Rose_Quartz

Postado
Categorias Naruto
Tags Jardineiro, Naruto, Sasusaku
Visualizações 960
Palavras 1.350
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLHA QUEM VOLTOOOOOU

Você está indo pra cama dormir? Se preparando pra acordar amanhã cedo e começar a semana toda outra vez? Ah, então aproveita pra dormir com o coração quentinho com esse capítulo <3

Demorei, mas cheguei. E ainda voltei com duas notícias. Uma boa e uma ruim. Qual preferem ouvir primeiro?

Vamos começar pela boa: como eu sei que demorei muito, resolvi fazer postagem sequencial desse e do próximo capítulo. Ou seja, amanhã o próximo capítulo já vai sair!

Porém, a má notícia é que o capítulo de amanhã será o último de O Jardineiro :/ Será nossa despedida, senhoras e senhores.

Mas sem desanimar agora, não é? Já estamos na reta final! Sem mais demora, fiquem com o penúltimo capítulo dessa fanfic.

Boa leitura <3

Capítulo 21 - Telefonema


Fanfic / Fanfiction O Jardineiro - Capítulo 21 - Telefonema

Era uma tarde de sábado. No jardim principal da mansão, Shizune tricotava algo, distraída pelo falatório de Sakura.

Sakura estava ajoelhada em meio às flores. Tagarelava animada sobre a data que ela e Sasuke haviam escolhido para o casamento e como achava um absurdo aquele papo de vestido exclusivo desenhado por Seiláquem com a assinatura de Sabe-seláDeus.

Fazia pouco mais de quatro meses que havia sido pedida em casamento. Por Deus, pedida em casamento! E logo seria esposa de Sasuke. Seu tão amado noivo. Os joelhos fraquejavam sempre que se dava conta da dimensão de tudo aquilo.

Num momento de descuido, Sakura espetou o dedo no espinho de uma das rosas e Shizune riu quando ela meteu o dedo na boca.

— Ai — ela reclamou, limpando os resquícios de sangue na barra do vestido. — Não ria!

— Ai, Sakura! Como você é boba — levantou-se do banco, batendo as mãos na calça. — Não precisa mais se matar nesse jardim agora que é noiva de Sasuke. Contrate outro jardineiro, mulher! Logo será a senhora Uchiha!

Sakura abriu um sorriso, negando com a cabeça e secando a fina camada de suor sobre a testa com o braço direito.

— Cuidar dos jardins não é trabalho, Shizune — aprumou um bonito lírio que crescera forte. — Além disso, eles têm um significado muito especial para Sasuke e para mim. Os jardins dele... — ela parou por alguns segundos. — Os nossos jardins precisam ser cuidados com amor e zelo. Não estou disposta a abrir mão dessas belezuras. Veja! — Apontava animada para os brotos que cresciam ao fundo.

— Falando em plantas, acabou de chegar uma nova caixa de maçãs — Sakura imediatamente largou suas ferramentas. — Jiraiya perguntou se estávamos pensando em fechar uma exportação por aqui devido à quantidade de maçãs que andamos pedindo.

— Ah, que exagero! — Sakura levantou-se. — Foram só duas caixas no máximo!

— Sakura, essa já é a quinta! — Shizune riu alto, acompanhando o passo apressado da amiga em direção à cozinha. — Ei, nem pense em comê-las antes do almoço!

— Tsc, sabe que sempre tenho espaço — deu um tapinha no estômago.

Realmente, Sakura andava comendo bastante nos últimos dias. Às vezes se perguntava se ela tinha uma perna oca ou algo do tipo para onde ia toda a comida.

Fora o fato de que, há pouco mais de um mês, havia quase delirado de vontade de comer as maçãs do pomar da fazenda nos Alpes. E só comia delas. Qualquer outra maçã a deixava enjoada ou lhe embrulhava o estômago. Só queria as melhores.

Enquanto na cozinha, comeu ao menos três durante sua faladeira. Andava bastante ansiosa. Não só com o casamento, mas com sua tão sonhada operação de remoção das cicatrizes. O tal médico amigo de Tsunade finalmente havia conseguido um espaço em sua agenda no mês anterior para atendê-la e já estava pronta para a terceira consulta.

Havia feito todos os exames pedidos e todas as avaliações exigidas. Só estava esperando os resultados para poder marcar a data da operação.

Estava tão animada que até pensava na possibilidade de um decote nas costas em seu vestido de casamento.

— Senhorita Haruno? — Uma simpática mocinha surgiu no batente da porta. Trabalhava ali há pouco tempo.

— Sim?

— Dra. Senju deseja falar com você. Devo pedir que espere...?

— Oh, não! Por Deus, não! Atenderei na biblioteca, sim? Passe a ligação.

A garota assentiu e Sakura pediu licença para Shizune. Seu coração retumbou dentro do peito. Com certeza eram os resultados de seus infinitos exames. Foi sorrindo até a biblioteca.

Pela grande janela do cômodo, pôde ver o carro de Sasuke adentrando os portões da mansão assim que chegou. Sorriu. Adorava quando eles almoçavam juntos e seria maravilhoso contar as boas novas para ele. Com certeza cancelaria todo o seu dia apenas para correr com ela e marcar logo a bendita data da cirurgia.

— Alô? Dra. Tsunade? — Mal conseguia esconder a felicidade em sua voz.

