História O livreiro - Capítulo 8


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman
Tags Levimika, Rivamika
Visualizações 51
Palavras 2.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A palavra de segurança é suspeita.
E como o Levi aprendeu a ser tão desenvolto se ele msm admite não ter muita experiência?

Capítulo 8 - Capítulo 8


Mikasa entrou e observou o ambiente alguns segundos, acostumando os olhos com a diferença de luminosidade.

Era a primeira mulher que recebia no meu quarto, assim como a única com quem tive qualquer relação verdadeira, prazerosa muito além de uma reação corporal mecânica.

Me fitava impaciente, o suficiente para despertar a vontade de dominar seu gênio impulsivo. Acariciei seus cabelos e a beijei devagar, aproveitando cada sensação e construindo uma excitação gradual e poderosa.

Sorri quando ela se aproximou e moldou o corpo ao meu, as bochechas coradas e a respiração acelerada. Irresistível.

Sentei na cama e a puxei sobre meu colo. Deslizou sobre minha ereção, cada perna em um lado do meu quadril e apoiou as mãos em meu peito confusa sobre nossa interação, a cabeça ainda fixa no modelo doentio de submissão que tinha lido.

Não é o que teria; minhas ambições eram mais sutis e emocionalmente, mais complexas.

- O que você nunca fez, Mikasa? Quero que me dê alguma primeira vez.

Sua respiração trancou. Me diverti com sua tensão; era essa mulher cheia de reservas que afirmou que estava pronta para qualquer coisa que eu exigisse? Percorri as coxas deliciosas com as mãos enquanto decidia qual desejo traria à luz, supostamente sob meu comando.

A senti tremer de expectativa, receio e excitação quando questionei, e sua garganta falhar, seca.

- Me deve uma resposta.

Inclinou para a frente ocultando o rosto em meu pescoço antes de me enlouquecer com apenas um sussurro.

- Eu nunca... engoli.

Tremi, eletrizado com a antecipação do que faríamos. Um arrepio de puro prazer destacou a ereção já volumosa. A abandonei na cama para me acomodar na poltrona ao lado, as pernas relaxadas e os braços descansando sobre os apoios.

- Então sabe o que fazer.

Certa irritação queimou nas irises escuras e ao mesmo tempo, o mais completo desejo. Ainda hesitante se ajoelhou entre minhas coxas e um pouco mais rápido do que eu gostaria abriu minha braguilha.

- Mikasa... Devagar.

- Sim... senhor.

Ela disse cada sílaba de forma relutante, sem que eu pedisse; contudo, eu gostei. Gostei pelo tom rouco, arranhado de desejo que ela tinha, por lembrar de suas palavras sobre querer descobrir o prazer de se entregar completamente a alguém que confiasse, e pulsei com a realização de que eu era essa pessoa, que teria um domínio proveniente de sua completa vontade.

Com desenvoltura, percorreu minha extensão com a língua úmida e fechei os olhos perdido em prazer. Agarrei o tecido da poltrona com força quando senti a sucção na cabeça e logo depois a maciez de sua boca me envolvendo – não queria tocá-la, temendo me descontrolar.

- Olha pra mim.

Ordenei por capricho de guardar na memória sua expressão enquanto me tinha tão profundamente em sua boca, mas também para checar se também sentia tesão com o ato – e a entrega que vi foi completa.

O porque me entregava tal controle fugia à minha compreensão, apesar de totalmente satisfatório.

- Faz durar...

A fiz reduzir o ritmo que me faria explodir e controlei a vontade de afundar os dedos em seus cabelos e foder sua boca com toda a selvageria que sentia em minhas veias, meus dedos retorcidos pelo esforço de controlar o orgasmo – até sentir a pressão lenta e firme de sua boca sugando meu pau e acabando com qualquer resistência. Me derramei entre seus lábios sem nenhum pudor ou controle.

Poderia me acostumar facilmente com isso.

Agora sim permiti ao meu tato sentir a maciez de seus cabelos, retirando alguns fios suados do rosto dela enquanto meu corpo se acalmava.

- Como se sente?

- Bem.

Respondeu com sinceridade e a puxei para mim; Mikasa se acomodou em meu colo meiga e entregue. Não soube se era ela mesma ou a personagem; aceitei o que minha fantasia imaginou e a abracei, acariciando sua cintura com um toque que gradualmente ficava mais pesado e subia para seus seios intumescidos.

- E agora, o que vamos fazer?

Seu olhar cheio de expectativa incendiou quando fiz uma expressão severa e respondi.

