História O Legado Da Banshee - Bellanandi - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Annwn, Banshee, Djinn, Elfland, Elfos, Fadas, Fado, Fantasma, Ljossalfheim, Mag Mell, Ninfas, Sereias, Vampiros
Visualizações 68
Palavras 2.020
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


*Imagem de personagem: Alfie

Capítulo 2 - Amor e ódio


Fanfic / Fanfiction O Legado Da Banshee - Bellanandi - Capítulo 2 - Amor e ódio

Sentada a mesa com sua família, Amélia começava a se incomodar com o elfo que não deixava de encará-la obsessivamente.

— Já acabei, então eu vou indo, mãe. — Amélia levantou-se nervosa.
— Espere seus irmãos, querida? — Disse Heather. Ela era uma elfa com a pele excessivamente branca, olhos azuis, e cabelos acima dos ombros, loiros.

Amélia olhou para os outros três elfos sentados a mesa: O pequeno Willy, com suas bochechas coradas sujas de mingau de aveia, olhos grandes e azuis, e cabelos num tom louro escuro. Freddie com cabelos louros à altura dos ombros e olhos azuis. E Alfie, com cabelos louros e longos, e olhos azuis que sempre refletiam um brilho malicioso.
    Diferente deles, ela não era um elfo. Era ou fora uma humana há muito tempo. Já não tinha certeza.

— Não, eu posso ir sozinha, mãe. É chato forçar os meus irmãos a cuidarem de mim o tempo todo. Eu não sou tão ingênua quanto pareço. — Disse Amélia e pegou sua mochila. Voltou e deu um beijo na testa de Willy que sorriu, meigo. Deu outro no rosto de Freddie e um no rosto de Heather, então recuou pronta a ir.
— E eu? Não ganho nenhum beijo? — Perguntou Alfie sorrindo, malicioso.

Amélia se voltou a ele e riu, balançando a cabeça. Então, o ignorou e saiu, apressada. Alfie ficou muito sério e se levantou ligeiro. Pegou sua mochila e saiu, indo atrás de Amélia. Freddie se levantou também e foi atrás de Alfie antes que ele fizesse uma besteira.

Amélia conhecia bem Alfie e sabia que ele viria atrás dela, por isso, apressou os passos. Nervosa.

— Amélia! — Chamou Alfie ao alcançá-la no portão.
— Me deixa em paz! — Disse Amélia sem se virar e saiu correndo.

Alfie se irritou e foi atrás dela.
Amélia sabia que seria inútil correr dele, pois ele era tão veloz quanto o vento, mas, ainda assim, correu porque não queria se entregar sem uma boa luta. Como previsto, Alfie logo a alcançou e a agarrou, virando-a para seu lado, forçando-a a encará-lo.

— Quando você vai parar de fugir de mim como se eu fosse um monstro? — Ele perguntou com raiva.
— É porque você é um. — Ela disse tentando se soltar.
— É, talvez eu seja mesmo. — Ele disse e beijou o pescoço dela.
— Para com isso! — Disse Amélia batendo nele.
— Por que se você gosta? Sei que gosta. — Falou Alfie deslizando suas mãos por debaixo da saia dela.
— Não. Para. Por favor? Socorro? — Gritou Amélia.
— Solta ela! — Disse Freddie ao chegar na hora certa e agarrou Alfie pelos ombros e o afastou de Amélia.
— Fica longe de mim! — Amélia disse tremendo a Alfie e recuou sem tirar os olhos dele.
— Deixa ela em paz! Você não vai conseguir nada desse jeito, só com que ela fique com medo de você. — Falou Freddie ao irmão.
— Já é alguma coisa… — Alfie sorriu e avançou na direção de Amélia.
— Não. Alfie? Por favor? — Pediu Freddie entrando na frente dele.

Alfie encarou Freddie e depois Amélia. Amélia estava prestes a chorar com tanto medo. Alfie gostou de vê-la daquele jeito, embora, no fundo, quisesse que ela sentisse qualquer coisa por ele, menos medo porque ele a amava, ainda que tivesse certeza de que nunca a perdoaria pelo que ela lhe fizera.

— Eu acompanho ela. Vai atrás da Marina? — Disse Freddie.
— Cuida dela, tá? — Alfie disse num sussurro.

Freddie assentiu com a cabeça e Alfie se foi.
Freddie se aproximou de Amélia e tocou o ombro dela.

— Tudo bem, Amélia.

Amélia o abraçou forte. Os dois ficaram assim abraçados por um tempo até Amélia recuar de cabeça baixa e ambos seguirem para o colégio.
 

