História O lado belo da dor - Capítulo 2


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Categorias Em Família
Personagens Clara Fernandes, Luiza Fernandes Machado, Marina Meirelles
Tags Amor, Emfamilia, Romance, Sadomasoquismo, Tragedia
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Palavras 2.920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, LGBT, Orange, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - Wildest dreams


Ela é tão alta e terrivelmente bonita

Ela é tão má, mas ela faz isso tão bem

Eu posso ver o fim enquanto isso começa

Minha única condição é

O cigarro pairava no ar, enquanto Marina analisava os alunos conversarem animadamente na frente do campus. Fora Clara, que se mostrara um grande alvo, a professora não teve o prazer de encontrar mais nenhuma caça em potencial, ela não acreditava que aquela seria a Universidade mais sem graça em que estivera nos últimos anos.

Seus olhos fecharam enquanto ela inspirava seu último trago daquela manhã. Essa foi a única forma que a doutora encontrou de se sentir melhor e se acalmar, nunca foi adepta de vícios que ela mesma julgava serem imundos, mas as coisas mudam e a vida nos obriga a mudar todo santo dia.

Marina abriu os olhos lentamente e se permitiu apenas assistir os alunos enquanto expirava a fumaça mentolada, jogou o cigarro inacabado pela janela do carro e se deixou vaguear com a mente por alguns momentos que tivera na última universidade em que deu aula.

2017

Abril

Marina havia acabado de chegar a mais uma famosa Universidade, e daquela vez, ela prometera a si mesma não arriscar a própria carreira por causa de seus impulsos sexuais, mas mais uma vez, fracassaria miseravelmente nisso.

- Ei, linda. – chamou pela aluna que a esperava sentada na cadeira em que Marina quem deveria estar sentada. – O que faz aqui?

- Esperando minha professora preferida. – lançou um sorriso safado para Meirelles que a encarou com desejo. Caminhou até a mesa da professora e se sentou.

Marina fechou a porta atrás de si e encarou a garota com luxúria. Se aproximou da mesa e se enfiou no meio das pernas da garota, deixando seus lábios próximos.

- A que devo a honra? – seu olhar encarava o generoso decote que sua aluna esbanjava naquele dia.

- Sentiu minha falta?

- Passamos apenas um fim de semana sem nos ver. – retrucou indiferente.

- Sentiu, ou não sentiu?

- Eduar... – não conseguiu completar. A aluna lhe acertou um tapa forte no rosto.

Marina deu dois passos para trás, perplexa. Não podia acreditar que a garota havia sido capaz de lhe tocar daquela forma. Respirou profundamente, tentando acalmar a própria raiva que já lhe consumia. Sem sucesso em busca de calma, avançou na garota e segurou seus braços com força.

Seus olhos estavam vermelhos de tanta raiva. A fonte de toda uma lacuna dentro de si estava gritante naquela hora, seu coração batia descompassado, sentia seu sangue ferver nas veias, queria se livrar das imagens que lhe atormentavam naquele momento, mas não conseguia de forma alguma.

O frio, a dor, as lágrimas, tudo havia retornado com força para dentro de seu corpo tomado pela fúria.

A aluna gemeu de dor, implorando que ela se afastasse, e Marina finalmente conseguiu voltar ao seu normal. Os braços pálidos estavam marcados pelas mãos de Meirelles e ela sabia que isso seria um problema. Outro incidente que Eduarda, sua atual namorada, teria que esconder.

- Eu não aguento mais isso, Marina. – a aluna disse em lágrimas. – Olha para você... – apontou para a professora que continuava com um olhar atormentado, perdido. – Você se olhou no espelho depois de ter comido a puta que comeu no banheiro? – questionou fazendo Marina a encarar ainda mais confusa. – Essa porra desse batom está todo borrado. Marina, eu...

- Eduarda, eu juro que não... – foi cortada pela aluna que fez Marina se encarar pelo reflexo da tela de seu celular. Apesar de ter limpado o batom borrado, a pele branca continuava marcada com um rosa forte. – Meu amor, você sabe que eu...

- Que você ‘’gosta muito de mim’’ – imitou Meirelles, fazendo aspas com os dedos para tornar a ironia ainda mais carregada. – ‘’Que você ama o sexo comigo, mas que amor é algo que você não pode dar a ninguém’’. Me poupe, né, Marina? Dessa vez vamos terminar e não há nada que você possa fazer. Preciso cuidar disso. – indicou os braços inchados e vermelhos. – Eu preferia muito mais quando você me marcava em outros lugares, por outras razões.