- O que eu quiser.

A coloquei no chão e um pouco impaciente, deslizei as alças de sua blusa para baixo, desnudando os seios que tanto quis ver da última vez, deixando meu tato explorar os mamilos rígidos, aspirando o cheiro viciante de sua pele, fazendo-a gemer.

Adorava o quanto vocalizava sua excitação, e seria delicioso vê-la lutando contra isso. Beijei seu pescoço e ganhei outro suspiro.

- Hoje, até que eu permita, está proibida de fazer qualquer barulho... Entendeu?

- Entendi, senhor.

Esse jeitinho relutante e voluntário de me chamar de senhor arrepiava minha espinha inteira. Terminei de tirar sua blusa, removendo em seguida a saia e apreciando o fato de estar sem calcinha e a umidade visível.

Completamente nua, exceto pelo colar que a marcava como minha, a gargantilha e as tornozeleiras, Mikasa estava absolutamente linda e disponível.

- Fique de joelhos na cama, virada para a parede.

Obedeceu prontamente, e retirei do criado mudo ao lado um lenço de seda e uma venda. Envolvi os pulsos delicados na seda vinho, a cor contrastando deliciosamente com sua pele. Finalizei a amarração levando as mãos atadas até o topo da cabeceira alta e dando um nó, deixando-a ajoelhada, com o corpo suspenso pela amarração, totalmente à minha disposição.

A parede não era necessariamente a visão mais bonita que ela poderia ter, e preferi privá-la desse sentido. Coloquei a venda também vinho e admirei o quão linda estava.

Passei o dedo devagar, quase sem encostar desde seu pescoço até contornar sua bunda, admirando a pele arrepiada e seu lábio mordido, tentando suprimir um gemido. Mas quando pousei um beijo molhado no topo de sua coluna deixando minha ereção roçar levemente seu corpo, quebrei sua resistência: gemeu gostoso, profundo.

Anotei mentalmente: quinta infração à regra do silêncio.

Continuei meu caminho deixando uma trilha úmida em sua pele, apreciando sua respiração acelerada substituindo os sons que tentava conter a qualquer custo. Até que mordiquei seus mamilos e ao invés de gemido, ouvi uma lamúria.

- Por favor...

Ouvi-la pedir por mais só deixou mais gostoso; demorei a ficar saciado e conseguir partir para outros prazeres. Quando o fiz, ela já tinha aumentado três tapas ao total.

Arranhei seu ventre levemente e a fiz se contorcer, tentando aumentar o contato com minha mão. Voltei para trás e puxei seu cabelo fazendo-a se arquear.

- Deixei que se mexesse?

Balançou a cabeça relutante, tentando manter o quadril imóvel mesmo quando comecei a me esfregar em sua entrada, absorvendo seu calor e a umidade que escorria em abundância e não resisti a provar: deitei entre suas pernas e aspirei profundamente seu cheiro, sentindo-a tremer em minhas mãos firmemente cravadas em seu quadril.

Depois, ela montaria minha boca como quisesse, mas depois que eu a levasse ao seu limite absoluto.

- Está proibida de gozar. Ou se mexer. Certo?

Falei abafado contra sua intimidade e seu corpo pesou para baixo quando abandonou qualquer controle com um som de puro tesão.

Lambi suas coxas demoradamente, deixando-a saber em detalhes o quanto a achava deliciosa; quando minha língua tocou a curva de virilha, ganhei direito a mais dois tapas, seus gemidos cada vez mais urgentes.

Espalmei minha mão em sua bunda e afastei suas nádegas, deixando um dedo escorregar pelo meio, e senti sua contração. Com paciência, continuei beijando suas coxas até que relaxou de novo, e empurrei devagar.

- Relaxa...

Ela respirou fundo algumas vezes, até acomodar sem esforço meu dedo; precisava muito estar inteiro dentro dela. Levantei e apreciei seu som de frustração, acariciando ao longo de sua cintura e finalmente, pousando na curva de seu quadril.

- Quantas vezes me desobedeceu, Mikasa?

Meu tom soou baixo e áspero e ela hesitou antes de responder.

- Doze.

- Respire fundo a cada vez eu terminar, ok?

- Ok.

Ergui a palma e a desci fazendo mais barulho do que força; Mikasa empinou o corpo deliciosamente e arfou, apoiando a cabeça nos braços esticados.

- Conte para mim.

- Dois.

Dei outra palmada, ainda no mesmo ritmo e ela respondeu com a voz firme o suficiente para eu saber que estava bem.

