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História O lado belo da dor - Capítulo 57


Escrita por:


Notas do Autor


um apocalípse zumbi seria muito mais interessante.
estão usando álcool em gel e ficando dentro de casa?
boa leitura

Capítulo 57 - Set you free


 

Um dois três quatro

Feche os olhos e deixe ir

E quando a hesitação se foi

Sem contar mais

Cinco, seis, sete, oito

Não há necessidade de ter medo

Talvez você esteja se perguntando como?

Mas logo você vai se sentir também

Então conte até três

Diga-me o que você sente

Diga-me o que você está pensando

Estou aqui apenas para libertá-lo

Clara virou-se na cama, fitando os olhos lindos de Olivia que lhe sorriu de maneira indecente. Estavam nuas, enroladas em lençóis mornos. O cheiro de sexo as entorpecia e o pôr do sol cinza e nublado as embalava em uma melodia preguiçosa de saudades.

- Marina vai te matar quando souber. – Olivia constatou, encarando Clara profundamente.

Clara riu.

- E quem disse que ela vai saber? – arqueou as sobrancelhas em divertimento.

Foi a vez de Olivia rir, mostrando seus dentes perfeitamente brancos e alinhados.

- Senti falta disso.

- Eu também, Ol. Mas não vai se repetir – Clara alertou, deslizando os dedos da mão direita pela pele macia de sua ex namorada.

- Ahhh – resmungou frustrada. – Vou tomar um banho. Tenho que ir para a boate. Quando vai lá de novo?

- Não sei, tenho aquele jantar na firma hoje. Mas prometo ir assim que arrumar um tempo. – sua voz saiu doce e carinhosa enquanto ela piscava os cílios exageradamente.

- Okay. – Olivia se debruçou sobre a cama e beijou os lábios de Clara demoradamente. – Já volto.

Clara sorriu assentindo.

Sim. Clara teve um remember com Olivia. E se querem minha opinião, demorou muito para isso acontecer. De alguma forma, Marina conseguira irritar Clara ao ponto de a mulher perder de vez as estribeiras. Ela decidira que para seu próprio bem, precisaria aprender a agir pensando mais em si mesma e menos em Meirelles.

Era como Marina queria e era como ia ser.

Clara se levantou com relutância e caminhou pela casa sentindo o frio em seus pés descalços. Encarou o relógio da parede do quarto de Olivia e constatou que estava atrasada para o jantar.

- Merda – exclamou irritada. Caminhou com pressa para a cozinha onde enfiou uma colherada de geleia de amora na boca – estava faminta – e correu para o banheiro onde Olivia tomava o próprio banho. – Cabe mais uma aí?

Ouviu Olivia rir de maneira gostosa.

- Você cabe em qualquer lugar comigo – respondeu de bom humor.

- Gostosa. – sussurrou, agarrando Olivia por trás e sentindo a água morna as molhar lentamente. – Que delícia.

- Amor. – gemeu, sentindo uma das mãos de Clara deslizar por seu sexo encharcado. – Não vai se atrasar.

- Já estou atrasada.

Clara murmurou, virando Olivia na direção de sua boca com uma rapidez impressionante.

- Aposto que Rachel não se importa.

- Aposto que não – concordou, encarando os lábios inchados de Clara.

***

Marina engoliu o champanhe com mau humor, torcendo para que ele ajudasse sua boca a prosseguir com o trabalho de sorrir e falar.

Fazia mais de meia hora que o jantar havia começado e nada de Clara.

Era entediante não ter ela em qualquer lugar que fosse e isso estava começando a preocupar Meirelles em níveis alarmantes.

- Amor, está gostando? – Alexia perguntou, sussurrando no ouvido de Marina.

-Sim, está tudo bem organizado. – respondeu com um meio sorriso.

- Não quer dar uma fugida? – sugeriu com malícia.

Marina suspirou.

- Não dá. Tenho que fazer o pronunciamento em quinze minutos.