Meirelles que não tinha nada a dizer, apenas encarou a aluna e permaneceu em silêncio. Talvez, e só talvez, ela tivesse mesmo passado dos limites.

- Quem foi, Marina? Quem foi a puta que você comeu dessa vez? – mais lágrimas desciam por seu rosto.

- Alice. – respondeu, fazendo a garota a encarar estupefata.

- Minha melhor amiga? A Alice, minha Alice?

- Sim, mas foi só...

- Não ouse vir atrás de mim. – foi tudo o que conseguiu dizer antes de sair da sala em meio a um choro dolorido.

Marina assistiu a aluna sair e permaneceu em silêncio. Ela sabia que havia sim como fazer Eduarda voltar atrás na decisão de terminar, e ela fez. Não só uma vez, mas diversas no decorrer daquele ano.

Para Meirelles, pouco importava ter uma relação saudável, não era mais função dela ser a doce e adorável mulher em busca de amor, sua função agora era destroçar o máximo de corações que pudesse.

Os anos a fizeram perder o conceito do que é ser saudável, e perdeu o total interesse em achar o amor de sua vida. Isso tudo era só uma baboseira de adolescentes com falta do que fazer, e ela tinha anos de dores muito reais para provar que amor é apenas uma forma diferente de se manipular outra pessoa e seus sentimentos em nome de algo irreal.

Presente

Marina sacudiu a cabeça, expulsando aqueles pensamentos e chupou uma bala de menta para disfarçar a nicotina, por fim, passou seu costumeiro batom vermelho e se ocupou a olhar os e-mails no celular.

Estava quase descendo do carro quando viu Clara chegar ao campus, acompanhada de uma garota que aparentava ser mais nova que ela. Parou em cima da grama verde e a garota morena de pele pálida se inclinou e lhe beijou os lábios. O rosto de Fernandes estava rasgado em um sorriso devasso quando elas se separaram.

Meirelles sorriu excitada com aquela visão. A universidade começava a se tornar interessante, então, se mudar valeria mesmo a pena.

A doutora desceu do carro como sempre descia, cheia de si, dona do mundo. Ela não entendia como em sã consciência, uma mulher podia andar de outra forma. Acreditava firmemente que as mulheres deviam se impor, por mais cansadas, ou exaustas que estivessem, pois só o fato de ser mulher, já é uma grande dádiva.

E ela entendia bem dessa dádiva.

- Bom dia, professora Meirelles! – um garoto se aproximou da doutora que parou com um sorriso no rosto. – Gostaria de tirar umas dúvidas. Se não se importar.

Normalmente, Marina declinaria aquele tipo de abordagem, mas sua aluna preferida continuava na frente do campus com o que parecia ser sua namorada, então ela apenas acenou para o garoto e fingiu ouvir o que ele dizia. Seu olhar devorava Clara que sorria e ria junto da garota mais nova.

Por um momento ínfimo, ela tentou visualizar sua aluna como mais uma de suas alunas sem graça, talvez assim, ela pudesse poupar Clara de todo o caos que causaria ao entrar na vida da mais nova, mas isso não era possível, pois a própria garota fazia questão de provar o contrário.

 O olhar da aluna capturou o da professora e ela sorriu de forma indecifrável por alguns segundos, mas logo voltou sua atenção para a morena parada diante dela.

Marina podia sentir que Clara tinha algo muito obscuro dentro de si. Se a menina tivesse vinte anos, era muito, e isso só a tornava ainda mais desejável para a professora, mas a sua idade não apagava o fato de que algo de muito violento e negro ocupava um grande espaço dentro dela. Meirelles entendia muito bem disso e podia captar esse tipo de energia em qualquer parte do mundo.

A estudante se despediu da possível namorada com mais um beijo quente. Marina mordeu o lábio inferior, sentindo todo seu corpo acender. Precisava ter Clara Fernandes em sua cama. Desejava angustiadamente tirar aquele sorriso daqueles lábios, queria a aluna obcecada por ela como todas as outras ficaram.

Nada excitava mais Marina do que pessoas aos seus pés. E Fernandes ficaria.

- Então, diante disso, como eu poderia montar uma defesa se ele não me conta a verdade? – Marina voltou sua atenção para o aluno quando Clara caminhou na direção da entrada da Universidade e consequentemente deles. – Sem a verdade, não posso ajudá-lo.

- A verdade é superestimada. – respondeu com olhos brilhantes. Clara passou por eles, mas não desviou sua atenção do caminho. – Mentiras tem um valor maior, mas não dentro dos tribunais. – observou o aluno que esperava com expectativa – Faça-o falar a verdade, faça-o ter medo, se preciso, coma-o vivo. Você não quer perder esse caso e não vai vencer se usarem uma mentira do seu cliente contra você, é seu nome em jogo.

