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História O Leilão (Camren) - Capítulo 24


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Notas do Autor


Desculpem o sumiço.
Fico muito feliz que estejam curtindo.
Me deixe saber o que estão achando.
Espero que gostem.

Capítulo 24 - Capítulo 24


P.O.V Camila

 

 

~Sem coragem para abrir os olhos, senti cada centímetro do meu corpo doer, minha cabeça latejava e rezei para que morresse rápido, senti o gosto de sangue em minha boca e ao tentar colocar as mãos percebi que estava amarrada, resolvi então despertar .

 

Tudo estava escuro, o cheiro de combustível, misturado com carpete me fez entender que se tratava de um porta-malas, a dor se tornou ainda mais intensa quase insuportável, meu estômago revirava com o balançar na rua ou estrada esburacada. O ar parece faltar e a dificuldade de respirar começa a me deixar ainda mais nervosa, puxo com toda a força o oxigênio presente, mas não era suficiente.

 

~Mantenha a calma Camila, você é forte. E de repente a imagem da Lauren surge em minha mente, aqueles olhos verdes, sua boca rosada, suas mãos macias, seu toque delicado.

 

Senti meu corpo relaxar um pouco e a respiração foi voltando ao normal, ela, com certeza, era a minha pessoa. O que eu julguei ser um carro para bruscamente me deixando apreensiva, não é possível que eles iriam me trazer aqui para me torturar, flashes surgem em minha mente, fazendo a situação ficar ainda pior, o porta-malas é aberto e eu mal consigo enxergar pela claridade repentina, sinto braços me pegarem como se eu fosse uma pena e quando retomo minha visão o homem está encapuzado, observo o lugar que parecia um galpão abandonado, cercado por uma plantação do que eu julguei ser de trigo, meu coração acelera e as piores imagens surgem em minha mente, tento me debater, sem sucesso me deixando sem esperanças.

 

Ele caminha comigo sobre os ombros para dentro do local, alguns pombos voam e eu tento gritar, minha boca está livre porém minha voz não sai, o terror era tanto que preferi me render, parei os movimentos e pedi mais uma vez mentalmente que minha morte fosse rápida. Com cuidado sou colocada em um colchão no chão, vejo o homem parado em minha frente mexer no zíper da sua blusa de frio, a retirando rapidamente e jogando ao meu lado, já não sinto mais dor apenas medo, é impressionando como o medo consegue vencer algo físico como a dor. Lentamente ele retira o capuz do seu rosto e eu quase morro ao reconhecê-lo.

 

– Meu amor, que saudades. – Essas são as suas palavras ao me soltar e me abraçar agora sentada no colchão.

 

– Fernando?

 

– Sim, sou eu mesmo minha linda, eu falei que voltaria para te resgatar. Céus ainda não acredito que você está aqui. – Sua empolgação me deixava mais confusa.

 

– O que? O que está acontecendo?

 

– Eu te explico daqui a pouco, você precisa se alimentar, vou buscar um copo de água pra você. – Ele caminha até uma geladeira na lateral do colchão, o espaço era amplo conseguia-se enxergar todo o lugar sem impedimentos. Algumas pequenas maquinas estavam jogadas no chão, junto com montes do que parecia farinha.

 

– Ficaremos aqui por pouco tempo linda. É só até a poeira abaixar. – Não consigo responder e nem agir a nenhuma de suas falas, ele realmente havia me falado aquilo na praia, mas agora tinha Lauren, com ela eu senti coisas inexplicáveis. Seguro o copo de água que ele me oferece e tomo a água com dificuldades, meu corpo inteiro tremia.

 

 

Ele se abaixa até ficar na minha altura, com delicadeza segura meu rosto e coloca um comprimido na minha boca, luto para não engolir, mas é em vão, em questão de segundo me sinto mole e eu já não tenho mais controle sobre os meus movimentos, tudo fica escuro.

 

Acordo com dificuldades devido à claridade, minha cabeça doí de uma forma terrível, estranho o lugar, mas rapidamente meu cérebro processa a informação, encaro o colchão e os fechos de luz que se cruzam no centro do galpão.

