História O Juízo Final - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Ficção, Guerra, Monstros, Mutantes, Novel, Pós-apocalipse, Romance, Survival
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Palavras 2.681
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Slash, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Infelizmente alguém vai morrer.

Capítulo 6 - Morte


Fanfic / Fanfiction O Juízo Final - Capítulo 6 - Morte

           Coloco a mochila com os suprimentos sobre a mesa e me dirigo para a porta, quando John coloca a comida enlatada e a água engarrafada ao lado da mochila. Prestes a atravessar a porta quando uma voz atrás de mim me para.

           — Ei, meus tesouros favoritos! Ouvi dizer que vocês deram aos meus guardas um pouco de trabalho. Bom. Eles estavam ficando preguiçosos. — diz Ivan na metade da escada.
  
           — David, eu tenho que falar com você no meu escritório, então, vamos. — fala e volta para o andar de cima, depois olha para mim.

           John dá um olhar preocupado, então sorri.

            — Não se preocupe, vai ficar tudo bem. Vejo você lá embaixo. — Da um tapa nas minhas costas e fecha a porta. 

           Suspiro e ando para o andar de cima até chegar em um corredor com 2 escritórios. Um tem o nome de Ivan pintado no topo da porta de preto, o outro tem o nome de Robert esculpido na porta. Hesito por um momento, então entre em seu escritório.

            — Por que você não se senta? — diz já sentado em sua poltrona com as pernas sobre a mesa.

            Me sento e olho ao redor, esperando em silêncio.

            — Então, como seu olho está campeão? Parece, você sabe, horrível. Quero dizer, você terá sorte se puder enxergar como antes! — Ri e pisca para mim.

           — É brincandeira. — Sorri.

           — Eu aposto que as meninas já estão perguntando sobre essa ferida. Eu sei que pode parecer faltar uma quantidade de fêmeas por aqui, as poucas que temos trabalhan na cozinha. Quando contar a elas não se esqueça do velho e querido da história. 
— Ele se aproxima e sorri.

           — Você deve concordar que foi um movimento necessário. Você sabia que meus dedos doeram horas depois daquilo. Você tem um crânio grosso, mas isso me alegrou um pouco. Você sabe, não pense que isso não foi pra ajuda-lo. Você pode aprender como as coisas funcionam agora. Se você não sabe como se defender e não tiver inteligência, não sera capaz de sobreviver. Tenha isso em mente na próxima vez que bancar herói, garoto. — Bate na mesa algumas vezes.

           — Então? Qual é a história por trás de ficarem fora uma noite inteira? Por causa dos mutantes? — Sorri.

           Estava prestes a falar quando ele bate palma uma vez e em voz alta fala.

           — Uau! essa foi uma história fascinante! Por favor, fale novamente mais tarde. Gostei muito. — Ri.

           — Garoto, eu não quero que isso aconteça de novo. — Ri e tira algo da gaveta e desliza para mim.

           — É por isso que estou lhe dando este walkie-talkie. Caso você se perca, pode usá-lo, assim nós o traremos para casa. Acredite, é para sua própria segurança. Não é como se eu estivesse preocupado sobre o aborrecimento de ter que encontrar novos catadores, ou qualquer coisa do tipo. — Acena com as mãos antes de ri enquanto joga o cabelo para trás.

           Pego e coloco o walkie-talkie que parece militar no bolso.

           — Você sabe criança, não pensei que você sobreviveria a primeira noite. Você era exatamente como os outros. Honestamente, está se detacando dos demais, é por isso que eu escolhi você para ser um matador.— Sorri

           — Mas você me surpreendeu e sobreviveu dois dias agora. — Balança a cabeça ligeiramente e cruza os braços.

           — Nós temos coisas em comum. Admita, você também sabe. Quem sabe, talvez este seja o início de uma amizade brilhante? Ainda não é tarde demais, mas isso só o futuro dirá. Há algo que você gostaria de me dizer? — Ele sorri e volta para a poltrona.

           — Não.

           — Foi o que pensei. — Boceja.

