História O lago dos anjos - Capítulo 16


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Categorias Originais
Tags Anjos, Anjos Caídos, Bruxas, Céu, Demonios, Feiticeiros, Inferno, Magia, Mistério, Neflim, Romance
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Palavras 2.066
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei! Eu ia postar antes, mas tive que sair e não consegui, me desculpem pela demora.

Espero que gostem do capítulo, boa leitura <3

Capítulo 16 - XVI


Fanfic / Fanfiction O lago dos anjos - Capítulo 16 - XVI

XXXXXX

Todos estão curiosos sobre a reação de Lux depois do sequestro de sua melhor amiga e guardiã. Durante toda sua vida, Isabel esteve em seu lado, tanto como amiga quanto protetora. Ninguém esperava menos dela, ser raptada e Alexia continuar à salvo. Porém, sabendo da relação das duas, todos tinham aquela pontinha de curiosidade sobre a revanche.

Apenas a luta de Lux e Douglas deixou todos perplexos por ela mostrar habilidades, coisa que ninguém esperava tão repentinamente. A menina nem tinha treinado o suficiente e teve que encarar um demônio muito poderoso, que tem contato direto com Lúcifer, e mesmo assim ela o machucou. Sim, Douglas foi irado para o mundo inferior pela marca que a adversária deixou em seu rosto, e virou motivo de chacota, coisa que o deixou ainda mais enfurecido.

No acampamento onde a batalha ocorreu, os feridos foram se recuperando e retomando as forças, enquanto Lux, ou como insistia em ser chamada, Alexia, ficava horas e horas sentada na rocha perto do lago tentando pensar em algum modo de salvar a amiga.

Dias se passaram, e Inferno, Terra e Céu passaram dias de sossego, mas nada que durasse muito. Alexia insistia que iria atrás da amiga, apesar de toda a relutância de seu outro guardião. Ela discutia, argumentava, brigava e quase partiu para agressão física, mas não convenceu Lucas à irem ao Inferno. Mas a menina é teimosa. Em uma noite, ela pegou sua mochila, arrumou-se e saiu, indo atrás de uma pessoa que ela tinha ouvido falar. Não podia ter certeza que obteria ajuda, mas não podia deixar a oportunidade passar.

No dia seguinte, ainda pouco antes de amanhecer, Barakiel foi chamá-la para o café da manhã e descobriu a fuga da menina, e eles partiram atrás dela. Um anjo caído e dois demônios atrás da mestiça. Mas dias se passavam e as horas corriam, e eles não a encontravam. De algum modo, ela se disfarçou, tanto deles quanto dos outros demônios e anjos, fato que os deixavam mais tranquilos, mas não menos preocupados. Alexia ainda não tinha o tipo certo de treinamento para sair sozinha e ir ao Inferno! Mas como convencê-la disso?

Os três quase engasgaram de surpresa ao descobrir que, enquanto eles corriam atrás dela na Terra, ela já poderia estar no Inferno.



POINT OF VIEW ALEXIA

Minha mãe e meu pai estavam aflitos quando chegaram ao acampamento e viram todos os feridos e mortos. Não pude deixar de imaginar se nossa vida seria sempre assim a partir de agora, apenas preocupação. Eles me abraçavam e sussurravam baixinho frases para me confortar, mas era apenas para si mesmos. Eu já estava muito bem, na verdade.

– Lucas? – chamei-o

– Não, Alexia. Nós não podemos. – disse ainda sem olhar para mim, arrumando a barraca

– Lucas, você é o namorado dela! Não deveria querer ir resgatá-la também? – gritei

– Chega, Alexia! – fiquei surpresa ao ouvir seu grito de volta, ele tinha realmente perdido a paciência – Eu também amo a Isabel, mas nós não temos o equipamento ou o exército para ir atrás dela. Ir lá seria apenas mais mortes.

Eu apenas bufei e saí dali, ignorando totalmente a declaração do mais velho sobre seu amor por ela e voltei para rocha perto do lago. Eu respirava fundo e tentava me acalmar, mas eu simplesmente não conseguia! Fico imaginando que tipos de coisa Douglas está fazendo à ela, e eu não posso apenas ficar parada, ignorando o fato até que todos fossem recuperados. E eu sei que eles vão botar a minha saúde acima da dela. E eu não vou aceitar isso.

Esperei alguns dias e simplesmente me afastei de todos, passava os dias inteiros na rocha perto do lago lendo alguns livros que eu achei, sobre todo tipo de coisa. Eu aprendi e pratiquei muitas coisas, e elas serão muito úteis para mim em minhas batalhas. Quando não estava no lago, eu estava conversando com os anjos que vieram como Amitiel, e eles me contavam todo tipo de fofoca. Eu fiquei sabendo sobre uma mulher que mora em uma floresta longe daqui, dizem que ela é bruxa e é muito boa com portais. Não sei se a moça que me falou isso tinha segundas intenções, mas a informação será bem usada.

