História O Jogador - Capítulo 6


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Fala meus dengos! Tudo bom com vocês?

Antes de qualquer coisa: HOJE É DIA DE GRÊMIO! VAMOS TRICOLOR!

Vamos torcer pro nosso querido Maestro jogar 🇪🇪

...

Capítulo saindo fresquinho numa bela terça-feira. Agradeçam a uma leitora que me pediu com todo carinho pra postar 2 capítulos por semana ❤️

Espero que gostem e desculpa qualquer erro - revisei umas 10 vezes já, mas às vezes sempre passa alguma coisa despercebida.


Me digam o que estão achando da fic, é realmente importante. Bj

Capítulo 6 - Grande despedida e esclarecimentos.


Fanfic / Fanfiction O Jogador - Capítulo 6 - Grande despedida e esclarecimentos.

Mônica

Sábado 20:12

Eu estava na dúvida se eu havia feito o certo vindo de vestido. Eu gosto do meu corpo, tem tudo espalhado perfeitamente no seu devido lugar. Mas me sentia um pouco desconfortável pelo fato de eu estar realmente muito chamativa com esse vestido preto. Mesmo não sendo muito curto e nem muito longo, ainda assim era bem chamativo.

Mas ok, já foi. Não tem como trocar de roupas agora.


Nem sabia mais o que eu estava fazendo, parei e fiquei observando a minha volta.

A casa de Tiago está tão cheia e isso indica que o meu "irmão" tem bons amigos. Eu e a família do loiro preparamos uma festa surpresa para sua despedida - melhores pessoas -, e convidamos todos que ele conhece.

Ver o loiro sempre com alguém o abraçando ou conversando me dá uma felicidade por saber que ele conseguiu.

Sempre foi nós dois quando pequenos, apenas Tiago e Mônica. Crescemos juntos, aprendemos juntos, mas pra minha tristeza, daqui pra frente viveremos separados. Uma distância de Porto Alegre até Londres.

Perto né?

Lógico que nossa amizade vai continuar, isso nunca vai mudar. Mas quem vai me acolher nos meus momentos tristes? Afinal a única pessoa que consigo realmente me abrir, contar sobre todos os meus sentimentos é Tiago, mas não posso ser egoísta, a felicidade dele é a minha.

Vê-lo hoje rodeado de pessoas boas, me faz ter a certeza que é um guri vitorioso. Não só na vida pessoal, como também na vida profissional.


Perdida nesses pensamentos, - como de costume - estou olhando para todos os lugares do cômodo, mas sem a intenção de achar algo.

A música estava alta e pude ver alguns corpos se mexendo conforme o ritmo da música.

Estreito meus olhos e foco minha visão em algum canto da sala, então enxergo a pessoa que fez eu esquecer das coisas ruins - dependendo do contexto - nesses últimos dias, Douglas.

Fiquei feliz por ele ter vindo, afinal Tiago respeita e gosta muito do camisa 10.

O grisalho está lindo com a sua calça jeans cinza, moletom azul fosco e tênis também azul. E lógico, o cabelo perfeitamente bem penteado pro lado com o destaque da sua barba preta.

Impossível não admirar.


Como de costume ele estava acompanhado com alguns jogadores, mas mesmo assim não deixou de notar a minha presença. Seus olhos batem nos meus e mesmo com o Marcelo Oliveira e Léo Moura falando algo na pequena rodinha, me mandou um sorriso de canto e um cumprimento com a cabeça. Eu respondo com o meu melhor sorriso.


- Pessoal, - Tiago bradou chamando a atenção de todos - quero dar uma palavrinha. - informou baixando o volume da música.


Todos se viraram para Tiago que está em pé no meio da sala e esperam pacientes que o loiro prossiga.


- Não quero ocupar muito o tempo de vocês, - falou adiantando - mas eu preciso agradecer à todos que vieram aqui hoje. Como vocês sabem, vou ir embora de Porto Alegre amanhã e irei começar uma nova caminhada em Londres. Antes de tudo preciso que saibam que sou eternamente grato por ter vocês em minha vida. Quero agradecer ao Renato pela confiança, - aponta para o técnico que estava sentado no sofá.


- De nada! - o técnico grita, se achando. Típico do Renato.


Algumas pessoas riram, mas logo  Tiago continuou.


