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História O lado belo da dor - Capítulo 58


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Notas do Autor


oi gente
sei que as coisas estão difíceis, eu mesma ja não tenho mais como gastar energia e tempo, mas não é momento para pânico. vamos nos cuidar o máximo possível e quem pode estar em quarentena, respeite isso e aproveite para cuidar de si mesmo e dos outros.
é momento de empatia e respeito.
vou produzir bastante conteúdo para vocês para passarmos por essa fase difícil juntos. quem quiser conversar também, é só me chamar. e to sempre nos comentários.
força.
boa leitura
(Lavian, esse é para você)

Capítulo 58 - Nobody compares to you


 

Você é única na vida

Melhor do que o ano novo à meia-noite

Quero te agarrar e segurar apertado

E eu não vou deixar ir

Espero que você possa ouvir isso

Porque é do seu rosto que sinto falta

Seus lábios eu quero beijar

Ninguém, ninguém, ninguém se compara a você

Alguém, por favor, ajude-me a superar você

Marina puxou Clara pela cintura, unindo suas bocas em um contato esfomeado: as línguas se tocavam com angústia, as mãos corriam de cima para baixo apressadamente, os corpos febris se uniam em um emaranhado de peles febris e arrepiadas, ambos os sexos pulsavam em desejo crescente.

Estavam no motel Delirium, em um dos melhores quartos, ou o melhor que restou. Aquela noite estava agitada e aparentemente, não era unicamente para o casal faminto que andava aos tropeços pelo quarto.

- Como vai me castigar sem seus instrumentos aqui? – Clara perguntou, afastando o rosto do de Marina que já estava corada e ofegante.

- Não se preocupe com os detalhes – respondeu, exibindo o sorriso mais arrogante que já havia dado em toda sua vida. – Vem cá. – ordenou, puxando Clara para a cama. – Fique sentada. Volto em cinco minutos.

- Mas... Marina...

- Shh. Já volto. – prometeu, saindo do quarto com pressa.

Clara jogou-se na cama e fitou o teto com pouco interesse, dando língua para o próprio reflexo no espelho limpo e colorido. O ambiente era inundado pela luz forte do led que percorria as bordas do extenso espelho.

O ambiente tinha cheiro de lençóis recém-lavados e velas aromáticas.

- Hum... – comentou consigo mesma. – Vou esperar a Marina na hidromassagem.

Com um sorriso maldoso, ela arrancou as próprias roupas e se encaminhou para o banheiro. Era grande e organizado. Alguns minutos depois, ela já estava mergulhada na água morna, sentindo a tensão abandonar seu corpo. O cheiro de ervas era forte e inundava o ambiente.

Ela só começava a se perguntar onde diabos Marina havia se metido e quando fez menção de se levantar, Meirelles apareceu no banheiro.

- Clarinha... – disse, fitando o rosto dourado.

Clara abriu um sorriso feliz.

- Finalmente!

Marina sorriu de volta.

- Nada disso. Demorei por bons motivos.

- Bons como?

Marina permitiu que um sorriso obscuro pousasse em sua face pálida e fez um gesto, pedindo que Clara fosse até ela.

- Agora. – ordenou, assistindo Clara caminhar até ela.

Clara estava nua. A pele dourada era banhada pela água que escorria lentamente por sua barriga definida, havia pontos de seu corpo com espuma e as pernas torneadas pareciam brilhar em um convite depravado para Marina.

- Sim.

- Sim o que? – e ali estava. A Marina dominadora, controladora, sádica.

O ventre de Clara dançou em uma festinha invisível.

- Sim, senhora. – corrigiu-se, estremecendo.

- Já que começou a festa sem mim, vamos para o quarto.

Clara assentiu, seguindo com Marina para o quarto.  

- Sente-se na cama. – instruiu, caminhando na direção de Clara que rapidamente se sentou. – Mãos para a frente. – ordenou, assistindo Clara cumprir a função com agilidade. – Boa garota. – elogiou. Clara sorriu. – Como foi ficar com a Rachel?

- Marina, eu... – hesitou, olhando no fundo dos olhos de Marina. A escuridão a assustou e ela permaneceu muda.

- Você...?

- Gostei. – limitou-se a dizer.

- Gostou? – perguntou semicerrando os olhos. Clara sacudiu a cabeça lentamente. Marina ergueu uma fita de seda na altura do rosto de Clara e sem delongas, amarrou o tecido nos pulsos delicados. Clara arfou, sentindo a excitação a envolver. – Hein, Clara? Gostou?

