História O Kazekage - Desafio - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka
Tags Desafio Halloween, Gaaino, Hentai, Suspense
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Palavras 5.046
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E quem disse que eu não iria voltar?

Admito que a intenção de fazer o Kazekage sempre foi acabar em uma One.. porém, por livre e espontânea pressão da minha querida NandaSK eu decidi estender por mais dois capítulos... E unicamente por mais dois capítulos kkkkk

Irei postar esse hoje e o próximo vem na semana que vem.


Que agradecer a todos que comentaram e que também pediram uma continuação desse casal maravilhoso... Então, espero que gostem e que se deliciem com mais esse capítulo.

Música do capítulo: Rewrite the stars - James Arthur & Anne-Marie

Capítulo 2 - Unicamente minha


Fanfic / Fanfiction O Kazekage - Desafio - Capítulo 2 - Unicamente minha

“Você sabe que eu quero você,

Não é um segredo que eu tento esconder.

Eu sei que você me quer,

Então não diga que nossas mãos estão amarradas...”



Já haviam se passado quase três meses após a noite em que o Kazekage sofreu o último atentado. Desde então, Shikamaru havia retornado a Konoha para preparar seu casamento enquanto Ino e Chouuji ficaram para auxiliar na implantação de uma clínica médica.

Durante todas as noites que se seguiram, Ino e Gaara as passaram juntos, dividindo bem mais que os lençóis e fazendo com que sentimentos bem mais fortes despertassem em ambos.

Aquela era mais uma tarde quente e ensolarada em Sunagakure, porém para a jovem Yamanaka era diferente de todas as outras.

- Ino, eu vou falar pela última vez... – Temari disse com a mão nos olhos tentando se acalmar – Pare de andar de um lado para o outro. Estou ficando tonta.

- Desculpe – sorriu sem graça e sentou-se em uma das cadeiras livres da sala – Estou ansiosa com a chegada deles. Faz tanto tempo que não os vejo.

- Deixe Ino em paz Temari – Gaara disse sem tirar os olhos do relatório.

Temari riu.

Não sabia o motivo para aqueles dois fingirem que nada havia mudado entre eles. Era nítido as trocas de olhares, os sorrisos fora de hora, o hábito de estar sempre no mesmo ambiente que o outro. E era exatamente isso que estava acontecendo agora... O Kazekage estava sentando despreocupadamente na sala da enorme casa lendo alguns relatórios oficiais ao invés de estar enfurnado em seu escritório, como sempre fez desde que assumiu o cargo.

- Por que mesmo você decidiu ficar na sala conosco? – a mais velha questionou com uma sobrancelha arqueada.

Gaara franziu o cenho sem desviar o olhar de sua leitura.

- Decidi mudar um pouco o ambiente. Estava me sentindo em uma jaula dentro do escritório.

- Certo... Então Ino e eu iremos para a clínica, não vamos te atrapalhar – ela ameaçou se levantar, porém o ruivo a encarou surpreso.

- Não tem necessidade, eu gosto da companhia de vocês.

Temari riu.

- Sei.

- Kazekage-sama – um dos ninjas apareceu na porta – os ninjas de Konoha já chegaram.

- Finalmente! – Ino saltou da poltrona e olhou o ruivo – Posso ir recepciona-los?

Ele sorriu e assentiu a vendo sumir pelos corredores em seguida.

- Você não me engana – Temari cruzou os braços.

- Não sei do que está falando – o Kazekage voltou a atenção a leitura, porém sua irmã insistiu.

- Eu vejo a forma como a olha, vejo a forma como sorri para ela e vejo até mesmo a tentativa descarada de ficar sempre no mesmo lugar em que ela está. Por que não assume o que sente de uma vez?

O ruivo respirou fundo.

- Por que eu não sei o que eu sinto.

- Como não?

- Temari, eu nunca tive... Isso – ele colocou a mão no coração – nunca tive sentimentos bons... Você mesma sabe que sempre fui comandado pelo meu instinto... E agora estou confuso – bufou e passou a mão pelo rosto – até Shikaku se sente mais calmo quando ela está por perto.

