História O lírio de Ethela - Capítulo 13


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - H.S. Clement é uma mulher


Tobin avaliou tanto a proposta da enteada que Isabelle já se agoniava e desesperava com a possível resposta dele.
De todo jeito, qualquer decisão que Tobin pudesse tomar afetaria a alguém. Provavelmente, Harriet mandou a filha a ele porque tinha esperança de que ele negasse a proposta de Isabelle e Isabelle tinha se alegrado porque achava que o padrinho seria compreensivo consigo. Era uma decisão dificílima para ele, que procurava a melhor solução para todos quando tinha aquele tipo de decisão a tomar. Ainda mais quando almoçava junto a Benedict, pois lhe tinha proposto isso na noite de ontem. O pai da moça talvez não concordasse, apesar de ser compreensivo, pois se preocupava com Isabelle tanto quanto Harriet se preocupava.
Barbara era a única que não parecia agoniada com aquela situação, pois gostava de olhar para Tobin e para a mania de afastar os fios de cabelo liso dos olhos que ele tinha. Mas Johnson finalmente murmurou uma resposta.
— Belle, é uma decisão muito difícil a se tomar, pelo que pode avaliar de meu silêncio. Sua mãe não ficará feliz e seu pai provavelmente entenderá, mas ainda sim, Benedict carregará um peso enorme no coração por permitir isto. — Isabelle se tornava ainda mais tensa conforme Tobin falava. Esperava a tão famigerada resposta negativa dele. — Mas me decidi, irei contigo à Ethela.
— Só poderia ser o melhor padrinho do mundo decidindo isto! — O rosto dela clareou. Isabelle disse, abraçando-o.
— Mas há algumas condições que eu quero que saiba antes de partirmos? Há algum problema se eu as estabelecer?
— Não, padrinho, claro que não.
— Sei que quer muito ver seu amado avô e lhe dizer que é sua neta que tanto quis conhecê-lo, mas não o fará, não enquanto ele melhorar. Seu avô já é velho e está doente. Vai como minha assistente à casa dele, por enquanto.
— Mas padrinho, eu queria tanto contar a verdade. Dizer ao meu avô que mamãe está viva e que sente saudades dele...
— Sei disso, Belle. E é essa uma das razões pelas quais teus pais te proíbem. É assim que vai chamar a atenção de Cassian para si e como minha missão é protegê-la, tem de aceitar essa condição. Fui claro?
— Sim, sim padrinho. Claro como o céu hoje.
— Ótimo. Partimos amanhã de manhã.
— Ah! Estou tão feliz! Padrinho, vou sair. Tenho que comprar uma coisa e já volto. Espere-me aí.
Barbara a seguiu. Entretanto nos corredores do hospital, Isabelle parou-a.
— Barb, por que veio comigo? Esta é a oportunidade perfeita.
— M-mas...
— Não tem mais. Conte para ele, ou ele nunca saberá.
Isabelle correu, rindo, do lugar e Barbara voltou ao consultório de Tobin.
— Tobin, nós... Podemos conversar?
— É claro, Bárbara. Sente-se.
A moça fez como o homem pediu e sentou-se, encarando o sorriso terno de Tobin Johnson.
— Sobre o que devemos falar, Barbara?
— B-bom, não sei por onde devo começar...
— Comece por onde se sentir mais confortável para falar, eu não tenho pressa e tampouco Belle deve ter.
Ela suspirou, aliviada pela frase do outro e começou sua confissão, de forma tímida.
— F-faz tempo que nos conhecemos, não é? Quando eu era criança confesso que o achava um adulto chato e o ignorava, mas de uns anos para cá isso mudou. Mudou quando conversamos daquela vez sobre minha angústias, aquela, de quando eu tinha quinze anos... Eu passei a vê-lo de uma forma diferente, a qual eu não via ninguém.
— Entendi, Barbara. Não é necessário se estender, a não ser que queira isso. Eu entendi que me ama. É exatamente isso o que queria me dizer, não é?
— S-sim, é. E então?
— E então eu sinto muitíssimo, Barbara, mas não posso corresponder ao que estás sentindo por mim. O problema não és tu, que és muito bonita, sem dúvidas e corajosa. Não são todos que tem a coragem que acabaste de mostrar ter.
— Não é porque sou jovem que está me negando, é?
— Não, não é por isso. Eu nunca comentei, quero dizer, nós nunca comentamos com Isabelle, mas eu e sua madrinha Maisie trocamos cartas e nos encontramos já há algum tempo. Não é por questão de idade ou por ter sido seu psicanalista, são apenas meus sentimentos e meu compromisso. Sinto muito, Barbara.
— É, sei que sente. — A moça comentou, desanimada.
— Entretanto, sei que aparecerá um rapaz que a mereça. Aliás, ele já apareceu, só que para ti, parece que está implícito.
— Como?
— Observe melhor, Barbara. Será fácil entender o que eu digo.
Tobin Johnson sorriu, vestindo o sobretudo e saindo do próprio consultório.
— Vou atrás de Belle.
— Eu também irei.
Os dois encontraram Isabelle comprando flores. As flores eram para a senhora Josephine, a quem ela chamava de tia e que estava doente já havia algum tempo. Barbara foi para casa, já que Jesse a tinha vindo buscar e Isabelle foi almoçar na casa de seu padrinho. Ela ouviu, de manhã cedo, o pai dizer que lá não estariam somente os Johnson como ele e os irmãos de Isabelle durante o almoço daquele dia. Então comprou para cada um de sua família um presente. Para Jane uma boneca, para Joseph alguma roupa nova, para Felix dois convites para o baile do Primeiro Ministro. Para seus pais ela se traria sã e salva em sua volta. Era esse o melhor presente que poderia dar aos pais.

