História O Legado de um Anti-Herói - Capítulo 23


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Categorias Batman, Capitão América, Deadpool, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Alfred Pennyworth, Anthony "Tony" Stark, Barbara Gordon (Batgirl), Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Dick Grayson, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), May Parker, Natasha Romanoff, Personagens Originais, Peter Parker (Homem-Aranha), Steve Rogers, Visão, Wade Willson (Deadpool)
Visualizações 39
Palavras 1.816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura 💜

Capítulo 23 - Uma balada plena segunda-feira


Fanfic / Fanfiction O Legado de um Anti-Herói - Capítulo 23 - Uma balada plena segunda-feira

Adentrei meu quarto, e fui direto para frente do espelho.

Tinha um buraco onde antes havia uma faca. 

Droga, vou ter que costurar isso! 

Tirei o uniforme, ficando só de roupas íntimas. 

Havia uma cicatriz próxima do meu umbigo, que vai ser difícil de esconder. 

Por que as armas deles me marcam ? 

Amanhã eu penso nisso. 

Limpei o sangue que tinha em mim, e deitei para dormir. 

Minha cabeça não parava de girar, e não tardou para que eu caísse no sono. 


Acordei com o barulho de batidas na porta. Me levantei tonta da cama, e a abri. 

Era Dick, e ele já estava pronto para ir a DP.  

MEU DEUS, TÔ ATRASADA.  

- Cinco minutos, se demorar mais que isso vou embora sem você. - Ele disse, e notei que segurava o riso. 

- Me arrumo em três. - Eu disse. 

Corri até o armário, e rapidamente vesti minha roupa. 

Prendi meu cabelo, e praticamente pulei para fora do cômodo, e iniciei minha caminhada ao lado de Dick. 

- Então, você melhorou de ontem ? - Perguntou para mim. 

- Uma cicatriz não faz mal a ninguém, não é mesmo ? - Respondi, sorrindo. 

- Como consegue ser tão alegre pra tudo ? 

- Quer que eu sorria que nem você ? - Toquei suas bochechas, e forcei um sorriso, fazendo-o rir de verdade. - A vida já é muito triste para ficarmos com a cara enburrada. 

- Grande filosofia. - Ele disse.

- Deveria ensinar isso para o seu amigo gótico trevoso. - Eu disse. Dick pensou um pouco, e depois caiu na gargalhada. 

- Ele ia adorar ouvir isso. 

- Ele já me adora não é mesmo ? - Disse, de forma irônica. De repente a expressão no rosto de Dick se tornou seria, e sua voz um pouco mais grossa. 

- Temos que bolar um plano, se quisermos que dê certo. - Ele disse. 

- Sei disso, falamos a noite. - Eu disse. 

Chegamos na DP, e logo encontramos com Jessica e Simon. 

Sentamos em nossas devidas cadeiras, e começamos a organizar os relatórios digitais. 

- Você perdeu a melhor festa. - Disse Simon, me olhando com um sorriso. 

- Tava sem cabeça pra festa. - Eu disse, enquanto fazia um coque no cabelo. 

- Desde quando você fica sem cabeça para festa ? - Perguntou Jessica, com a sobrancelha arqueda. 

- Desde que ele chegou. - Disse Dick, sorrindo de forma maliciosa. 

Lhe dei um tapinha fraco no braço, fazendo-o rir. 

- Quem é esse "ele" ? - Perguntou Jessica, ela e Simon se aproximaram mais um pouco de mim para ouvir melhor. 

- Meu namorado de Nova York. - Respondi, vendo seus olhos se arregalarem.  

- Vadia, tinha um namorado e traia ele com meia cidade. - Disse Jessica.

- Para de mentir que eu só fiquei com duas pessoas. - Eu disse, me defendendo.  

- Mesmo assim é traição, gata. - Disse Simon, me olhando de forma estranha. 

- A gente tinha terminado, então ele veio para Gotham atrás de mim, e voltamos. - Expliquei. 

- Que fofinho, ele é romântico. - Disse Simon, colocando as mãos no coração. 

