História O Legado da Assassina - Capítulo 2


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Elizabeth Liones, Meliodas
Tags Fantasia, Melizabeth, Reis, Traição
Visualizações 40
Palavras 1.650
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoo minna! Estou eu aqui com mais um capítulo novo pra vocês, to super animada por que aqui está chovendo, não sei vocês, mas eu amo chuva kkk

Enfim.. sem mais delongas

Boa leitura! <3

Capítulo 2 - II - A Herdeira Desaparecida


Fanfic / Fanfiction O Legado da Assassina - Capítulo 2 - II - A Herdeira Desaparecida

Talvez ele estivesse me levando pra um lugar pior, não tinha como saber, eu nem ao menos sabia seu nome, porém dada as circunstâncias eu não me via com muitas escolhas. Correr ao lado dele estava sendo extremamente cansativo, a ferida nas minhas costas que estava começando a cicatrizar reabriu de novo, eu sentia o sangue escorrendo pela minha coluna. Só que se eu tivesse pelo menos uma chance de sair da mansão desse nobre psicopata, já me sentiria melhor. Eu suporto essa dor, já suportei coisas piores.

Nós dois estávamos correndo pelos enormes corredores dessa casa, mas quanto mais eu corria mais longe da saída eu ficava, ou era isso que o meu cérebro queria que eu acreditasse pelo menos. Quando faltava uns quinze metros da saída, aparece um guarda, ou melhor, um assassino, aquele mesmo que recebeu as ordens para me pegar desprevenida. Eu estava tão focada em fugir que esqueci por um momento da traição que eu tinha sofrido, do quanto fui vendida como se não valesse nada. Não que eu esperasse muito de Estarossa, mas me vender foi um ultraje, o pior de suas façanhas psicodélicas.

O homem loiro a minha frente para na mesma hora que coloca os olhos no verme que me capturou, consequentemente eu freio a minha corrida também. 

— Querendo fugir, muito esperta você. — ele fala sorrindo direcionando seu olhar pra mim, o encaro com nojo. — Daqui você não passa docinho. — eu só sentia repulsa, e o pior é que ele estava certo, eu não tinha condições de lutar. Isso me deixa frustrada. 

— Se é com isso que você está preocupado, não se retenha, eu dou um jeito em você com apenas um segundo de luta. — o loiro o responde por mim sorrindo triunfante, eu vi ele lutando contra os guardas, ele parecia habilidoso mas isso aí na nossa frente é um assassino treinado, espero que ele não seja só pose do contrário estaremos os dois igualmente ferrados.

— Ora seu.. — ele avança contra o baixinho que desvia com facilidade e dá uma rasteira nele, o musculoso estava estirado no chão quando o loiro puxa rapidamente uma adaga do cinto e corta a garganta do outro com extrema eficiência, surpreendente. 

— Não fazia idéia que seria tão rápido assim. — o encaro, tentando não demonstrar muito a minha surpresa. 

— Falei que duraria só um segundo. — ele fala sorrindo e escutamos o barulho de soldados se aproximando e ele me puxa pelo braço, meu ombro dói um pouco mas é suportável, depois de tantos dias na cela ele curou o suficiente. — Vamos, não temos tempo pra tagarelar. 

Quando já estávamos fora da mansão, cubro meu rosto com a touca e vou tentando andar o mais normal possível, sem demonstrar sinais de cansaço e dor, se eu não conseguir disfarçar isso estou oficialmente aposentada da “carreira” de assassina. Sigo o baixinho loiro em silêncio, apesar da curiosidade me corroer por dentro, não posso sair disparando perguntas em público assim. Quando avistamos um beco mais a frente ele entra e eu o sigo, ao constatar que não tinha ninguém ali tiro a touca.

— Posso então saber quem é você, e porque me ajudou? — disparo rapidamente a pergunta. Ele suspira.

— Não sei se aqui é um bom local para termos essa conversa, mas saiba que preciso da sua ajuda. — comenta me encarando seriamente. 

— Minha ajuda? Sério, justo a minha? — cruzo os braços com um sorriso cínico estampado no rosto, mas minhas costas ardem e não consigo disfarçar a dor dessa vez, faço uma careta e ele me olha já procurando onde estou machucada. — Não estou ferida. — digo, meu orgulho vai me matar um dia. 

— Não é isso o que suas costas dizem. — ele indaga já me dando as costas, não falei mais nada a partir dali, só o segui.

Aparentemente ele precisa da minha ajuda, vou ver no que isso vai dar. Fora que não tenho pra onde ir, pro mesmo teto que aquele maldito traidor eu não vou. Então não custa nada dar um passeio com um estranho, quem nunca fez isso, não é mesmo?

Paramos na frente de um pequeno prédio, uma hospedaria, bem acabada pra falar a verdade. Mas depois de tantos anos de guerras intermináveis o povo não tinha muito tempo pra se preocupar com a aparência de um prédio. Adentro a hospedaria e ele me leva até o que eu suspeito ser seu quarto, e tranca a porta. Ele aponta pra cama com um pedido silencioso para que eu me sente, sem pensar demais eu sento, preciso descansar um pouco mesmo.

— Então.. — ele começa falando. — Sabe que o reino vem seguindo anos de guerra contra as outras nações não é mesmo? 