- Mas...

- Desculpa. Preciso ir, nos vemos na aula. – cortou o aluno e caminhou para dentro da grande Universidade.

Marina caminhava calmamente, enquanto acompanhava os passos de Fernandes. A aluna não parou para falar com ninguém, muito menos com os garotos que a assediavam. Meirelles realmente odiava esse tipo de atitude. Homens sempre seriam uma incógnita de infelicidade para a doutora.

Como conseguem ser tão estúpidos? Ninguém sabe dizer.

Clara passou a caminhar com pressa e a professora acelerou os passos para não a perder de vista. A garota esbarrou em alguém e todos os seus pesados livros foram parar no chão. Com cuidado, Marina se aproximou da aluna a ajudando a juntar os livros. Ficou com dois, propositalmente.

Um sorriso de gratidão surgiu nos lábios da mais nova e ela se levantou com certa dificuldade para carregar aquela quantidade de livro. Estudantes de Direito sofrem diariamente com o tamanho dos livros que tem que ler.

- Eu posso ajudar? – Marina questionou para a aluna que caminhava ao seu lado lentamente.

- Seria ótimo. Eu estava andando rápido para chegar logo à sua aula, e não me atrasar, como ontem. – deu um sorriso misterioso, mordendo o lábio inferior. Marina a encarou com desejo. – Odiaria chatear minha professora favorita. – seu tom inocente era quase capaz de mascarar a maldade por trás de sua voz.

Meirelles amava quando alunas flertavam com ela. Para ela, não existia coisa mais satisfatória no seu cenário de vida atual, mas Clara a tratar daquela forma, fez com que surgisse um misto de confusão dentro de si. Em todos aqueles anos, nenhuma aluna tinha sido tão discretamente direta e tão cedo.

E as sensações que sentia no momento, não pareciam ser puro e unicamente tesão. Ela sorriu sedutoramente para Clara, mas não disse nada em resposta. Não tinha o que dizer. Só queria aproveitar o confortável silêncio entre elas enquanto tentava entender o próprio comportamento.

Quanta bobagem. Riu dos próprios pensamentos. Só não queria flertar no meio da faculdade com uma aluna que podia até mesmo ser menor de idade. Ela não sabia absolutamente nada de Clara, não tivera tempo de investigar, mas resolveria aquilo naquele mesmo dia.

Ela estava certa de que assim que soubesse mais informações da garota, assim que conseguisse sair do escuro, voltaria a ficar em uma boa posição como a predadora que sempre fora.

- Obrigada, professora Meirelles. – Clara disse quando elas adentraram a sala.

Marina olhou ao redor e não viu ninguém ali, observou o relógio de pulso que usava e viu que faltava pouco menos de cinco minutos para o horário da entrada dos alunos. Era pouco, mas dava para sondar Fernandes e arrancar nem que fosse uma informação a mais dela.

- Sua namorada podia te ajudar. – lançou o comentário cheio de segundas intenções. Colocou os dois livros que carregava sobre a própria mesa. – Você sabe, não sabe?

- Sei. – respondeu com um suspiro. Ou era muito inocente, ou muito dissimulada. Caminhou pela grande sala em busca de um lugar para sentar. – Só que ela não gosta de chegar atrasada à escola.

- Ah, que fofa. Está no colegial. – debochou.

Clara que colocava os livros sobre a mesa na qual assistiria as aulas do dia, virou-se para a professora que a encarava de forma penetrante. Caminhou até a mesa da mais velha no intuito de pegar seus livros, mas não conseguiu só pegar os livros e seguir andando, o olhar de Marina sobre si a deixou paralisada.

- Sim, ela é mais nova que eu. – respondeu baixo, mas de forma firme como se desafiasse a doutora.

- E você tem quantos anos? – questionou inclinando a cabeça, analisando a aluna descaradamente.

- O suficiente.

O tom sugestivo de Clara fez a mais velha morder o lábio inferior como fazia sempre que algo a fazia sentir desejo. Meirelles observou o olhar de sua aluna vacilar diante de seu ato e deu um sorriso tão cínico e safado que Clara suspirou profundamente.

A tensão que se formou no ar, evaporou rapidamente com a entrada de alunos agitados e barulhentos. Clara juntou os livros e caminhou com pressa para a própria cadeira.

Marina não tirou os olhos da garota até a mesma sentar, não desviando o olhar do de Meirelles que sorriu satisfeita.