- Quinze minutos é tudo de que preciso. – Alexia afirmou, agarrando Marina pela mão e a arrastando para fora do salão onde praticamente todos os associados já comiam e bebiam em conversas paralelas e animadas.

Clara entrou pela porta com Rachel, ambas usavam vestidos longos e elegantes. Por alguns segundos, todos pararam o que faziam para encará-las com aquele ar de admiração e desejo que Clara sempre conseguia causar.

- Flavinha – Clara acenou para a mulher que foi até ela com um belo sorriso. – Onde Marina está?

- Não sei – respondeu, procurando pela mulher com o olhar. – Posso procurar se quiser, mas tenho certeza de que já ela aparece.

- Não precisa, obrigada. Vou esperar por aqui – agradeceu sinceramente. – Vamos, Rachel. – convidou, puxando a jovem pela mão com delicadeza. – Quer beber alguma coisa, Rach?

A jovem a fitou com atenção.

- Sim, Gi. Que tal um champanhe?

- Perfeito. – aceitou a sugestão, sorrindo abertamente.

Quando as duas já estavam com taças nas mãos, Clara as guiou pelo meio da multidão até a parte mais isolada que achou do local. Tratava-se do final de um corredor que dava para uma bela janela, comprida e de visão privilegiada de Manhattan que se derramava aos pés do prédio. Do outro lado do corredor, a alguns metros de distância, uma porta permanecia fechada.

- Que lindo – Rachel comentou em tom fascinado. Clara assentiu silenciosamente. – Pensei que nunca veria algo bonito assim.

- Eu também – confessou, dando um suspiro longo.

- Você está bem? – Rachel perguntou com preocupação, encarando Clara com cautela.

Clara sorriu.

O corredor era iluminado por uma lâmpada incandescente que coloria o ambiente de amarelo apagado. O cheiro de comida e champanhe caro circulava pelo ar como se fosse veneno.

A ironia daquela noite e todas as mudanças acontecidas nos últimos seis anos socaram a garganta de Clara com maldade. É verdade que havia aprendido a lidar com a intensidade de tudo aquilo, mas, às vezes, as coisas eram simplesmente dolorosas demais.

- Está com frio? – a voz de Rachel ressurgiu. Dessa vez mais firme.

Clara assentiu.

- Vamos voltar para o salão.

E Clara ia. Mas, nesse mesmo instante, Marina apareceu no fim do corredor, arrumava a roupa e ria de algo que Alexia havia falado em seu ouvido. Pela cor avermelhada de sua pele pálida e a forma como seu cabelo estava desgrenhado, era óbvio o que havia acontecido.

Clara sentiu a raiva percorrer seu corpo e toda a melancolia que se fizera presente nos últimos minutos, foi expulsa a chutes e socos pelo ódio que Clara sentia.

Ela puxou Rachel pelo pulso e uniu seus lábios em um beijo não anunciado. Rachel ficou surpresa e demorou alguns segundos para corresponder, mas quando correspondeu, agarrou a cintura de Clara com vontade, aprofundando o beijo intenso.

Clara sentiu o corpo esquentar. Rachel era gostosa e irritar Marina era ainda mais gostoso.

Marina merecia ver aquilo. Marina merecia tudo que Clara faria naquela noite.

Afinal, quem com ferro fere, com ferro será ferido.

Clara empurrou Rachel na direção do estreito corredor e a puxou pelos cabelos, arrancando da outra um gemido abafado.

Um som as interrompeu. Era Marina chamando por Clara repetidamente.

- Giovanna! – elevou o tom de voz.

Clara sorriu internamente e se afastou de Rachel que sorria escancarando todos seus belos dentes.

- Meirelles. – Clara disse em tom inocente. – Deseja alguma coisa?

- Sim. Você sabe que é estritamente proibido se relacionar com outros membros da firma. – respondeu de maneira rude. Alexia assistiu a tudo com interesse desmedido. – Gostaria de ter uma conversa com a senhorita se possível.