Olá, Sakura. Como vai? Liguei para lhe informar sobre os resultados de seus exames e a data de sua operação. Porém, receio que teremos alguns... Empecilhos...

— Empecilhos?

Na entrada da casa, Sasuke, que mal havia postos os pés para dentro, já perguntava sobre Sakura.

— Ela foi atender um telefonema na biblioteca — Shizune informou. — Era uma ligação da Dra. Senju. Acredito que seja algo importante. Devia procurá-la.

— Oh, certo. Obrigada, Shizune — ela assentiu e Sasuke marchou direto para a biblioteca.

Quando abriu a porta, encontrou Sakura sentada em uma das poltronas dispostas metodicamente. Os olhos verdes fitavam o chão e as mãos nervosas em seu colo não paravam de tremer.

— Sakura? Soube que recebeu uma ligação de Tsunade — aproximou-se, estranhando a expressão assustada da noiva.

— Sim... — respondeu num fio de voz e Sasuke já começou a imaginar o pior.

Ele havia a acompanhado em cada consulta e exame. Vira todos os procedimentos aos quais Sakura tinha se submetido. Seu coração apertou forte ao pensar que ela poderia estar adoentada. Talvez com algo sério. Até mesmo sem cura! Oh, Deus!

Acalmou-se como pôde e se agachou em frente a ela. Com muito carinho, segurou as mãos trêmulas de Sakura. Estavam geladas e suadas. Engoliu em seco e buscou focar uma vez mais antes de olhá-la nos olhos.

— Aconteceu alguma coisa? — conseguiu soar mais calmo que pensava.

— Sim — Sakura soltou num suspiro e Sasuke sentiu todo o sangue de seu corpo se esvair. — Sim, aconteceu.

— Meu Deus, Sakura... Você... — viu os lábios do noivo empalidecerem e mais que depressa tentou corrigir seu erro.

— Oh, não. Eu estou bem. Sasuke, eu estou... Eu estou ótima — sorriu fraco e apertou os dedos dele. — Mas parece que teremos que adiar a cirurgia.

— Adiar? — ela assentiu. — Por quanto tempo?

— Hm, por uns... Nove meses.

Nove meses? — Sasuke levantou-se num pulo, indignado. — Por Deus! O que aconteceu de tão grave para te deixarem esperando por nove meses? Nove meses é o tempo de uma gest-

Sasuke parou abruptamente ao ver como Sakura mordia os lábios e pressionava as mãos sobre o ventre ainda plano.

Ainda.

Aquele apetite, a vontade das maçãs, as emoções instáveis, a sede que ela tinha de si. Tudo aquilo lhe parecia apenas sintomas de uma noiva e paciente ansiosa. Pelos Céus! Sakura estava...

Gestação, Sasuke? É isso? — Sakura o viu ir de branco para transparente.

— É isso, Sakura?

Ela se levantou, sem saber ao certo se Sasuke teria uma reação positiva. Porém, para si era muito claro. Já amava aquele tico de gente que crescia a cada minuto dentro de si.

O leve aceno positivo de cabeça foi o que bastou para Sasuke entender.

Sakura estava grávida. Ela seria mãe e ele?

Ele seria um pai.

— Eu sei que não estava em nossos planos — Sakura apressou-se ao ver os olhos negros assustados. — Eu não sei se algum dia estaria, mas-

Calou-se quando sentiu o abraço apertado dele.

Sasuke a segurava com toda a devoção que tinha. As mãos iam da cintura ao cabelo com afobamento. Precisava senti-la ali, entre seus dedos. Queria ter certeza de que aquilo era real. De que aquilo não era uma fantasia cruel.

Sakura estava ali. Seria sua esposa. Teria seu filho. Seriam uma família.

Segurou-a pelos ombros e pôs-se a beija-la na testa. Sentiu quando ela tremeu e soluçou, iniciando um choro baixinho e marcado por um sorriso. Ela também estava feliz, sentia-se estranhamente completa.

Ambos viam uma chance de recomeçar. Duas crianças tão marcadas por passados cheios de dores finalmente enxergavam uma nova oportunidade. Uma família que cresceria rodeada de afeto e laços fortes o suficientes para que não fossem rompidos tão cedo.

— Você está pronta pra isso? — Sasuke sibilou quando Sakura se separou dele para olhá-lo nos olhos.

— Você está? — Ele negou, mas com o sorriso ainda no rosto. — Pois ficaremos prontos juntos.

Sasuke juntou sua testa a dela. Estavam assustados. Apavorados. Mas tão estranhamente bem que pareciam transbordar de satisfação.

Curvou-se para beijá-la, porém, antes de atingir seu objetivo, o ronco do estômago de Sakura preencheu a sala.

— Você ouviu isso? — ela repousou as mãos sobre a barriga. — Seu filho está com fome de maçãs.

Sasuke riu, já imaginando quantos carregamentos de maçãs teria ainda que pedir a Jiraiya.

Oh, estavam embarcando numa jornada maravilhosa.


Notas Finais


Que maneira melhor de fechar um clichezão gostoso desses que com uma gravidez? rsssss

Não vou enrolar muito na despedida de hoje, já que volto ainda amanhã com o epílogo e um adeus carregado de saudades!

Mil beijos e até muito em breve <3


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