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História O lírio azul - Capítulo 4


Escrita por: e Deusa--da-noite


Notas do Autor


Para aqueles que continuam acompanhando as páginas da minha vida as coisas estão começando a ficar interessantes infelizmente as jogadas nem sempre saem como esperamos por isso é necessário sempre ter outra jogada em mente, agora vou deixar que prossigam com a minha narrativa.

Capítulo 4 - Empasse!



─ Peço perdão pelo meu comportamento eu geralmente não me comporto assim, sou Julian prazer em conhecê-la.

─ Sidney!

Falou ela estendo a mão para ele que a pegou beijando-lhe dorso.

Julian soltou-lhe a mão e ficou parado na frente de sidney feito uma estátua e ele a olhou mais uma vez nos olhos.

─ Julian! Julian! ─ Chamou Lily

Ele piscou a algumas vezes e perguntou.

─ Desculpe eu te conheço?

Ele falou se aproximando dela.

─ Não, eu não te conheço ─ Respondeu Sidney já estranhando o comportamento dele.

Julian estendeu a mão para tocar em seu rosto ele parecia hipnotizado como alguns momentos atrás, mas agora não era raiva que ele transmitia e sim um tipo de transe.

─ Ei tire mão, tá maluco.

Retruca ela batendo em sua mão quando ele tenta tocá-la.

─ Julian o que dei o que você ─ Questiona Sophia

─ Desculpe! Desculpe sinto muito.

Ele falou piscando algumas vezes, sem dizer mais nada ele sai de lá apressadamente parecendo perturbado.

─ Olha o seu amigo é bem esquisito.

─ Desculpa Sidney sinto muito, o Julian ta estranho mesmo, ele nunca se comportou assim antes.

─ Eu vou atrás dele. ─ Disse Lily saindo em seguida.

Lily encontrou Julian refugiado no último andar da faculdade no terraço, ele não costumava ir muito ali já que aquele espaço era mais preferido pelo Matias, porém Julian tinha mania de esconder quando alguma coisa saia errado, então ele sempre vai para lugares onde ninguém vai.

─ Ei, o que aconteceu com você.

─ Me deixa, Lily

─ Não, o que deu em você porque agiu daquele jeito.

─ Lily eu quero ficar sozinho vai embora.

─ Não eu não vou, porque tratou aquela garota daquele jeito.

Julian ficou calado olhando para o horizonte com a cara fechada.

─ Julian olha pra mim, o que deu em você.

─ Nada, tá legal, estou bem.

─ Julian você não sabe mentir, está na cara que você não está bem.

─ Onde conheceu aquela garota?

─ Porque isso importa agora.

─ Onde?

─ Foi a Sophia que nos apresentou ela, o nome dela é Sidney é uma aluna transferida, porque está reagindo assim.

─ Nada, ela me lembrou alguém.

─ O que aconteceu antes da Sophia e eu chegar?

Julian não responde nada apenas mete a mão no bolso do casaco tirando uma bolinha de papel amassado e entrega a ela.

─ O que é isso.

─ Abra!

Lily desamassa o papel para ler o que estava escrito. 

─ O que é isso, quem fez isso?

─ Eu não sei, estava naquelas flores malditas.

Lily olhou para o papel lendo mais uma vez o que estava escrito

"Serva me servabo te."

─ Sabe o que significa.

─ É claro que eu sei, mas eu achei que mais ninguém soubesse dessa história.

(Expressão em latim que significa: Se você me salvar, eu vou salvá-lo)

─ Ninguém sabe, só você Lily.

─ Quem te mandou aquelas flores, quem faria uma coisa tão maldosa.

─ EU NÃo sei! ─ Responde ele ja elevando o tom de voz.

─ Calma não fique assim.

─ Eu juro que eu não se eu soubesse esse engraçadinho seja lá quem for já teria passado dessa para melhor.

─ Já faz tanto tempo, eu achei que tivesse esquecido.

─ Como? Como eu poderia.

─ Foi por isso que tratou Sidney daquele jeito.

─ Aquela garota acho que eu preciso pedir desculpas a ela mais uma vez.

─ É precisa mesmo você foi muito grosseiro, você não é assim.

─ Eu sei, não foi por mal, os olhos dela me lembram… Me lembram… Deixa para lá estou falando bobagens.