Clara assentiu lentamente e deu um último selinho em Rachel antes de a mesma caminhar para longe dali.

- Alexia, me espere no salão, vou resolver essa situação e te encontro lá. – pediu para a mulher que assentiu de maneira obediente. – Me acompanhe. – ordenou, olhando para Clara.

Clara passou por Marina marchando e elas entraram no cômodo que minutos antes era usado por Meirelles e sua noiva.

- Devo evitar tocar nos móveis? Não quero pegar sífilis – comentou maldosamente.

Marina fechou a porta atrás de si e a encarou com seriedade.

- Que porra foi essa? – perguntou com rispidez.

Clara suspirou, mantendo a pose mais impassível que conseguiu.

- Foi eu saindo com outra mulher depois de ter passado um mês rejeitando qualquer contato humano que não fosse o seu enquanto você traía, mentia e fodia Alexia. – sua voz saiu indiferente e com ar de que fosse óbvio.

- Clara, pensei que já havíamos resolvido isso.

- Resolvido como exatamente? Hein, Marina? Com você traindo ela e me enrolando?

- Já disse que preciso de tempo, Clara. – havia desespero em seu tom de voz.

Clara revirou os olhos.

- O tempo acabou. Você tem até essa noite para tomar sua decisão.

- Ou então o que?

- Acabou, Marina. – seu coração martelou com força, mas ela precisava ignorar a dor.

- Você não me ama?

- Amo, mas me amo mais. – alegou, caminhando na direção da porta.

- Clara, por favor...

- Até o fim dessa noite, Marina. Te vejo na festa. – foi a única coisa que disse antes de sair do cômodo.

Marina sentiu que seu mundo ia desabar. Por que aquilo tudo tinha que acontecer tão rápido? Merda.

Praguejando mentalmente, ela caminhou de volta para o salão, lutando para manter os olhos fora de Clara, mas era impossível. Clara dançava, bebia e sorria despreocupadamente ao redor de Rachel e outros associados.

Quando se divertia, Clara parecia tão mais nova e tão impecável. Era fácil para ela todo aquele ar de coragem e descontração, não era ela quem tinha que decidir toda a sua vida nas próximas horas.

- Amor, está na hora do seu pronunciamento. – Alexia surgiu diante de Marina, a encarando com paixão.

Marina torceu os lábios e assentiu, a seguindo para o centro do local. Não seria nada fácil falar com o nó na garganta, mas ia se esforçar.

Era sua obrigação.

E o pior,

A noite estava só começando.

***

Marina tentou resistir, mas não dava. Não quando Clara discursava na frente de todos de forma tão inteligente e sexy. A mais nova falava sobre a importância da defensoria pública para os desafortunados e assim que ela fez uma pausa para respirar, Meirelles a arrastou para longe da vista de todos e a apertou contra a parede, a beijando com gana.

- Marina... – Clara protestou, a empurrando para longe. – Vão nos ver.

- E daí? – perguntou com indiferença. – Você está gostosa demais e eu só quero te beijar a noite toda.

- E daí? – arqueou as sobrancelhas em descrença. – E daí que não podem nos ver.

- Acha que a Rachel vai sentir ciúmes? – provocou, sentindo a raiva surgir em seu corpo. – Pode beijar ela, mas não pode me beijar?

- Não, Marina. Quem não pode nos ver é a Alexia, sua noiva. Lembra dela?

Marina revirou os olhos.

- Eu vou resolver isso. Eu prometo.

- Não vou esperar, Marina. Quero beijar na boca de alguém que possa me assumir. Quero foder a noite toda com alguém que não tenha que ir embora no meio da noite. Quero alguém inteiro e completo para mim. – cada palavra sua saiu em um sussurro confidente.

Marina suspirou e se afastou de Clara a encarando com uma fragilidade nítida.

- Por que, Marina? Por que simplesmente não a deixa para gente poder viver esse amor?

- Não sei. – admitiu. – Acho que estou apavorada.