- Isso é impressionante – ela sorriu – e extremamente positivo. É a primeira vez que está desenvolvendo sentimentos afetivos. Está atraído por alguém.

Ele abaixou o relatório e encarou a irmã.

- O que sugere que eu faça?

- Quero que seja sincero consigo mesmo e tome uma atitude logo. Ino é extremamente bela e tem chamado muito a atenção dos ninjas de Suna. Não demorará até alguém querer corteja-la.

Gaara sentiu um sentimento ruim acompanhado de um gosto amargo na boca apenas por imaginar Ino recebendo atenção de outro homem.

- Eu vou dar um jeito.

- Então admite que está apaixonado por ela? – a loira riu.

- Defina paixão – ordenou e ela revirou os olhos.

- Você não é um caso perdido, então deixe de ser um baka e não me obrigue a desistir de sua felicidade – se levantou – vou ajudar minha futura cunhada a recepcionar nossos convidados.

A Sabaku saiu deixando o Kazekage sozinho com seus pensamentos.

“Ela é nossa... Não faça nenhuma merda!” – ouviu a voz grave do monstro de areia dentro de sua cabeça – “Não deixe nenhum bastardo chegar perto dela, ou terei que assumir o controle”

Gasta revirou os olhos após ameaça e respirou fundo.

- Não tem motivo para me preocupar. Ino e eu estamos bem.

“Bem? Temari sabe porque é esperta. Agora todo o resto não imagina que estão em um envolvimento puramente sexual” – o ouviu rir – “Tirando sua semente, não a nada seu no corpo dela. Como espera que os outros se mantenham longe? Vamos, me deixe assumir... Irei marca-la de uma forma que nenhum outro homem irá se quer pensar em olha-lá”.

Gaara ficou tentado, porém não iria ceder a pressão do monstro.

- Eu resolvo isso. Agora volte a dormir – se levantou e caminhou até o escritório, não dando ouvidos aos resmungos da ferra.


.

.

.


Ino puxava Sakura como uma boneca de pano pelos corredores da enorme casa. A Haruno havia vindo juntamente com Naruto e Sai para uma missão especial no país do vento. Sakura ajudaria Ino com os treinamentos finais da clínica médica enquanto Naruto e Sai prestaram serviços ao Kazekage.

- Ino... Está machucando meu braço – Sakura resmungou.

- Deixe de reclamar testuda – disse finalmente chegando em seu quarto – eu estava com tanta saudade.

- Também estava... Não sabe a surpresa que foi quando Shikamaru retornou sozinho.

- E como ele está?

- Vive para o trabalho. Tem feito os preparativos para o casamento com Temari, mas eu fiquei sabendo que ela irá para a aldeia em alguns dias para terminar de organizar. Eles irão se casar em um mês.

- Eu sei – riu – quem você acha que ajudou a escolher a data?

- Então você sempre soube do romance dos dois?

- Não me subestime testuda – a loira sorriu e jogou os cabelos para trás.

- Você parece bem animada para alguém que teve que ficar em Suna, principalmente na mesma casa que o monstro da areia.

Ino sorriu e sentou na cama. Sakura estava bebendo um pouco de água e se juntou a amiga depois disso.

- Ele... Não é tão ruim assim.

- não é tão ruim? Ele nos ajudou na guerra, salvou milhares de pessoas e se retratou por seus atos do passado... Mas ainda é alguém assustador. Em que sentido ele não é tão ruim assim?

Ino não sabia o que dizer, e nem queria esconder a verdade de sua melhor amiga. Então riu.

- digamos que... Eu conheci outro lado do Kazekage.

Sakura arqueou a sobrancelha.

- Que lado?

- um lado que me deixa ofegante e coberta de suor – mordeu os lábios e sorriu maliciosamente vendo a expressão da Haruno passar de confusa para surpresa.

- Sua... Vadia... Transou com ele?

- você deveria me perguntar se eu transei pouco com ele – riu e falou mais baixo – eu não sei o que fazer... Estou dependente... Testuda, ele me faz sentir cada coisa que... Ahhh – gemeu – só de pensar eu me sinto quente.