Um dia, depois de já estar confiante que tinha o suficiente de conhecimento para não sair por aí e me matar sozinha, arrumei minha mochila, coloquei uma roupa apropriada, comi uma comida para me dar bastante energia e saí do acampamento durante à madrugada, sem que ninguém me percebesse. Fiz um tipo de bloqueio para as minhas energias, assim ninguém - anjo ou demônio - poderia me achar. E isso, é claro, incluía Marcos, Lucas e Barakiel.

Eu sabia que os três ficariam morrendo de raiva quando descobrissem minha fuga. Sim, eu tinha total consciência disso. Mas sabia que eles ficariam ainda mais brabos ao verem que eu fui atrás de uma desconhecida para ir atrás de Bel, que eles disseram e repetiram mil vezes que não era para eu ir resgatar.

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Dois dias depois cheguei ao meu destino. Houveram poucas paradas para comer, e eu estava indo muito bem. Na verdade, me senti pouco cansada, fato que ajudava ainda mais o bloqueio.

Era uma casa no meio da floresta. A madeira parecia velha e despedaçada, e quando subi os pequenos degraus até a porta o chão rangeu ao meu peso. Não me afugentei pelo barulho, e bati na porta, e a mesma abriu-se lentamente com alguns estralos.

– Olá? – chamei – Meu nome é…

– Lux. – alguém completou por mim, a voz feminina vindo de um quarto que eu não soube discernir qual era – Eu sei quem você é.

– E também sabe a razão de eu vir aqui? – perguntei virando-me para todos os lados, tentando encontrá-la.

– É claro que sim. – ouvi uma risadinha

Então a mulher misteriosa apareceu na minha frente. Ela não era nada como eu imaginava. Tinha uma aparência jovem, os cabelos pretos encaracolados ficavam pelos ombros e sua feição era, de algum modo, doce. Ela tinha um olhar de carinho e ao mesmo tempo parecia muito perversa. Nada parecia combinar com o vestido amarelo vibrante muito bem ajustado ao seu corpo. Eu demorei alguns segundos para me recompor, e ela, percebendo isso, deu uma pequena risadinha novamente.

– Você precisa de um portal. – disse chegando perto de mim, ficando cara-a-cara.

– Sim. – concordei firmemente – Preciso ir ao Inferno.

– E me diga, Lux, por que está sozinha aqui? – perguntou ainda sorrindo, caminhando ao meu redor – Que eu saiba, existem dois guardiões e um deles você está indo resgatar. Mas e o outro?

– E-ele… – gaguejei e ela riu, fazendo-me suspirar – Ele não sabe que estou aqui.

– Exatamente como eu imaginava. – ainda ria de modo malévolo – Pela sua coragem, eu irei ajudá-la.

– Muito obrigada. – agradeci ainda desconfiada

– Mas, é claro, tudo tem um preço. – olhava para mim sorrindo

– O que você quer? – perguntei

Ela riu ainda mais e me olhou profundamente, e, naquela hora, eu percebi que o que quer que ela quisesse, não seria fácil de achar.



POINT OF VIEW BARAKIEL

Alexia havia fugido. Essa menina dá tanta dor de cabeça! Eu e os outros dois demônios saímos atrás dela, e fazíamos de tudo para não ficarmos apenas brigando e discutindo, mas tinham vezes que era inevitável.

– Nós não vamos nessa direção. – Lucas disse, ouvindo Marcos bufar

– E o que lhe garante que ela já não está no Inferno? – retrucou o outro

– Se ela estivesse no Inferno nós saberíamos.

– Nós também sabíamos que ela estava no acampamento, e mesmo assim ela fugiu, não é mesmo? – respondeu ele com a sobrancelha arqueada

– Vocês podem fechar a boca por um segundo? – ouvi os dois resmungando – Ela é mais inteligente que nós três juntos.

– Aonde vamos então? – Marcos perguntou.

– Vamos fingir que somos ela. – respondi ouvindo os dois rindo baixo – Apenas calem a boca e façam o que eu mandar.

– Quem disse que você é o líder? – Lucas perguntou bravo

– Ah, por favor, Lucas. Tem alguma ideia melhor? – Marcos respondeu por mim.

Apenas bufei e comecei a falar:

– Nós precisamos achar Isabel. Não sabemos fazer um portal, Dábria não irá nos ajudar, não conhecemos ninguém. Mas não vamos desistir. Quem nos ajudaria, e porquê?

Ficamos os três em silêncio por algum tempo.