- Amei, Marina. Eu amei. – retrucou.

Marina sorriu com ironia e desferiu um forte tapa contra o rosto de Clara que gemeu, mordendo o lábio inferior com força.

- Maldita! – Marina exclamou, seu tom de voz embebecido pela raiva, pelo ciúme. – Eu odeio esses seus joguinhos para me provocar.

- Não odeia não. – Clara ergueu o tronco, reassumindo a postura ereta. Sua respiração estava desregular e ela ansiava pelo momento seguinte. – Você gosta de ver a única mulher que realmente mexe com seus instintos com outras. – cuspiu, arriscando sua integridade física e não dando a mínima para isso. – Você gosta disso porque adora me bater, porque é uma sádica filha da puta e porque eu te dou o que você não teve nos últimos anos. Sexo. Prazer. Dor.

- Cala a boca!

- A verdade te irrita?

Marina nada disse, caminhou pelo quarto e quando surgiu diante de Clara de novo, tinha um chicote em suas mãos.

- Marina, não...

- Calada – exigiu. O tesão inflava suas veias. Seu sangue circulava compulsivamente e se concentrava em seus pontos mais sensíveis, a atordoando em uma névoa densa de desejo e desespero. – Eu senti tanto a sua falta. E quando você voltou, você estava com aquela fodida da Olivia. – aparentemente, Marina guardara toda sua raiva para aquele momento. – E agora... – riu de maneira sombria. – Ousa vir acompanhada com outra. Na minha, repito, minha festa.

- Marina...

- Não acredito que você seja tão displicente assim. – Marina disse em tom de constatação. – Então, me diga, Clara. Por que faz isso? Gosta de me torturar? Gosta de apanhar?

- Eu gosto de tudo.

- Tudo o que? – Marina acariciou o objeto emborrachado que tinha em mãos com um brilho intenso no olhar.

- Do quão doida eu consigo te deixar e o quão machucada você consegue me deixar. A gente tem algo tão diferente, Marina...

- Vire-se de costas.

Clara obedeceu, deitando com dificuldade por cima dos braços amarrados. Ela prendeu a respiração, ansiando pela ardência em sua pele. Sentia uma falta absurda daquilo.

E não tardou. Logo Marina desferiu o primeiro golpe contra sua pele, acertando o meio de suas costas. Clara gemeu, apertando os dentes.

- Você está ainda mais gostosa, amor. – Marina declarou, acariciando a parte machucada.

Clara nada disse.

Mais e mais golpes foram desferidos contra a pele imaculada e quando Marina finalmente se cansou, ela fez Clara se sentar de frente para ela e a encarou com atenção.

- Está doendo?

- Ardendo – sorriu com escárnio.

- Você me tira do sério. – sua voz estava mais macia e delicada. – E agora eu quero te foder.

- Por favor. – implorou.

Marina sorriu, puxando Clara pela nuca. Suas bocas se encontraram com ânsia. Ambos os corpos ardiam em desejo e necessidade. Uma necessidade que doía em suas terminações nervosas.

- Marina... – Clara gemeu quando sentiu os dedos de Marina se esfregando rapidamente contra seu clitóris latejante. – Por favor...

Marina a ignorou, acelerando seus movimentos ainda mais.

- Não me faz gozar assim – implorou.

- Clarinha...

- Ahh, Ma... Por favor.

Marina sorriu debochadamente e a penetrou sem avisar. Seus dedos iam fundo e rápido, tão precisos que a própria Meirelles sentia seu sexo encharcar.

- Marina... – Clara sentia que ia gozar a qualquer momento. Estava sensível e decididamente excitada. Seu corpo não suportava tanta pressão. – Vou gozar... Amor...

Mas, tão rápido quanto veio, logo a sensação de explosão se foi. Marina havia interrompido o contato.

- O que!? – Clara choramingou, encarando Marina com desespero. Ela sacudiu os pulsos e se agitou na cama. Marina continuava sobre ela, a encarando de perto. – Não para. Por favor.

- Você quer gozar?

- Por favor.

- Diz, Clara.

- Me faz gozar, Marina. Por favor. – sussurrou.

Marina mordeu o lábio inferior em satisfação.

E todo o processo recomeçou. Estocadas fortes, fundas e precisas, os lábios de Marina por todo o corpo de Clara e quando a outra ia gozar...

- Marina, não! – gritou, sentindo uma vontade absurda de chorar.