─ Você não pode apenas seguir em frente? Por quanto tempo mais vai se punir?

─ Acho que para sempre! 

─ Não te vejo assim a muito tempo.

─ Tenho que ir te vejo depois.

Julian simplesmente saiu sem dizer mais nada.

─ Ei onde você vai? Julian!

Ele não respondeu só continuou andando.

─ Mais o que diabos deu nele. ─ Questiona Lily confusa.

Enquanto isso Sophia conversava com Sidney que havia se atrasado demais para entrar em sala.

- Foi eu não queria que você perdesse sua aula.

- Relaxa é só o primeiro dia, e se eu entrasse em sala no meio da aula seria bem pior então eu vou esperar até a próxima.

- Realmente, vamos para área de convivência então, assim podemos ficar conversando lá.

- Não, é sério está tudo bem, eu tenho algumas coisas para resolver e eu não quero incomodar

- A não, não é incomodo nenhum.

- Mesmo assim, eu ainda tenho umas coisas da transferência para resolver.

- Então se é assim tudo bem, você encontra a gente depois?

- Claro, a gente se vê depois 

Eu deixei Sophia e continuei a andar pelos corredores sozinha, com a cabeça nas nuvens. As coisas não aconteceram exatamente o que eu planejava, porém a ordem dos fatores não mudou o resultado, admito que a reação de Julian me pegou de surpresa, mas que me deliciei em ver a aflição em seu olhar, ele não mudou quase nada ainda tem quase a mesma aparência daquela época, a diferença é agora ele parece um tanto mais maduro e sim ver que ele viveu bem e certa forma feliz todos esses anos só aumentou a minha raiva então não, não sinto remorso.

─ Sidney!

Afasto esses pensamentos quando ouço alguém me chamar, paro de andar e me viro para ver quem me chamou.

─ Você de novo?

Era Julian, parece que pensar no diabo atrai ele.

─ Oi, eu posso falar com você?

Julian parecia ofegante, alguns dos fios dos seu cabelo caiam sobre os seus olhos, ele então passa a mão jogando os fios para o lado.

─ Não, não pode! ─ Respondo secamente.

 ─ Eu só queria pedir desculpas pelo acontecido mais cedo.

─ Só isso? Pode ir embora agora.

─ Ei! Não precisa ser mal educada

─ Você está parado aqui porque quer.

─ Você é muito grossa sabia? 

─ Ok, Ok Se eu aceitar as suas desculpas você vai embora?

─ Quer saber esquece.

Confesso eu gosto dessa sensação de poder tirá-lo do sério a qualquer momento, ele também não muda, pedi desculpas a gente aceita e ele faz de novo, além do mais é muito fácil lhe tirar do sério.

Julian fechou os punhos e saiu resmungando, ele foi em direção a área de convivência onde Sophia e Matias estavam sentados esperando a próxima aula, julian puxou uma cadeira resmungando.

- Desisto! Aquela garota é mais casca grossa que o Matias.

─ Ei, porque tem sempre que me usar como exemplo?

Sophia olhou para ele de canto de olho.

─ De quem você está falando?

Respondeu ela já se preparando para lhe da uma bronca

─ Aquela garota que estava andando com você.

─ Sidney? O que fez dessa vez?

─ Ela mesma, garota mal educada eu pedir desculpas e ela nem se quer ouviu

─ Bem feito você mereceu, aliás o que deu em você o Matias eu até entendo ele é rabugento por natureza, mas e você no que estava pensando?

─ Você também, que saco eu já levei um sermão da Lily não preciso de outro!

Julian se levantou da mesa indo embora, ele parecia irritado, geralmente ele está sempre sorridente e calmo mais desde que o dia começou ele anda com um péssimo humor.

─ Por que você e a Lily se importam tanto com aquela garota, ela é só um filhotinho perdido.

─ Matias!

Repreendeu Lily

─ Está cometendo um erro essa garota não aparenta  ser flor que se cheire.

─ Como se você fosse um exemplo a se seguir.

─ Ok, ok, pode trazer o filhotinho para o grupo, mas depois não diga que eu não avisei.

A primeira fase do plano estava quase concluída, a semana passou rápido não demorou para que eu me adaptasse ao universo deles, Matias continuava com sua implicância, Julian apesar de fazer cara de indiferença sempre tenta se aproximar mesmo que o ignore é divertido saber como ele é manipulável. Uma coisa que eu sabia, mas que se tornou ainda mais evidente é que mesmo sendo uma universidade as panelas não se desfizeram, e esse grupo parece ser bem influente, pelo que eu entendi são os melhores alunos da universidade.  

