História O Lado Feio do Amor - Capítulo 6


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Eren Jaeger, Grisha Yeager, Hange Zoë, Hannes, Historia Reiss, Jean Kirschtein, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman, Petra Ral, Reiner Braun, Sasha Braus, Ymir
Tags Levi X Mikasa, Rivamika
Visualizações 153
Palavras 1.665
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que não tenha demorado muito 3:

Boa leitura!

Capítulo 6 - Maré


Fanfic / Fanfiction O Lado Feio do Amor - Capítulo 6 - Maré

Os respingos molhados de meu corpo colidiam com o líquido vermelho e pastoso, que se pendia sob o ralo metalizado como ferro.

O cheiro forte de molho de tomate infestava minhas narinas – e impregnava como chiclete em meus cabelos. Meu cérebro estava em uma colisão anexada nos momentos afoitos de horas atrás – e a única coisa que me deixará mais aliviada era o final de semana.

Fechei o chuveiro e sai do box. Tornei a toalha macia sob meu corpo molhado, e por um momento, encarei meu reflexo agonizante no espelho.

Meus olhos estavam vermelhos e ardiam como pimenta. Minha feição entristecida dava lugar a uma ainda mais odiosa. Desejei com todas as forças que me restavam não ser a pessoa que refletia naquele espelho.

Desejei com ardor, não ser aquela figura inofensiva e passiva, que se dera pior do que uma pétala esmurrada por um machado de ferro.

Meu coração batia como as badaladas de um sino – e minhas veias se enchiam de sangue quente. A situação em que meus próprios relativos pensamentos se encontravam eram em dor pura. Uma dor pura como minério bruto, colidida a sensações bruscamente entituladas de sentimentos energúmenos e superiores a meus próprios batimentos cardíacos.

Então fechei os olhos.

A calmaria do silêncio era um aliado forte naquelas horas – e talvez ele fosse o único barulho que eu quisesse escutar.

O palpitar alarmado de meu coração se acalmara lentamente até sumir por completo. Abri os olhos.

Encarei minhas íris aprofundadas em meu próprio reflexo. O contorno branco dos olhos tinham sinais torneados de pós-choro. Era claro como a água e embaçado como as nuvens em dia de tempestade.

Toquei o objeto espelhado – segurando a vontade de expulsar lágrimas de novo. Então engoli. Engoli como se engole um prato indesejado ou sensações absorvidas por ódio.

E sai do banheiro.

Vesti um vestido fino e delicado, que minha mãe me dera em meu aniversário. O tecido macio como a grama do jardim – inalava um cheiro nostálgico de amora. Amoras, colhidas no mesmo cultivo em que as ameixas se anexavam. A delicada tonalidade arroxeada se assemelhava a estas amoras.

Uma ventania forte soprava através das janelas. O vento de outono, rígido e frio – diferente da primavera. Segui em passos até a porta do quarto, a abrindo.

O ranger trêmulo das dobradiças metálicas se abrindo pairou meus tímpanos de escutarem passos no corredor. Quando coloquei a cara para fora, minha estatura se baterá contra um peito duro.

O cheiro de perfume – amadeirado inalou pela extensão imensa do local – e junto um cheiro forte de cigarro.

Os olhos ansiosos e entrecortados de Levi encontrará a profundeza surreal em que se encontrava o interior de minhas orbes. A aura pacífica e pouco alarmada entre nós, se agitará como fogo colidido a êxtase.

Desviei de seu olhar, pronta para voltar ao meu quarto. Todavia, sua mão forte segurará a minha, apertando a palma com força.

_____ Preciso falar com você. – A voz de Levi estava focada.

_____ Aí.. você está me machucando!

A exclamação de dor pareceu fazer efeito em Levi – e seus olhos deram lugar a culpa por um momento. A feição dura, no entanto, não abandonava seu rosto. E mesmo fria como um dia de inverno – sua pulsação forte estava quente feito chamas de lareira.

____ Desculpe.

Estranhei sua repentina mudança. Levi não me pedira desculpa quando atingirá meu corpo ao armário – ou quando disse palavras que chegavam a doer na alma. Mesmo quando eu as lembrava mentalmente.

_____ O que quer?

Minha voz estava baixa – e era inserida artuitamente como um sussurro pouco audível.

A mandíbula de Levi se contorceu – e seus lábios pestejaram uma palavra suja. Por alguns segundos, ele permaneceu calado. Sua feição firme remexeu-se de modo insensível, e seus olhos azuis finalmente me encararam.

_____ O que aconteceu hoje.. eu não a pedi que fizesse isso.

Minha mente processou suavemente suas palavras – e quando finalmente as conectaram, embrulharam meu estômago.

Deti a vontade de sair correndo para o meu quarto, e cessar aquela atuação desnecessária; De nada adiantaria aquelas palavras – se ni fundo tudo não passasse de um teatro.

O vento atingirá meu rosto – e uma leve mecha cairá sob meu rosto. Agradeci mentalmente – pois pelo menos assim eu teria como evitar o olhar artuito de Levi.

Todavia, sua palma se erguera até a leveza dos fios – e seus dedos retirará a pequena parte que cobria meus olhos. Reprimi o arrepio repentino quando ele me tocará – a suavidade temerosa com a qual não me lembrava.

Meus olhos estavam baixos. Não com raiva ou medo – mas temeroso. Tão temeroso quanto a tonalidade que seus dedos me tocará.

_____ Porque você tinha que fazer isso? 

Não seria preciso uma segunda fala. A dor estava escrita em sua fala – e dita com tristeza.

