História O jogo dos Tronos: Guerra fria - Capítulo 1


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones), Pokémon
Personagens Ash Ketchum, Bianca, Black, Cheren, Cilan, Clemont, Dawn Hikari, Delia Ketchum, Gary Carvalho, Hilbert, Hilda, Paul, Personagens Originais, Red, Sawyer, Serena, Shauna, White, Whi-Two, Yellow
Tags Game Of Thrones, Mr Regret, Pokémon
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Palavras 2.552
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eai galera, hoje trago para vocês uma nova história, bem eu estava a dias com a idéia de fazer um Crossover entre animes, aí pensei em fazer de Naruto e Game Of Thrones, pois naruto tem uma imensidão de personagens, mas aí eu me toquei de que eu não conheço a personalidade de muitos dos personagens por não ter assistido o anime todo. Então fiquei com pokémon mesmo e por essa franquia ter vários personagens eu uni o útil ao agradável e resolver criar essa história que também terá alguns personagens originais. Hehe, mas no fim eu admito de que a idéia do primeiro Crossover era entre Pokémon e Death Note, mas deixo essa para depois, sem mais delongas fiquem com o capítulo.

Capítulo 1 - Prólogo: Floresta assombrada



- Deveríamos retornar logo - Insistiu Garden ao ver os bosques ficarem escuros ao seu redor. - Não precisamos estar aqui já que os selvagens estão mortos

- Os mortos o assustam? Ahhh, faça me um favor - Debochou Sor Gunter sorridente

Garden não mordeu a isca. Era um homem velho com um pouco mais de cinquenta anos, vira os nobres chegarem e partirem.

- Morto é um morto - Respondeu - Nada temos a tratar com os mortos. Bem, pelo menos não eu.

- Mas estão mortos? - Perguntou Gunter suave - Que prova você ou eu temos?

- Will os viu - Disse Garden - E a palavra de quem já serviu Sor Lance é o suficiente para mim.

Will já sabia que participaria da discussão mais cedo ou mais tarde, queria ficar calado mais tempo, ele gostava disso. Mas desejou que tivesse participado mais tarde.

- Minha mãe me disse uma vez que mortos não cantam. - Contou Will

- Minha ama de leite disse a mesma coisa - Retrucou Gunter revirando os olhos - Nunca acredite em nada do que ouviu no peito de uma mulher. Há coisas que só se aprende com os mortos. - Concluiu falando em um tom auto demais, e sua voz elevada causou ecos na sombria floresta.

- Temos uma longa cavalgada pela frente - Alertou Garden - Oito dias. Talvez nove. E a noite está para cair. - Disse querendo encerrar o assunto.

Sor Gunter encarou o céu de relance, com grande desinteresse.

- Isso acontece todos os dias a essa hora, você perde a virilidade no escuro. Garden?

Will via a boca de Garden comprimida, a ira só a custo reprimida nos olhos que espreitavam sob

o espesso capuz negro de seu manto. Ele passara quarenta anos na Patrulha da Noite, desde que era jovem até se tornar um homem, e não estava acostumado a ser desvalorizado. Mas era mais do que isso. Will conseguia detectar no homem mais velho algo mais sob o orgulho ferido. Era possível sentir-lhe o gosto: uma tensão nervosa que se aproximava perigosamente do medo.

Will partilhava o desconforto do outro homem. Estava havia quatro anos na Muralha. Quando fora enviado para lá, todas as velhas histórias ressurgiram em sua mente, e suas entranhas tinham virado água. Era agora um veterano de cem patrulhas, e a sombria e infinita terra selvagem a que os homens do sul chamavam de floresta assombrada já não o aterrorizava.

Até aquela noite. Algo parecia diferente então. Havia naquela escuridão algo ameaçador que fazia os pelos de sua nuca eriçarem. Cavalgavam havia nove dias, para norte e noroeste, e depois de novo para norte, cada vez para mais distante da Muralha, seguindo sem desvios a trilha de um bando de salteadores selvagens. Cada dia fora pior que o anterior. Aquele tinha sido o pior de todos. Um vento frio soprava do norte e fazia as árvores sussurrarem como coisas vivas. Durante todo o dia, Will tivera a sensação de que alguma coisa o observava, algo frio e implacável que não gostava dele. Garden também sentira. Will desejou mais que nunca cavalgar mais rápido de volta a Muralha, porém, os anos servindo a Sor Lance o fizeram ser bem disciplinado que o normal. Por isso, ele jamais moveria um músculo contra a vontade de seu comandante.