— Para quê estas coisas, Belle? São presentes de despedida? — Tobin indagou.

— São sim, padrinho. — A garota sorriu de forma terna. — Estes são para Felix e a garota que ele gosta. Foi difícil consegui-los!

Ela lhe mostrou-lhe os convites e Tobin sorriu, lembrando-se da conversa com Barbara pela manhã.

— Estes são de Joseph e Jane.

— E para os seus pais?

— Vou presenteá-los na volta.

E eles seguiram até a mansão Johnson. Lá, Josephine tinha descido as escadas para almoçar após ter ficado bastante tempo de cama. Charles recebeu o filho e a filha de Benedict com um abraço e um sorriso. Muito embora, o abraço de Isabelle tenha sido mais apertado e amoroso e acompanhado de um presente. Um vidro cheio de doces, que Isabelle amava quando criança.

— Aqui está, seu presente. Sei que não tens mais cinco anos, mas achei que fosse gostar deles. Feliz aniversário, minha querida Belle.

Isabelle pegou o vidro cheio e sorriu.

— Obrigada, tio Charles, eu adorei. Ah, tia, soube de seu estado e lhe trouxe isto como consolação. — Ela disse, entregando as rosas brancas à Josephine.

— É muita gentileza sua, Belle. — Ela disse, cheirando suas rosas.

Isabelle deu um beijo nas faces de seu pai e sentou-se ao lado dele.

— E pra mim? Tem doce também? — Jane indagou.

— Só depois do almoço, boneca! — Charles respondeu rindo. — Mas é só se comer tudo.

— Ah, Jane, tem presente para você também. Mas é só depois do almoço também.

— Tudo depois do almoço! É injusto! — Jane disse, dramática, cruzando os braços.

Quando o almoço, que era o prato preferido de Isabelle tinha sido servido, a conversa sobre seu aniversário começou para romper o silêncio.

— E então, Belle, como pretende comemorar seu aniversário? — Charles indagou.

— Ah, minha família já fez um belo bolo hoje pela manhã, estava realmente muito bom. E padrinho me disse que vamos à Ethela amanhã de manhã e finalmente estou realizando este sonho. Mamãe permitiu, então acho que já é certeza.

Benedict ao ouvir aquilo, largou o talher que segurava.

— Ethela? É verdade isto, Tobin?

— Sim, papai, é verdade. Por que eu mentiria? — Isabelle disse, interrompendo uma possível resposta de Tobin.

— E estava indo à Ethela sem me dizer nada?

— Eu estou dizendo agora, ora. — Ela disse, calmamente, enquanto comia.

— A sua mãe realmente concordou com isso?

— Sim, ela concordou. Só resta ao senhor acalmá-la, como sempre faz, papai.

Benedict suspirou, pensando no quão difícil a tarefa seria.

