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História O Lado Obscuro - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oioi pessoas, tudo bom?

Confesso que era para ser apenas uma oneshot como qualquer outra que estou lançando, mas a ideia de misturar esses dois universos que tanto amo me fascina, o que me faz crer que teremos muitos capítulos.
E, embora eu ame os universos, ainda é muito novo escrever sobre Tokyo Ghoul, por isso o prólogo está tão curto kk

E, dessa vez, é Naruhina, quem diria não? Kkk

Antes de começar a ler, gostaria de agradecer a @hey_peoples pela capa maravilhosa ❤️ Você arrasa em absolutamente tudo, amada ❤️
Agradeço também a @moondelozz por ter enviado a fanart que me inspirou ❤️

O capítulo ainda não foi totalmente revisado, então pode haver alguns erros.
Boa leitura ❤️

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction O Lado Obscuro - Capítulo 1 - Prólogo

Prólogo. 

O início do caos. 


Hinata estava acostumada a ser uma garota qualquer naquela multidão de pessoas em Tóquio. Sua palidez e cabelos azuis tão escuros que passam como negros e estilo tão simples para roupas a deixavam ser quase que sem graça aos olhos dos homens. Mas, encarando aquele reflexo no enorme espelho do banheiro, tinha certeza: estava completamente derrotada. Seu rosto estava mais magro e suas olheiras mais evidentes — o que era de se esperar, já que estava tendo diversos pesadelos, que a faziam virar a noite. 

Além disso, seus olhos estavam diferentes. O que antes era perolado e de um brilho inexplicável, agora era opaco, com as veias avermelhadas cada vez mais evidentes e isso preocupava cada vez mais a morena.

Arrancou as roupas rapidamente, se dirigindo ao box, esperando que uma boa ducha pudesse tirar toda aquela raiva por não se reconhecer mais no espelho. 

Hinata não conseguia admitir em voz alta, mas ela também não reconhecia suas próprias atitudes. Várias vezes se pegava pensando em socar alguém quando sua adrenalina disparava com as simples palavras ou atos das pessoas ao seu redor. 

Se sentia como uma arma delicada e engatilhada.

Suas palavras saíam como balas. Precisas, potentes e causavam um belo estrago dependendo da raiva e, algumas vezes, o alvo era sua irmã mais nova, Hanabi, que vivia para lhe irritar. 


— Hina — sua irmã a chamou — O papai disse que… 


— Eu sei — gritou, mesmo que uma parte de sua mente implorasse para não fazer — Já estou saindo. 


A cada dia que passava, a voz de sua irmã caçula parecia lhe irritar mais. Era completamente estridente, o que a incomodava sempre que a pequena abria a boca, o que era quase sempre, pois era bem extrovertida e falante. 

Hinata se controlava ao máximo para não revirar os olhos quando ouvia sua voz.

Ouviu seus passos se afastarem e socou fortemente a parede fria do banheiro com a mão esquerda, tentando aliviar aquela tensão e calor que subiam desde o peito até sua garganta, fazendo-a ficar ofegante. Quando terminou de se secar, checou o rosto mais uma vez no espelho, torcendo para a água ter levado embora sua aparência doentia, assim como levou suas aflições. 

Suspirou profundamente, vendo que era completamente inútil e passou a observar as marcas vermelhas nos nós de sua mão.

  Talvez tenha sido uma péssima ideia descontar a raiva daquela forma.


— Mas o que… — se assustou ao olhar a parede completamente rachada




[...]




Hinata não conseguia esquecer a cena de sua parede destruída, com o tamanho certo de seu punho que, a essa hora, estava perfeitamente bem. Sem um arranhão, sangue ou hematoma. 

Sua mão estava lisa, branca e macia, como sempre. 


— Está me ouvindo? — seu pai gritou, chamando sua atenção


— Estou, papai. — ela disse, apertando as mãos na saia do vestido, por baixo da mesa


Odiava quando Hiashi gritava assim, se impondo de uma maneira autoritária demais, até mesmo em uma conversa que deveria ser tranquila.

Seu pai nunca foi um homem de muitas palavras, apenas de ordens. Sua palavra era lei, principalmente quando se tratava de suas filhas que, desde o sumiço da mãe, cresceram com um homem amargurado e solitário, que usava o trabalho para se distrair. 

Hinata havia sido mais mãe de Hanabi do que Hiashi havia sido pai em toda sua vida. 


— Então olhe para mim enquanto falo. — levantou o dedo e apontou para a morena 


Ela podia sentir a raiva crescer em cada célula correndo por suas veias. Seus olhos ameaçavam lacrimejar na frente de sua figura paterna, enquanto suas palavras acertavam diretamente seu coração. As mãos delicadas se arranhavam como uma batalha para conter sua ansiedade que crescia a cada grito que o mais velho lhe lançava. 


Hinata Hyuuga! Acha mesmo que eu não sei o que fez com seu primo? — as mãos grossas de Hiashi bateram com tudo na mesa e os olhos perolados encontraram os dela


O peito começava a queimar e todo o seu corpo gritava apenas uma coisa: Ataque, Hinata

E, obedecendo ao seu instinto mais primordial e até então adormecido, a morena empurrou a mesa, fazendo-a bater contra a parede do pequeno cômodo da reunião. Os olhos antes imponentes de Hiashi, se arregalaram em espanto. 

Sua filha estava em pé, com a esclera completamente negra e uma pequena pupila vermelha escarlate. 

Como uma bala ricocheteando e voltando ao atirador, Hinata apagou, sentindo todos os músculos se contraírem. Os olhos doíam e a mente estava a mil, mas ela não conseguia lutar contra a própria vontade de seu corpo em apagar involuntariamente. 








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