O colégio era um prédio antigo de três andares, com jardins bem cuidados. À primeira vista, parecia um colégio comum como os que existem no mundo dos mortais, mas havia diferenças notórias nas matérias aplicadas em salas de aula e também no comportamento dos alunos e professores. Inglês era uma matéria obrigatória, já que era um dos idiomas mais falados pelos mortais – nem todos ali sonhavam em ser contatados por humanos, mas se fossem, deveriam ser capazes de se comunicar com os mesmos em um idioma que eles fossem capazes de compreender –, cálculos também, já que a maioria dos elfos se dedicava ao comércio.
    Amélia detestava ir ao colégio por dois motivos; 1-ela era péssima em cálculos e inglês, 2-ela era um tipo de atração bizarra para os outros estudantes que se dividiam em três grupos, os “curiosos”, “os que tinham medo dela” e “os que a odiavam simplesmente por ela ser humana”.
    
Amélia seguiu apressada para a biblioteca, o seu lugar favorito no colégio e correu para procurar livros sobre fadas. Já fazia algum tempo que estava encantada por estes seres alados e desejava atraí-los para que, como nas lendas, eles a raptassem e, assim, a livrassem dos elfos de vez.
    Quando contatara os elfos, Amélia achava que eles eram todos nobres e perfeitos e moravam em vilas medievais como nos filmes. Oh, como ela se enganara, pobrezinha! Elfos eram travessos, maliciosos e, muitas vezes, perversos.

— Que tal esse? Um Guia Rápido Para Atrair As Fadas? — Disse uma bela elfa, com aparência angelical, olhos azuis e longos cabelos loiros. — Sei que o título é enorme, mas o livro parece interessante.
— Gaion? Obrigada. — Amélia sorriu ao ver sua melhor amiga. Gaion era a única razão pela qual ela ainda amava os elfos. Em meio a tanta escuridão, Gaion era como um raio de sol que a iluminava, que lhe enchia de esperança. Amélia a amava mais que tudo.

Amélia e Gaion se sentaram num canto, afastadas dos demais e Amélia folheou o livro, encantada com os desenhos que tinham em suas páginas. Havia descrições de vários tipos de fadas e também a forma como contatá-las.

— Elas estão muito longe? — Amélia perguntou a Gaion.
— Sim, muito. Conheço algumas passagens, mas são perigosas. Seria mais fácil chamar a atenção delas, dessa forma, elas viriam até você e tudo seria mais fácil. — Falou Gaion.
— Eu não sei se posso aguentar por muito mais tempo. — Disse Amélia.
— Vou ver o que posso fazer, mas não prometo nada. Enquanto isso, leia o livro? — Disse Gaion apertando a mão de Amélia.

O primeiro sinal soou e as duas se despediram, seguindo cada uma para sua classe. Amélia deveria estar na mesma classe que Gaion, Alfie ou Freddie, mas por não ser nenhuma humana CDF, fora rebaixada a classe dos que tinham dificuldade de aprendizado.
    Sua primeira aula foi Artes. A professora era um doce de pessoa e deixou que os alunos desenhassem o que quisessem. Amélia pretendia desenhar uma fada em um jardim, algo simples como provavelmente os outros fariam, mas quando olhou ao seu redor percebeu que todos desenhavam perfeitamente qualquer coisa, pareciam desenhistas profissionais. Amélia suspirou.

“O que é que estou fazendo aqui?”, pensou desanimada, certa de que depois que a professora visse seu desenho infantiloide, a desceria outra classe. “Talvez não seja má ideia ir para o primário, mas do que jeito que os elfos são, é capaz de eles estudarem física quântica lá”.

No intervalo entre as aulas, Amélia fez o que pode para se esconder de Alfie que a procurava como um doido. A garota foi para o jardim e se sentou atrás de uns arbustos enquanto lia o livro sobre fadas. Alguém se aproximou e a surpreendeu com um beijo no rosto. Amélia recuou, depressa, temendo que fosse Alfie ou outro pervertido, mas para seu alívio era outra pessoa.

— Alex?! — Amélia deixou o livro de lado e abraçou e beijou o elfo.

Diferente dos outros elfos, Alex não tinha os cabelos longos e loiros, os seus eram castanho-escuros. Seus olhos eram castanho-claros, embora sua pele continuasse sendo excessivamente branca, mas não pálida.

— Eu senti tanta saudade! — Amélia disse.

Alex e ela namoravam ainda que a “família” dela fosse contra esse relacionamento.

