História O Livro das Chaves - Capítulo 3


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Categorias Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland), Coraline, Fatal Frame, O Chamado, O Grito, Vocaloid, Wadanohara and The Great Blue Sea
Personagens Coraline Jones, Gumi Megpoid, Len Kagamine, Rin Kagamine, SeeU, Wyborne 'Wybie' Lovat
Visualizações 8
Palavras 1.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Bonecas e Assombrações


Após o almoço, Rin e Len estavam um pouco mais calmos e seus tios os apresentaram aos vizinhos:

A casa que antes era das idosas April Spink e Miriam Forcible, agora pertencia a suas netas Gumi e SeeU. Elas queriam ser tão talentosas quanto suas avós, mas infelizmente brigavam iguais a elas, de forma que Rin e Len logo saíram de perto delas deixando que discutissem sozinhas.

E, no alto de outra escadaria, tinha um velho estranho chamado Sr. Bobinsky. Ele treinava seus camundongos de estimação para fundar o “Circo dos Camundongos Saltadores”. Ideia que deixou Rin entusiasmada e curiosa, mas apenas causou risadas e descrença em Len.

E é claro que, tinha a casa onde Coraline e Wybie moravam. E a casa na qual eles iriam ficar, a qual não tinha sido vendida ainda.

Depois desse pequeno tour, Wybie e Coraline resolveram ir cuidar do jardim (o qual Coraline havia plantado junto aos vizinhos quando chegou, muito precioso para ela) e os loiros voltaram para dentro.

– Então... Vamos ver aquelas coisas? – Len perguntou.

– Não sei não... Eu acho melhor por de volta no sótão. – Rin disse meio assustada.

– Ah, Rin... Por favorzinho! Não foi você que disse que era para eu parar de ler e te fazer companhia? – perguntou com carinha pidona.

Droga! Como Rin conseguiria resistir àquela carinha?

– Hum... Tá! Tudo bem! Mas vamos logo antes que eu me arrependa! – ela disse.

Eles começaram com os papéis que encontraram junto à câmera, mas não conseguiam ler muito por serem velhos demais, decifrando quando muito, fragmentos como “o outro lado” ou frases cortadas como “é capaz de ti///r fotos de /////// impossíveis”.

A única página que realmente conseguiram ler foi a “capa” onde estava escrito bem grande e legível: Câmera Obscura.

Câmera obscura...

Seria esse o nome da câmera?

Bem, não importava muito se não conseguiam ler direito. Então passaram para o livro com a chave na capa.

Porém ao abri-lo, tudo o que viram foram páginas em branco.

– Mais que droga! Não tem nada aí! – Rin resmungou – Perdemos nosso tempo... – disse saindo do quarto.

– Ei! Aonde você vai? – Len perguntou para a irmã.

– Pro meu quarto mexer no notebook. – respondeu sumindo no corredor.

Len, porém, continuava intrigado com o livro.

Foleou todas as páginas, examinou a capa, passou até luz negra! Mas nada. Até que...

– O que é isso? – murmurou para si mesmo observando que a contracapa parecia estranha.

Ele puxou uma ponta de papel no canto da contracapa e observou: era uma página, mais especificamente a primeira página que estava colada na contracapa impossibilitando que a vissem antes.

E nela, estava um único paragrafo, tal como uma espécie de poema ou dedicatória:


Cuidado aos fracos que possuírem este livro

E sabedoria aos fortes que o detiverem

Pois este livro contém um poder inestimável

Que jamais deve ser descoberto

Pois nestas páginas se escondem

Os males do mundo


Len leu o que estava escrito, largando o livro quase de imediato e se afastando dele.

O que seria isso?

***

Após ver inúmeros vídeos no youtube, Rin estava entediada.

Ela se atirou de qualquer jeito na cama com um dos braços sobre os olhos, pensando no que faria durante o longo e maçante tempo que passaria naquela casa.

Porém ouviu um barulhinho irritante.

– Ei! Rin! – ouviu alguém chamando do lado de fora.

Ela caminhou até a janela e lá estava Gumi, jogando pedrinhas em sua janela para chamar-lhe a atenção.

– O que você quer Gumi? – perguntou para a esverdeada.

– Eu encontrei uma coisa... Acho que é sua! – ela falou.

– Como assim? – a loira perguntou, mas sua única resposta foi um gesto da outra para que descesse.

Afinal ela nem conhecia a outra! Então para que sair?

Simples: seu tédio estava quase a consumindo e sua única alternativa era ir com a vizinha, ou verificar aquelas coisas arrepiantes com Len.

.....

É, ir com a Gumi parecia melhor...

Ela botou um casaco de moletom branco, ajeitou o laço e desceu correndo as escadas. Abrindo uma fresta da porta para observar a outra.