A Lily adora conversar sobre qualquer coisa e fala pelos cotovelos, ela é uma estudante bastante popular e por onde ela passa todas as outras alunas da universidade a respeitam, é considerada uma das melhores no seu curso, já Sophia é o oposto da personalidade extravagante de Lily e é a melhor em quase tudo que faz, todos a conhecem pelo seu esforço incansável, Já julian além de suas excelentes notas também é o melhor em todos os esportes que pratica.

Matias obviamente como eu pensei está sempre rodeado de garotas, uma boa parte todos os caras que andam com ele não tem boa reputação com o seu estilo de vida não se sabe como mantém notas tão altas, toca vários instrumentos e é bom em esportes, Juntos eles formam uma panelinha seleta, foi uma surpresa eu ser tão bem aceita. 

Em mais outra manhã como as outras eu tive as duas primeiras aulas, uma no ateliê e outra no auditório estavamos prestes a dar inicio as nossas primeiras criações e os professores estavam em cima, hoje eu não fui a área de convivência havia resolvido que era hora de mover as primeiras peças desse tabuleiro, algumas peças são ameaçadoras demais para se circularem livremente então ou você as toma ou as bloquea.

Peguei o elevador para o último andar do prédio, a escada de serviço no fim do bloco dava para uma porta que deveria estar trancada porém a universidade não parecia ligar para isso, subi quase um andar de escadas para chegar ao terraço do prédio um lugar vazio onde dava para ter uma bela vista da cidade, a vista era realmente incrível escorei-me no muro que era mais menos da altura do meu busto,  dei uma verificada no relógio horário de almoço estava quase na hora dele aparecer segundo as minhas fontes, puxei do meu bolso um maço de cigarro retirei um e o levei a boca confesso que sempre abominei a ideia de fumar, porém era um mal necessário, procurei o isqueiro no outro bolso e acendi, dei um trago e soltei espalhando a fumaça branca no ar, fiquei olhando a vista de lá até perceber que eu não estava mais sozinha.

─ Então a novata fuma!

Falou Matias escorado na porta de entrada, me observando de braços cruzados parecendo um tanto intrigado.

─ Você fala? Estou surpresa achei que fosse mudo!

Falei sendo sarcástica voltando a olhar a paisagem.

─ Eu só falo com quem me convém. Como chegou até aqui?

Ele falou se aproximando de onde eu estava, se escorando no muro ao meu lado.

─ Eu tenho meus truques, vagar por aí é um deles.

Ela falou dando uma tragada profunda e soltando a fumaça no ar

─ Quer?

Sidney oferece o cigarro a Matias que o aceita pegando o mesmo e o levando até boca em uma tragada profunda.

─ Valeu! ─ Ele responde soltando a fumaça no ar.

O lugar havia sido impregnado pelo cheiro forte, o muro já havia marcas de cinzas e algumas bitucas espalhadas.

─ Você enfeitiçou os meus amigos, desde que você chegou eles não falam em outra coisa.

Afirma ele dando mais uma tragada e lhe devolvendo o cigarro.

─ É o meu carisma natural.

Respondeu Sidney com o velho tom de ironia.

─ Não seja convencida filhotinho!

Matias fez uma expressão de desdenho ao repreendê-la

─ Além do mais um rostinho bonito não é o suficiente para me enganar.

Ela riu surpresa com a resposta dele, Sidney dar uma tragada no cigarro espalhando a fumaça no ar.

─ Será?

Sidney o provoca de propósito olhando ele nos olhos, Matias tinha aquela fama barata, mas ele tem realmente uma boa aparência talvez efeito dos esportes que pratica.

─ Está me provocando filhotinho?

─ Não longe de mim...

Sidney passa o cigarro para ele novamente.

─ Então você me achou bonita?

Matias muda a postura parecendo falsamente ofendido.

─ Ei! Não distorça o que eu falei!

─ Foi você mesmo que falou!

─ O que eu quis dizer, é que eu sei reconhecer uma garota problema e você minha cara cheira a vigarice.

─ Isso você vai ter que arriscar para saber!