Especialmente um comandante como aquele.

Sor Gunter era o filho mais novo de uma Casa antiga de nobres com herdeiros demais. Era demasiado atraente para um jovem de dezoito anos, seus olhos cinzentos e seu cabelo liso e castanho, fariam qualquer moça delirar só de vê-lo. Fora o detalhe de ser elegante e esbelto. Ele, montado em seu enorme corcel de batalha negro, o jovem cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Garden, que jaziam em seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Gunter era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.

O seu manto constituía a consumação de toda sua glória: Cobalion, espessa e reluzente, feita de uma fusão rara entre prata e aço valiriano, suave, rápida e cruel. " Aposto que matou todos, ah, concerteza" dissera Garden na caserna, entre os vapores do vinho, " torceu-lhes a cabecinha e arrancou-as, nosso grande guerreiro, pelo menos não se vangloria tanto, como os estúpidos Lannisters." Todos gargalharam e não se importaram a ofensa à casa dos Leões.

- É difícil aceitar ordens de quem zombamos com um copo na mão. - Afirmou Will revirando os olhos e tremendo de frio. Garden deveria se sentir da mesma maneira.

- Mormont nos disse para os encontrarmos, e os encontramos. - Disse Garden - Estão mortos. Não voltarão a nos causar problemas. Temos uma dura cavalgada pela frente. Não gosto desse tempo. Se nevar, poderemos levar uma quinzena para regressar, e a neve é o melhor que podemos esperar. Alguma vez viu uma tempestade de gelo, senhor?

O nobre pareceu não ouvi-lo. Estudava o crepúsculo, o que acentuava aquele seu modo meio aborrecido e meio distraído. Will já cavalgava com o cavaleiro havia tempo suficiente para compreender que era melhor não o interromper quando tinha aquela expressão.

– Diga-me de novo o que viu, Will. Todos os detalhes. Não deixe nada de fora. - Exigiu Sor Gunter. Will fora um caçador antes de se juntar à Patrulha da Noite. Bem, na verdade fora um caçador furtivo. Os cavaleiros livres de Mallister tinham-no apanhado com a boca na botija nos bosques do próprio Mallister, esfolando um de seus gamos, e pudera apenas escolher entre vestir-se de negro e perder uma mão. Ninguém conseguia se mover pela floresta tão silenciosamente como Will, e os irmãos negros não tinham demorado muito tempo para descobrir seu talento.

– O acampamento fica duas milhas mais à frente, para lá daquela cumeada, ao lado de um córrego – disse Will. – Cheguei o mais perto que me atrevi. Eles são oito, com homens e mulheres. Não vi crianças. Ergueram um abrigo contra a rocha. A neve já o cobriu bem, mesmo assim consegui descortiná-lo. Não vi nenhum fogo ardendo, mas a cova da fogueira ainda estava clara como o dia. Ninguém se movia. Observei durante muito tempo. Nunca um homem vivo ficou tão quieto.

– Viu algum sangue?

– Bem, não – admitiu Will. – Viu armas?

– Algumas espadas, uns tantos arcos. Um homem tinha um machado. Parecia ser pesado, com duas lâminas, um cruel bocado de ferro. Estava no chão a seu lado, junto à sua mão. – Prestou atenção à posição dos corpos? - Will deu de ombros

- Um par deles está sentado perto de um rochedo, o resto está no chão. Parecem caídos - Afirmou Will

- Ou adormecidos - Sugeriu Gunter

- Caídos - Insistiu o de cabelos roxos - Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos. - Ele abriu um tênue sorriso - Assegurei-me de que não conseguiria me ver. E quando me aproximei ela continuou lá, estática. - Afirmou enquanto sacudia-se involuntariamente.