A atmosfera daquele almoço estava tão tensa que todos ficaram calados e então, Charles, que não conseguia ficar calado e muito menos tolerar tal atmosfera, foi instigado a dizer algo.

— Benedict, você e Harriet sabem muito bem que não podem segurar Isabelle para sempre. É realmente melhor deixá-la ir com um adulto responsável do que sozinha, às escondidas!

— Eu sei disso, Charles. Mas é realmente estranho Harriet permitir algo assim de repente.

— Mas não foi de repente! — Isabelle exclamou.

— Ela cedo ou tarde vai se arrepender, Isabelle, sabe como é sua mãe!

— Então tente conciliar as ideias de ambas, Benedict! Tome conta de Harriet, mas você sabe que proibir não é a solução. — Charles disse, de um jeito autoritário, mas que era conciliador. A esposa sorriu, pois sabia que aqueles argumentos dele eram irrefutáveis.

— Quinze dias, Isabelle. — Benedict afirmou.

— O quê? Quinze dias são muito pouco, papai!

— A sua mãe daria um prazo menor que esse. É isso ou não te deixaremos ir.

— Eu aceito todas as condições: tomar cuidado, não ir sozinha, seguir o que o padrinho manda e voltar em quinze dias. Só quero ver meu avô.

Seu pai não costumava dar ordens diretas ou ficar tão sério quanto estivera naquele almoço, afinal, era Benedict um homem terno e compreensivo e era dele que a menina tinha herdado sua ternura. Mas Benedict não conseguia ser terno e bondoso quando ele estava tão preocupado, raivoso e o coração tomado de amargura e angústia por Cassian Rutherford. Vinte anos se passaram e Clement guardava vontade de dar àquele homem a boa sova que ele tanto merecia. Ele confiava em Tobin, entretanto, tinha vontade de ir em seu lugar e descontar toda a raiva que guardara naqueles vinte anos.

O almoço terminou e Benedict voltou com os filhos para casa. A filha mais velha tinha uma expressão de estranheza no rosto, o do meio tinha preocupação em seu semblante e a mais nova tinha dormido. Era tudo novo e Isabelle não soubera como reagir.

— Vá fazer as malas. — O pai ordenou à filha.

— Eu irei ajudar Belle com as malas. — Pediu Felix e o pai concordou.

Harriet esperou os filhos subirem e colocou Jane em sua cama para discutir com o marido sem os três por perto.

— Malas?!

— Sim, Harriet, malas. — Ele dissera, calmo.

— Como Tobin pôde permitir?! Será que ele não está lembrado de tudo o que tivemos de passar para estar aqui? E tu, meu amor, por que permitiste isso?!

— Harriet, está esquecida de que a ideia foi tua?

— Não, eu não estou! Só estou profundamente arrependida, sabes muito bem quem está lá em Ethela!

— Eu sei, até mais que você! Eu sei que Cassian está lá e minhas mãos formigam de vontade de matá-lo de uma surra!

Harriet nunca vira o marido tão estressado quanto estava ele naquele momento.

— Mas ela só quer ver o avô, Harriet. É só isso e depois, voltará para nós. Como Charles disse é melhor deixá-la ir do que proibir e ela ir às escondidas.

A mulher chorou, preocupada com sua criança, agora ao alcance daquele que prometeu matá-la quando ainda era nascitura. O marido a amparou em seus braços e a beijou na testa, enxugando suas lágrimas.

— Estou tão preocupado quanto estás, querida. Mas se necessário, intervirei.

Os dois trocaram um beijo para que pudessem acalmar-se.

Isabelle tinha subido e junto a ela o irmão. Mas ele não subiu para ajudar com as malas e sim, para confortar a irmã e tirar de sua face o rosto de estranheza. E ela achou aquela ocasião oportuna para falar do baile do Primeiro Ministro.

— Eles aparentemente estão discutindo. — Comentou o mais velho.

— Sim, estão. — Ela disse, pondo os vestidos nas malas.

— Belle, está tudo bem?

— Está sim. Eu irei até Ethela e verei o vovô. É isso o que me importa.

— Também gostaria de conhecê-lo. É triste que ele esteja longe. Como será que aparenta ser o nosso avô?

Isabelle sorriu.

— Acho que tenho uma ideia de como ele é.

Ela então mostrou a Felix o álbum que Barbara lhe tinha dado como presente de aniversário e as fotos de seus avós.

— Onde conseguiu isto?