- Kamissama – Sakura tapou a boca com uma das mãos e começou a rir – você está apaixonada por ele ou pelo brinquedo dele?

A Yamanaka riu e fez uma expressão confusa.

- Um pouco dos dois?

- Ino... O que pretende fazer ? Em alguns meses sua missão irá acabar e deverá retornar a aldeia da folha. Tudo isso não passa de uma aventura de verão?

- não ... – Ino disse prontamente e depois ficou pensativa – não havia pensado que minha missão acabaria. Na verdade, acho que não cheguei a pensar no que isso resultaria. Gaara é fofo e perfeito, amo tudo quando estamos juntos mais... – ela ficou seria – nunca falamos sobre o que vem depois.

- Então está na hora de falar – Sakura se levantou – preciso me apresentar ao Kazekage. Naruto e Sai devem estar enchendo a paciência dele.

- Hummm – Ino fez uma careta – Por que Sai veio mesmo?

- Porque ele faz parte do meu time e está aqui como Shinobi, não como seu ex namorado.

Ino revirou seus olhos azuis e sorriu.

- certo, certo... O mundo não gira ao meu redor.

- Infelizmente não porquinha.


.

.

.


Horas depois e todos estavam reunidos no enorme escritório. Gaara passou as novas coordenadas a respeito da clínica médica e dos patrulhamentos que Naruto e Sai iriam fazer.

O Kazekage não gostou nada quando viu o garoto de pele pálida se aproximando junto com os demais ninjas. Por mais que soubesse que Ino e ele estavam se dando bem isso não era garantia de nada. Apertou os dedos em um punho fechado ao notar o quinto olhar que o ex-ambu direcionou para a Yamanaka, sentindo Shukaku se agitar.

- Era isso, Kazekage-sama? – Sakura questionou e ele encarou a rosada um pouco confuso e encabulado por não ter prestado atenção. Sorte que Ino o entendeu imediatamente e sorriu.

- A clínica médica já está completamente equipada testuda. A intenção é o treinamento para os ninjas que tem habilidades médicas. Era isso mesmo, não é?

Gaara assentiu.

- Deixamos tudo pronto para o início do treinamento Sakura-san, mas Ino sabe melhor do que eu sobre o andamento da clínica.

- Com licença – Temari entrou na sala chamando a atenção de todos – O jantar já vai ser servido. Podemos transferir a reunião para a sala de jantar?

Gaara assentiu e se levantou, vendo todos o seguir.

- Ino – Sai segurou o punho da Yamanaka, gesto que não passou desapercebido pelo ruivo que sentiu a fera dentro de si rosnar.

“Aquele imundo está tocando em NOSSA MULHER” – a voz de Shukaku era um rosnado feroz e cheio de ódio. Gaara precisou de todo seu autocontrole para não deixar a fera assumir o controle.

Respirou fundo e saiu a passos largos até o outro cômodo.

- O que você quer, Sai? – ela puxou a mão e cruzou os braços.

Ele respirou fundo.

- Queria me desculpar pela forma que a tratei depois que terminamos. Eu não lido muito bem com emoções e fiquei com raiva quando disse que não estava me esforçando em nosso relacionamento.

- Sai... – ela suspirou – Eu admito que fiquei com muita raiva de você pela forma que estava me tratando, mas não o culpo. Acho que esse tempo separados nos fez enxergar que não somos um casal, não damos certo juntos... Eu – ela respirou fundo – eu não sinto mais o que sentia por você...

- mas ainda sente algo.

Ela o encarou surpresa, desde quando Sai era tão insistente?

- Eu... Eu... não sei... Ficamos muito tempo juntos. Não posso dizer que não somos nada um para o outro... Ainda sinto afeto e carinho, mas um relacionamento precisa de mais do que isso ... Precisa de amor, de desejo.

- você não me deseja mais?