─ Está me provocando de novo filhotinho? 

─ Talvez sim e talvez não.

Matias rir de canto a observando com curiosidade, foi a primeira vez que ela o ver sorrir.

─ Você é a única garota dessa universidade além da Sophia e da Lily corajosa o suficiente para me desafiar, nem parece um filhotinho.

─ Porque continua me chamando assim.

─ Filhotinhos são bonitinhos, mas nem todos são inofensivos.

─ Viu você fez de novo, disse que eu sou bonita.

─ Vai continuar distorcendo o que eu falo?

─ Não… vou guardar para depois, o recreio acabou hora de voltar.

Falei enquanto jogo o cigarro no chão o apagando com bico do sapato, indo em direção a porta.

─ Julian tinha razão você é casca grossa.

Ele me acompanha descendo a escada de serviço junto comigo.

─ Ele disse isso?

─ Isso você vai ter que descobrir

Fala Matias imitando a voz dela.

─ Fala sério!

Reviro os olhos em discordância.

Pegamos o elevador e o assunto morreu nenhuma palavra mais foi pronunciada, o elevador parou no 3° andar, ao abrir as portas pude ver um furacão loiro a alguns passos de nós acompanhada de outras duas mulheres, era como se eu tivesse entrado em uma cápsula do tempo e ali estava ela Nora Molina umas das figuras mais repulsivas que já conheci se estivéssemos em um jogo de xadrez ela seria a torre.

Nora ainda Conservava a mesma prepotência no olhar assim como a mesma virada de rosto e a mesma maneira de andar, embora alguns traços tenham mudado, como o cabelo que já não tinha a cor natural castanho mel agora possuíam o tom ainda mais claro. A maneira como seu olhar me avaliou dos pés a cabeça só demonstrou que conservava também o mesmo veneno.

─ Se manda novata!

Nos encaramos por alguns segundos, então eu desviei o olhar para aquelas que mais pareciam lacaias a direita uma mulher oriental com longos cabelos negros bem, bem magra com cara de sonsa, e a esquerda outra mulher com aparência americana cabelos cor de chocolate ondulados na altura do do ombro, com curvas bem mais desenvolvidas se comparada às outras duas, essa permanecia com cara de paisagem se se quer direcionar o olhar para mim nem parecia estar ligando muito.

─ Você é surda? Eu mandei sair, vaza.

As portas do elevador começam a se fecharam, mas Nora coloca a mão para impedir. Dou um passo para mais perto da porta encarando ela bem mais de perto.

─ Por que eu faria isso? Acha que vou sair só por que a realeza pediu.

─ Não foi um pedido, e eu não vou falar de novo.

─ Nesse caso a resposta continua sendo um não!

─ Você sabe com quem está falando novata!

─ Não, e sinceramente pouco me importa.

As duas outras garotas atrás dela se entre olharam surpresas, mais não fizeram comentários.

─ Fofa você não pode monopolizar o elevador, ou você entra ou não entra,  mais com o seu tipo físico até uma tábua ocuparia mais espaço.

Matias colocou a mão na boca abafando uma risada.

─ O que você disse garota!

─ Tenho certeza que você ouviu bem!

─ O que você está fazendo aqui.

Ela fala se referindo a Matias, o mesmo fechou o rosto.

─ Se você não sabe isso é um elevador.

─ Porque está andando com esse tipo de garota.

─ Desde quando eu te devo satisfação, me erra Nora.

Sidney

─ Nora? Fala sério isso é nome de cachorrinho de madame.

─ Quem você acha que é, ninguém fala comigo assim, eu posso acabar com você em um estalar de dedos.

─ Ótimo estou ansiosa, mas agora se me dá licença.

Sidney apertou o botão do elevador que fechou as portas e começou a descer.

─ Você pode me explicar o que aconteceu aqui, quem era ela?

─ Você ainda não está muito integrada de como as coisa funcionam por aqui né, essa universidade tem uma hierarquia.

─ Olha eu estou mais perdida do cego em tiroteio.

─ É o que? Não entendi.

─ Deixa para lá, em uma expressão muito usada de onde eu venho, em fim contínua.

─ Nora Molina ela é faz parte da elite dessa universidade, não tem um QI muito elevado mais tem notas altas por algum motivo, é também a irmã mais velha do meu querido amigo Julian.

Ele fala a palavra querido de forma debochado.