— Barbara me presenteou com ele.

— Barbara? E como ela está hoje?

— Barbara está bem. Ei, espere, por que tal súbito interesse em minha amiga Barbara?

— A-ah, não é nada! Só quis saber como ela está, Isabelle! Não pense nada demais com isso.

— Entendi. — Ela rira. — Mas já que se preocupa tanto com Barbara, por que não a chama para um baile. É só um baile, nada demais.

— Mas que baile, Isabelle? Eu não sou da alta sociedade e além do mais, sou introvertido demais para ir à esse tipo de evento.

— Consegui convites para o baile do Primeiro Ministro de Leiden. — Ela disse, os tirando de álbum. — Não recuse.

— E se der errado? E se ela recusar?

— O que pode dar errado, Felix? É apenas um baile no fim das contas.

— Sim, é apenas um baile. — O outro concordou.

Isabelle não precisava de muita ajuda, eram poucas as roupas necessárias. Felix saiu do quarto por pedido dela e cansada, Isabelle dormiu após selecionar as coisas das quais precisava para a viagem. Mas de manhã, acordou com ânimo para a viagem. E diferente do desjejum da manhã anterior, ela teve de preparar aquele.

Não houve bolo, mas apenas os maus sentimentos dos pais em relação àquela ida à Ethela. Seus irmãos não estavam acordados, pois era demasiadamente cedo. Eles estiveram calados durante bastante tempo até Tobin chegar, para buscá-la.

— Vá atender a porta, é o seu padrinho. — Harriet dissera.

A moça fez como ela lhe ordenou. Ela abriu a porta e Tobin perguntou-lhe.

— Bom dia, Belle. Posso entrar?

— Claro, padrinho, entre.

— Bom dia, casal Clement. Como vocês estão?

Eles nada responderam.

— Ainda não aceitaram que Isabelle está indo comigo. Entendi.

— Tobin, confiamos em você, mas não confiamos no Cassian. Vimos de perto aquilo de que ele é capaz.

— Isabelle e Cassian sequer se falarão, para começo de conversa. E vocês estão deixando transparecer os sentimentos ruins, o que é natural, mas não precisam tratar Isabelle como se ela estivesse à beira da morte.

— Como ela não irá encontrar Cassian?! Maisie disse que ele sempre está lá?

— Maisie disse isso há meses. Falei com ela recentemente e ela disse que agora que o barão está com um estado de saúde frágil, Cassian sequer aparece lá. Em vez disso, manda seu enteado, Francis Kwon.

— Mas isso não é uma garantia de que não se encontrarão…

— Se eles se encontrarem, Harriet, eu estarei por perto. Fique tranquila.

Os pais estavam mais tranquilos com o que Tobin tinha dito. Como não confiar em seus olhos claros, belos e ternos, transmitindo segurança a eles? E além disso, a mulher sentiu vontade de ir ela própria à Ethela, para ver o pai.

Harriet, inesperadamente, levantou-se e abraçou carinhosamente a filha.

— Tome cuidado, querida. Eu te amo.

Aquele abraço durou muito tempo. Harriet não queria soltar sua filha, nunca mais. Mas ela soltou.

— Eu tomarei cuidado, mãe. Eu prometo.

Isabelle ganhou então um beijo na testa de seu pai. E então, prometendo que voltaria sã e salva, partiu com o padrinho para o país que sempre sonhou em visitar. Harriet e Benedict se viram sozinhos e havia um vazio e um silêncio que os inconformava.

— Ela se foi mesmo… — Harriet disse, em voz baixa.

— Ela voltará, sã e salva, meu bem. Eu tenho certeza.

O homem beijou o rosto e então os lábios da esposa. Benedict envolveu os braços em torno dela. Como a filha lhe tinha dito, ele dava o conforto de que ela precisava.

— Felix, Jane e Joseph estão dormindo… Pensei em namorar um pouco contigo, milady.

— Há muito tempo eu não sou chamada assim. — Ela riu e o beijou. — Eu adorei a sua proposta, Bene.

Pouca coisa tinha mudado naqueles vinte anos. E naquele momento, Isabelle pegara o mesmo trem que seus pais pegaram havia vinte anos. A paisagem bucólica de Leiden estava sendo substituída pela floresta e por fim, pelo ambiente urbano de Ethela. Averminster era bastante distante em relação ao resto do país. E ela viu várias paisagens. Mas a mais bela de todas era o campo de lírios de Averminster. O qual Tobin observou e sorriu.