Ino arregalou os olhos. Em sua mente só conseguia imaginar as formas insanas e selvagens como Gaara a possuía, noite após noite, sem nunca se cansar. E só de pensar no Kazekage seus pelos já se ouriçavam a fazendo suspirar.

- Não existe futuro para nós. Estou em Suna agora, me identifiquei com essas pessoas, eu ajudei a levantar a clínica médica desde o início, tem o meu sangue e suor aqui. Isso é bem mais do que cuidar da floricultura dos meus pais e fazer algumas missões esporádicas. Eu me encontrei, finalmente estou feliz.

Sai a encarava com uma expressão confusa.

- Está dizendo... Que quer permanecer em Suna? Mas e seus amigos? Sua familia?

- Eu não decidi nada... Só estou dizendo que... – ela sentiu a presença de Gaara e se arrepiou.

- Ino – O ruivo a chamou seriamente – Nós estamos esperando vocês para o jantar.

- Claro – ela se virou – Sai, agradeço por suas palavras, mas já sabe como me sinto. Vamos jantar!

Gaara encarou o moreno no final do corredor e não se conteve em segurar a cintura de Ino de forma possessiva quando ela se aproximou.

- Gaara... – ela se assuntou.

- Eu estou com fome e você estava me fazendo esperar – disse como se fosse a única justificativa pela intromissão. Não admitiria que estava incomodado por Ino estar conversando sozinha com o ex namorado, e nem diria em voz alta que um comichão em seu peito o fez levantar-se num rompante quando Naruto insinuou que Sai planejava reconquistar Ino....

 Não, sua Ino não...

- Então poderia ter pedido que qualquer um nos chamasse – ela sorriu e antes de adentrarem a sala de jantar deu um selinho rápido no ruivo ao perceber que Sai não os acompanhava – não precisa se preocupar, querido.

Desvencilhou-se dele e entrou na sala onde seus amigos riam e conversavam alto.

O jantar estava seguindo sem nenhum imprevisto. Sai permaneceu calado apenas observando a interação entre Ino e o Kazekage. Já havia lido sobre aquelas reações em livros e não tinha dúvida em dizer que o kage estava enciumado. Fato que incomodou o rapaz. Não deixou de notar que Ino ocupou um lugar destinado a pessoas muito íntimas ao Kazekage na mesa, lugar que geralmente era ocupado apenas pelos familiares.

- então você irá voltar conosco? – Naruto questionou a Temari.

- Sim, pedi ao meu irmão que me afastasse de todas as minhas atividades em Suna. Essa é oficialmente minha última semana.

- Eu nem posso imaginar como esse lugar irá ficar silêncio quando Ino e Temari forem para Konoha – Kankurou lamentou – você precisa arrumar uma noiva irmão.

Ino engasgou com a água e Sakura a ajudou a não se afogar.

- Porquinha, tome a água mais devagar.

Temari conteve o riso e encarou o irmão mais novo que parecia atormentado com aquela observação de Kankurou.

- Kankurou tem razão – Naruto disse ao amigo – você precisa de uma companheira, de alguém que te apoie e dívida os momentos bons e ruins. Não sabe o quanto fiquei feliz quando finalmente encontrei isso em Hinata.

- E olha que ela sempre esteve ao seu lado – Sakura brincou – Acho que o Kazekage terá tempo para pensar em alguém tão importante. E também, pelo que estou sabendo da clínica médica, acredito que Ino precisará permanecer mais alguns meses – ela sorriu para a amiga – Irei iniciar o treinamento, mas ainda iremos precisar de supervisão nos primeiros meses.

- Se... – o ruivo respirou fundo – se importa de permanecer mais tempo em Suna?

Ino sentiu as bochechas corarem, não havia motivo para isso e se envergonhou ainda mais.

- Claro que não – disse por fim – eu só saio de Suna quando a clínica médica estiver completamente organizada.

- Então talvez seja interessante eu pedir ao Hokage para acompanhá-la nesse período – Sai disse pela primeira vez em todo o jantar, fazendo todos se surpreenderem – afinal, Chouuji irá retornar a aldeia da folha. Não é bom que fique só.