- Não tem nada haver contigo. Você não é nada romântica. - Disse Jessica. 

- Com ele eu sou, o amo demais. - Disse, pensando no sorriso de Peter. 

- Finjo que acredito. - Disse Jessica, me olhando de forma desconfiada. 

- Traz ele pra conhecer a gente. - Disse Dick, se manifestando pela primeira vez em toda a conversa. 

- Boa ideia, vamos naquela boate da esquina, ver se ele aguenta o tranco. - Sugeriu Simon. 

- Não sei se é uma boa ideia. - Eu disse, ponderando a situação. 

- Ah, qual é ? Vai ser legal. - Disse Jessica. 

- E você precisa espairecer um pouco, foram muitas emoções. - Disse Dick, me olhando de forma sugestiva. 

Pensei por alguns segundos, e até que disse: 

- Okay, vou falar com ele, mas nada de assustarem o Peter, e muito menos começar a contar as coisas. - Eu disse, fazendo-os rir.


O resto do dia foi tranquilo, tudo bem normal. Saímos da DP, e eu dei de cara com Peter. 

Abri um grande sorriso, e corri até seu abraço. 

- Oi, meu amor. - Ele disse, sussurrando em meu ouvido. 

- Oi. - Sussurrei de volta. 

Me separei dele, e reparei que meus amigos me encaravam. 

Nós nos aproximamos, e segurei a mão de Peter. 

- Gente, esse é o Peter, meu namorado. - Notei o brilho nos olhos dele ao me ouvir dizer isso. 

Jessica e Simon desceram os olhares da cabeça aos pés de Peter, estavam analisando ele, enquanto Dick o encarava nos olhos, como se pudesse ver todos os seus segredos.

- Sou a Jessica. - Ela disse, apertando sua mão. 

- Simon. - Ele disse, repetindo o ato. 

- Dick. - Disse, e vi o mistério voltar ao seu rosto. 

- Bom, estamos querendo ir numa boate hoje, topa ? - Perguntou Simon, em um tom desafiador. 

Peter me olhou, e respondeu: 

- Por que não ? Eu aceito. - Apertei mais um pouco sua mão, com orgulho de sua convicção ao falar. 

- Cuidado, vão querer te embebedar. - Disse Dick. 

Jessica lhe deu um tapinha na barriga, e disse: 

- Assim ele vai pensar mal de nós! Beber é escolha do Peter, não é mesmo ? 

- Com certeza. - Ele disse, sorrindo. 

- Nos vemos as 21:00 ? - Perguntei. 

- Até lá. - Disse Simon, se afastando de nós junto com Jessica. 

Nós três seguimos até o hostel, mas eu senti um clima estranho no ar. 

Eles queriam falar, mas não sabiam o que. 

Ainda bem que não demorou para chegarmos. 

- Ir pra balada em plena segunda ? - Questionou Peter, ao entrarmos em seu quarto. 

- Já fomos todas as noites por duas semanas seguidas, isso não é nada. - Eu disse, vendo-o arregalar os olhos. 

- Eles parecem ser legais. - Ele disse. 

- E são, só querem ver se você aguenta a noitada. - Eu disse. 

- Mas achei esse tal de Dick um pouco estranho. - Disse Peter, se sentando ao meu lado na cama. 

- O Dick é um pouco tímido, mas depois que o conhece bem, percebe o quão gente boa ele é. - Eu disse, percebendo Peter fechar a cara. Me levantei, e sentei em colo, com uma perna de cada lado de seu quadril. - Por que o bico ? - Perguntei. 

- Eu não faço bico. - Respondeu. 

- Não, imagina. - Disse, em um tom sarcástico. 

- Por que eu sinto que tá escondendo algo de mim ? - Confesso que a pergunta me pegou de surpresa, será que ele sabia ? 

- Tem uma coisa, muito importante que eu gostaria de dividir com você, mas não tá na hora ainda. - Eu disse, vendo a decepção em seus olhos. 

Aquilo me feriu. 

- Pensei que não tivéssemos segredos um com o outro. - Ele disse, olhando no fundo de meus olhos, que agora estavam sem lentes. 

