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História O Leitor Favorito (Saikum) - Capítulo 6


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Notas do Autor


Desculpa a demora galera

Não revisei então desculpa por qualquer coisa

Capítulo 6 - A carta de um tal Ximenes


— Bom, hoje é o teste de vocês. — A mesma professora do terceirão disse aos alunos do segundo, que ficaram irritados já que tinham acabado de sair de uma prova difícil de física. — Sem reclamações! Bem, vou dar a vocês uma carta, vocês precisam ler e responder, quero que tenha até 30 linhas e sem preguiça!

— Ah prof' passa algo mais fácil! — A representante disse quase em surto por conta da última prova.

— Mais fácil que responder uma carta?! Deixa de preguiça Maria! — A mulher foi entregando as folhas de caderno onde continham as cartas escritas pelos alunos do último ano. — Lembre-se, são apenas cartas, nada aí é real, bem, eu espero.. — Entregou uma folha para André, que estava mexendo em seu estojo. — Respondam com carinho — Disse olhando diretamente para o aluno amante de leitura. — Ou não, quem sabe..

— O que isso seria exatamente? — Um aluno tirou os fones e perguntou meio entediado.

— Prática. — Ela deu os ombros. — Agora andem!

Assim o rapaz dos cabelos escuros pegou a folha, seus olhos leram devagar seu nome ali escrito, estranho, olhou para a professora que apenas deu uma piscadinha para ele, confuso continuou a ler. Suas bochechas se tornaram coradas, o coração batia rápido, mas a única coisa que pensou foi quem era o maldito cujo que escreveu aquela carta? Olhou para a professora novamente que dessa vez mexia em seu notebook anotando alguma coisa no sistema da escola, estava um pouco irritado, até ler o nome no final.

"Ximenes."

Pegou seu celular rapidamente abrindo o aplicativo de livros e indo nas notificações, era o mesmo nome usuário que sempre comentava em suas postagens, isso estava sendo muito estranho. Suspirou, ainda ansioso olhava a folha de seu caderno tentando pensar em algo para escrever, mesmo que alguma coisa estivesse clara para ele transferir para o papel sua cabeça ainda o deixava extremamente curioso para saber quem era aquele tal de Ximenes, não podia ser verdade um cara que lê suas histórias mandar uma carta para ti por meio de um trabalho escolar.

Escreveu, escreveu e escreveu. Tentou por o máximo de sentimentos ali, sem alguma desconfiança de quem poderia ser.

O sinal da próxima aula bateu e André suspirou por não conseguir escrever tudo o que queria, mas estava bom, tinha respondido tudo. Logo o outro professor já entrou na sala mandando os alunos ficarem quietos pois a matéria era nova, biologia era realmente chato ao ver de André Felipe, não entendia ao certo o porquê de saber todas aquelas informações, coisas tão mínimas que nem faziam sentido ele aprender, mas como não tinha escolha tentava dar seu máximo nos testes.

Longos minutos se passaram e o intervalo veio, como esperado Saiko estava na porta esperando o pessoal sair da sala, mas dessa vez André o puxou alegando que estava com fome e precisava comprar alguma coisa para comer. A fila estava enorme, o aluno do terceirão irritado com a demora apenas suspirava cansado e batia o pé no chão, mas tudo isso acabou quando seus olhos começaram a admirar André, não entendia ao certo mas ver ele ajeitando os cabelos para colocar o boné rosado fez seu coração bater rápido.

— Ah que saco! Só quero comer um pão de queijo! — André olhou para Rodrigo que tinha suas bochechas coradas e olhava para as próprias mãos. — Você tá bem?

— A-ah tô ótimo! — Disse nervoso, rindo meio forçado.

— Hum, não sei não.. aliás, você vai poder ir lá em casa no final de semana?

— S-sim, só me passa seu endereço depois, ok? — A fila começou a andar e agora sim, André ia matar essa fome imensa.

O rapaz mais novo comprou seu lanche, dessa vez decidiram sentar num lugar mais calmo, era um saco ouvir muito barulho depois de ter que suportarem suas próprias salas. Saiko olhava suas unhas com esmalte preto, pensava na carta que escreveu e se ela realmente foi descrita com tudo aquilo que sentia, digamos que ele é um pouco inseguro e nunca sabe se fez o certo ou o errado, algo apertava seu peito o deixando agoniado, até ouvir a voz do rapaz ao lado que chamava seu amigo.

—-

O final de semana chegou, ambos estavam bem ansiosos para finalmente passarem mais tempo juntos. André ainda se mantinha meio nervoso em relação a carta, não sabia se foi entregue, se foi lida por alguém ou se a professora estava fazendo algum tipo de joguinho com ele. Abriu a porta para o rapaz mais velho entrar, que admirou os cantinhos da casa e sorriu ao ver que ficaria junto de André, o dono da casa apenas puxou Saiko até seu quarto, deixando ele a vontade na cama.

O mais novo ligou a televisão e colocou em algum filme aleatório, subiu na cama sentando longe de Rodrigo, que mordeu os lábios meio aflito com aquilo, sem oensar muito se aproximou deitando no colo do jovem, que sorriu e foi direto com a mão nos cabelos cor noite do garoto. Saiko apenas admirou a televisão, tentando esquecer as coisas e focando na programação aleatória e talvez entediante.

O carinho gostoso em seus fios fez Ximenes sorrir um pouco, Felipe parecia bem concentrado em fazer o melhor cafuné do mundo no outro. Em aconchego, os dois viram o tal filme até o final e claro que reclamando o quão chato era já que o fim foi um dos piores que já viram.

Enquanto Felipe escolhia outra coisa, Rodrigo tirou os óculos que o atrapalhava, sempre o incomodavam na hora que se deitava, coçou os olhinhos meio cerrados e se deparou com o do boné rosa o admirando minimamente, as bochechas coradas, o sorrisinho meigo, Ximenes não conteve e riu baixinho com a cena adorável.

— O que foi? — André perguntou. — Tá me olhando assim por que?!

— Oras, não posso admirar tal beleza? — O mais velho disse chegando mais perto do seu amigo. — Você fica fofo quando está com as bochechinhas assim. — Se referiu as mesmas vermelhinhas, André era um doce.

— Para! — Deu um tapa na mão do rapaz que riu e continuou a zombar do outro. — Saiko!

— Ah vai! Você é tão bonitinho! — André segurou as mãos de Rodrigo com força, chegando perto de Ximenes que deu um sorriso ladino. — Ora ora, parece que o gatinho é um tigre.

— Vai se foder.. — O mais baixo falou com os dentes cerrados contendo sua raiva interior.

— Qual é André! Não pode mais elogiar.. — Revirou os olhos ainda sentindo a mão do mais novo contra seus pulsos.

— Tudo menos fofo. — Franziu o olhar.

— Fofo.

— SAIKO!


Notas Finais


Ih quem lasca o bejo primeiro ganha um brindeh


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