História O Jogo da Mentira - Capítulo 5


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - The Liars


 

- Tá legal. O que está acontecendo? Você não mexeu em nada não é Rafael? – pergunto.

- Claro que não! – nega.

- Vejam. – Mirelly aponta para a mini tela quadrada.

 

“Peguem as peças e coloquem-nas encima do tabuleiro.”

 

Abrimos a gaveta, tiramos cada peça de xadrez e colocamos em diversos lugares, conforme foi ordenado.

- E agora? – Emma estremece.

 

“Peguem o dado!”

 

- Que dado? – corro os olhos por todo o jogo e vejo que no mesmo tem uma segunda gaveta.

Abro. Tem mesmo um dado. Diferente dos dados comuns, invés de pontinhos pretos, esse tem nossas fotos do perfil do Facebook em cada lado.

“Jogue!”

Será que devo?

“AGORA!!!”

- Stella... – Archer chama a minha atenção – Joga logo.

Olho para o tabuleiro. Não consigo. Estou com medo.

- Não consigo. – confesso.

- Deixa que eu jogo! – Mirelly pega o dado da minha mão e o joga.

Seguro na mão de Rafael, que está ao meu lado.

- Opa! Desculpe... – digo soltando a mão dele.

- Sem problema. – ele faz um sorriso tímido.

O dado dá o seu último giro e para.

 

“Quem começa o jogo é você Emma...”

 

- Ai meu Deus! – diz ela, dando um passo para trás, vendo a mensagem no celular.

 

“Gire a roleta!”

 

- Emma? – pergunto, ela está pálida – Você está bem?

- Está tudo bem. – garante.

Ela gira a roleta com a mão trêmula, fazendo-a parar no número 3.

 

“Preparada Emma? Você escolhe...

VERDADE ou DESAFIO?”

 

- Verdade...

- Tem certeza? – pergunta Mirelly.

- Tenho.

- Sério mesmo? Às vezes a verdade pode machucar mais do que a mentira. – diz meu irmão.

- Sério, estou decidida.

 

“VERDADE! Já começamos muito bem The Liars. É verdade que você traiu a toda poderosa Stella Driv com o tal do Brant?”

 

- Emma, que história é essa?

- Não! – nega – Isso só pode ser mentira.

- Tem certeza? Eu sempre percebi que você se distanciava quando ele chegava perto.

De repente, outra mensagem aparece na mini-tela.

 

“Não negue. Vejo nos seus olhos que aí tem coisa, ouço tudo...”

 

- Vejo e ouço? – Archer franze a testa e sai da cozinha.

- Para onde você vai? – Thiago pergunta seguindo-o.

- A pessoa que te mandou isso acabou de dizer que está vendo e ouvindo, certamente ela ainda deve estar aqui.

Meu irmão fica boquiaberto. Faz sentido. Os dois começam a correr por toda a casa em busca de pistas, enquanto, Rafael, Mirelly, Emma e eu continuamos na cozinha.

- Vou ajudá-los. – diz Emma saindo.

- Não, não vai. – seguro o braço dela, para que não escape – É verdade ou não Emma? Podemos mentir para os outros, mas não para nós mesmas.

Ela respira fundo.

- Foi...

- Por quê?

Mirelly e Rafael ficam boquiabertos.

- Eu não fiz de propósito. O Brant me beijou à força.

- E por que você não me contou?! – noto uma ponta de raiva em minha voz, o que assusta Emma, mas relaxa para não fazer com que ela desmaie ali mesmo.

- O Brant deu um jeito de calar a minha boca.

- Como?

- Ele disse que da próxima vez, ele faria mais que me dar um beijo.

Levo minhas mãos à boca. Que horrível! Não sei se a abraço para confortá-la ou a esgano por não ter me contado antes, sabendo que eu poderia ajudar.

- Que horror Emma... – Mirelly está com cara de enterro.

- Até eu fiquei sentido agora. – Rafael comenta.

 

“Pobre Emma...”

 

- Acho que você não quer nem olhar na minha cara agora, não é? – pergunta, abaixando a cabeça depois de ver a mensagem.

- Está enganada. – ela levanta a cabeça imediatamente quando me ouve – Eu entendo o que você passou, digo por experiência própria, não me ouviu falando sobre o Dylan hoje na escola?

- Você é uma amiga de verdade, mesmo depois do que eu acabei de revelar, você ainda gosta de mim...

- Sempre Emma, sempre.

E a abraço. Logo, uma mensagem chega em nossos celulares.

 

“Que cena comovente, pena que eu tenha que dar um fim nela. Isso foi apenas um teste, um segundo módulo de jogada. Espero que tenham gostado. O verdadeiro jogo ainda está prestes a começar...”

 

O jogo se desliga e o meu irmão chega junto com Archer.

- Não achamos ninguém. – meu irmão está ofegante.

- Rodeamos a casa inteira. – completa Archer apoiando as mãos no joelho.

- Tudo bem, já testamos o jogo.

- Já chega! – diz Archer assustado, saindo da cozinha e indo em direção a porta da sala – Vou voltar para a minha casa, podem ficar com o joguinho de vocês!

- Archer! – chama Rafael, indo atrás dele.

- Eu vou com você. – meu irmão o segue.

Mirelly e eu ficamos com a Emma, que está derramando lágrimas sem parar.