— Eu senti mais. — Disse Alex apanhando e beijando as mãos dela.
— Então, por que você não veio me ver antes? — Perguntou Amélia triste.
— Você sabe que é difícil, que Alfie está sempre por perto, te vigiando como um maldito cão de guarda. — Falou Alex.
— Por que você não foge comigo? Assim, ninguém nos impediria de sermos felizes juntos. — Falou Amélia.

Alex a beijou.
Alfie veio de repente e flagrou os dois se beijando. Sentiu um misto de dor e ódio.

— Não. Fica longe dela! — Alfie disse afastando Alex de Amélia e o agredindo.
— Alfie? Não! — Disse Amélia desesperada.

Mas Alfie a ignorou e continuou batendo em Alex que revidava com a mesma fúria. Amélia gritou por ajuda e logo vieram alguns elfos e apartaram a briga.

— Fica longe dela ou eu juro que mato você! — Alfie ameaçou Alex.
— Você é quem deveria ficar longe dela já que ela não o ama! — Falou Alex.
— E o que você acha que sabe sobre isso? — Alfie sorriu, malicioso. — Nós moramos juntos. Por que acha que não durmo com ela? Não acredite em tudo o que ela te fala. Estamos sempre brigando, mas ela não resiste a mim.

Alex se voltou a Amélia esperando que ela negasse, mas ela não disse nada. Estava com medo de Alfie. Sabia que quando voltassem pra casa, ele estaria muito furioso com ela.

— Isso é mentira! Amélia me ama e você não suporta que ela tenha te deixado por mim. — Falou Alex sorrindo, convencido.
— Seu desgraçado! — Disse Alfie com ódio e tentou se soltar dos dois elfos que o seguravam, mas não conseguiu.
— Alex, é melhor você ir, agora. Por favor? — Pediu Amélia.

Os outros elfos soltaram Alex e ele se aproximou de Amélia. Alfie quis se soltar e impedir que Alex chegasse perto de Amélia, mas não conseguiu.

— Eu juro que volto, minha doce Amélia. — Alex se despediu de Amélia com um beijo antes de ir.

Só então os outros elfos soltaram Alfie. Este se aproximou de Amélia e a agarrou com força pelos ombros. Amélia pode ver um misto de dor e ódio no olhar dele – era assim que ela conseguia enxergar a aura dos elementais, através de seus olhos, tudo o que eles sentissem sempre refletiria em seus olhos, só alguns poucos elementais eram capazes de esconder suas auras -.

— Por que você faz isso comigo? Por que me provoca assim? — Ele inquiriu.
— Porque eu não amo você, porque você nunca foi homem o bastante pra mim. Quando vai entender isso? — Disse Amélia se esforçando pra demonstrar apenas ódio quando, na realidade, se sentia muito atraída por ele. Era verdade que ela não resistia a ele e por isso era cruel para afastá-lo porque sentia que os dois não deveriam ficar juntos.
— Isso é mentira. Eu sinto que não está sendo sincera, que me deseja como eu a desejo. — Ele disse e a beijou. Os lábios dele eram doces como mel e viciantes, ao menos para Amélia. Uma vez que o beijava, era difícil pensar com clareza. Ela não tinha certeza se aquilo era um tipo de feitiço ou controle mental, só sabia que não queria soltá-lo mais, que ninguém a amaria como ele.

Após um longo beijo, Alfie recuou e sorriu triunfante. Mais uma vez, mostrara a Amélia que ela pertencia a ele.
    Extasiada, Amélia estava a ponto de se aproximar de Alfie, desejando que o mesmo a beijasse outra vez quando seus olhos encontraram os de Gaion que a encarava desapontada. Sempre que Gaion a olhava assim tão triste, Amélia só tinha vontade de morrer porque quando um ser tão belo que vivia sorrindo, se entristecia, a coisa era séria. Isso foi o bastante para “despertar” Amélia, fazendo-a reagir com raiva.

— Oh, como você é inocente, Alfinho… — Amélia riu, maldosa. Sabia que magoaria ele com aquelas palavras, mas precisava ser forte. Aquilo não era amor, era uma guerra. — Eu apenas uso você porque é divertido ver esse seu sorriso irônico se desfazer. Você não faz ideia do quanto é delicioso ver você sofrer.

Alfie recuou, chateado, tentando transparecer mais ódio que dor, mas falhando miseravelmente.

— Eu apenas SUPORTO você porque não tenho escolha, caso contrário, nada me faria mais feliz que não olhar para sua maldita cara! Eu te odeio! Odeio você! — Ela disse antes de sair correndo.

 



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