- Está insinuando que meu país não é seguro? – Gaara disse com raiva.

- Não – Sakura interviu – Desculpe a colocação errada do meu colega Gaara-sama. O que Sai quis dizer é que Konoha nunca manda um ninja sozinho para missões.

- Sasuke está sozinho – ele disse seriamente e Sakura respirou fundo.

- é diferente...

- Ainda temos um tempo para ficar aqui – Naruto disse percebendo o clima estranho – não tem por que nos incomodarmos com isso no primeiro jantar.

- Tem razão – Gaara respirou fundo – podem comer a vontade, eu perdi o apetite.

Mesmo sobre o protesto de seus irmãos o Kazekage se retirou. Ino ficou em dúvida se ir atrás dele seria a melhor coisa a se fazer. Encarou Temari que apenas suspirou e balançou a cabeça de forma negativa, indicando que seria melhor dar um tempo a ele.

Após o jantar, Sai e Naruto foram para a patrulha com Kankurou, Temari foi para os seus aposentos e Ino acompanhou Sakura até os seus.

- Que clima desnecessário – a rosada bufou – Vou precisar conversar com Sai depois.

- Sakura... – a rosada estranhou, a amiga não tinha hábito de chamá-la assim – Sabia que Sai estava planejando me reconquistar?

A Haruno respirou fundo e sentou na cama.

- Eu não imaginei que ele fosse tentar algo realmente. Ele veio conversando com Naruto o caminho todo e como nenhum de nós sabíamos do seu envolvimento com o Kazekage, Naruto o instruiu a te reconquistar, custe o que custar.

- Aquele Uzumaki de uma figa irá me pagar.

- O que ele disse quando ficaram sozinhos no corredor?

- Não disse muita coisa, mas deu a entender que gostaria de reatar nosso compromisso.

- E o que você sentiu?

- Isso é o mais estranho... – ela franziu o cenho – enquanto nós conversávamos eu só conseguia me lembrar de Gaara e de como eu me sinto quando estou com ele. Não vou dizer que tudo o que restou do meu sentimento por Sai foi ódio e mágoa, foram muitos anos juntos e sinceramente, ainda sinto um carinho por ele.... Porém é um sentimento unicamente fraternal. Como isso é possível?

Sakura riu, era estranho ver Ino tão confusa. Estava acostumada a ver a loira sempre decidida e cheia de ousadia.

- Lembra do tempo em que eu decidi dar uma chance ao Naruto?

Ino fez uma careta.

- Está falando daquele fiasco que você fez depois que Sasuke tentou te matar?

Ela revirou os olhos verdes e assentiu.

- Naruto sempre esteve ali por mim, sempre declarou seu amor e afeição aos quatro ventos e depois de me decepcionar com Sasuke pela milésima vez eu decidi dar uma chance a ele. E você sabe o quanto me arrependo disso... Isso serviu para Naruto entender que não me amava dessa forma, serviu para  abrir meus olhos e entender que nada que eu fizesse tiraria Sasuke de meus pensamentos e ainda serviu para machucar pessoas importantes como Hinata.

- Hum... Então... O que estou vivendo com Gaara é só uma aventura? Está dizendo que meu destino é ficar com o Sai?

Sakura riu.

- Não sua doida. Estou dizendo que nunca te vi tão feliz e tão realizada. Me dói admitir isso, mas Suna é o seu lugar e Gaara... – ela sorriu ainda mais – ele não me parece mais o monstro psicopata de antes.... Mesmo após a guerra e todos os acordos que ele e Naruto fizeram com as bijus... Ele está suave... Te olha com ternura... É bonito de se ver. Mas não importa o que as pessoas dizem... Você precisa sentir...

- Eu preciso sentir ...

- sim, observar como você se sente com ele.

Ino levantou-se da cama e beijou a bochecha de Sakura rapidamente.

- Você é um gênio testuda ... Um gênio... Sasuke-kun tem a maior sorte do mundo de ter você como amor.

Sakura riu e a viu sumir pela porta.

Ino tentou sentir o chakra de Gaara em todos os lugares, porém quando estava quase desistindo decidiu ir ao quarto principal.