- Três.

Massageei a região e dei outra, dessa vez um pouco mais forte. Já era possível ver a convergência de sangue sob a pele, deixando-a adoravelmente rosada. Seus cabelos negros e a pele clara combinavam maravilhosamente com os tons vermelhos da seda e dos tapas.

Repeti uma e outra vez, sempre massageando entre as vezes, aproveitando o tato quente na região, e ela gemeu baixinho; e não foi de dor.

- Sete...

- Tudo bem?

Sua voz vacilou e acariciei com delicadeza a pele sensível, pensando que ela chamaria sua palavra de segurança. Ao contrário, alongou o corpo me oferecendo a bunda vermelha.

Diante de sua resposta afirmativa, continuei, as pancadas um pouco mais intensas e rápidas deixando a pele brilhante.

- Onze...

Puxei seu quadril e a senti trêmula, sensível; dei o último tapa e beijei a pele suave de seu pescoço, encostando meus lábios aos dela e sentindo como se moveram ao finalizar a contagem.

- Doze.

Ela não ofereceu resistência quando testei novamente penetrá-la por trás com um dedo, e mal podia esperar para possui-la daquela forma. Mas podia ficar melhor.

- Quero amarrar suas pernas bem separadas... E ter você por trás. Posso?

Mais doce do que jamais imaginei que poderia ser, ela se arrepiou.

- O que você quiser.

Saí um breve momento, pegando a corda fina e vermelha que pretendia usar em outra ocasião; atravessei as pontas pelos aros de sua tornozeleira e amarrei cada ponta a um dos pés da cama, o suficiente para deixá-la toda aberta, completamente exposta.

- Está confortável?

- O suficiente.

Talvez fosse o máximo possível quando se estava com os braços e pernas contidos, totalmente vulnerável. Ainda assim seus mamilos estavam duros e sua boca entreaberta quando me posicionei em sua entrada e pressionei apenas o suficiente para deslizar a cabeça por sua bunda toda lubrificada por sua própria excitação, que eu havia espalhado.

- Relaxa pra mim, Mikasa.

Esfreguei os dedos pelos lábios de sua buceta, entreabertos devido as pernas separadas. Sua umidade escorria toda pela minha mão e não resisti a inserir apenas a ponta de dois dedos, provocando enquanto a penetrava devagar por trás, até o final.

Fiquei parado um momento apenas a estimulando com os dedos até que começou a gemer gostoso, cada vez mais entregue.

- Permiti que gemesse?

Pressionei o ponto sensível entre suas pernas e mordi seu pescoço, alucinado com a sensação.

- Desculpe, senhor.

Mikasa pressionou os lábios, segurando seus sons. Saí e entrei de novo devagar algumas vezes, até senti-la sem qualquer resistência. Tudo o que eu queria para aumentar o ritmo; agarrei seus cabelos e puxei seu rosto para trás, dizendo contra sua pele suada, enquanto meu quadril batia duro em sua bunda.

- Consegue ficar quieta enquanto eu fodo você desse jeito?!

- Não...

- Então grita pra mim, Mikasa.

Mordi o ombro alvo, incapaz de conter o ímpeto. A nossa perdição foi que ela gemeu, e essa veia masoquista me fez perder qualquer controle. Afundei em seu corpo com força, conjugando os movimentos rápidos com a estimulação em sua intimidade, meus dedos errantes e sem controle enquanto a acariciavam na tentativa de dar pelo menos um pouco do prazer que sentia.

Gozei com o corpo inteiro grudado ao dela, dentro dela, e melhor que isso foi ouvir seu pedido baixinho.

- Me deixa gozar agora, por favor...

Contrariado, abandonei seu calor para soltar suas pernas. Desfiz o nó em seus braços e a amparei até sentar confortável na cama.

- Você foi maravilhosa... Agora vou cuidar só de você.

O sorriso amplamente satisfeito confirmou o que eu havia sentido o tempo inteiro: Mikasa gostava disso. Queria servir e depois, ser recompensada, o que deixou muito claro quando espalhou as pernas, esperando o orgasmo que eu estava negando.

E continuaria a negar, enquanto pudesse prolongar.

- Não ainda... . Vem cá.

A levei para o banheiro e ela me seguiu irritada; enquanto estivesse imersa na vontade de se submeter, poderia se abrir comigo, como havia acontecido no jantar.

Tomamos banho, e me deliciei ao lavar seus cabelos bonitos.

- Isso é bom...