- Está com frio? - Perguntou Gunter

- Um pouco, senhor. - Respondeu - Um pouco. E isso é culpa desse vento, senhor.

O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.

- Tem alguma idéia do que matou aqueles homens? Garden. - Perguntou Gunter curioso

- Foi o frio - Afirmou com uma certeza inabalável – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno. Toda a gente fala de neve com doze metros de profundidade, e do modo como o vento de gelo chega do norte uivando, mas o verdadeiro inimigo é o frio. Aproxima-se em silêncio, mais furtivo do que o Will. A princípio, estremece-se e os dentes batem, e bate-se com os pés no chão e sonha-se com vinho aquecido e boas e quentes fogueiras. Ele queima, ah, como queima. Nada queima como o frio. Mas só durante algum tempo. Então penetra no corpo e começa a enchê-lo, e passado algum tempo já não se tem força suficiente para combatê-lo. É mais fácil limitarmo-nos a nos sentar ou a adormecer. Dizem que não se sente dor perto do fim. Primeiro, tudo fica-se fraco e sonolento, e tudo começa a escurecer. Depois é como se afogar em um mar de leite morno.

- Quanta eloquência. - Adimirou o jovem Gunter. - Nunca suspeitei que a tivesse.

- Também sinto o frio dentro de mim, senhor. - Respondeu Garden puxando o capuz para trás e observando ao seu redor.

- Deveria usar roupas mais quentes, Garden. - Comentou Sor e Garden o olhou ferozmente, e suas orelhas ficaram vermelhas de fúria onde fora cortado.

- Vejamos quanto tempo sobrevive no frio. - Disse Garden ríspido puxando de volta seu capuz e se acomodando em cima de seu garrano.

- Se Garden diz que foi o frio...- Começou Will

- Você ficou de vigia essa semana, Will? - Perguntou Sor Gunter

- Sim, senhor. - Ele ficava de vigia toda semana. Aonde Gunter queria chegar?

- Como a Muralha se encontrava?

- Úmida. - Respondeu desinteressado arqueando uma sobrancelha e olhando o Sor nos olhos. Porém logo entendeu a clareza dos fatos - Então eles não congelaram. - Começou - Se a Muralha está úmida o frio não é o suficiente - Confirmou.

- Muito esperto, garoto - Disse Gunter e Will bufou, ele era claramente mais velho que o Sor, mas não ousou questiona-lo.

- Bem - Começou Gunter - Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos. Homens vestidos de peles e couro, relembro, com um abrigo ali à mão e meios para fazer fogo – o sorriso do cavaleiro transbordava confiança. – Will, leve-nos lá. Quero ver esses mortos com meus próprios olhos.

E a partir desse momento nada mais havia a fazer. A ordem fora dada, e a honra os obrigava a obedecer.

Will seguiu à frente, com o pequeno garrano felpudo escolhendo com cuidado o caminho por entre a vegetação rasteira. Uma neve ligeira caíra na noite anterior, e havia pedras, raízes e buracos escondidos por baixo de sua crosta, à espreita dos descuidados e dos imprudentes. Sor Gunter vinha logo atrás, com o grande corcel negro de batalha resfolegando de impaciência. Aquele cavalo era a montaria errada para uma patrulha, mas tentem dizer isso ao nobre. Garden fechava a retaguarda. O velho soldado resmungava para si mesmo enquanto avançava.

O crepúsculo aprofundava-se. O céu sem nuvens tomou um profundo tom de púrpura, a cor de uma velha mancha escura, e depois se dissolveu em negro. As estrelas começaram a surgir. Uma meia-lua se ergueu. Will estava agradecido pela luz.

- Devemos ir mais rápido. - Disse Gunter

- Com esse cavalo não vai dar nem se eu quisesse. - Resmungou Garden

- Não precisamos mesmo, a partir daqui é melhor irmos a pé. - Afirmou Will descendo da sela e Garden desceu também.