           — Olha, não é assim que se mantém uma conversa correta. Deixe-me explicar como é que se faz, ok. Eu digo algo e você faz o mesmo. Continuamos repetindo isso até nós dois sentirmos que tivemos uma boa conversa. Você sabe que estou começando a me culpar aqui. Você pode viver uma vida muito chata e sem intercorrências. Sinta-se livre para me dizer se é esse o caso. Eu ficaria mais do que feliz em ajuda-lo com isso. — Sorri e caminha até a janela reforçada atrás dele.

           — Você pode ir agora. Sinta-se livre para sair. — Me levanta da cadeira e saio do escritório.

            Desço as escadas e dirigo me para o porão onde Robert está de pé com o revólver dele.

            — Pare de desperdiçar o meu tempo e anda logo. O que levou vocês a demorar tanto tempo?

            — Estavamos falando sobre as coisas do lado de fora.

            — Bom. Obviamente você precisa disso, considerando o que aconteceu outro dia. Você está surdo? Desça lá. — diz e aponta para a escada com o revólver.

            Enquanto desço a escada, ele bate a alavanca da fechadura. Olho para John e Jack sentados no sofá, enquanto Ana fica no colchão. Eles estão compartilhando uma lata de feijão.

           Todos sorriem e John acende uma pequena vela. Ele a coloca no chão e olha para mim.

           — Por que você não se junta a nós? Eu peguei esta na minha mochila. Não me pergunte onde eu escondi. — Ele riu e Ana para de mastigar e da um olhar estranho para ele.

          — Além disso, precisamos de energia para amanhã. Eu sei que é tarde e é apenas feijão, mas isso ainda é melhor do que aquela coisa que eles chamam de comida. Então, o que você me diz?— John sacode a lata levemente.

           — Claro, por que não. Estou com fome de qualquer maneira. — sorrio e sente-me no colchão ao lado de Ana.

           — É disso que estou falando. — John inclina a lata para mim, e pego um punhado de feijão.

           Cheira um pouco estranho, mas começo a comê-lo. Olho para Jack que sorri ligeiramente.

           — Ei, eu aprecio o que você fez lá. Realmente, não era necessário arriscar sua vida assim, eu queria poder detê-lo ou ajudá-lo de alguma forma. — Suspira.

           — Mas obrigado de qualquer maneira, significa muito, somos uma equipe. — Sorri e acena uma vez.

            Ana vira para mim e sorri.

           — Sim. Eu não posso esperar até nós, quero dizer, vocês acharem um lugar onde podemos estar seguros. Ainda não posso acreditar que você é um scavenger agora. Que legal isso.

           Continuamos falando e rindo durante a noite. É bom finalmente ter um tempo agradável e confortável e esquecer toda a situação por uma noite. 
Os feijões enlatados provam ser cada vez mais deliciosos com cada bocada. 

           Quando a vela termina os bocejos enchem a sala, todos concordam que é hora de ir para a cama.
Todos sabem que só temos algumas horas para dormir, mas ninguém parece se importar, já que valia a pena. Sorrio mais uma vez na cama antes de fechar os olhos e adormecer.

           No Dia Seguinte

           Acordo com uma mão nas costas me sacudindo. John diz para me levantar quando me viro. levanto da cama e solta um longo bocejo enquanto me dirijo para a escada. Quando chego lá, olho para Ana dormindo, então subo as escadas. 

           John e Jack pegam suas coisas, faço o mesmo e andamos para a câmara de descontaminação.
Coloco a máscara de gás em silêncio e Jack suspira. Saio da base em silêncio e bocejo algumas vezes. Jack e John também estão muito cansados. 

           Começamos a caminhar pela estrada principal à direita, seguimos ela por um tempo.

           — Vamos...pra lá. Eu acho que nunca fomos lá. — John aponta para uma estrada de terra com árvores enormes de ambos os lados, que torna a estrada mais escura do que deveria.

           Começo a andar na frente.

            — Então...vocês encontraram uma base militar? — Jack volta a cabeça em minha direção e respondo.

           — Mas nunca mais iremos lá. — John resmunga.

           — Por que não? E se nós... — Jack ergueu os ombros.