— Sim, contra as fadas, os gigantes e toda essa baboseira de magia. — comento desinteressada, a única coisa boa dessas guerras é que como assassina eu lucrava mais. — E eu também sei que a nossa nação é a mais fraca, pois somos só humanos. — o encaro, ele está sério — E dai? Todo mundo sabe disso. 

— Você sabe que a sucessora do trono está desaparecida basicamente desde o seu nascimento? — assenti. — Pois bem, já é um começo. Eu sei que isso que eu vou falar pode ser loucura, mas é a mais pura verdade, a sucessora do trono de Liones foi profetizada e abençoada por Deuses, ela teria a capacidade de acabar com essa guerra. — assenti, realmente existia essa profecia sobre a herdeira do trono, mas ela sumiu á anos, provavelmente está morta já — Eu sou Meliodas, o herdeiro do trono demoníaco e gostaria de.. — não aguentei, cai na gargalhada, ele me olha confuso.

— Você? O famoso Meliodas? Tente enganar a outra idiota. — já estava preparando pra me levantar quando ele invoca o que parecia ser uma fumaça negra sobre si, e seus olhos mudam de cor, de um verde lindo foi pra um preto sombrio, com certeza se eu me aproximasse veria meu reflexo, me assustei. — Não acredito.. — sussurro desacreditada do que meus olhos enxergam. 

— Acredita em mim agora? — me limitei a assentir. — Prosseguindo então, vim atrás de você porque apesar de ter a fama de demônio, cansei dessas guerras, de mortes desnecessárias, desejo a paz mais do que tudo, por isso preciso da sua ajuda, a herdeira desaparecida, Elizabeth Liones. — esse cara só pode ser maluco.

— Olha, só pode estar havendo um engano aqui, sou só uma assassina desgraçada pela vida, não tem nem chances de eu ter a bênção dos deuses ou seja lá o que for, e meu nome é Lena Abaddon. — olhei pra ele, mas ele estava tão convicto disso. Que dia é esse que eu estou tendo.

— Não há engano algum, você foi sequestrada quando tinha três anos, o Rei a procurou por toda Liones, todos ficaram sabendo, as pessoas com sede por guerra celebraram seu sequestro assim eles poderiam matar mais e mais uns aos outros. — ele pode ser príncipe, mas é maluco.

— Não é possível, Estarossa me encontrou quase morrendo de fome em uma calçada. — me surpreendi com o quanto pareci calma agora, mesmo falando dele.

— Como pode ter certeza? Elizabeth ou Lena, como preferir, ele te vendeu para o que ofereceu o melhor preço, como pode acreditar em alguém assim? — eu não conseguia responder ele, estava tão cansada disso tudo, só queria uma folga não sei, qualquer coisa. 

— Eu.. Eu.. — meu cérebro estava uma confusão, e se ele estivesse certo? Mas mesmo assim, como EU seria a salvação pra uma nação toda, se fui possivelmente enganada a minha vida toda. Como eu teria a bênção dos deuses, se eu matava pessoas? 

— Olha, eu sei que isso pode ser muito confuso agora, mas por favor acredite em mim. — ele tenta sorrir, tenta me reconfortar. De repente tudo o que eu venho guardando por semanas presa em um cela desaba pra fora de mim.

— Como eu posso confiar em você? Conheci você hoje, como posso saber que você não quer me enganar também? Por que não sei se você notou, eu estava presa por que fui vendida, entendeu? Vendida. Ainda por cima por aquele que me enganou a vida toda, me sequestrou, estragou a minha vida, me transformou em um monstro assassino, então não me peça pra confiar em você porque isso é impossível. — falei tudo de uma vez. Mas infelizmente essa é a verdade, confiar nele seria impossível. Depois de tanta revelação não consigo confiar nem em mim mesma, afinal quem sou eu? Uma assassina fria e calculista, ou uma princesinha que salvaria Liones e as demais nações? Eu realmente não sei.

— Me desculpe, eu não tinha a intenção de passar essa impressão, eu agi errado deveria primeiramente me preocupar com seus machucados em vez de sair despejando tudo isso. Deve ser muita coisa pra assimilar, realmente sinto muito. — olho pra ele, ele aparentava realmente estar arrependido. Suspiro.

— Você é um príncipe, não devia se desculpar pra alguém como eu. — dou uma risada amargurada e tento me levantar pra ir embora mas ele me puxa novamente.

— Você não vai a lugar algum toda machucada assim, vou chamar uma curandeira pra curar suas costas, não sei como você ainda está viva, isso está horrível. — admito que o modo como ele falou foi engraçado, não aguentei e dei risada da careta que ele fez ao apontar para minhas costas.

— Já ouviu aquele ditado, coisa ruim não morre tão cedo? — ele ri e balança a cabeça.

— Sendo assim, nunca morrerei.

Ele me deixa sozinha no quarto e vai atrás de alguma curandeira, me deito na cama pra pensar melhor em tudo o que aconteceu comigo em menos de vinte e quatro horas, mas acabo logo pegando no sono por conta do cansaço.

Sonhei que eu falava comigo mesma, mas o meu outro eu era calmo, era alguém gentil. Sorria com facilidade, e tinha um detalhe estranho nela, um de seus olhos não era azul, era dourado. Um dourado lindo, me transmitia calma olhar para aquela imagem de mim. Parecia algo divino.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Comentem aqui em baixo o que acharam do capítulo, amo ler todos os comentários de vocês hihi

Até o próximo capítulo, beijão! <3


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