Abriu a porta lentamente e o sentiu próximo a sacada aberta. Ele estava sem camisa, as veias dilatadas e os músculos latentes. Parecia conversar sozinho e ela sentiu um arrepio.

- Eu sei que está aí – a voz dele era um rosnado grave que a vez arrepiar-se toda – Odeio quando sente medo de mim.

- Não estou com medo – ela se aproximou e tocou nas costas largas e quente – só não sei quem está falando.

- nós dois – a voz era um misto de grave com rosnado bestial.

- Por que está tentando assumir o controle Shukaku? – disse um pouco trêmula. Por mais que soubesse que nenhum deles a machucaria era estranho saber que uma fera assassina dividia o corpo e os desejos de Gaara.

- Não queremos aquele maldito perto de você... Minha vontade é... É arrancar todo o sangue daquele corpo anêmico e esquartejar seus membros.

Ela se arrepiou.

- Isso iniciaria uma nova guerra. Querido... Por favor, preciso falar com você.

- Por quanto tempo ainda pretende ficar aqui? – ele finalmente a olhou. Um dos olhos estava verde enquanto o outro estava tomado pelo brilho amarelo demoníaco de Shukaku e listras roxas desenhavam uma parte do rosto. Eles estavam se fundindo...

- Eu ainda não completei minha missão e...

- e depois disso? – Gaara estava desesperado e isso deixava Shukaku ainda mais forte – Você irá voltar para sua aldeia e me esquecer... Aquele maldito é a prova viva disso, a prova de que você continuará sua vida enquanto nós ficaremos aqui... Sozinhos.

Ino o encarou... Apenas nesse momento notou que não sentia mais o medo de Shukaku, pelo contrário, achava a fera engraçada na maioria das vezes. Seu coração se apertou apenas por imaginar seu Kazekage sozinho, trancado dentro de um escritório escuro. Ou pior... Se deleitando com outra mulher. Não! Ela não permitiria que isso acontecesse.

- Eu não pretendia ter essa conversa hoje... Mas  vejo que está atormentado com essa ideia boba – ela o virou para ficar totalmente de frente e sorriu... Sentiu um formigamento em seu ventre ao olhar aquele corpo escultural com mais clareza e tentou controlar sua libido. Mas notou que Gasta sentiu a mudança, pois sorriu sacana.

- Como pode se excitar comigo assim? – disse colocando uma das mãos na cintura dela e a puxando para mais perto. O nariz gelado se aproximou da curva do pescoço da menor e a fez arrepiar-se – você é tão perdida quanto eu.

- Eu sou... – disse cravando a unha no peitoral rígido e mordendo os lábios – eu sou viciada em vocês ... Na intensidade, na calmaria... Na forma como me possuí – disse em um gemido que o fez rosnar. Ela já podia sentir o membro ereto cutucando seu ventre – Se eu for embora eu irei morrer... Não posso me afastar de você...

- então irá ficar? – ele apertou a carne da menor a fazendo gemer.

- Eu não iria a lugar nenhum se você não estivesse lá.

- Eu quero você Ino... – disse num sussurro rouco – eu quero você mais do que quero viver.

E então seus lábios decoraram os dela com uma fome bestial. Precisam disso... Precisavam saber que pertenciam um ao outro e que nada jamais mudaria isso.

Num ímpeto ele a puxou para cima juntando seus corpos ainda mais e a fazendo rodear as pernas em seu quadril. Gaara a pressionou contra a parede mais próxima e percorreu seu corpo com as mãos marcando cada pedaço daquela pele alva. Queria que todos vissem a quem ela pertencia.

- Minha – rosnou quando seus lábios finalmente se separaram e ele desceu até o pescoço alvo – você é minha...

- Sim... – a Yamanaka já delirava de prazer e a única coisa que ele estava fazendo era a beijando com toda a fome e desejo que tinha – eu sou sua... Por favor... Por favor, eu preciso que me faça sua.

- eu vou – ele sorriu ainda mais malicioso e a encarou – eu vou possuí-la de todas as formas possíveis essa noite.

