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História O Legado dos Shinigamis - Capítulo 19


Escrita por: Dani_M_2004

Notas do Autor


Oii. Capítulo de hoje é narrado pela Fiona pq a fic é minha e eu faço o que eu quiser.

Hehe

Mais dois capítulos para terminar o primeiro arco

Capítulo 19 - Outra visão dos fatos


Fanfic / Fanfiction O Legado dos Shinigamis - Capítulo 19 - Outra visão dos fatos

Nós não sabiamos ainda o que tinha ocorrido para que tantos hollows aparecessem ao mesmo tempo, mas tentamos contê-los ao máximo. Almas fugiam para todos os lado. Consegui exterminar mais dois antes de parar para recuperar o fôlego. O homem parou ao meu lado e ajeitou o chapéu. Seu sorriso era divertido mas eu sabia que ele também estava incomodado com todo o caos.

— Que bagunça, não é, Fiona? — disse guardando a espada por enquanto.

— Essas coisas não param de aparecer e a Soul Society não toma nenhuma atitude real — grunhi, frustada.

Acabei lembrando de Byakuya ao pensar no Gotei 13. Havia ficado sabendo que o sexto esquadrão estava sob as ordens de Renji, enquanto o capitão procurava pela filha. Mesmo entendendo a situação de Sakura e concordando em abrigá-la, meu coração doía ao pensar no que Byakuya estava sentindo. Eu sabia mais do que ninguém como era ficar longe de um filho.

Como se fosse um tipo de coincidência, eu senti a pressão espiritual de Kota, junto com o de Sakura. O de Kota estava oscilando, como se em um momento ele estivesse em seu ápice e no outro quase nem possuísse poder espiritual direito.

— Urahara...!

— Pode ir, Fiona. Eu e o pessoal da loja conseguimos cuidar desse lado da cidade sozinhos.

Assenti e lancei um olhar agradecido. Usei meu shunpo para me locomover pela cidade, o mais rápido que podia. Algo estava muito errado. Desesperei-me ainda mais ao sentir pressões espirituais familiares de hollows.

Não conseguia parar de pensar se os aparecimentos de hollows poderia ter algo ver com...?

Balancei a cabeça e tentei afastar esses pensamentos. Não era hora para isso.

Porém, quando cheguei à praia, os hollows haviam sido aniquilados. Eu quase perdi a força das minhas pernas quando vi os dois adolescentes no chão. Sakura tinha uma ferida aberta na barriga, era quase como...

Céus, isso não pode estar acontecendo de novo, pensei enquanto corria até eles.

A garota de cabelos azuis, que eu deduzi ser Asami, estava com Sakura nos braços. Ela pressionava um pedaço de pano do kimono contra o ferimento.

— O que aconteceu aqui? — chequei os batimentos dos dois, ainda trêmula. Suspirei aliviada quando senti que o coração deles ainda batia.

— Senhora Ootsuka... — tentou dizer Asami, mas sua voz tremia.

— Deixa — balancei a cabeça. Tinhamos que agir rápido. — Vocês me contam tudo depois. Asami, consegue levar a Sakura?

Ela assentiu.

— Tatsuo, pode me ajudar com o Kota?

O garoto se aproximou e pegou um dos braços dele, colocando sobre os ombros. Eu fiz o mesmo com o outro braço. Agindo em conjunto, conseguimos levar os dois para a minha casa. Meu peito mal conseguia puxar o ar direito. Eu não suportaria perder um dos dois, ou pior, os dois ao mesmo tempo. Apenas o pensamento me causava pânico.

O problema é que assim que chegamos à porta, Hiyori já estava à espera. Ela deveria ter sentido o poder de Kota também, mas ao ver o estado de Sakura, sabia o que vinha a seguir. Então acabou levando Asami com ela de volta para a mansão dos Vaizards. Eu não podia fazer nada naquele momento, discutir só iria piorar a situação. E não tínhamos tempo para isso. Pelo menos Hiyori concordou em deixar Asami colocar Sakura na cama primeiro.

Aiko ficou ao lado da prima, e Tatsuo e eu deitamos Kota no quarto dele. Assim que tive minhas mãos livres, liguei para um dos meu contatos do quarto esquadrão. Eles eram especializados em cura, então eram os melhores para tratar Sakura. Eles não iriam recusar um pedido para salvar a vida da filha de um dos capitães. Não demorou para um dos oficiais deles baterem na minha porta.

Apesar de inconsciente, Kota parecia bem, o que me deixou aliviada. Só queria entender logo o que havia acontecido.

Enquanto o membro do 4° esquadrão cuidava da garota, eu precisava fazer mais uma ligação. Um grande furacão chamado Byakuya Kuchiki. Para minha surpresa, ele não parecia irritado comigo ao atender a chamada, embora ficou ainda mais apreensivo ao saber do estado da filha. Ele desligou sem se despedir, mas eu sabia que logo estaria lá. Ao guardar o celular no bolso, Tatsuo se aproximou e me contou o que acontecera na praia.

