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História O Lobo e Eu - Capítulo 1


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Notas do Autor


Onde é que eu fui amarrar meu boi? Enfim, espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction O Lobo e Eu - Capítulo 1 - Capítulo 1

Os raios de sol não eram suficientes para esquentar a floresta encoberta por neve. A mata fecha possuía árvores e arbustos praticamente com nenhuma folhagem, o chão revestido de branco.

Subindo por entre as montanhas, apenas os filiados da Organização Secreta da Chapeuzinho Vermelho (O.S.C.V.) conseguiam ler as entrelinhas deixadas pelo caminho para chegar até o que parecia ser um pequeno chalé. A construção rústica feita de madeira era adorável, por fora possuía uma varanda pequena com jarros de plantas e uma cadeira de balanço. Sem prestar muita atenção aos detalhes já conhecidos, Kirishima Eijirou bate três vezes na porta, e depois mais duas vezes.

- Trago estes doces para vovó. - a voz grave do ruivo soa. Alguns segundos se passam em silêncio antes da porta ser aberta por uma pequena senhora.

- Seja bem-vindo, Chapéu! - a mulher curvada de cabelos brancos o recebe de forma simpática, abrindo passagem logo em seguida.

O imóvel por dentro era decorado de forma tão delicada quanto por fora, na sala haviam estantes com livros, poltronas, uma lareira e um pequeno rádio. Entretanto, as duas pessoas presentes se encaminharam para a cozinha, de onde vinha um delicioso aroma de carne assada. A velha senhora vai diretamente para uma estante e afasta alguns livros de culinária, revelando um pequeno painel digital com números. Rapidamente ela digita uma senha e um clac quase mudo pode ser ouvido vindo do chão. Eijirou então agacha-se sobre o piso de madeira clara e abre um alçapão que da para uma escada.

- A sala é a 005. Boa sorte na missão, Chapéu. - disse a velhinha fazendo uma reverência enquanto o mais novo desce escadaria abaixo.

No subterrâneo da casa escondia-se um bunker mal iluminado com algumas salas. Ao adentrar no compartimento 005, Eijirou encontra um mesa com um notebook ligado num vídeo. Na parede atrás da mesa, estavam acoplados as roupas e os equipamentos necessários para a missão, como uma adaga, uma espingarda, duas pistolas pequenas e munição.

- Bem-vindo, Chapéu.

Um homem de cabelos ruivos e grisalhos com aproximadamente 70 anos começa a falar quando o ruivo aperta o play. A voz e a aparência eram mais do que conhecidas, ninguém mais ninguém menos que Chrismon Riot, avô de Kirishima e fundador da O.S.C.V.

- Suspeitas atividades na Floresta Negra foram detectadas pela nossa equipe de pesquisa, como o desaparecimento súbito e em massa de espécies raras e em extinção. Aguardamos seu relatório. - o vídeo se encerra.

Enquanto isso, Kirishima Eijirou terminava de colocar sua capa de capuz vermelha, já estava equipado.


《[▪□■¤■□▪]》


O tamanho não ajudava o lobo gigante a fugir pela mata fechada, já estava correndo há horas daqueles caçadores covardes que o perseguiam em cima de veículos e portando armas de fogo. Correr destes carniceiros com o rabo entre as pernas definitivamente não era uma ação da qual Bakugou Katsuki se orgulhava, mas parecia que quando mais ele lutava mais deles apareciam. A única vantagem que o lobo tinha sobre os caçadores era que de vez em quando seus carros não conseguiam passar por entre as árvores ou atolavam na neve, o que não os impedia de avançar com as próprias pernas.

Bakugou estava cansado, irritado, machucado, seu pelo que costumava ser de um tom caramelo claro, agora estava manchado de carmesim, sujo. Não bastasse tudo isso, estava com um maldito rastreador na coleira que não saía por nada. Poderia se transformar em humano e tirá-la, mas estava demasiadamente fraco, se o fizesse, seu corpo não resistiria aos ferimentos, sequer ao frio que fazia.

Seu olfato aguçado captou um cheiro que o deixou alerta, suas orelhas se movimentam atentas no topo da cabeça. O aroma doce e suave era quase imperceptível, se misturava bem na neve, mas era, sem dúvida, um humano. O lobo se pôs a rosnar, franzindo o focinho e deixando os caninos à mostra, seus pelos se eriçaram. Lentamente, uma figura sai detrás das árvores, uma pessoa de capuz vermelho. O homem movia-se cautelosamente em direção à fera, a mão direita próxima à bainha em sua cintura. Katsuki não reparou, mas a face do encapuzado possou de surpresa, para curiosidade, seguida de suspeita, e enfim concentração.

Era a primeira vez, em toda a sua vida, que encontrara um lobo gigante, criatura mística, rara, quase extinta. Era lindo, impressionante, mas estava todo ferido.

A besta que tinha pouco mais de dois metros de altura não se demorou a atacar, abriu bem a boca e correu para cima de seu oponente afim de arrancar-lhe um pedaço. No último minuto, Eijirou desvia e contra-ataca com um golpe de sua adaga, apenas um barulho metálico é ouvido, o lobo gigante sente algo perfurar de raspão seu pescoço e grunhe. Por reflexo, Katsuki golpeia o humano com sua pata e o empurra para longe, o fazendo bater com as costas numa árvore. Tossindo um pouco, o ruivo apenas guarda sua adaga de volta na bainha e tenta se reerguer com dificuldade.

Bakugou estava prestes a atacar novamente quando pisa em algo na neve. Sua coleira estava agora despedaçada no chão. Estava livre. Surpreso e entrigado, o olhar da fera voltou-se para o humano, que já estava de pé. As perguntas surgiam na mente do lobo e confusão se estampava em seu olhar, buscando nos olhos do outro as respostas, mas tudo o que conseguiu foi perceber que as orbes dele eram da mesma cor das suas.

Após quase um minuto de silêncio, o ruivo tenta dar um passo para trás, sem tirar os olhos da criatura. Percebendo a sutil movimentação do humano, Bakugou rosna com mais força e um suspiro alto pode ser ouvido vindo do encapuzado. Sem mais opções em mente, Eijirou deita-se sobre a neve, fingindo-se de morto. O que na visão de Katsuki, foi uma ação burra. Aquele humano ousava pensar que cairia num truque tão idiota? Poderia aproveitar-se da situação agora que seu oponente estava vulnerável e acabar com aquilo de vez. Mas por algum motivo, não o fez. Apenas retirou-se do local tendo em mente que quanto mais rápido ficasse longe daquela coleira melhor. Quando os passos do lobo já se encontravam distantes, o ruivo finalmente pode levantar-se e seguir sua missão com um pequeno sorriso no rosto.


Notas Finais


Continua no próximo episódio.


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