Aquela promessa fez o ventre de Ino estremecer e sentiu sua intimidade encharcada.

Ela a colocou na cama e puxou o vestido sem delicadeza, notou que a loira estava com uma calcinha verde e nada mais, o fazendo choramingar.

- Ino... – rosnou – você estava praticamente nua durante todo o jantar? – ele arrancou a calça libertando sua gloriosa ereção e subiu em cima da menor.

- Eu estava de vestido querido – disse ofegante quando ele abocanhou um de seus seios e passou a massagear o outro – ninguém... Ninguém notou.

- eu teria matar a pessoa que notasse – disse a encarando com repreensão – você quer me enlouquecer ... Não quer?

- depende... – disse marota – isso faria com que eu fosse castigada?

Ele sorriu de forma sacana após ouvir as palavras ousadas da Yamanaka e num único movimento rasgou a calcinha verde. Não deu tempo para que ela reclamasse e a virou sobre a cama.

- Empina essa bunda gostosa para mim e abra as pernas o máximo que puder... Eu quero te foder com minha língua.

Ino estremeceu e tratou de abrir as pernas o máximo possível. Ouviu o riso malicioso de Gaara e então gemeu ao ser invadida por dois dedos habilidosos. Gaara a fez deitar o rosto na cama e abrir ainda mais as pernas e então passou a lamber cada centímetro de sua intimidade quente. Ino choramingava de prazer ao sentir a língua do Kazekage a sugando com vontade. Nunca se acostumaria com as sensações que somente ele era capaz de proporciona-la.

- ohh... – apertou os lençóis quando sentiu o ventre formigar e afundou o rosto no travesseiro enquanto gritava se prazer. Gaara não deixou de chupar sua intimidade até que ela ficasse totalmente limpa.

Sorriu ao ver a carne inchada e avermelhada. Amava o gosto da boceta de Ino.

- Isso foi por ter conversado sozinha com aquela lombriga – disse a ajudando a virar o corpo novamente e sorriu – não quero que abafe seus gemidos de prazer.

- Gaara... – ela riu – todos irão nos ouvir.

- eu quero que ouçam – ele a puxou e ambos ficaram ajoelhados na cama – quero que todos nessa casa... Todos nessa aldeia saibam que você é minha.

Ele apertou sua bunda com força a fazendo gemer.

- huuum....

- quero que todos saibam que você está sendo fodida pelo seu homem e que ninguém nesse mundo ou em qualquer outro pode te dar o prazer que eu te dou.

- Chega de falar – ela o encarou, o olhar tomado pela luxúria – me fode.

Ele sorriu de canto.

- Como quiser, amor.

Ele a beijou, deitou-se sobre ela e sem interromper os beijos a invadiu de uma só vez. Ambos gemeram pela descarga elétrica que suas intimidades soltaram quando ele começou os movimentos.

Levantou o tronco e manteve uma das mãos na cintura da menor enquanto a outra apertava seu seio. Seus olhos brilhavam ao ver o seio solto balançando no ritmo das estocadas. Ino estava tão molhada que seu pau escorregava de forma deliciosa a fazendo urrar de prazer.

- mais... mais... – Ino implorava.

Os gemidos da Yamanaka ficavam ainda mais altos. O prazer era tanto que ela se agarrou aos lençóis e nem viu quando suas unhas rasgaram o tecido.

- Oooh.... Gaara-kun – mordeu os lábios e fechou os olhos.

- Não fecha os olhos... – disse rouco – gosto de ver seu rosto quando você goza...

- eu não vou aguentar....

- então goza... Goza pra mim mim...

Ela senti todo o corpo estremecer sob o olhar selvagem do Kazekage e gritou de prazer se derramando por completo.

O ruivo sorriu sentindo o ego elevado. Sentia-se ainda mais excitado quando a fazia gozar daquela forma. Parou de se movimentar sentindo o corpo da menor ainda sofrendo os espasmos do último orgasmo e a beijou ternamente.

