História O Jogo dos Deuses. - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Deuses, Magia
Visualizações 12
Palavras 1.798
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá novamente, gostaram do primeiro capítulo? Aqui trago mais uma parte, espero que gostem.
Sintam-se livres para expressar sua opinião, seja positiva ou negativa, procuro sempre melhorar.

Capítulo 2 - Amigos incríveis, acessórios falantes.


Akio ouviu a declaração de seus amigos, e milhares de coisas passaram por sua cabeça, tentando adivinhar o que eles tinham para lhe mostrar, quando não conseguiu pensar em nada exato, percebeu que passou alguns minutos pensando e esqueceu da realidade.

— Ah, me desculpem, estava pensando no que vocês tinham para me mostrar — disse Akio, imaginando estar parecendo um idiota — poderiam me mostrar agora, não? 

— Cara, você congelou por alguns minutos, você tá legal? Achei que tínhamos matado você com o suspense — zombou Daisuke.

— Não podemos mostrar agora, vai ter que controlar a curiosidade, antes que congele novamente — riu Kasumi.

Envergonhado, Akio acenou com a cabeça, concordando.

Mesmo que tenham dito para ele controlar a curiosidade, Akio passou o restante das aulas imaginando o que poderia ser, praticamente ignorando as explicações e anotando alguma coisa ou outra enquanto se perdia em suas teorias.

— O que será que é? — murmurou Akio para si mesmo.

O sinal que anunciava o fim das aulas daquele dia toca, os olhos de Akio brilham, como os de alguém que vai descobrir um grande mistério; imediatamente se levantou da mesa e foi em direção da saída, esperando por Kasumi e Daisuke.

— Vamos, me mostrem logo! — disse Akio, animado.

— Não podemos mostrar aqui, precisamos ir para um local vazio — respondeu Kasumi.

— Onde seria um lugar vazio nesta tarde? — questionou Daisuke.

— Bem, minha casa está vazia, se for pra me mostrarem logo o que é, compro até uns doces para a gente no caminho — respondeu Akio.

— Doces? Eu estou dentro! — exclamou Daisuke.

— Você já ia de qualquer forma, Daisuke — disse Kasumi, tentando entender a reação de Daisuke.

— Sim, mas agora tem doces, minha animação está dobrada! — respondeu Daisuke, com um sorriso no rosto.

— Então vamos? — questionou Akio.

— Só se for agora! — Daisuke exclamou, enquanto acelerava o passo.

Na volta para a casa de Akio, passaram pelo caminho que Akio fez de manhã, à esquerda, o rio, alaranjado com a luz do sol, uma visão tão bela como a de manhã, enquanto à direita, como em oposição à beleza natural, um aglomerado de lojas, estavam cheias de clientes.

— Me esperem por um momento, vou comprar os doces — disse Akio, enquanto caminhava em direção a uma loja.

Das vinte lojas na rua, essa parecia ser a menor e a mais simples, estava quase vazia, salvo por uma senhora por volta dos setenta anos, que olhava vagarosamente pelos chocolates expostos em diversas prateleiras.

Akio entra na loja, e olha diretamente para o caixa, que parecia um amontoado de chocolates, no meio deles, um senhor franzino, que vestia um uniforme com listras brancas e castanhas, se colocassem uma coroa nele, talvez fosse o rei dos chocolates em um universo alternativo.

— Boa tarde Akio, o que vai querer hoje? — perguntou o senhor.

— Boa tarde senhor Nobuo, como vai o senhor hoje? — respondeu Akio, alegre — o senhor tem aqueles chocolates hoje? 

— Ah, claro que sim, eu os fiz agora a pouco, imaginei que você iria passar aqui hoje — sorriu o senhor, enquanto se direcionava aos fundos da loja.

— Acertou em cheio Nobuo! — exclamou Akio, enquanto esperava por seus doces favoritos.

Nobuo caminhou até os fundos da loja, e após três minutos, retornou com uma caixa média, que se assemelhava a um caderno escolar.

— Aqui estão, fiz mais hoje, estão todos nessa caixa — disse Nobuo, enquanto entregava a caixa para o jovem.

— E quanto fica todos eles? — perguntou Akio, pegando a caixa.