- Há algo errado aqui. - Disse Garden temeroso

- Como assim? - Indagou Will

- Sinta a escuridão meu jovem. - Disse Garden com certo receio e Will se permitiu sentir o ambiente, e em quatro anos servindo a Muralha ele nunca havia se sentido tão assustado. O vento surrupiava e um lobo uivava, parecia banal, mas a atmosfera fazia Will se sentir assombrado.

- O que tanto temem? Um lobo? O vento? Deixem de besteira e vamos! - Disse Sor Gunter sem paciência e logo pulando de cima de seu cavalo, e o atou em uma árvore próxima. - Vamos! - Disse ríspido - E você Garden, vigie os cavalos. - Disse e deixou que Will o guiasse pela densa floresta. Caminharam pouco mais de 3 minutos até chegar a clareira, e ao vê-la, Will quase infarta de susto.

- Deuses! - Disse observado a clareira que ainda estava do mesmo jeito que algumas horas antes, porém, agora os corpos não estavam mais lá. Sor Gunter se achegou ao seu lado, ele empunhava Cobalion e sua capa voava com a força do vento.

- Abaixesse! -Sussurrou Will com urgência - Há algo de errado aqui. - Disse temeroso e Sor Gunter guardou a espada em sua bainha e sorriu.

- Parece que seus "mortos" desfizeram o acampamento. - Disse entre risos. As palavras abandonaram Will, porém, ao se abaixar ele achou o grande machado de batalha, que estava no mesmo lugar.

- Levante-se Will, não há nada para ver aqui. - Disse Sor Gunter observado novamente a clareira - Não vou regressar ao castelo com fracasso em minha primeira patrulha, vamos encontrar esses homens. - Disse seguindo para mais perto da clareira e chegando até a árvore de pau-ferro mais próxima.

- Foi aqui que viu a mulher? - Perguntou Gunter

- Sim, senhor.

- Então suba na árvore. Rápido! E procure uma fogueira. - Will revirou os olhos com desgosto. Mas não valia a pena discutir. O vento frio soprava, e ele murmurou suas preces a um deus sem nome da floresta. Ao subir na árvore ele viu barulhos muito além das corujas-brancas. Os Vagantes Brancos não faziam barulhos, mas quando iria suspirar aliviado, ele viu, várias "sombras brancas" correndo por entre as árvores. Ele caiu de susto, mas para sua sorte, caiu apenas na neve fofa.

- O que aconteceu? - Perguntou Gunter e Will nada disse - Responda! Por que está pálido e tremendo? - Porém antes de Will se pronunciar uma sombra se ergueu atrás de Gunter. Ele se virou, e deu de cara com uma criatura alta e descarnada, sua carne e pele estavam congelados e pálidas como neve recém caída.

- Não dê mais um passo! - Disse Sor Gunter temeroso, mas o Outro não o ouviu, e empunhando uma espada de uma espécie de cristal, que era ainda mais brilhante e vivo, a luz da lua. Sor Gunter sacou Cobalion e desferiu um corte rápido que partiria a criatura em dois, porém ele foi bloqueado, e o choque das espadas causou um fino som, agudo e quase inaudível. E o Outro parou sua sequência de golpes, mas para o azar de Gunter e Will, mais Vagantes Brancos apareceram, Will sacou seu punhal, mas antes mesmo de pensar no que fazer, teve seu braço rapidamente decepado por um corte de um dos Vagantes. Ele gritou de dor e se afastou dos inimigos, que para sua sorte, eram lentos. Mas ao encarar Sor Gunter ele viu algo assustador, o choque das espadas do Outro e de Sor, fizeram Cobalion quebrar, e o golpe do outro partiu Sor em dois.

- Não pode ser... - Diz Gunter com seu último fio de vida, ao encarar os olhos azuis do vagante, ele viu algo frio e assustador, tão cruel como o inverno.

- Tenho que dar um jeito de avisar... - Sussurrou Will correndo com suas últimas forças, ele conseguira pegar o que sobrou de Cobalion, e tentou levar para onde se encontrava Garden.


Notas Finais


O que acharam?
Olha e para quem já leu os livros, vai perceber que nesse capítulo eu praticamente só escrevi prólogo e mudei o nome dos personagens hehe. Claro que os outros capítulos não vem ser assim.
Bye^^


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