- Por isso ficou nervosa com essa cena?

Ficou calada um tempo, relutando em dizer alguma coisa. Enxaguei com cuidado seus fios, dando um beijo em seu ombro quando tirei toda a espuma de seu corpo relaxado devido à água morna. Insisti.

- Você precisava disso... E eu preciso saber o motivo de você lutar contra algo que queria.

- Não sabia o que esperar.

Senti que a resposta foi pouco sincera.

- Na verdade, tinha algo bem definido em mente e deixou muito claro para mim. Mas aqui... Você gostou de verdade. Porque virou um tabu?

- Yeager.

Paralisei ao ouvi-la dizer a palavra de segurança previamente combinada. Respirei fundo magoado, a realização do que rolava entre nós chegando bruta: nada. Não tínhamos nada próximo de um relacionamento, apenas sexo, e ela se recusaria a me permitir conhecer qualquer coisa além de seu corpo.

De repente, toda a sujeira que achei que tinha deixado para trás junto com Kenny naquele bordel imundo voltou com força.

- Desculpe.

Mikasa virou em meus braços e me fitou com os olhos brilhantes, a sombra de lágrimas acumuladas maculando a beleza dos orbes escuros.

- Só... Termina essa noite. Por favor.

Devia isso a ela, assim como devia algo a mim mesmo: encerrar esse caso tão logo acabássemos nossa cena.

A beijei com toda a vontade de uma última vez, levando-a de volta para o quarto sem me preocupar em secá-la ou sequer dar uma toalha. Seu cheiro natural se fundia ao do meu shampoo e a mistura dos aromas bateu forte em mim. Enterrei o rosto em seu pescoço.

- Gosto de você com meu cheiro...

Seu suspiro foi acompanhado dos dedos entrando pelos meus fios, ansiosos por me levar até onde ela queria. Tirei suas mãos e as ergui acima da cabeça, incomodado com a ideia de ser guiado por ela – talvez se eu mantivesse as coisas mais impessoais, seria menos pior quando ela fosse embora.

- Não me obrigue a amarrar de novo.

Ouvi seu riso ansioso e continuei a lenta exploração por seu corpo, acariciando quase com devoção.

- Abre essas pernas pra mim.

Seu corpo tremia de excitação e frustração quando obedeceu, sensível ao menor toque, e a torturei devagar com a língua enquanto minha mão a mantinha quente e excitada; Mikasa arqueou o corpo pressionando o quadril contra minha boca e deixei que gozasse, extasiado por ser a razão de sua falta de ar, de seus dedos cravados no lençol, na explosão de prazer que sentiu.

Não tive pressa em sair dali, fragilizado com a rejeição sentimental que sofri. Tinha alguma coisa no fundo do olhar de Mikasa, algo que eu falhava em alcançar e era a chave para seu comportamento desprendido, mas sabia que se sentasse alcançar muito provavelmente jamais conseguiria consertar seus pedaços e eu mesmo me transformaria em um punhado de cacos.

Me aninhei entre seus braços e deixei minha ereção bater contra sua umidade, segurando seus braços acima da cabeça e entrei forte, fazendo seus seios balançarem com a investida.

Impossível resistir a chupar sentindo o movimento em minha boca quando eles se mexiam a cada vez que eu penetrava, e lamentei que pra ela não pudesse ser tão fodidamente bom quanto era pra mim, completamente envolvido por ela.

- Levi...

Meu nome escapando de sua boca desviou minha atenção para os lábios vermelhos, deliciosos. Mais: para seus olhos brilhantes e perdidos em prazer, e queria ver aquilo tantas vezes mais...

A beijei ternamente deixando meus lábios brincarem nos seus, as línguas se perderem entre gemidos e palavras sussurradas, os dentes se fecharem na maciez de sua boca.

- Mais rápido...

Dei o que ela queria, e em compensação recebi o que eu precisava: Mikasa se contraiu ao meu redor, seu corpo, seus dedos apertando os meus, as pernas me mantendo preso em seu cerco e me provocando um prazer que nunca imaginei ser possível.

Acolhi seu orgasmo fascinado e fiquei perdido em seus olhos e até que nossas respirações normalizaram.

E então, tinha acabado.

Com um peso gigante no coração, tirei o colar que encerrava a promessa de submissão e o coloquei sobre seu coração. Para minha surpresa, Mikasa o pegou e enrolou em um dos pulsos, me puxando em seguida para me aninhar de novo em seu pescoço.

E ela não foi embora essa noite.



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