– Que foi? Eu não mordo sabia? – Gumi riu ao ver a outra a observando pela fresta.

– Desculpa – Rin riu sem graça – Eu acho que só estou... Um pouco desconfiada hoje.

– Ué? Por quê?

– Ham... Nada não... – Rin preferiu omitir o fato ocorrido no sótão – O que você queria falar comigo?

– Bem, é que eu estava mexendo nas coisas da avó da SeeU... Sabe, procurado algo propenso a uma revanche por ela ter desenhado bigode e chifres na foto da minha vó. – riu sem graça – E bem, encontrei isso. – falou entregando uma boneca para Rin.

A loira se surpreendeu com a boneca: cabelos loiros pelos ombros, olhos de botões azuis reluzentes, uma roupinha de marinheira e um grande laço branco na cabeça... A boneca era idêntica a ela!

– M-mas co-como...? – a loira não tinha palavras.

– Eu não sei... Vai ver a Coraline pediu para a vó da SeeU, aquela Sra. Forcible-bundona, fazer pra você enquanto ela ainda estava viva... – Gumi murmurou – Mas enfim! Acho que é seu né?

– É... Talvez... – Rin ficou meio desconfiada.

– Ah, não faça assim...Olha, se ela não era sua, agora é! Tome como um presente de boas-vindas ao Palácio Cor-de-Rosa. – a outra exclamou.

– Ok. – Rin sorriu abraçando a boneca, feliz por ter encontrado uma possível nova amiga.

Rin voltou para dentro encarrando a boneca. Era, em parte, meio assustador que ela fosse tão parecida consigo. Mas também havia chances de ter realmente sido um pedido de Coraline, então aquilo a tornava um presente muito querido!

Assim que entrou em seu quarto, a loira pôs a boneca em uma cadeira próxima a porta e se deitou com os fones de ouvido. Logo adormecendo.

Mas quando acordou, porém, não avistou a boneca na cadeira. Olhou a janela: já estava escurecendo, deveriam ser umas seis horas da tarde.

Teria sido Len o responsável pelo sumiço da boneca? Rin resolveu responder esta questão indo ao quarto do irmão questioná-lo.

– Len...? – Rin perguntou abrindo a porta.

Ela olhou para dentro: Len também havia adormecido, porém com o seu notebook ligado.

Rin riu com a cena, indo desliga-lo para o irmão. Mas então, ouviu um som de estática.

TVs velhas costumavam fazer esse barulho quando estavam sem sinal, mas o notebook? Alguma coisa estava errada...

Ela se aproximou lentamente até a frente do aparelho. Conforme seus passos avançavam ela começava a ouvir um som semelhante à água.

Rin hesitou por um momento, se aproximando da cama de Len e não mais do notebook, a tempo de ver a tela que estava na estática começar a rodar um vídeo.

Apareceu um local deserto na tela, com um poço no centro. E de dentro desse poço, Rin viu mãos machucadas e sujas saindo e se apoiando nas bordas de pedra.

– Le-Len... – ela chamou meio inquieta.

As mãos na borda do poço começaram a erguer um corpo, e cabelos negros e escorridos começaram a surgir de dentro do poço.

– Le-Len...! – a loira já começava a se assustar, chamando pelo irmão de forma mais insistente.

Logo, a cabeleira e as mãos com unhas enegrecidas e quebradas se juntaram em uma imagem só, revelando uma garota que agora caminhava até a tela.

E então...

– O que foi Rin? – Len começou a despertar, bem a tempo de ver o cabelo da garota começando a sair para fora da tela!

– LEN!! – Rin gritou dando passos apressados pra trás, tropeçando como consequência e caindo.

Len estava em choque. Mal havia acordado e já se deparava com a cena de sua irmã apavorada caindo de frente para uma garota bizarra que estava saindo de dentro do seu notebook!? O que seria isso!?

– Rin! – Len levantou para ajuda-la a se levantar – Corre!! – gritou puxando-a porta afora junto a si.

Ele podia ouvir o som da água se espalhando pelo chão e os passos da garota rangendo na madeira velha.

Rin, assustada, apenas apertou ainda mais a mão do irmão correndo o máximo que podia.

Len ouviu os passos cada vez mais próximos. E, meio relutante com a própria decisão, olhou para trás: ela usava algo semelhante a uma camisola ou vestido branco totalmente enlameado e com pontas rasgadas, seus cabelos negros escoriam por toda a sua face e sua imagem parecia sumir e reaparecer como a estática da TV.

Ele praticamente arrombou a porta saindo noite adentro junto a Rin! Seu pavor era tanto que não conseguia nem pensar direito! Seria aquilo um fantasma!? Ou pior!

Seria um dos males que o livro mencionava!?



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