— Nós chegamos, Belle. Essa é a terra natal de sua mãe, província de Averminster.

— É linda! É tudo tão lindo!

Ao ver aquela paisagem, ela sentiu o coração ser preenchido por felicidade.

Eles desceram na estação de Averminster e Isabelle quis conhecê-la, antes de tudo, apesar de ter passado tanto tempo no trem. Ela quis entrar na igreja, comer das comidas de rua e dançar com as crianças. Era como se seu coração estivesse ali, em Ethela.

Entretanto, o cansaço a venceu.

Na manhã seguinte, o padrinho a orientou sobre como deveria proceder quando fossem à casa do barão. Ela se vestiria como enfermeira e se comportaria como enfermeira e companheira do barão, por enquanto. E assim, seguiram em direção à casa do barão de Averminster, John. A mansão era bela e no jardim estava um jovem de aparência asiática, regando flores e lendo um livro. Ele era bonito e bem vestido e sorria enquanto lia a história, que Isabelle percebeu se tratar de um romance de sua mãe, H.S. Clement. A loira achou aquilo particularmente interessante, mas entrou com o padrinho, já que era seu dever.

A mansão realmente era bonita, muito embora, não estivesse tão bem cuidada e fosse um pouco sombria. Talvez por isso aquele menino não estivesse lá e sim, no belo jardim florido lendo o livro de sua mãe.

Tobin perguntou algo a uma empregada sobre o barão em voz baixa. Ela lhe respondeu que o barão ainda estava dormindo e que já desceria.

— Isabelle, o barão ainda está dormindo. Por que não vai até o jardim até ele acordar? Traga lírios cor de âmbar para ele. Ele parece gostar dessa cor.

Isabelle podia imaginar o porquê. Era a cor dos olhos de sua filha e a moça foi colhê-los, mas alguém estava cuidando deles, razão pela qual ela teve de pedir permissão.

— Olá… eu posso colhê-los?

— Os lírios? Eu não sei se o senhor barão gostaria que estranhos os levassem.

— Eu não irei levar, irei colhê-los para ele.

— Ah, você veio com o médico. É enfermeira?

— Bem, sou assistente do doutor, então pode-se dizer que sim.

— Obrigada. Me chamam de Isabelle, já que estamos nos conhecendo. — Ela disse, enquanto colhia algumas flores.

— Eu sou…

— Francis Kwon? — Ela disse, o interrompendo.

— Sim. Como soube meu nome?

— Um passarinho verde me contou. Aliás, é enteado do conde de Clairbridge, deveria ser conhecido, não?

Francis suspirou.

— Não é algo que me orgulhe muito. Serei sincero: não gosto de Cassian. Ele age como se fosse meu pai, mandando em mim, decidindo os destinos de minha vida e gasta o dinheiro que minha mãe deixou para mim.

— Foi bastante específico.

— É estranho eu desabafar com uma estranha, não é? Acaba ocorrendo quando eu simpatizo com a pessoa.

Isabelle sorriu de imediato ao ouvir aquilo, ele claramente estava flertando com ela e ela mudou de assunto.

— Gosta de H.S. Clement?

— Como?

— H.S. Clement. Vi você lendo um livro dela no jardim.

— Ah, é um ótimo livro. Espere, dela?

— Sim. H.S. Clement é uma mulher. Você achava que ela fosse homem?

— É porque não se pode saber muito sobre o pseudônimo.

— Não é um pseudônimo. O nome dela realmente é H.S. Clement.

— Parece saber muito. Como sabe de tudo isso sobre H.S. Clement? — Ele indagou, com um olhar inquisitivo.

— Eu a conheço. E além disso, pelo estilo de escrita dela, se percebe que ela é uma mulher.

— Interessante. Acho que o médico a está chamando.

E Francis estava certo, já que Tobin estava fora da mansão, aparentemente, a procurando.

— Sendo assim, até logo, Francis.

Francis não disse nada, apenas a observando partir com seus cabelos loiros movendo-se com o vento. Ela era linda.

E ele se perguntava qual a relação que ela teria com H.S. Clement.

 


Notas Finais


Esse jardim da mansão Donaldson une casais, hein rs.


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