- Também aos meus colegas de trabalho, amigos e principalmente a minha família. - coloca a mão no ombro da sua mãe que está ao seu lado e sorri branco para ela - Dizer que sem vocês, nada disso estaria acontecendo. Então obrigado, de coração mesmo. - falou voltando a atenção para as pessoas e enfatizou o "obrigado".


Tiago levanta o copo de cerveja que estava em sua mão, como um sinal que havia terminado com o "discurso".

O som das palmas se misturaram com assovios e invadiram o lugar. Tiago e eu nos olhamos por uns segundos, até que resolvo acenar, o loiro sorri e logo é surpreendido com Geromel o abraçando.

Ele está feliz, eu posso ver isso.


Sábado 20:41

Resolvi que ia ir até os fundos da casa procurar ar puro, mas antes passei na cozinha pra pegar uma garrafa de cerveja e um copo. Sorri ao ver qual cerveja era: Maestro 10. Douglas disse que iria bancar a bebida pra festa surpresa. Querido.


Segui meu caminho até a porta dos fundos e quando a abri meus olhos brilharam ao ver minha parte favorita na casa de Tiago; um jardim lindo, que agora estava iluminado com luzes verdes.


Uau. - digo fascinada admirando a paisagem e me sentando no banco de madeira que havia ali.


Respirei o ar limpo e admirei mais ainda aquele jardim em minha frente. O clima estava calmo e sem ventania gelada - o que é comum aqui no sul. Sem dúvidas, esse momento está perfeito. 

Na verdade não está.

Servi a cerveja gelada e tomei um gole daquela maravilha. 

Agora está perfeito!


Seria bom ter meus parentes aqui...

Minha família não conseguiu vir na despedida, mas ligaram e mandaram mensagens de boa sorte para o Ti. Eu até que entendo o porquê de não conseguirem vir; minha família não mora em Porto Alegre e depois para voltar na madrugada seria um pouco complicado.


- Alguém teve a mesma ideia que eu de vir aqui fora. - diz com a voz calma depois de consertar a garganta pra mostrar que estava presente.


Me viro assustada, já que o local está um pouco escuro, mas logo minha feição de pavor se torna aliviada ao ver Douglas atrás de mim.


- Oi - respondo rindo com a situação. - Tá me seguindo é? - pergunto desafiadora arqueando uma sobrancelha, o grisalho apenas ri.


- Colocaram um pagode, - diz franzindo o rosto todo, deixando claro que não gosta muito desse gênero musical - então resolvi sair um pouco. - diz se sentando ao meu lado.


- Te entendo perfeitamente. - falei de um modo mostrando que faria a mesma coisa - Mas eu saí pra respirar ar puro.


O grisalho concordou com a cabeça e logo ficou concentrado em observar o jardim.


- Tiago gosta de decoração. - ele comenta.


- Ele tem bom gosto.


- Gostou? - perguntou.


- Gostei. As luzes verdes ficaram show. - falei e o grisalho sacudiu a cabeça de um lado pro outro.


- Não perguntei do jardim, tô falando da cerveja - o grisalho apontou com o queixo pro copo de cerveja que tinha ao meu lado.


- Ah! - gritei e colei a mão na testa, o grisalho soltou uma risada nasal - Siiim, muito boa. Quer? - pego a cerveja e ofereço.


- Não, obrigado. Tô dirigindo. - falou e deu um sorriso fechado, talvez orgulhoso.


- Muito bem Senhor Douglas! - brinquei fazendo cara de aprovação e "ok" com a mão.


No momento em que Douglas ameaça falar algo, meu celular toca. Pego o aparelho meio sem jeito e vejo na tela o nome "Nicolas", meu irmão.


Nicolas? - o mais velho pergunta curioso e estreitando os olhos. Apenas assenti com a cabeça.


- Oi Nico. - digo depois de atender a chamada.


- OI! - meu irmão grita no outro lado da linha fazendo eu afastar bruscamente o celular.


- Bah Nicolas, pra que berrar? - perguntei dando bronca.


Por algum motivo Douglas começou a rir e eu fiquei sem entender.


- É seu parente? - o grisalho pergunta curioso, mas antes que eu pudesse responder Nicolas grita de novo e mais alto, fazendo com que Douglas também escute.


DOUGLAS? - a voz desesperada de meu irmão fez eu e o grisalho rirmos alto.