- Você vai me perder por medo? – indagou com desafio. Marina permaneceu muda. – Francamente. Onde está sua arrogância quando a gente precisa dela? – lançou as palavras e saiu dali. Não suportava ver o olhar desamparado de Marina.

Flavinha puxou Clara, a guiando em uma dança animada. Clara gargalhou, encarando Vanessa que levantou os braços como se não tivesse nada a ver com aquilo.

Marina apareceu atrás da ruiva e a chamou para conversar. Clara lutava para não encarar Marina, mas era impossível quando Love on the brain da Rihanna inundava o ambiente com suas notas sensuais.

Seus olhos se buscavam com desespero e isso era irritante para ambas as partes.

Que maldição as mantinha tão unidas?

Marina nem se esforçava para evitar aquele contato, era surreal o quanto amava e desejava a mulher que dançava com sua melhor amiga. Surreal.

- Amor, vamos embora? – Alexia convidou, puxando Marina pela cintura.

- Agora que está ficando bom, amor. – respondeu, encarando a noiva com ar tristonho.

- Estou cansada. Trabalhei muito hoje. Preciso de um banho e cama.

- Marina, a gente pode conversar sobre aquela entrevista para o jornal? – Vanessa se meteu no meio da conversa, reconhecendo o olhar aflito de Meirelles.

- É verdade, Van. A entrevista – mentiu, abrindo um sorriso sutil de agradecimento. – Tem razão. Eu vou ter que ficar, amor. – dirigiu-se para Alexia.

- Certo, mas não chegue muito tarde. – concordou, beijando Marina nos lábios rapidamente. – Preciso ir. Até mais, Vanessinha.

- Até mais, Alexia. – a ruiva acenou amigavelmente para a noiva de Meirelles que sorriu e saiu andando pelo meio das pessoas. – Me deve uma.

Marina riu.

- Obrigada, Van. Sério. Você acaba de salvar minha vida.

- Você tem é que se apressar, a Clarinha tá bem empolgada com essa Rachel – comentou, fazendo Marina fitar Clara que dançava sensualmente para uma Rachel obviamente alcoolizada.

- Clara! – exclamou irritada. – Vou resolver isso agora. Obrigada de novo, Van. Saiba que se precisar de mim para qualquer coisa, pode contar comigo.

Vanessa sorriu e assentiu. Ficava animada em ver Marina animada.

- Clara. – Marina disse firmemente.

- Quem é Clara? – Rachel perguntou confusa.

Clara encarou Marina com repreensão.

- O que foi agora, Marina?

- Preciso de você.

- Sinto que não estou em horário comercial – desafiou, sorrindo de maneira maldosa.

- Eu pago hora extra. – retrucou, puxando Clara pelo braço com força. – Até mais, senhorita. – dirigiu-se para Rachel que assistia a tudo confusa. – Aproveite a festa. – dito isso, Marina arrastou Clara para longe das pessoas e da música alta.

- Eu nem me despedi da Rachel, que mal educada, Marina. – Clara resmungou, desvencilhando-se do aperto forte de Marina.

- Você tá bêbada? – perguntou irritada.

- Não. Eu só bebi duas taças de champanhe. Não viaja, Marina.

- Então o que é isso tudo? – insistiu, observando o corredor atrás delas. Estava vazio e era disso que ela precisava.

- Eu me divertindo. Só isso. Não aja como se eu tivesse cometido um crime.

- Eu disse especificamente para você não vir com a abusada da Rachel. – trincou os dentes, respirando profundamente. Queria espancar Clara. Sim. A palavra era essa. – Custa me obedecer uma vez na vida?

- Se estivéssemos juntas, as coisas seriam bem diferentes.

- Então vamos ficar juntas – exclamou com exasperação.

- E a Alexia?

- Eu vou terminar com ela.

- Quando? – desafiou.

- Logo, Clara.

- Quero agora.

- Não. Agora vamos nos acertar.

- Porra nenhuma! – elevou o tom de voz, sentindo o ódio a consumir.