 

– Achei que você nunca mais acordaria. – Fernando estava sentado em uma cadeira de madeira mexendo em um notebook sobre a mesa.

 

– E-u eu. – Tento falar, mas minha garganta está seca.

 

– Levante-se, tome um pouco de leite. – Faço o que ele manda, e me sento em um banco ao seu lado, na mesa haviam alguns itens de café da manhã. Pego o copo e me sirvo com café. Aos pouco sinto a energia do açúcar me invadir e logo estou devorando os pães e frutas. Rol me olha de canto com um sorriso no rosto. E eu não sabia o que sentir, estava aliviada por ser ele que me sequestrou, afinal seria muito pior se os outros seguranças da chefe me encontrassem.

 

– Você disse que me contaria o que aconteceu? – Falei pela primeira vez.

 

– Você não quer terminar o café?

 

– Não, pode falar agora.

 

 

– Tudo bem, bem a história é longa. Depois daquele acontecido no evento a chefe ofereceu um prêmio em dinheiro por sua cabeça, ela acredita que você estava o tempo todo em contato com a polícia, mas pode ficar tranquila que eu sei que não. Após essa oferta muitas pessoas te procuraram e até tentaram invadir o apartamento da Jauregui. Pelo menos eles montaram um bom esquema de segurança, com as tentativas falhas, ela resolveu partir para a cartada final uma negociação com a polícia por você.

 

 

– Porque ela acredita que eu passei informações? – Falei indignada, afinal eu não havia feito nada.

 

– Porque nestes anos todos ninguém havia nos pegado, e você teve acesso à algumas informações importantes.

 

– Ela me colocou lá.

 

– Sim, e por isso tanta raiva de você.

 

– Eu vou morrer.

 

– Claro que não, vou te proteger. Quando eu descobri o plano deles eu resolvi fazer um meu, de te sequestrar. Agora nos poderemos viver nossa vida em paz.

 

– Julianne nunca vai deixar de me procurar. E tem a polícia também.

 

– Nós daremos um jeito meu amor. – Ele se aproxima e meu corpo trava, sinto seus lábios na minha bochecha. Não sabia o que fazer e tive medo de contrariá-lo.

 

 

– Como faremos?

 

– Não posso te contar, mas em breve você saberá. Primeiro preciso ter confiança total em você, não sei o que eles te falaram nesse tempo na polícia, conheço essas lavagens cerebrais. Por isso as portas do galpão estarão trancadas e se você fizer qualquer ação para fugir as coisas não ficaram boas para o seu lado. – Seu tom ameaçador me deixou aterrorizada.

 

– Eu não vou fugir.

 

– Acho bom. – Ele sorri, e eu já não enxergo o amor que ele diz sentir por mim.

 

– Meu corpo está dolorido, e minha boca está sangrando. Eu não lembro de quase nada da noite anterior. – Falo confusa.

 

– É normal, foram tantas coisas envolvidas que é melhor mesmo que você não se lembre, quanto a sua boca deixe-me olhar. Tenho uma pomada aqui, comece a usar e me diga se não melhorar.

 

– Obrigada.

 

– Eu preciso ir no mercado. Essa será a sua primeira prova de confiança, espero que não faça bobeiras. – Ele se levanta, pega as chaves e sai trancando o galpão. Começo a chorar com a sensação de impotência me invadindo.

 

Sento no colchão e analiso as possíveis saídas, as janelas apesar de quebradas era extremamente altas, de um modo impossível de escalar, os portões eram trancados com um cadeado gigante, o choro me impedia de enxergar corretamente, e por um segundo eu pensei em matá-lo, mas essa, com certeza, era a pior estratégia eu não conseguiria fazer e ainda o deixaria furioso. A última alternativa era fazer ele ter plena confiança em mim, assim que conseguiria fugir. Deito e encaro o teto pensando no que Lauren está fazendo agora.

 

~Será que ela está me procurando? 



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