─ Aquela garota é irmã do Julian?

─ Eu sei é bizarro, mas infelizmente sim não se assemelham em nada, mas são irmãos.

─ É acho que nada mais pode me surpreender, enfim porque deixou ela falar daquele jeito com você.

─ Você gosta de perguntar em!

Matias se desviou da pergunta, voltando a sua personalidade arrogante de sempre.

A Nora que eu conheci mais jovem era praticamente um ser sem alma é impressionante como o tempo parece ter piorado as coisas, sim eu sei de todas as suas proezas como universitária e como pessoa.

Quando o elevador abriu novamente suas portas cada um seguiu seu caminho, hoje pela primeira vez vi o Matias conversa abertamente e aquilo fora mais do que ele havia falado na semana inteira, suas respostas geralmente são sempre inclusivas ou curtas tipo aqueles bonecos de pilha que só falam uma frase por vez.

Parei ao receber uma mensagem, coloco a mão no bolso do casaco retirando o celular.

─ Sdds? Você parece está muito bem!

─ Muita, não mesmo estou em um ninho de cobras.

─ É ao contrário, acho que foram eles que se meteram em um vespeiro.

─ O que tem para mim?

─  Você vai saber em poucos minutos, só não esqueça a pipoca, aliás vai me dever essa tem noção de como foi difícil arranjar esse favor.

─ Ok, ok Vc conseguiu mesmo?

─ Claro que conseguir.

─ Finalmente esperei muito por isso.

─ Agora é só esperar, tenho que ir não posso ficar conversando agora.

─ Obrigada S.

Eu tinha pouquíssimo minutos a partir daquele momento, o tempo de almoço estava quase acabando, encontrei a Lily e Sophia na área de convivência onde sempre estão ao lado de Julian é claro.

─ Achei que não fosse aparecer hoje, o horário de almoço está quase acabando.

─ Quase não vim mesmo nem parece a primeira semana os professores já estão arrancando nosso couro.

─ É o que? Sidney você tem falar no nosso idioma.

─ Desculpem, eu ainda estou muito habituada ao português.

─ Você parece falar muito bem nosso idioma menos quando mistura tudo.

─ O que você disse antes? ─ Pergunta Sophia

─ Foi só uma expressão, aqui os professores pegam muito pesado e a carga horária é muito maior na minha outra universidade não era assim pelo contrário era bem mais flexível.

─ Mas, deve ser bom você carrega uma boa bagagem cultural.

Afirmou Julian é a primeira vez que ele se pronuncia, geralmente quando eu estou presente ele fica quieto e não diz nada.

─ Assim isso é verdade, desculpem eu tenho que ir agora, perdi muito tempo quando esbarrei numa loira estúpida mais cedo.

─ Quem?

─ Uma garota alta loira com cara de arrogante, esqueci o nome dela, ela estava com duas outras garota uma oriental e uma americana, 

─ O nome dela é Nora e ela é minha irmã.

─ O matias me falou.

─ Você estava com o Matias ─ Questionou Lily

Enquanto Julian permanência com seu semblante fechado demonstrando esta irritado.

─ Sim, mas isso não importa e o fato de ser sua irmã não muda o fato dela ser ofensiva e arrogante, deixei ela falando sozinha quando ela começou a chiar perto de mim.

Nesse momento  passa entre as mesas um garoto de estatura mediana vejo que alguns alunos se esquivam indo embora com sua chegada, ele caminhava com as duas mãos nos bolsos encarando a todos o cara tinha traços bem comuns usava uma toca e a franja cobria-lhe um pouco os olhos de tom meio esverdeados ele tinha quase o mesmo visual que o Matias.

Sophia acena para ele apenas que responde fazendo um gesto com a cabeça.

─ Quem é?

─ É o Emerson 

─ Outro amigo de vocês?

─ Mais ou menos ele anda com o Matias, mais quase não vem a universidade.

─ Entendi.

Não me falaram nada desse cara, porque S não me contou sobre ele, deve ser só um aluno comum, mas mesmo assim tenho uma sensação familiar.

─ Não encara.

Responder Lily.

─ O que?

─ Você estava encarando ele.

Volto minha atenção para elas.

─ Não estava, estava distraída pensando em outra coisa.

─ Os mais íntimos chamam ele de Son, além de andar com o Matias ele não tem uma boa reputação então é bom você evitar aquele cara.