           — Eu disse não! — John aperta o ritmo, deixando nós dois para trás enquanto avança.

           Jack volta a olhar pra mim e encolhe os ombros uma vez. Do nada, um alto ruído vem de cima. Todos nós olhamos para o céu, onde um helicóptero militar com três motores voa em nossa direção. Continuamos andando, quando vemos um bando de Aviatrix seguindo o helicóptero.

           John olha de volta para mim, quando eles de repente param de perseguir o helicóptero e voam em 
nossa direção.

           — Mexa-se! — Jack me puxa pelo kevlar.

           Começamos a correr perseguidos pelo bando.

           Corro até meus pulmões parecerem prestes a explodir. Posso sentir a presença da criatura perigosamente perto de minhas costas, quando dispara algumas vezes atrás de mim, me deixando meio atordoado. Continuamos correndo e depois de um curto período de tempo vejo uma colina que desce em direção a um grande armazém à distância. John corre mais rápido e desliza para baixo da colina, então abre caminho para o armazém. Jack olha para mim, depois desliza pela colina. 

           Quando chego na colina, tento fazer o mesmo, mas na metade do caminho acabo caindo. Jack me ajuda a levantar no fim da colina e corremos para o armazém. Os caminhões tombados e destruídos tornam mais difícil o nosso caminho até a entrada.

           John já está ali, segurando a grande porta aberta. Jack para e dispara um algunas vezes na mesma Aviatrix ferida que estava muito perto de mim. Ele me empurra antes de entrar e ajuda John a fechar a porta, depois fecham com as travas. Posso ouvir as batidas contra a porta fechada.

           — Malditas forças armadas! — John senta-se em uma das enormes caixas.

           Parece que um tornado percorreu o grande armazém. Prateleiras e caixotes estão espalhados por toda parte. A única fonte de luz é a pequena que vem das janelas no telhado e não é muita. Imagino como as janelas ainda podem estar intactas. Sento no chão, enquanto Jack desliza contra a porta.

           — Eu mataria para fumar agora. — John brinca com o bolso na camisa.

           Fico em silêncio por alguns minutos e quando todos parecem relaxar um pouco, Jack fala.

           — Então...que tal nós procuramos pelo armazém coisas para saquear? Deve haver algo em pelo menos uma dessas caixas, certo? — John balança a cabeça e nos levantamos.

           Dou uma olhada no armazém. Parece ser mais escuro quanto mais entro. Jack estica seus braços e começo a procurar nas caixinhas, mas sem sorte. Todas estão vazias ou contêm coisas inúteis.

           — Vamos continuar procurando. — John aponta mais para dentro do armazém e nós dois o seguimos.

           O armazém é ainda mais escuro mais a dentro, continuo procurando nas caixas. Encotro uma caixa aberta cheia de chocolate. Sorrio e olho para John e Jack. Eles encontraram alguns cereais, mas nada mais.
           
           Eles se levantam e caminham mais adiante no armazém. Encho a mochila de chocolate, quando o chão se treme um pouco. Sem pensar muito, continuo enchendo a mochila. Um segundo depois, o chão se agita ainda mais, então vejo uma porta voando e passando por mim.

           Corro da cobertura das prateleiras depois de John e Jack. Quando chego no final do armazém que termina em um corredor escuro longo que vai para para a esquerda e direita. Ao olha para a esquerda vejo um buraco gigante com um sinal vermelho, apenas pessoal autorizado. John larga seu rifle no chão. Jack corre ao meu lado com sua SMG preparada.

           — O que diabos aconteceu? — Liga sua lanterna, eu mexo ligeiramente a cabeça.

           Na luz fraca enxergo seis pernas e dois braços viscosos gigantes caminhando lentamente em direção à John.

           — Eu...eu só queria verificar o que tinha dentro dessa sala. — diz enquanto caminha para trás.

            Jack aponta sua arma e respira fundo. Estava prestes a sacar a pistola, quando ouço vidros quebrando acima de mim.

           Olho para cima, mas algo cai entre mim e Jack. Atingindo minha cabeça com força me jogando no chão.