— Deixe-me ver... — Disse o Nobuo, com uma expressão pensativa e uma mão no queixo — hoje é de graça.

— De graça?! — exclamou Akio, surpreso.

— Sim, está com amigos hoje não é? Vá se divertir, Akio.

— Espera, mas como o senhor sabe? — questionou Akio.

— Sei pelo mesmo motivo que não só me levou a fazer esses doces hoje, mas também fazer mais — respondeu Nobuo, sorrindo — vá, Akio, não os deixe esperando...e cuidado com os degraus.

Extasiado pelos doces grátis e pela previsão de Nobuo, Akio saiu, quase tropeçando em seus próprios pés enquanto descia os pequenos degraus que davam acesso à loja.

— Eu juro que nunca vou entender esse cara... — murmurou Akio para si mesmo.

Retornando para a companhia de seus amigos, Akio possuía uma expressão enigmática, como se acabasse de se deparar com uma cena de um livro de investigação.

— Por que essa expressão? Está tão curioso assim? — perguntou Kasumi.

— Como se o mistério de vocês não fosse o suficiente, eu não consigo entender como o Nobuo sempre prevê quando vou passar pela loja — resmungou Akio, enquanto olhava para a loja — Talvez ele faça esses doces todos os dias, mas goste de brincar comigo dizendo que previu que eu viria.

— Bom, agora temos os doces, vamos? — disse Daisuke, enquanto retornava a caminhar.

Os três foram caminhando, conversando e rindo, até que chegaram à casa de Akio; era uma casa grande, um jardim repleto de flores, bem cuidadas, que exalavam um aroma suave, mas doce, um único caminho, em meio às flores, levava à porta.

— Bem-vindos — disse Akio, enquanto abria a porta para seus amigos entrarem.

Por dentro, a casa era tão linda como o jardim, a cozinha bem arrumada e limpa, com várias decorações, a sala possuía uma grande televisão, e sofás que poderiam ser usados como cama por eras, de tão confortáveis.

— Vamos para meu quarto, e aí vocês me mostram logo — disse Akio, subindo as escadas que levavam ao segundo andar.

— Cara, eu sempre esqueço que sua casa é incrível — elogiou Daisuke, enquanto olhava ao redor.

Subindo as escadas, havia um corredor que se dívida para a esquerda e direita, á esquerda, o quarto dos pais de Akio, à direita, o quarto de Akio e o banheiro.

Abrindo a porta de seu quarto, Akio diz:

— É bem diferente do resto da casa, preparem-se.

Quando a porta se abre completamente, Kasumi e Daisuke vislumbram o paraíso, se ele estivesse de cabeça para baixo, completamente bagunçado, e cheio de jogos espalhados.

— Pelo menos não está tão bagunçado hoje — brincou Kasumi.

— Ha Ha, muito engraçado Kasumi — diz Akio, enquanto tira os jogos do chão e arruma a cama — não tive tempo de arrumar.

Com o quarto arrumado, os três se sentaram em uma roda, no centro do quarto.

— Certo, agora que é seguro, iremos lhe mostrar — iniciou Kasumi.

— Esse seu anel, ele é especial, não é? — perguntou Daisuke, com a expressão mais séria que Akio já tinha visto estampada no rosto de Daisuke.

— O que querem dizer? É só um anel que encontrei no caminho! — tentou disfarçar Akio.

— Só um anel? Desde quando anéis são incríveis como eu? — exclamou o anel.

Kasumi e Daisuke riram, enquanto a única coisa que Akio conseguiu fazer foi colocar a mão em seu rosto e balançar a cabeça negativamente.

— Acho que não dá pra negar algo enquanto tem um anel falando... — disse Akio, constrangido.

— Nós já suspeitávamos, Akio, só queríamos confirmar — disse Kasumi, com um sorriso, enquanto pegava um dos chocolates da caixa, posicionada no centro da roda.

— O que já sabe fazer? — perguntou Daisuke.

— Fazer com o quê? Com o anel falante? Eu só sei que ele fala — respondeu Akio.

— Acho que vamos ter que mostrar pra ele — disse Kasumi, olhando para Daisuke — mas antes, qual o seu nome, anel? 

— Meu nome original é Razor, mas não gosto desss nome, me chamem de Flute, por favor.