- Não chore, Emma. – peço, abraçando-a.

- Stella tem razão. – Mirelly a abraça também.

Um abraço coletivo só de garotas. Pena que isso não acontece sempre. Levamos Emma para o sofá para que se acomodasse.

- Obrigada. – agradece, se sentando.

- Emma, sinto muito em insistir, mais... eu preciso saber. – começo – Aconteceu alguma outra coisa entre você e o Brant?

Ela respira fundo e responde.

- Quando você nos apresentou a ele, notei que ele me olhou de um jeito estranho, – suspirou – como se me desejasse.

Faço força para não chorar.

- Quando você nos convidou para estudar aqui no ano retrasado, ele meio que me seguiu até a cozinha.

- E o que aconteceu? – pergunta Mirelly, curiosa.

- Ele me seguiu até lá, daí começamos a conversar e ele foi chegando mais perto, até que fiquei encurralada na beira da mesa. O Brant poderia ter me beijado ali mesmo, à sorte foi que a Mirelly apareceu segundos depois.

- Eu lembro desse dia! – comenta Mirelly – desci para pegar um copo d’água.

Respiro fundo. Como o Brant poderia ter tentado namorar a minha melhor amiga debaixo do meu nariz sem que eu percebesse?

- Quer que eu pare? – Emma olha para mim com os olhos encharcados de lágrimas.

- Não, continue... – estou com uma voz de choro.

Emma engole em seco e volta a falar.

- No dia em que Thiago e o Rafael dormiram na casa do Archer e a Mirelly viajou com os pais, você me convidou para ver um filme aqui, lembra?

Faço que sim com a cabeça.

- Você tinha chamado o Brant depois, tentei te convencer a me deixar voltar para a minha casa, mais eu não tive sucesso...

Realmente, eu fui muito persuasiva naquele momento – até demais.

- Por favor, Emma, não pare de contar. – estou péssima.

- Você foi para o seu quarto procurar um filme para nós assistirmos, o Brant aproveitou a oportunidade e quando eu tentei me distanciar, ele me agarrou pelo braço e disse que gostava de mim, desde a primeira vez que me viu... tentei resistir, mais não deu certo. Foi assim que demos o nosso primeiro beijo.

Começo a chorar.

- Oh, Emma... – digo abraçando-a – sinto muito...

- Não sinta, não foi culpa sua...

- Foi sim, se eu soubesse, poderia ter repreendido o Brant.

- Gente, isso já passou, não vamos chorar por uma coisa que já passou. – Mirelly fala, levantando as sobrancelhas.

- Verdade. – digo, enxugando minhas lágrimas.

Emma faz o mesmo.

- E os meninos? – pergunto.

- Estão lá fora. – Mirelly se levanta e vai até a janela para vê-los.

Estão todos os três, parados no meio da passarela da frente de minha casa. Parece que estão discutindo. É claro, o Archer deve estar resmungando.

- Por que o Archer está tão alterado? – Mirelly pergunta, se aproximando, ainda mais, do vidro da janela.

- Deve estar com medo. – conclui Emma se levantando para ver o Archer Medroso, que nós nunca vimos antes.

- Medo de quê? De ir para cemitérios? Todo mundo sabe o por que de ele se assustar sempre que passa perto de um. – Mirelly revira os olhos.

- Às vezes, dá uma pena pelo o que ele passou... – digo, fazendo uma cara de triste.

- Eu também. – confessa Emma.

O Archer sempre foi um cara legal, mas aquele ocorrido na cova 4 fez ele mudar. A tensão aliviou. Agora eles parecem estar tendo uma conversa bem civilizada. Aiiii que curiosidade! De que será que eles estão falando? Tomara que não seja do meu momento com o Rafael hoje na escola. Confesso que eu gostei um pouquinho de tomar suco na mesma garrafa que ele. Eu até segurei na mão dele quando Mirelly jogou o dado.

- Será que eles estão falando sobre a Stella e o Rafael, Mirelly? – pergunta Emma.

- Quem sabe...

- Ei, ei, ei! Podem parar com isso! – ordeno – Não aconteceu nada entre nós hoje.

- Aaaah, aconteceu sim! Não nega Stella! – os lábios de Mirelly se contorcem em um sorriso.

- O que aconteceu foi que tomamos suco de uva na mesma garrafa.

- Vocês pareciam dois namorados. Foi tão fofo. – elogia Emma.

- Não tem nada entre a gente, só amizade.

As duas franzem a testa e, então, voltamos a olhar para os garotos.

- Confesso que gostei daquilo. – falo, enquanto, olhamos para o lado de fora

- Hmmm – elas me olham de um jeito que sinto vontade de rir. 

- Dá pra parar?! – elas obedecem.

Assim é melhor. Nesse mesmo instante, eles terminam. Archer vai embora e meu irmão e Rafael voltam. Emma e Mirelly se despedem de mim e, com elas, vai Rafa sem saber como agir. Thiago, por outro lado, está tenso.

- Conseguimos convencer o Archer de que o nosso novo brinquedo não iria acabar com a gente tão fácil.

- Deu pra perceber.

À noite cai e escondemos o jogo de baixo de minha cama. Não demora muito para a nossa mãe chegar para o jantar. Dormimos e nos preparamos para o nosso segundo dia de aula. Tomara que seja melhor que o primeiro...



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