           Depois de piscar rapidamente algumas vezes, levanto lentamente e olho para a direita com a cabeça ainda tonta. Uma enorme criatura humana, sem pele fica à distância. É muito mais alto que um humano e sangue pinga de seus ossos e músculos. 

           Ele segura uma faca longa e fina. A visão me da arrepios, me deixando nervoso, mais ainda quando a arma de Jack sob seus pés. Posso ver a coluna exposta da criatura se mover enquanto ele se aproxima de Jack.

           — Eu preciso de ajuda aqui! — Jack grita quando ele se afasta, segurando sua faca.

           — Ajude-me droga! — Olho para o outro e vejo John andando contra a parede.

           Ele está encurralado e uma grande criatura viscosa anda em sua direção com os braços esticados em sua direção.

           Olho rapidamente para minha direita quando a faca de Jack cai no chão enquanto a criatura cheira suas mãos. O empurra contra a parede pelo pescoço o sufocando. A criatura lambe a longa faca e solta um grande grunhido.

           Olho para os lados enquanto o caos enche o armazém rapidamente. Eles gritam por ajuda ao mesmo tempo. Meu coração acelera até o ponto de parecer que vai explodir. Respiro mais rápido do que nunca e olha da esquerda para a direita. John e Jack estão sem saída.

           Parece que o tempo parou. Tudo fica em silêncio por um segundo e não escuto nada além do meu próprio coração. Fecho os olhos por um segundo e respiro fundo.

           Rapidamente tiro minha faca do bolso e a seguro com força. Então começo a correr o mais rápido possível na direção de Jack. Ele está tentando se soltar do alcance da criatura. Quando chego na criatura nojenta, levanto a faca e respiro profundamente antes de soltar um grito.

           Pulo no lado dele uma vez o golpeando no pescoço. Sangue espirra em mim e minha faca fica presa em seu pescoço enquanto caio no chão. Ele grunhi alto e se joga no chão por alguns segundos. O sangue vermelho escuro dele espirra em todos os lugares antes parar de se mover.

           Jack cai chão e esfrega o pescoço, dou um pequeno sorriso. Ia me virar, quando sinto uma dor forte na barriga, parece queimar meu corpo inteiro. Sinto meu interior doer. Algo quente começa a escorrer da minha barriga. Olho para baixo a ponta longa e fina da faca sai do meu estômago.
Caio no chão com a mão na ferida. Uma roda de sangue aparece sob mim e cresce a cada segundo. Começo a sentir muita náusea. Olho para a criatura no chão ela parece estar pronta para atacar de novo. Jack salta sobre ela e tira a faca do pescoço da criatura. Ele grita e apunhala no pescoço algumas vezes.


           Meus olhos começam a ficar pesados, minha visão fica embaçada. Todo o meu corpo queima e o sangue sob mim fica mais escuro.

           — Caralho!!! Garoto!!! Você vai ficar bem!— Ouço Jack gritando, enquanto ele corre em minha direção e me segura em seus braços.

           Sinto o sangue escorrer pelos braços e pernas, deixando uma trilha de sangue para trás.

           Jack fala alguma coisa, mas não consigo ouvir muita coisa além de um zumbido se distanciando de meus ouvidos. Minha cabeça parece pesada. Não tenho força para mover um dedo.

           Ele para por um segundo antes de correr em direção à saída. John está encurralado e a grande criatura viscosa para por um segundo. Ela rosnou, de repente, cuspiu uma grande bola de limo diretamente em seu rosto. Ele se esforça para tirar, mas não consegue. Posso ouvir seu rosto derretendo, aparecendo a carne e os ossos. Ele grita alto, seus gritos se intensificam quando a criatura morde um pedaço do rosto dele.

           Jack fala algo ao ver aquilo, mas continua correndo em direção à saída. Ele abre a porta e continua correndo. A luz solar faz com que meu corpo pareça queimar mais ainda. Me esforço para manter meus olhos abertos.

           Olho para Jack e ele olha para mim. Meus olhos começam a parecer cada vez mais pesados, até que não consigo mante-los abertos.

           Eles apagam, substituindo tudo pela escuridão.


Notas Finais


Até a proxima.


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