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História O Lado escuro do vermelho - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, sou a Saturno, mas podem me chamar de Mavis se quiserem. Bom, eu sempre quis escrever uma fanfic sobrenatural e explorar mais esse meio, então, aqui estou eu.

Antes de tudo, leiam as notas, sim?

• sou muito insegura com tudo e principalmente o decorrer, então se não for fazer críticas construtivas, seu comentário será apagado.

• caso não goste de hot ou de um personagem um tanto tóxico, recomendo que não leia, pode causar gatilho.

• sim, terá muitas provocações e pegação entre a maioria. Caso não goste, não critique.

Espero que curtam a fanfic, gatinhas. Boa leitura.

Capítulo 1 - Chapter: I - Prólogo.


Fanfic / Fanfiction O Lado escuro do vermelho - Capítulo 1 - Chapter: I - Prólogo.

Era uma vez, séculos atrás onde as pessoas tinha medo de mulheres e as queimavam alegando serem bruxas. Naquela época em Forside, ninguém acreditava em seres sobrenaturais e os que acreditavam agiam de forma tão violenta quanto animais selvagens. Mulheres queimadas e supostos sugadores de sangue trancafiados no fogo eterno. Um verdadeiro caos, os livros de história dizem que foi uma briga entre o céu e a terra. Infelizmente, ninguém está vivo para contar, afirmar ou desmentir essa história. Mas que bom que não passa apenas de um  mito. Pois segundo essa história, um grupo de pessoas com habilidades diferentes se uniram. Criaram todos os círculos de proteção possíveis, o pacto mais forte e inquebrável que poderia existir. Esse pacto de sangue seria tão forte que alegam existir até hoje, nas sombras e de baixo de nossos narizes. Drácula não existe, mas temos de fato nossos seres poderosos — caso eles existam. — toda história começa com "era uma vez" e termina com "felizes para sempre" mas me parece que nesse caso não é bem assim.

"Baby, eu serei seu predador esta noite. Irei te caçar e comer viva, assim como os animais. Você pensa que pode se esconder, mas eu sinto seu cheiro a quilômetros."



NARRAÇÃO

— Jungkook! — Jin gritou ao ver o jovem entrar na casa com os lábios sujos de sangue e os olhos vermelhos vivo.—

 O que foi, meu anjo? — o vampiro girou nos calcanhares e sorriu com deboche para o bruxo. Passou a manga do casaco preto que usava nos lábios e assim limpou o sangue.

— Você andou se alimentando de humanos novamente? — perguntou já sabendo a resposta e cansado de toda essa discussão sempre. — Eu consegui bolsas de sangue novas pra você.

Jungkook revirou os olhos entediado e cansado de ouvir esse mesmo papo toda vez. Em um piscar de olhos ele já estava segurando o pescoço de Jin no ar e apertando.

— Sabe o que é? — sorriu de lado passando a língua entre os lábios, sentindo novamente o gosto do sangue. — eu gosto dele quentinho, gosto de ouvir o grito de dor das vítimas. É bem mais gostoso. E isso me faz mais forte. Não queira ser a próxima vítima.

— Jungkook...— Jin tentou dizer enquanto se debatia tentando respirar. Jungkook abaixou o garoto e deixou com que ele apoiasse os pés no chão. Mas o jogou contra a parede e se aproximou do mesmo. O olhou nos olhos, se sentindo alimentado com o olhar de desespero de seu "amigo" e levou seu nariz até seu pescoço.

— eu posso sentir. Sinto o cheiro de seu sangue, ouço ele correndo por suas veias. Tão delicioso. Se eu fosse você, ficaria calado. Não vai querer ser a próxima vítima. — reforçou a ameaça.

— Você sabe que sou um bruxo poderoso, acha que não estou preparado para os seus ataques? — Jin disse sério, mas tremia de medo nos braços de Jungkook.

Jungkook riu de desdém soltando o mais velho e o olhou curioso, colocou as mãos no bolso de seu casaco preto e observou o mais velho se recompor.

— sei suas fraquezas, feitiços e...verbena.

— precisará de mais que isso. SE EU QUISER MATAR ALGUÉM, QUEM VAI ME IMPEDIR? — gritou a pulmões abertos jogando os braços para o ar e riu logo depois saindo do campo de visão de Jin.

— Você precisa de limites...— disse baixo para si mesmo. — está na hora da profecia acontecer.

E assim o bruxo fez. Saiu correndo para o porão, tentando ignorar Taehyung transformado e acorrentado. Era lua cheia, não é uma das melhores noites para o lobo.

Jin parecia um louco para quem olhasse de longe. Suas porções e experimentos jogados por aí. Só faltava uma boa limpeza. A casa era "rústica" dizendo de forma gentil. Ela era amadeirada e velha, tanto por fora quanto por dentro. O cheiro amadeirado se fazia presente nos cômodos e não saia nem com magia.

— Aqui está você! — o bruxo exclamou assim que achou o livro na estante. Pegou o livro marrom e velho e começou a ler. Seguiu todos os passos, assim fazendo uma trompa branca e com dentes afiados na ponta. — devo assopra-la?

Perguntou a si mesmo, confuso com o que estava acontecendo. Assim ele fez, soprou a trompa, mas nenhum barulho foi feito.

— droga! Deu tudo errado, tudo errado! — jogou-a no lixo e saiu furioso. — nunca mais tento isso de novo.