─ Por que?

─ Você ainda tem muito aprender sobre essa universidade Sidney só siga nossos conselhos.

O som de notificação de ambos os celulares  soam no mesmo momento, cortando o assunto.

A atenção das duas agora voltada para as telas denunciavam uma expressão de incredulidade.

─ Ai meu deus!

─ O que foi ?

─ nada!

Fala Lily soltando o celular da mesa, como se tentasse esconder alguma coisa.

─ Lily! Tá na sua cara que tem algo errado.

─ Não foi nada, só mais um post idiota do blog da faculdade.

─ Deixa eu ver!

─ Não!

─ Agora está me deixando preocupado, deixa eu ver.

Lily guarda o celular, tentando impedi-lo

─ Ok eu vejo no meu.

─ É melhor você não ver.

Julian ignora as duas garotas já acessando o conteúdo a partir do seu celular, antes ele parecia irritado agora estava parecendo furioso.

Sophia passa se celular para mim vendo que eu não estava entendo, pego o mesmo lendo o post da página.

─ É um blog feito pelos alunos da faculdade tem posts diários.

Droga esqueci a pipoca penso tentando não demonstrar reação ao ler a notícia, basicamente o blog mostrava Matias segurando os pulsos de Nora parecendo um tanto agressivo e para piorar a legenda dizia.

Um passarinho nos contou que essa foi a última cartada, parece que alguém não gostou de ser usada, mais uma para a imensa coleção quem será a próxima em sua cama?

─ Fala sério, por que vocês acompanham esse tipo de coisa.

─ É um blog popular todo mundo acompanha.

Julian estava a ponto de soltar fumaça, ele parecia prestes a explodir.

─ Julian, você não vai acreditar nisso vai?

Ele não respondeu nada.

─ Isso são só fofocas assim como na última vez, deve ter uma explicação para essa foto.

Ele se levantou da mesa empurrando a cadeira quando viu Matias sair do elevador ao longe pelo jeito ele já havia visto o poste e vinha em nossa direção com uma expressão tensa.

─ Julian volta aqui, o que vai fazer?

Grita Lily tentando conter ele, mas sem sucesso, Julian vai até ele e sem esperar que Matias explicasse nada já se aproxima lhe desferindo um soco Matias pego de surpresa não teve tempo para reagir, as duas garotas correram até eles, uma aglomeração de estudantes começa a se formar.

─ Você tá maluco cara!

Fala Matias passando o dorso da mão na boca.

─ Maluco? Maluco estava você quando mecheu com a minha irmã, eu te disse para ficar longe da Nora.

─ Você prefere acreditar uma fofoca de um blog idiota do que no seu amigo?

─ Aquela foto diz muita coisa.

─ Aquela foto não diz nada, você nem sabe o que aconteceu, eu não tenho nada com a sua irmã.

─ Você disse a mesma coisa na última vez que publicaram um post como esse.

─ Porque aquele post também é falso, acorda por que eu iria querer alguma coisa com a Nora a sua irmã é uma louca, ela vive me seguindo em todos os lugares ela que corre atrás de mim só você não vê.

─ Chega! Não quero ouvir nada que venha de você.

─ É sempre assim você nunca quer ouvir a verdade.

Julian pega Matias pela gola da camisa, a situação entre eles já estava ficando fora de controle e naquele momento eles já tinha um grande público 

─ Chega parem, vocês estão agindo feito crianças.

No meio da confusão que havia se formado por conta da briga, não notei quando alguém parou bem atrás de mim.

─ Catarina?

Me virou subitamente ao ouvir o meu nome ser pronunciado de forma tão familiar, a figura a minha frente era o mesmo cara de mais cedo que as garotas identificaram como Emerson.

─ Você! Você me conhece?

Ele ficou me encarando sem falar nada, simplesmente me pegou braço e saiu me puxando para longe, estava todo mundo tão envolvido com a briga que ninguém notou nada.


Notas Finais


Boa dia, boa tarde, boa noite para todos obrigado por acompanharem desculpem o atraso, tenho uma boa noticia já até falei nós capítulos de divulgação consegui uma nova revisora, o prólogo da obra já foi repostado com as devidas correções feitas, logo os próximos capítulos também estarão revisados. Obrigada pela atenção e até a próxima sexta.


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