- Eu vou acabar morrendo de prazer – disse ofegante e ele sorriu.

- mas eu ainda não acabei... – beijou o pescoço dela e a ouviu arfar – não quero que morra amor...

- eu aguento – disse com a voz manhosa – por favor... Continue.

Ele a olhou e sentiu o coração acelerar ainda mais. Não podia negar, Ino era bem mais do que a melhor foda de sua vida, bem mais do que a única que aguenta seu apetite sexual e não tinha medo da fera com quem dividia o corpo... Ela era a mulher de sua vida e por mais que todos achassem que aquilo seria impossível, ele estava apaixonado... Louco de amor.

A fez circular as pernas sobre seu quadril e voltou a se movimentar. Não quebraram o contato visual e aos poucos os gemidos foram abafados por beijos quentes e cheios de sentimentos.

- Ooh... Isso é bom – disse o sentindo ir mais fundo – isso é muito bom.

- Casa comigo...

- o que? – ela quase engasgou... Talvez fosse a atmosfera sexual ou os delírios causados pelo prazer.

- Eu disse... – ele aumentou a velocidade sentindo que ambos estavam próximos e quando finalmente gozaram ele a olhou, ofegante, e apaixonado – Casa comigo?

Ino sentiu os olhos marejados, tocou no rosto do Kazekage que agora não tinha mais as listras roxas de Shukaku e sorriu, fazendo algumas lágrimas caírem.

- Você é louco...

- Eu sei... Mas eu estou completamente apaixonado por você e vou enlouquecer se mais alguém tentar tirar você de mim. Eu sei que é tudo muito recente, mas eu te amo... E sei que você também me ama.

- Você é muito prepotente – tentou conter a emoção e revirou os olhos ainda rindo – Mas eu realmente te amo. E não é só por que você me faz gozar como ninguém nunca fez.

Ele franziu o cenho.

- Não me provoca Ino... – ele uniu suas testas e sorriu – eu sou o único que pode te fazer gemer.

- Está bem – ela o virou, invertendo suas posições e riu – mas agora... É minha vez de faze-lo gemer, Kazekage-sama


.

.

.


O café da manhã foi mais silencioso do que o normal. Ino notava os olhares curiosos e quase acusadores em sua direção, mas decidiu ficar calada.

- Quero aproveitar que estão todos aqui para fazer um comunicado – Gaara disse chamando atenção de todos – Ino e eu iremos nos casar.

- O QUE? – Kankurou cuspiu quase todo o chá – Espera... Então aqueles gemidos... – olhou assombrado para o irmão – Kamissama, Eu estou chocado.

Temari riu e Sakura tentou evitar uma crise de riso.

- Eu pensei que os gemidos estavam vindo de alguma casa próxima – Naruto disse tão assustado quanto Kankurou – Desde quando estão juntos?

- Isso não importa – Sakura disse e abraçou a amiga – Se estão felizes eu também fico feliz.

Sai respirou fundo, não tinha por que fingir que se importava por mais tempo. Até quis reatar o namoro com Ino, mas depois do que ouviu ontem a noite ficou desanimado. Ela nunca gemeu daquela forma com ele.

- Então você irá ficar? – Kankurou encarou a loira que sorriu e entrelaçou seus dedos nos de Gaara sobre a mesa.

- Sim. A partir de hoje, Suna é minha casa.

Gaara suspirou e sentiu a fera dentro de si se acalmar também. Agora sim, todos saberiam que ela era e sempre será, unicamente dele.



“E se nós reescrevêssemos as estrelas?

Diga que você foi feita para ser minha.

Nada poderia nos separar

Você seria a única que eu poderia encontrar.

Depende de você,

Depende de mim,

Ninguém pode dizer o que podemos ser.

Então, por que não reescrevemos as estrelas?

Talvez o mundo pode ser nosso!”


Notas Finais


Link da música: https://youtu.be/9JKKAvihRcc

Espero que tenham gostado dessa surpresinha... Vou deixar a história como terminada, porém volto com a conclusão em breve.

Não deixem de comentar, quero saber o que acharam 😏


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