_____ Levi.. – tentei falar, todavia sua voz me interromperá.

_____ Era a minha mãe. A sua tia..

_____ Você sabe que eu não..

_____ A culpa é sua! Sempre foi sua. Ela morreu por sua causa. Eu.. eu sinto necessidade de estar perto de você de novo.. mas não posso. Eu te amava, e você, você Mikasa Ackerman. Só causou dor na minha vida.

Aquelas palavras – ditas com rancor e sem exitar. Eram como uma faca afiada que atingirá o meu peito – e penetrará o meu coração.

Exilando dor e angústia. Dor, dor. Levi não estaria errado se dissesse que essa era a única reação que Mikasa Ackerman causará na vida de alguém.

E talvez atingisse de uma forma tão profunda que nem mesmo as cicatrizes ocultariam. Machucar o amor era a pior sensação causada. Não era atoa que ambas palavras se misturavam tão bem: Amor rima com dor.

E as rachaduras do coração – finalmente se rompem em estilhaços.



                              •




08/09/08

Aquele era um dia muito especial.

Mikasa estava feliz. Era seu aniversário é o início de uma nova vida.

O sol brilhava como nunca, o céu estava azul como a maré – e o cheiro salgado de mar a infestava. Levi se negava a entrar no mar, afirmando que iria permanecer na areia por mais algum tempo.

Mikasa estava entusiasmada demais para espera-lo. Correu para o mar, se jogando na água cristalina.

A frieza atingirá seus ombros pequenos – e seu rosto continuará exposto ao sol.

Estava perfeito; longe da civilização humana, em uma parte mais distante e isolada da praia – onde estavam apenas eles: Levi,Kenny,Justine,Kuchel e ela.

A pequena garotinha fechará seus olhos aproveitando o momento. Barulhos leves da borbulhação da água a entretia, e naquele momento não existia mais nada além dela mesma.

Uma vez ou outra Mikasa brincava com a água, sorrindo. A pequena criança estava tão feliz que não notará seu corpo leve se arrastado aos poucos pela maré.

Na verdade ninguém percebia. Até que chegará a hora em que iriam voltar a casa de praia – e ao longo, sua tia, Kuchel foi a chamar.

A mesma usava um chapéu que fora arremessado longe pela ventania forte que era soprada do leste.

_____ Mikasa! Vamos voltar!

Acordada de seus pensamentos, a pequena oriental levantará seus olhos, para se encontrar a distâncias da terra firme.

Na mesma hora, a pequena se desesperara. E seu pequeno corpo era inútil contra a maré forte que a abraçava com sagacidade.

_____ Tia!

O grito que lhe rasgara a garganta – atingiu desesperado os ouvidos de sua tia. Quando Kuchel dera por si a garota a chamará em meio aos berros desesperados.

A mulher não tinha tempo de pensar – Kenny e Justine estavam longe, e não haviam salva vidas naquela parte da praia.

Desesperada, correrá até a maresia forte da água e se arrastou contra a corrente até a Mikasa. A garota se debatia, e seus olhos corroiam por medo.

Kuchel não tinha muita experiência com o mar. Mas sabia o suficiente para salvar a pequena.

____ Mikasa!

Suas orbes se arregalaram quando percebeu que a mais nova se aproximava cada vez mais de uma pedra gigante – e a rigidez imensa da maré a arremessaria com força naquele lugar a qualquer momento.

O medo de sua tia se alastrara, e a mesma nadou exercendo toda a sua força. A pulsação forte a arrastara para a pequena – e cada vez mais para a morte.

Kuchel percebeu isso. Mas jamais exitaria em salvar a sua sobrinha. A grande amiga de seu filho. E a filha de sua irmã.

____ Segure minha mão, Mikasa!

A proximidade entre ambas fez com que a garota finalmente conseguisse alcançar a palma gelada da tia – e que seus corpos girassem artuitamente, trocando-as de lugar.

Mikasa arregalou ainda mais seus pequenos olhinhos. A água salgada atingirá sua boca – e seu coração disparara.

A água fria batia contra suas costelas.

“Tia”

Sussurrou baixo, perdendo os sentidos. O reflexo marítimo da água cristalizada embaçava seus olhos, colidindo com o cloro salgado.

Todos os meus membros paralisaram – E a pequena sentia a morte chegando. A pulsação forte do latejo afiado a fez fechar os olhos. Parecia um sonífero turbulento acariciando sua mente enquanto dizia: “Durma. Durma, Mikasa.”

Ao longe vozes foram ouvidas – Desesperadas e cheias de aflição. Todavia aos poucos foram ficando mais baixas. Até sumirem de vez.

E só restar risadas assombrosamente assustadoras.

Os olhinhos pequenos abriram se relutantes. A água saía de sua boca a tosses – e a mais nova se encontrará a aparelhos.

Só conseguia lembrar de sua tia.

Desesperou a atingiu por completo – e nem mesmo os médicos conseguiram acalmar seu desespero.

A porta branca da sala em que se encontrava fora aberta, e a figura desnorteada de Levi a encontrará.

Por um segundo um alívio recorreu seu coração. Todavia um alívio cessado pelo ódio que se mostrará nas orbes azuis de seu primo.

_____ A culpa é sua! Porque você fez isso?

A pequena não entendera nada. Estava confusa e cansada – seus olhos cada vez mais perdidos.

_____ Eu te odeio Mikasa! Eu te odeio!

Mikasa não sabia porque. Mas aquelas palavras atingiram seu coração com força.

Com uma força tão grande que era capaz de estilhaça-lo em pedaços.



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