****

A câmera se ajustou ao ângulo desejado pelo corpo da fotógrafa e o corpo nu e jovem da garota foi clicado. Marina assumiu um olhar feroz quando a garota se reposicionou, ficando com as pernas abertas, de frente para a câmera, claramente provocando a autora das fotos.

Meirelles suspirou, sentindo o desejo percorrer seu corpo adulto. Mais um click foi ouvido e outra foto da jovem nua foi registrada. A câmera foi repousada na mesa de centro da sala de estar da professora que caminhou lentamente até a ex aluna que a observava com a cabeça inclinada.

- Sentiu saudades? – questionou sentando no colo da mais nova que gemeu com o contato de seus corpos. – Não costumo fazer isso, mas precisava te sentir uma última vez.

E ela precisava mesmo. Não conseguia dormir naquela noite, não com tantos pensamentos rondando sua mente. Aquela pele dourada, aqueles lábios rosados, aquele cabelo ondulado. A voz rouca e intensa enquanto respondia às perguntas nada discretas da professora no curto tempo em que passaram a sós antes da aula, ou quando debatiam a aula.

Marina Meirelles nunca se sentira tão atraída por uma aluna antes. Seu tesão crescia só de lembrar da causadora daqueles pensamentos, Clara.

- Fiquei sabendo que está namorando. – tornou a falar. Suas mãos habilidosas tocaram o sexo molhado da ex aluna que gemeu baixo. – Pensei que demoraria mais para me superar.

- Temos um problema aqui, pois eu claramente não superei nada. – a voz doce da ruiva fez Marina sorrir.

Os dedos de Meirelles invadiram a garota sem o menor pudor. Se ela tinha uma maneira de descontar todo seu tesão em alguém, ela o faria. É claro que ainda não era quem ela queria gemendo o nome dela, mas já era alguma coisa.

A ex aluna de Marina gemia cada vez mais alto, conforme a mais velha a estocava com força. Repentinamente, Meirelles afastou-se da garota que a encarou confusa e frustrada. Odiava quando a ex namorada iniciava aquele jogo e ela sabia muito bem o que vinha a seguir.

- Marina, a gente já falou sobre o namoro. – seu tom de súplica não comoveu a doutora.

Marina riu ironicamente e se aproximou dela a puxando com força pelo braço. Se sua ex namorada queria brincar, elas iriam brincar.

Meirelles jogou a garota sobre o sofá sem delicadeza alguma e ajustou o corpo dela de forma que seu rosto ficasse afundado no estofado do móvel enquanto o resto de seu corpo ficava inclinado com fácil acesso para Marina e suas investidas.

Minutos depois, a ex namorada da professora estava extremamente marcada, vermelha e com certeza, satisfeita. Os lábios da mais velha roubaram todo o fôlego da mais nova em um beijo urgente.

- Seu namorado te come assim? – provocou dando mais beijos na pele macia e marcada.

- Ninguém me come assim. Privilégio seu.

- Boa sorte explicando essas marcas. – tocou as marcas que um de seus objetos causou na barriga da garota de sorriso cínico.

Um de seus hobbies, era observar as marcas que fazia, ou que deixava pelo corpo das alunas com quem dormia. Meirelles se pegava imaginando elas explicando para amigos, familiares e até namorados de onde vinham as marcas visíveis e isso a excitava muito. As marcas escondidas também eram gostosas, mas não eram visíveis e Marina adorava a adrenalina de quase ser descoberta.

Óbvio que ela instruía as alunas para que erros fossem evitados. Ela odiaria perder a carreira.

- Você sabe que voltaríamos se você quisesse.

- Não começa com isso de novo. – resmungou levantando de cima da garota. – Quando sair, apaga a luz e tranca a porta, joga a chave por baixo. Eu vou dormir, tenho que dar aula cedo.

- Foi ótimo te rever, Marina.

- Tchau, Alice. – deu um simpático sorriso e caminhou para o quarto. Deixando a ex namorada para trás.

Algum tempo depois, Marina ouviu a porta sendo fechada e se permitiu cair em um sono calmo e satisfeito. Tinha tudo que queria e logo mais teria um coração a mais para pôr em sua lista de corações partidos. O de Clara Fernandes.

                                          Diga que você se lembrará de mim

Ali, em um belo vestido

Olhando para o pôr do sol, querida

Lábios vermelhos e bochechas rosadas

Diga que você me verá de novo

Mesmo que seja apenas em seus

Sonhos mais selvagens


Notas Finais


Até o próximo.


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