- Clara. – Marina a encarou com repreensão.

- Clara nada. Meu nome é Giovanna, pare de me expor assim, Marina. – exigiu.

- Ela está bêbada. Sequer vai lembrar disso amanhã.

- Que seja.

- Não quero você com outras. É tão difícil de entender?

- Vá à merda com seu egoísmo – anunciou, empurrando Marina com força.

Meirelles abriu a boca em choque quando suas costas bateram contra a parede atrás dela.

- Você não me merece.

- Clara...

- Fica transando com essa estúpida da Alexia. – rosnou, empurrando Marina que havia dado dois passos em sua direção. – Não aguento isso. E se quer saber, a única corna vai ser ela, porque eu estou fora.

- Para! – bruscamente, Marina agarrou Clara pelos pulsos, a segurando tão próximo que o ar entre elas era dividido. – Eu vou terminar com Alexia. Eu já decidi. – aquilo era novidade para ela mesma, mas é óbvio que dizia a verdade. Ela ia. – Posso ir para casa agora e acabar com tudo de uma vez, mas não consigo te olhar assim e não te querer.

- Assim como?

- Tão gostosa.

- Marina...

- Você é a mulher mais linda que já vi na vida. Juro.

- Eu te odeio tanto, porra. – seus olhos brilhavam em mil sensações e emoções inexprimíveis.

Marina abriu o sorriso mais cafajeste que já havia dado para Clara e a puxou para um beijo quente, segurando a nuca da outra com firmeza. Suas línguas duelavam pelo poder com ardência, ambas no auge da excitação.  

- Você vai me pagar por ter ficado com a Rachel. – Marina prometeu, puxando o cabelo de Clara com força. A mais nova gemeu, estremecendo contra a pele pálida. – Você é minha.

- Ah, Marina. Não, ainda não – sorriu, abrindo os olhos verdes que estavam extremamente escuros e brilhantes. A luxúria exalava por todos os seus poros. – Vamos para onde?

- O melhor motel – respondeu sorrindo.

Clara balançou a cabeça concordando.

- Dê-me o mundo e em troca eu te dou o que quiser – provocou, mordendo o lábio inferior de maneira sensual.

Marina riu.

- Para você, eu dou tudo.

- Vai me prender numa torre de marfim?

- Com piscina de água salgada – concordou, seus olhos brilhavam em expectativa e excitação. – Você deixa?

Clara se aproximou mais de Marina, encostando os lábios na orelha desprotegida.

- Pelo valor certo, Marina, eu te deixo fazer tudo... – sussurrou, mordendo o lóbulo da orelha de Marina que suspirou. – Comigo e em mim. Vamos?

Marina sorriu abertamente, sentindo a excitação percorrer por seu corpo como uma onda elétrica.

- Vamos.

- Vai me bater? – Clara perguntou quando ambas já estavam devidamente acomodadas dentro do carro de Marina.

- Com certeza – garantiu. – Eu estou tão puta com você. Um tapinha não vai resolver nada.

Clara riu.

- Eu amo essa violência.

- Vai ser diária em sua vida. – prometeu.

- Assim espero. – a advertência escorreu em seu tom de voz. – Ou ainda hoje, arrumo outra.

- Chantagista.

- Negociadora, Meirelles. Negociadora.

- Vou terminar com ela assim que acordarmos amanhã. Prometo.

- Vou te dar o beneficio da dúvida. Agora, dirija mais rápido. Quero transar. – ordenou, afundando o corpo no banco do carona.

Marina a encarou e sorriu. Sentia-se tão viva ao lado daquela mulher.

Não via mais sua vida sem ela.

Desde que a conhecera,

Não havia vida sem ela.

E Marina ia provar isso.

Conte comigo quando estiver chorando

Vou limpar todas as suas lágrimas

Conte comigo quando sentir

Que

Você está se afogando lentamente

Estou aqui apenas para libertá-la


Notas Finais


até breve
finalmente o sado sai, no próximo, eu juro


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