— E por que alguém te chamaria assim? Flute não é flauta? — questionou Akio.

— Sim, mas eu gosto de flautas — retrucou Razor.

— Ainda bem que são compatíveis — disse Kasumi — ele me lembra você.

— Lembraria, se eu fosse um anel e me chamasse  de flauta, imagino que sim — ironizou Akio, com um sorriso.

— De qualquer forma, olhe para minha mão, Akio — disse Daisuke.

Akio fitou o olhar na mão esquerda de Daisuke, a qual estava elevada no ar, e, como se fosse um truque, uma adaga apareceu na mão de Daisuke, prateada e com adornos talhados em seu cabo, sua lâmina tinha cerca de doze centímetros, e parecia poder cortar qualquer coisa com o menor toque.

— Mas o que diabos vocês fez?! — exclamou Akio, surpreso.

— Materializei o poder do meu acessório — respondeu Daisuke, apontando para seu bracelete, que possuía desenhos parecidos com o do anel de Akio gravados ao seu redor.

— Não sou exatamente sua, Daisuke, já te disse isso — uma voz soou do bracelete.

— Tá bem, Smoke, já entendi — respondeu Daisuke, decepcionado.

— Acho que agora é minha vez — disse Kasumi, enquanto elevava as duas mãos para a frente.

Com uma distância de trinta centímetros entra as mãos, onde outrora não havia nada além de ar, uma bolha d’água se formou, entre as mãos de Kasumi, era possível sentir a humidade no ar ao redor da bolha.

— Você também consegue fazer essas coisas?! — exclamou Akio, surpreso novamente.

— Precisamente, meu jovem — disse uma voz, que lembrava a de um velho sábio que vivia numa torre estudando os fundamentos da magia, pelo menos, foi isso que Akio pensou. — meu nome é Hoo, para o informar.

Com isso, Kasumi desfez a bolha e puxou um pingente que estava por baixo de seu uniforme, revelando em sua ponta, desenhos como no bracelete e no anel, junto com um cristal azul, em forma de  uma gota d’água.

— Sua vez Akio, estenda suas duas mãos, com a palma para cima, e concentre-se — disse Kasumi.

— Tudo bem...vamos ver o que o Razor pode fazer — disse Akio, estendendo a mãos e fechando os olhos.

...

Se passam cinco minutos e nada acontece.

— Estou fazendo algo errado? — perguntou Akio.

— Não parece estar fazendo nada errado, Akio, então por que será? — disse Daisuke.

— Talvez Razor não esteja liberando seu poder — ponderou Smoke.

— Ei Razor, libere seu poder, para que possamos precenciar as suas habilidades — disse Hoo.

— Eu me recuso — disse Razor.

— Hã? — como se em coro, todos da sala, incluindo Hoo e Smoke disseram a mesma coisa.

— Exijo que me chamem de Flute, assim, liberarei meu poder.

— Isso é sério? — perguntou Akio, incrédulo.

— Por acaso acha que estou brincando? — retrucou Flute.

— Tudo bem, Flute, podemos? — Perguntou Akio, se recuperando da surpresa.

— Agora sim, tente se concentrar novamente — respondeu flute, com tom alegre.

Akio levanta as mãos em frente ao corpo, com as palmas viradas para cima, fecha os olhos e começa a se concentrar novamente, mas dessa vez, não sente apenas o ar em suas mãos, sente algo com cerca de um quilo e meio e metálico em suas mãos, quando abre os olhos, vê uma espada, similar às espadas usadas durante as cruzadas.

Akio se levanta, segurando a espada com as duas mãos, por conta do peso.

— Ei, isso aqui é incrível! — exclamou Akio, impressionado com a espada em suas mãos.

— Sim, é muito incrível, não é? — questionou Daisuke, com um sorriso no rosto.

— É demais...porém, o que vamos fazer com isso agora? — questiona Akio.

— Não se preocupe, nós já temos alguns planos — respondeu Kasumi — e imagino que vá gostar deles. 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Bom pessoal, espero que gostem desse segundo capítulo, dei mais ênfase à ambientação dessa vez, algo que foi curto no primeiro, espero que tenham gostado!
Obrigado por lerem, e até o próximo capítulo!


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