Lógico que ele sabe que é o Douglas, meu irmão é simplesmente fanático pelo meia camisa 10 e já deve ter assistido uns trezentos vídeos dele em entrevistas - confesso que também fiz isso, mas não exagerando tanto como o Nicolas.


Pra minha surpresa, o mais velho estende a mão pedindo o celular.

Entreguei sem questionar, com o aparelho no viva-voz.


- E aí moleque. - diz o grisalho me olhando e sorrindo de canto. Parecia uma criança passando trote.

Uma cena até que fofa.


- Meu Deus! EU NÃO ACREDITO! - meu irmão grita. - Douglas? É tu mesmo?


- Sou eu sim. - o grisalho ri tímido e desviando o olhar vagamente.


- Tu tá namorando a minha irmã? - perguntou e Douglas ficou visivelmente sem jeito.

Não pude evitar de gargalhar alto.

Nicolas tem só 11 anos. Crianças costumam ser sinceras e perguntar tudo sem medo.


- Responde Douglas! - mesmo eu gargalhando digo o forçando a responder, já que ele simplesmente travou.


Não!!! - respondeu Nicolas desesperado - Sou só amigo da Mônica. - diz sem jeito e coçando a nuca.


- Ah, que pena. - meu irmão falou triste. Nicolas me paga! - Quando tu volta a jogar? - pergunta mudando de assunto e eu agradeci mentalmente por isso, mas ainda assim, meu irmão me paga!


- Talvez mês que vem. - responde calmo e desvia o olhar para o jardim, totalmente focado na conversa.


Apoiei o cotovelo no encosto do banco e descansei o rosto na mão do braço apoiado. Observei aquela cena com um sorriso bobo no rosto, encantada com o grisalho tão atencioso com o meu irmão caçula. Se fosse possível, com certeza minha pupila teria formato de coração e eu estaria vomitando arco-íris.


Conversaram por mais alguns minutos e enfim Douglas se despediu de Nicolas. Meu irmão no fim me disse o que queria desde o começo: mandar os parabéns para o Ti.


- Obrigada por isso. - falei e o grisalho me fitou.


Estava o agradecendo por ter conversado com Nicolas, com certeza meu irmão vai contar sobre isso se gabando para os amigos. A cara dele fazer isso.


- Capaz. - dá de ombros e me entrega o celular - Quero conhecer ele um dia.


- Ah, ele também quer. - digo como se fosse óbvio.


- Eu acredito. - fala e solta uma risada nasal.


- É boa essa vida de jogador? - perguntei tentando puxar assunto.


- Sim. - falou sério - Nunca vou negar algum pedido de torcedor, até porque sem eles nós não seríamos...


- Nada. - completei - Isso se chama humildade.


O grisalho me olhou surpreso e sorriu. Nos entendemos com olhares e poucas palavras. Uma conexão meio louca, mas boa.


Escutamos um barulho estranho nos arbustos que tinham no jardim. Olhei para Douglas com medo e ele riu meio sem jeito. Se tem uma coisa que tenho muito medo é do sobrenatural, então já estava me preparando pra pular em cima do mais velho caso visse alguma alma perdida. 

Antes de cometer essa loucura e pagar um micão gratuito, pude ver que não se tratava de uma assombração, mas sim de Luan e uma garota rindo enquanto saiam detrás da mata.

Olhei novamente para Douglas; mas não assustada, e sim tentando não rir com a situação. Contraímos os lábios, segurando para não rirmos - sem sucesso. Não aguentamos e gargalhamos, pendendo o pescoço para trás e com as mãos na barriga.

Douglas óbvio que não poupou o amigo.


- E aí Luanel! - grita num tom de  deboche.


Os dois perceberam que não estavam sozinhos, mas pra minha surpresa apenas riram com a situação. Enquanto chegavam mais perto de nós, vi que a guria loira estava tentando arrumar o cabelo todo descabelado.


- Deixa eu te ajudar. - me levantei e fui em sua direção. - Aqui atrás tá bem embaraçado. - falei e tentei desembaraçar os cabelos loiros.


- Luan estragando meu look. - faz cara feia e diz brincando.


- Agora cê tá reclamando né? - o camisa 7 pergunta e nós rimos.


- Eu sou Mônica. - me apresentei para a loira depois de arrumar seus cabelos.


- Eu sou a Renata. - sorriu simpática.


- Meninas, Maestro e eu vamos ali dentro pegar algumas cervejas. - Luan diz puxando o grisalho pra mais perto.