- O que foi, amor? – provocou, esfregando o dedo indicador no clitóris duro.

- Por favor. Me deixa gozar. Não me tortura desse jeito.

- Clarinha... Você me irritou tanto.

- Me perdoa – implorou. Sua voz saía entalada.

Marina recomeçou o processo e Clara praticamente chorou.

- Quer gozar, amor? – perguntou com carinho. Clara assentiu. – Ajoelhe-se e peça.

- Marina... Não... – negou. Deus. Marina sempre fora tão controladora assim? – Não.

- Então não vai gozar, amor. – afirmou, encarando Clara com maldade. – Sinto muito.

- Marina... – seu tom de censura pouco afetou Meirelles. – Se eu sair daqui... Desse jeito.

- Me ameaçar não vai te dar um orgasmo dos bons.

- Marina! – gritou, trincando os dentes.

- Ajoelhe-se. Aqui na cama mesmo. – espalmou o colchão, indicando onde Clara devia realizar seu desejo.

Clara engoliu em seco e contra seus próprios princípios, ajoelhou-se, mantendo o equilíbrio com dificuldade.

Marina a encarou com soberba, sentindo o próprio ego inflar. Ter Clara ali, prostrada diante dela, tão submissa e resignada, a excitava em níveis surreais. Meirelles sentia o próprio orgasmo escorrer pelo meio de suas pernas e ignorando as ondas dolorosas de prazer, aproximou-se de Clara, a penetrando com força.

- Me olhe nos olhos. – exigiu.

Clara obedeceu, seus olhares se grudaram e elas ficaram ali, fitando-se de maneira magnética.

Os dedos de Marina espremiam-se no meio da carne molhada e quente, seu coração batia descontroladamente e todo seu desejo apenas se intensificava. Clara gemia alto, praticamente gritando o nome de Meirelles e quando atingiu o orgasmo, desabou nos braços brancos, arfando intensamente.

Satisfeita, Marina desamarrou os braços de Clara e acariciou a pele assada. Com cuidado, as deitou na cama, sentindo a pele febril e arrepiada contra a sua lhe causar arrepios prazerosos.

- Clara, Clara – gemeu Marina em forçado tom de frustração. – Você me deixa doida de raiva.

- Você me deixa doida de prazer.

- A noite mal começou...

- Ah, é?

- É – respondeu com delicadeza. – Mas... Eu queria te contar algo antes de continuarmos.

- O que?

- Eu amo você. – declarou, deitando-se de lado para fitar o rosto relaxado de Clara.

- Ama?

- Amo. Com todo meu coração. Com todo meu ser. Com tudo que há em mim.

- Marina... – Clara também deitou-se de lado, fitando os olhos negros. – Eu amo você. Mais do que tudo.

- A sensação de que elas sabiam que o amor era passageiro e, quando muito, imperfeito, mas, mesmo assim, que a busca por ele valia a pena. – Marina disse lentamente, enrolando a língua em tom pesado e sensual.

Clara respirou profundamente, sentindo-se completa e perdida em sensações estranhamente satisfatórias.

- O que é isso?

- Citação do meu livro preferido.

- Você tem um? – ergueu as sobrancelhas.

Marina sorriu timidamente.

- Claro.

- E qual o nome?

- Na hora certa você vai saber – prometeu.

- Já estou ansiosa.

- Venha aqui – pediu, unindo seus lábios ternamente.

Marina tinha razão, a noite estava apenas começando e depois de descarregar sua raiva, sentia-se bem melhor para seguir com todos os seus planos.

Só precisava relaxar um pouco e agora que havia conseguido isso, pretendia se divertir ao máximo com a mulher em seus braços.

A saudade ainda era imensa e seu peito ainda tinha medo de que Clara desaparecesse de novo, mas ainda não era hora para admitir isso.

Afinal, o ponteiro do relógio marcava duas da manhã.

‘’Depois das duas da manhã, apenas vá dormir. As decisões tomadas depois desse horário são decisões erradas. ‘’

E Marina precisaria de muito sexo, vinho e tomar um porre para reconhecer que sim, esse ditado estava definitivamente certo.

Mas isso é historia para outro capítulo.

Porque eu demorei tanto tempo para reiniciar minha vida

Mas em apenas um olhar, estou de volta

Esqueça que eu poderia ter qualquer um que eu goste

Mas agora tudo o que lembro é o que tínhamos

Ninguém, ninguém, ninguém se compara a você

 


Notas Finais


paciência, gente
até breve
bjj


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