– Ela deve ter ouvido sobre alguém que sabe fazer portais. – Lucas disse baixinho

– E quem fizer deve querer alguma coisa em troca. – Marcos respondeu sussurrando também

– Sugestões? – perguntei

– Sugestões, sim. – Lucas respondeu – Mas são muitas. Conheço muitos bruxos que fariam isso. Vamos ter que fazer por eliminatória.

Todos concordamos que teríamos que ir em vários lugares, começando pelos mais perto. Nós fomos em casas de diversas pessoas que poderiam ter feito isso para ela, mas ninguém parecia saber sobre o paradeiro dela. Já haviam se passado dois dias desde que ela tinha fugido, e nós já estávamos ficando sem saída. Até que achamos a casa de uma bruxa.

– Alguém está aí? – Lucas chamou

Ouvíamos o chão e a porta ranger, mas não havia nenhum barulho além disso.

– Acho que… – e antes que Marcos pudesse terminar ouvimos uma risada baixa vindo de um dos quartos

– Ora, ora. Se não são os guardiões mais atrasados desse mundo. – ouvimos a voz feminina provocar

– Mostre-se. – ordenei

– Deverias ser um pouco mais educado, Barakiel. – então a mulher apareceu, com um sorriso enorme em seu rosto.

– Você quer morrer? – Marcos esbravejou – Quem você pensa que é?

– Eu sou quem dará muitas respostas à vocês. – ria ainda mais vendo nossa preocupação – Eu recebi uma ótima visita hoje cedo.

– Você abriu o portal à ela? – perguntei indo em sua direção, mas ela apenas levantou a mão e fez um sinal para que eu ficasse parado, para que não me aproximasse – Qual é o seu preço? Diga-me e eu lhe pago.

– O preço que eu queria já foi dado, e não serão vocês que irão sanar a dívida.

E, nesse momento, todos nós ficamos em posição de ataque. O que quer que seja esse preço, Alexia entrou em um grande problema.

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POINT OF VIEW ALEXIA

A mulher cumpriu sua promessa e abriu o portal, mas sem aviso nenhum do que eu encontraria ao chegar no Inferno. Assim que pulei dentro do portal, senti-me ser sugada para dentro e depois abruptamente jogada para fora, sentindo algo bater em minha cabeça e a minha visão ficar turva. Quando acordei, percebi estar em uma floresta, as árvores eram altas e impossibilitavam a chegada da luz da lua que, naquele momento, era minha única luz. Estava tudo escuro e eu ouvia alguns estralos na mata, mas continuava andando em uma direção qualquer.

Ouvi um estralo muito alto atrás de mim, parecia ser um galho quebrando. Peguei minha espada rapidamente e fiquei em posição de defesa. Um arrepio suave percorreu todo meu corpo quando percebi que se tratava de uma pessoa, alguém vinha em minha direção.

Olhava para todos os lados tentando achar algum lugar para me esconder, mas não havia. Então continuei esperando o desconhecido chegar para que eu pudesse pegá-lo de surpresa.

Porém, ao ver o "inimigo" quase suspirei de alívio. Era Barakiel. E Lucas. E Marcos. Os três. Juntos! Segurei o riso por imaginar os três juntos atrás de mim, mas toda a vontade de rir afundou-se dentro de mim quando os três vieram correndo em minha direção me xingar de todos os modos possíveis.

– Tem noção do quão perigoso isso foi? – Barakiel perguntava.

– E se você se perdesse? – Lucas ajudava o outro.

– Sabia que há animais nessa mata? – Marcos informou, com as mãos na cintura. – Poderia ter morrido!

– Mas não morri! – calei todos – E agora todos aqui. Vamos.

– "Vamos"? – Marcos repetiu sem entender

– Sim. – dei de ombros – Vamos resgatar a Bel.

Ouvi os três suspirarem e ficarem tensos, todos resmungando baixo pela minha insistência.

– Alexia, já falamos que… – Barakiel começou mas não o deixei terminar.

– NÃO! – gritei – Já estamos aqui, somos um time, não somos? E, se vocês recusarem, podem me arrastar de volta, mas eu vou achar um jeito e vou voltar, entenderam? Não vamos embora daqui sem ela!

Os três olhavam atônitos para mim, sem saber o que fazer. Eles se entreolhavam e tentavam decidir rapidamente um jeito de me fazer desistir da idéia, mas perceberam que era em vão.

– Vocês só tem duas escolhas agora: ou vocês ficam comigo e lutam – disse e olhei para Marcos, com quem eu já tive uma conversa parecida – ou vocês voltam.

– Alexia… – Marcos começou

– Não! E se vocês voltarem, podem voltar sozinhos. Porque eu vou ficar.


Notas Finais


Muito obrigada! Beijos <3


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