- Vamos? - o mais velho pergunta me olhando confuso.


- Vamos! - o camisa 7 enrola o braço no pescoço do camisa 10 - Já voltamos. - diz saindo e arrastando Douglas.


- Então tá. - Renata diz não ligando muito e tirando o clima estranho - Vamos sentar. - a loira me puxa pelo braço e leva até o banco em que eu estava antes.


- Como vocês não viram a gente aqui? - perguntei sem graça.


- Estávamos ocupados, ? - fez uma cara maliciosa.


- Ah claro. Aliás, teu batom tá todo borrado. - falei rindo e apontando para a boca da loira.


- Aff Luan. - disse revoltada enquanto tentava limpar o canto dos lábios.


- O Rei da América! - ironizei e ela revirou os olhos.


- E tu e o Douglas estavam...?? - pergunta deixando a resposta no ar.


No começo não entendi muito bem, mas ela fazia gestos com a mão mostrando que era óbvio a pergunta.


NÃO! - digo completamente envergonhada - Eu e o Douglas somos apenas amigos.


- Amizade colorida existe, sabia? - perguntou Renata com um sorriso malicioso no rosto.


Eu a encarei por um segundo em silêncio; "será que as pessoas acham isso?". Oque na verdade não seria uma novidade. Conheci Renata não faz nem 10 minutos e ela já imaginou essa loucura.


- Mas não! Apenas amigos. - digo me defendendo.


- Ok, ok - levantou as mãos como rendição - não está mais aqui quem falou.


- Ok. - falei fazendo pouco caso.


- Mas que combinam, isso não dá pra negar! - grita como se estivesse querendo dizer aquilo há séculos - Pronto, falei. - a loira tapa a boca.


- Tu é doida. - soltei uma risada nasal.


- Tu também acha que eu sei. - diz se aproximando devagar de mim e me incentivando com os olhos, tentando fazer eu admitir.


Eu gostei dela; tem esse jeito extrovertido e fala o que pensa sem medo. Parece ser uma boa ouvinte.

Vamos aproveitar, certo?


- O Douglas é bonito - falei e ela fez  cara de insatisfeita -  É lindo  - digo baixo como um sussurro -É engraçadoatenciosointeligentecompanheiro... - cada elogio saia com uma pausa.


- Entendi... - me interrompe e me encara séria. Ficou alguns segundos me encarando e, juro que consegui ver engrenagens girando na sua cabeça - E como tu não fisgou esse homem ainda, menina?


Fiquei completamente sem reação.


- Porque não! Eu e ele, definitivamente não. - digo franzindo o cenho e sacudindo rápido a cabeça.


- Mas por quê? - perguntou insistindo e estreitando os olhos pra mim - Eu vi a troca de olhares de vocês, danadinha. - diz me cutucando com o cotovelo.


- Renata! - ri sem jeito - Douglas também é muito rodeado por mulheres e eu não quero incomodação. - Foi estranho dizer isso, ainda mais pra uma pessoa que conheci agora.


Ahá! Admitiu! - diz dando pulinhos de felicidade, mas logo para e me encara super seria como se estivesse pronta pra dizer algo incrível - Já pensou se ele muda esse jeito dele por ti?

Realmente, seria incrível.


- Acho difícil...


- O que você acha difícil? - diz Douglas aparecendo como mágica atrás de nós duas.


Puta que pariu Douglas! Que susto! - digo aos berros, colocando uma mão no coração e a outra empurrando o rosto dele. O grisalho apenas ri.


- Trouxe bebida! - disse Luan sentando rápido ao lado de Renata e a abraçando no ombro.


Oba! - Renata diz empolgada pegando a cerveja.


- Calma que logo a gente vai sair dessa vela. - Douglas se aproxima e, fala baixo entre os meus cabelos.


- Que? - Senti meu rosto inteiro corar. Não puder evitar de levar aquilo num duplo sentido, mas fingi estar confusa.


Douglas sorriu de canto.


- Vocês bebem isso e depois voltamos lá pra dentro, o churrasco já vai sair. - o grisalho diz alto para que todos possam entender e se senta ao meu lado.


- Isso. - pensei alto.


Sábado 22:06

Voltando pra dentro da casa me separei dos três e fui procurar Tiago, até porque era a sua festa de despedida.


Tiago está de costas, tirando as carnes do espeto.


- Oi! - falei pulando nas suas costas.