- Lembra que você demorou muito tempo para me contar quem era ? Preciso que me dê um tempo para te explicar o quanto eu mudei nesses dois meses. - Disse, colocando as mãos em seu rosto. - Preciso que confie em mim, Peter. 

- Eu confio. - Ele disse, encostando nossas testas. 

- Que bom. - Eu disse, o abraçando. 

Ficamos algum tempo naquela posição, como se o mundo além daquilo não existisse.

- Ainda não acredito que foi duas semanas seguidas pra balada. - Disse Peter, me fazendo rir. 

- Só você mesmo, Parker. - Eu disse, iniciando um beijo. 

Sei que parece repetitivo, mas eu nunca me cansarei desse beijo.

Peter me apertou ainda mais contra si, e senti seu corpo esquentar. 

O beijo agora estava mais intenso. 

Repentinamente me separei dele, e levantei. 

Peter me encarou com cara de desentendido. 

- Preciso comer, a gente se vê a noite. - Lhe dei um selinho estalado, e sai do cômodo com um sorriso no rosto. 

Agora ele vai ficar na vontade por um tempinho. 


Desci as escadas, e quando estava destrancando a porta de meu quarto, escuto pessoas falando muito alto, e vejo a porta do quarto de Dick se abrir violentamente. 

Koriander saiu de lá, com uma cara nada boa. 

Ela me lançou um olhar fulminante, e antes que pudesse descer as escadas, Dick apareceu na porta, e disse: 

- Kori por favor, vamos conversar.

- Não temos mais nada para conversar, Richard. Acabou! - Ela disse, e percebi que estava prestes a chorar, quando desceu as escadas correndo e sumiu da minha vista.

Olhei para Dick, e ele tinha uma feição triste. 

Eu não sabia bem o que fazer, afinal não tinha nada a ser feito. 

Mas fui até ele, e o abracei. 

- Vai ficar tudo bem. - Eu disse. 

Alguns segundos se passaram, e ele retribuiu o abraço.  

- Obrigado.  - Ele disse. 

- Amigos servem pra isso. - Eu disse, me afastando um pouco, e sorrindo da forma mais acolhedora que eu conseguia. 

- Até mais tarde. - Disse Dick. Notei em seu olhar que ele queria ficar sozinho. 

- Até. - Me virei, e entrei em meu quarto. 

Já havia presenciaado algumas discussões dos dois, mas nunca nada sério, e eles nunca ficavam tempo demais longe um do outro. 

Qualquer um que os visse juntos notaria a paixão em seus olhares trocados, e era triste ver um amor assim acabar de uma hora para outra. 

Não sei se foi de uma hora para outra, mas me pareceu inesperado. 

Dick teria a companhia dos amigos mais tarde, e eu sei que isso pode ajudar. 

Pedi um yakisoba, e comecei a pensar na roupa que usaria hoje a noite. 

Separei um cropped preto de rendinha, uma calça jeans azul escura, um salto vermelho não tão alto, e uma jaqueta jeans azul clara.  

Minha comida chegou, e não demorou para que eu a devorasse. 

Arrumei minhas coisas para tomar banho, quando ouço batidas na porta. 

A abri, e vi que era meu pai. 

- Vim ver se você estava melhor. - Ele disse. 

- Estou, obrigada. - Minha fala soou mais fria do que eu gostaria. 

- Ainda está chateada comigo ? - Perguntou. 

- Só estou tentando processar que a pessoa a qual eu mais confiava mentia para mim a vida toda. Preciso de um tempo, só isso. - Eu disse, o olhando no fundo de suas orbes. 

- O tempo que precisar. - Disse meu pai, indo até sua porta. 

Caminhei até o banheiro, pensando se estava sendo muito dura com ele. 

Tomei um banho longo, e vesti uma roupa normal. Olhei no relógio de pulso, e eram 18:40. 

Fui até meu quarto, coloquei o despertador, e deitei na cama para tirar um cochilo









Notas Finais


Espero que estejam gostando
Um beijo
Até mais 💜💜


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