Meu coração afundou. Tanto por Sakura ter se machucado tentando salvar meu filho quanto pelo o que ele iria pensar quando acordasse. Com esse pensamento, caminhei até o quarto de Kota, mas o garoto não estava mais em sua cama.

— Tatsuo...?

— Eu não sei, ele estava aqui agora pouco — disse ele um pouco desesperado.

— Fica aqui com as meninas, eu já volto.

Ele deveria estar cansado para se movimentar direito, porque consegui alcançar Kota ainda na frente de casa. Eu o segurei pelo braço.

— Onde você pretendia ir, garoto? — disse calma.

— Para bem longe daqui! — ele não me encarou.

— O que você acha que adiantaria fugir agora?

— Meus amigos estariam seguros! Eu não machucaria ninguém... só... me deixa ir, por favor!

— Não — disse firme dessa vez e ele me olhou. — Eu já te deixei ir uma vez, não vou cometer o mesmo erro novamente. Você vai ficar aqui, comigo.

— Mãe... você viu o que eu fiz com a Sakura... — Kota começou a chorar e meu coração se quebrou. — Eu não quero ficar que nem aquele monstro!

— Kota... — puxei-o para meus braços. Ele se agarrou a mim, chorando. — Você nunca vai ser que nem ele. Porque você é bom, Kota, é gentil e empático. E, mais do que isso, você é meu filho.

— Mãe... — disse soluçando. — Me desculpa, por tudo... eu sinto muito... por favor, me perdoa.

— Está tudo bem, meu amor — acariciei seus cabelos. — Você está em casa agora.

Um vento fez meus cabelos balançaram e eu sabia que ele tinha chegado. Afastei-me de Kota para depositar um beijo em sua testa e limpei suas lágrimas.

— Vai lá pra dentro, seus amigos estão te esperando.

Ele viu Byakuya e então assentiu e foi para dentro da casa.

— Cadê ela? — perguntou sem rodeios. Seu rosto que sempre fora bem cuidado e delicado estava marcado por olheiras e olhos cansados.

— Está lá dentro, um oficial do quarto esquadrão já está cuidando dela.

— Eu preciso...!

Ele iria passar mas o segurei pelo pulso antes, não com muita força. Byakuya parou apenas com o contato.

— Não desse jeito. Você está agitado, dessa forma só vai atrapalhar o trabalho dele.

— Fiona, faz semanas que eu não vejo a minha filha — ele manteve seu tom baixo, mas sua voz era firme.

— Byakuya, eu sei como é — segurei a mão dele nas minhas. — Mas você precisa se acalmar, por favor. Vai acabar deixando a Sakura nervosa também.

Ele pensou por um momento antes de respirar fundo.

— O que aconteceu?

— Sakura e os amigos...

— Ela... ela fez amigos?

Assenti.

— Eles enfrentaram alguns hollows na praia da cidade. Conseguiram se sair bem, mas o Kota se descontrolou, ele é um vaizard, e... ela tentou ajudar.

— Quem é esse garoto? — seu olhar era de ódio e eu apertei sua mão.

— Byakuya, ele é meu filho.

O olhar do capitão amenizou no mesmo instante.

— Desculpe... — disse desviando o olhar. — Acho que só estou tentando encontrar alguém para descontar minha raiva. Prometo não encostar no garoto.

— Acho bom!

— Fiona, eu preciso saber de uma coisa.

— O quê?

— Por que a Sakura fugiu de mim?

A pergunta atingia um ponto sensível.

— Eu vou tentar ser o mais breve possível, porque quem teria que te dizer isso é a Sakura — suspirei. — Mas até onde ela me contou, ela estava infeliz na Soul Society.

— Infeliz...?

— Parece que a principal causa nunca foi você, Byakuya. E, sim, o clã Kuchiki. Ela disse que se sentia pressionada e desprezada ao mesmo tempo. Mas, sim, você também tem o que se acertar com ela.

— Eu sou um idiota — ele colocou a mão sobre o rosto.

— Uau. É raro ouvir você admitir isso — tentei aliviar o clima e afastei a mão dele do rosto gentilmente. — Eu sei o que você está pensando, mas ela não te odeia. Muito pelo contrário, ela te ama e muito. Em todo o tempo que ela passou comigo, ela sempre pensava em você.

— Fiona, eu... eu sou um péssimo pai!

— E eu sou uma péssima mãe.

— Isso não é verdade...! — apressou-se para me contestar.

— Viu? Nenhuma das duas coisas são verdade — sorri e coloquei minha mão em seu peito. — Ser pais não nos abstém de cometer erros. Mas reconhecê-los já é um grande passo.

Ele segurou minha mão e me encarou com um olhar aliviado.

— Fiona, — sussurrou. — obrigado por cuidar dela.

Não consegui evitar que o calor subisse para minhas bochechas. Ainda bem que eu não precisei responder, porque logo Tatsuo veio correndo em nossa direção.

— Senhora Ootsuka, — disse eufórico. — ela acordou.



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