- E aí Mô. - diz virando o pescoço pra me enxergar - Quer um pedaço?


- Aham. - aceito, depois vou até o seu lado e apoio o quadril na mesa.


- Nunca nega comida né gorda. - debocha.


- Ridículo! - falei - Não é gorda, é gostosa! - brinco passando a mão devagar pelo meu corpo e Tiago apenas ri.


- Tá no ponto! - diz me entregando um prato com alguns pedaços de carne.


- Hummmm - falei lambendo os lábios - O que achou da surpresa? - perguntei levando a carne até a boca.


- Gostei. - falou sorrindo.


- Nossa, cadê a empolgação? 


- Eu AMEI! - enfatizou o "amei".


- Bem melhor. - falei e rimos. - Ah, quase me esqueço. Nicolas me ligou e te mandou parabéns.


- O Nico? - o loiro pergunta surpreso - Saudades daquele guri. Vou agradecer ele depois. - falou enquanto ia até a torneira da cozinha lavar as mãos.


- Pode ligar pra ele agora. - falei e ele pensou por alguns segundos.


- Verdade.


Tiago seca as mãos, pega seu iPhone no bolso na calça jeans e liga para Nicolas.


Douglas

Sábado 22:33


Tá doido que eu vou

Fazer propaganda de você

Isso não é medo de te perder, amor

É pavor, é pavor


Ah, agora sim música de verdade. Nada de pagode ou funk, e sim um bom e belo sertanejo.


- E então Luan? - chamo a atenção do camisa 7 que esta do meu lado e, babando com Renata indo até o banheiro - Tá namorando e nem me conta?


Quase namorando - Luan explica se defendendo.


Sei. - falei num tom de sarcasmo.


- Tu também não me contou sobre a Mônica. - revidou.


- Não cara. Só amigos... - me defendo.


- Sei. - diz me imitando.


- Sério viado. - dou uma "bronca" rindo. - Com a Mônica não. - explico deixando claro que isso é só com ela.


- Mas por que? Vocês parecem se dar bem.


- E nos damos. - falei - Mônica é incrível e é exatamente por isso que não quero magoar ela. A gente se dá bem demais pra "terminar" por alguma besteira minha. - explico calmo e fazendo aspas com os dedos.


- Você tem medo do que exatamente? - me pergunta curioso.


- Como "do que"? - meu tom de voz aumenta involuntariamente - Medo de começar algo e eu estragar tudo. Não quero perder ela.


Depois que percebi que havia dito em voz alta, afinal, mantinha esse pequeno segredo só pra mim. 


- Mas tem que tentar. - Luan diz me olhando pelo rabo do olho enquanto toma um gole da cerveja. - Pelo visto realmente gosta dela.


Encaro o chão e me pergunto mentalmente: "Eu gosto da Mônica?" Lógico que gosto, mas ainda não tenho total certeza se é só como amigo. Realmente não tenho respostas pra isso, então só resolvi ficar em silêncio. 


- Lá vem ela. - diz ele feliz.


Ergui a cabeça e vi Renata caminhando em nossa direção. Joguei meu olhar um pouco ao seu lado e também encontrei Mônica e Tiago saindo da cozinha, ambos rindo e conversando algum assunto que parecia ser bom.


"Lá vem ela" foi a única coisa que pensei.


Eu já havia reparado na sua roupa; um vestido preto que mostra bem as suas curvas, com um salto cor nudes. Maquiada, mas nada muito exagerado. Caminhava com tanta elegância que parecia estar flutuando naqueles salto alto.

Linda, é esse o adjetivo que Mônica sempre vai levar consigo. 


- Cuidado pra não babar. - diz Renata ao se por do lado de Luan.


- Te pegou no flagra, Maestro. - Luan brinca e eu apenas consegui rir.


Não sentia vontade de responder ou me defender, queria apenas continuar a observando - admirando - de longe.

Será mesmo uma boa ideia tentar? 

E se eu perder a sua amizade? 

Mônica me vê de longe e sorri sem mostrar os dentes - aquele sorriso.

Incrível ela saber o que se passa em minha cabeça.

Aquele sorriso meigo, delicado e sincero me fez ter certeza - ou talvez - que eu jamais iria perder a sua amizade.


Notas Finais


Música Douglas - https://youtu.be/mQr7XemLs8s



Próximo capítulo "Um dia inesquecível"


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