MARY LUSVARD

Na minha infância eu sempre pensei que seria alguma mulher revolucionária do futuro. Alguém de respeito e uma carreira brilhante. Mas agora me encontro desempregada, brigada com meus pais e vazia. Quando se é jovem as fantasias fazem parte de sua mente na maior parte do tempo, mas quando você cresce, percebe que não é nada como você imagina. As pessoas são ruins, a vida é dura e não vai ter ninguém para te pegar no colo e dizer "hey, isso vai passar" e é aí que você perde as esperanças de tudo. Como minha vida agora. Eu sempre quis ter algum propósito, mas pelo visto, não tenho nenhum.

Nesta noite fria e calma eu descansava tranquila na poltrona do hospital ao lado de minha amiga internada por um acidente de moto. Até ouvir um barulho alto e agudo, nunca ouvi nada assim. E esse barulho doeu muito!

— Aí! — coloquei as mãos nas orelhas em busca de fazer com que o barulho parasse, e parou. Suspirei aliviada me levantando e vendo que ainda estava de madrugada, mesmo com a janela fechada pois havia um relógio digital no quarto. É a única luz aqui, seria quase impossível não ver.

Eu estava toda dolorida por estar dormindo na cadeira nessa posição desconfortável. Em passos preguiçosos, fui até Lara e ajeitei seu cobertor.

— vai sair dessa minha amiga, o coma não vai parar você. — digo baixo. Deixo um sorriso melancólico escapar e acaricio seu cabelo. — venha se encher de vodka comigo, vadia.

Aqui...

Viro para a porta assustada após ouvir essa voz estranha, rouca e falha. Talvez seja alguém precisando de ajuda, mas e ser não for?

Não, com certeza não é nada disso. Essas coisas sobrenaturais não existem. Não passa de uma grande fanfic. Penso para me confortar e ando a passos largos até a porta. Seguro a maçaneta e passo a mão por minha calça aflita. Suspiro pesado e giro a maçaneta, assim abrindo a porta. Coloco apenas a cabeça para o lado de fora e observo o corredor escuro e vazio.

— Alguém? — indaguei sentindo a voz falhar.

Saio do quarto e ando até o final do corredor. Fui até o filtro e peguei mais água, a do quarto estava quente. Pego o copo descartável e coloco para encher, somente eu e o barulho do galão.

Aqui...

De novo?! Novamente esse som. Essa voz me assusta tanto, mas ao mesmo tempo me deixa tão intrigada. Deixo o copo de lado e vou até a dobra do corredor. Estava mais escuro ainda e eu não via nada, apenas ouvia o som de algo arranhando. Me chamando. Eu deveria correr... certo?

— É a hora! — ouço a voz rouca novamente. Dessa vez mais perto, tão perto que meus pelos arrepiaram. Assim que eu iria gritar, sinto uma ardência em meu braço. Fazendo algo que eu já deveria ter feito a tempos, sai correndo pelo corredor sentindo meus batimentos e o pânico fazerem parte de mim, entrei no quarto novamente. Tranquei a porta e me apoiei na mesma com a respiração descompassada, o medo era tanto que eu me esquecia da dor no braço.

— o que é isso? — pergunto a mim mesma com a voz de choro.

Fecho os olhos pensando em coisas positivas, mas ao fechar os olhos a única coisa que eu via era olhos vermelhos no fundo do corredor, isso é coisa da minha imaginação. Eu não sou doida, tudo isso tem uma explicação.

Sorrio sentindo o vento gelado bater em meu rosto e agitar meus fios de cabelo soltos do rabo de cavalo. A janela do quarto estava fechada, eu tinha total certeza disso. Mas queria me sentir tranquila por alguns segundos. Os sons estranhos e vento gelado ficaram mais fortes e de repente eu sentia que não estava apoiada na porta do quarto e sim em algo áspero. Abri lentamente os olhos e tive a visão de árvores. Eu estava em uma floresta?!

Viro para trás e vejo que eu estava apoiada em uma árvore grande e grossa.

Aqui...

Ouço a voz novamente e o desespero se fazia presente. O medo me invadiu por completo. Eu podia sentir e ouvir meu coração bater.

— O QUE VOCÊ QUER DE MIM? — grito o mais alto que posso, em meio as lágrimas do choro.

Meu braço começava a doer mais. Olho para o mesmo e vejo marca se garras, eu estava arranhada e o sangue escorria por meu braço. Choro mais agora sentindo melhor a dor e me jogo no chão.

— socorro...— digo em um fio de voz. Sem desacreditar em tudo isso. É um sonho, só pode ser um sonho.

— aqui. — ouço a mesma coisa, porém, em uma voz diferente.

— O que você quer? De novo não! — grito apertando as folhas no chão e chorando mais ainda. Olho lentamente para cima e vejo sapatos.

— quero te ajudar.

Olho para cima e vejo um homem. Um homem tão lindo, que apenas lindo, belo e esbelto seriam pouco para tamanha beleza. Seus fios de cabelo negros, apenas destacavam mais sua pele branca e totalmente perfeita e sem manchas. Seu rosto não demonstrava preocupação, mas era isso ou nada.

— Socorro. Não sei o que faço aqui. — já em prantos eu tentava dizer.

Seu olhar era frio, ele me olhava nos olhos. Ele não demonstrava nenhuma expressão e isso me deixava aflita. Ele pareceu farejar algo que eu realmente não entendo. Ele era estranho. Seu olhar desce para o meu braço sangrando e a ferida parecia cada vez maior. A dor não passava, mas era bem menor que meu medo e desespero. O garoto sorriu de lado e me olhou nos olhos novamente.

— Isso é sangue?




Notas Finais


Bom, espero que tenham gostado. Lembrando que esse capítulo foi curto por ser mais um prólogo e início de tudo. Obrigada por me dar uma chance e ler até aqui, até a próxima gatinhas!


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