História O Lobo mau - Capítulo 23


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Categorias Teen Wolf
Personagens Aiden, Alan Deaton, Allison Argent, Breaden, Chris Argent, Cora Hale, Danny Mahealani, Decaulion, Derek Hale, Erica Reyes, Ethan, Gerard Argent, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Jordan Parrish, Kate Argent, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Melissa McCall, Personagens Originais, Peter Hale, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski, Theo Raeken, Vernon Boyd
Tags Derek Teen Wolf Romance, Mistério, Sterek Stiles
Visualizações 94
Palavras 5.533
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLÁ GENTEEE! Olha eu aqui.

Gente vou pedir vocês paciência, porque eu estou escrevendo pouco e devagar. Como estou trabalhando e tendo somente as noites para escrever, fica um pouco difícil, porque a hora passa rápido e eu durmo cedo, porque eu tenho que acordar cedo.
Então gente, espero que gostem. Esse cap foi separado por tópicos - como assim alfa? - Porque gente, o próximo cap, vai ser a continuação de algumas partes que ficaram em branco nesse cap e também será acrescentado mais informações sobre a Svart Stein, mais aparições misteriosa.

Boa leitura e até lá.

Capítulo 23 - Capítulo XXIII


"Eu não vou desistir de você dessa vez
Mas, querida, apenas me beije devagar
Seu coração é tudo o que eu tenho"

 (Ed Sheeran; Perfect )

 

Quando Stiles chegou à escola ele se sentia diferente, como se o mundo ao seu redor tivesse mudado de cor, ou estivesse mais iluminado. Depois que a verdade fora revelada, Stiles sentia como se tudo estivesse mais esclarecido.  Era como olhar o mundo de outra forma. Para Stiles, era como girar um quadro que antes estivera o tempo todo de cabeça para baixo.  Agora andando pelo o corredor da Beacon Hills High School, podia se sentir como se fizesse parte de daquele mundo misterioso.

 Meio distraído com seus pensamentos, Stiles notou que esbarrara em alguém quando livros e cadernos caíram sobre seus pés. Esperou ser xingado, ou um soco, mas nada viera. A única coisa que viu fora um garoto agachado aos seus pés buscando o material que caiu. A cabeleira loira impedia de Stiles ver quem era. 

 – Hey! – Chamou Stiles. – Me desculpa me deixe ajudá-lo.

– Não! Não precisa, eu estava distraído e não o vi, desculpe.

 Tarde de mais, Stiles já havia agachado em frente ao garoto escondido pela cabeleira loira. Quando o rosto escondido pela cabeleireira loira fora revelado, Stiles assustou-se, mas não com quem era e sim a aparência da pessoa. Era Isaac. Sua expressão estava completamente diferente das que Stiles conhecia. Isaac parecia completamente abalado. Seu rosto estava mais pálido que o normal, os olhos estavam inchados. Sombra negra rodeavam os olhos do loiro como se tivessem jogado sombra negra nos olhos dele. Os olhos verdes perdiam o brilho e a única tonalidade que chamava atenção no olhar do loiro, era o vermelho desfocado dos olhos.  Eu conheço aquele vermelho naqueles olhos. Eu reconheço essa aparência.  Pensou Stiles. Stilinski sabia reconhecer uma aparecia acabada, afinal, um dia ele já tivera essa aparência, um dia ele já sofreu como Isaac parecia estar sofrendo.

–Isaac? – Stiles chamou e sua voz tinha um tom urgente e preocupado. – Você está bem?

– Sim.

– Mas você...

– Tenho que ir para minha aula – Respondeu Isaac de cabeça baixa.

Pegou os livros da mão de Stiles e ainda de cabeça baixa, saiu apressadamente.

Stiles vira o semblante atrapalhado de Isaac sumir em meio à massa de alunos. Stiles nunca viu Isaac daquela forma e se tivesse algo ou alguém que poderia provocar aquela aparência melancólica, tinha um nome. Scott Mccall.

Stiles conhecia o relacionamento dos dois. Não pela curiosidade (ou talvez fosse), mas porque tinha vontade de ajudar Isaac e descobrir o motivo daquela aparência tão sofrida. Stiles já sofrera uma vez e passara por a mesma aparência que Isaac.  Stiles sabia o quanto doía. Se ele pudesse ajudar alguém a evitar a mesma dor que tivera quando perdeu sua mãe, se ele pudesse ajudar Isaac, talvez se sentisse melhor. Quantas vezes não vira aquela aparência em muitas pessoas, inclusive em seu pai e nunca pudera ajudar quantas vezes? Se ele pudesse mudar essas inúmeras vezes que não pudera ajudar. Ele queria, Stiles queria mudar isso, queria ajudar Isaac.

O sinal para primeira aula tocou. As massas de alunos agora corriam desgovernadas pelo corredor. Stiles aproveitou da situação para deixar-se ser levado pela multidão no corredor, no entanto, algo o impediu de ser levado pela multidão. Tentou olhar por sobre seus ombros a pessoa que o prendia, mas era quase impossível identificar já que muitas cabeças cobria a visão do ser que o agarrava pela alça da mochila.

Droga! Era correr ou lutar, mas como? Alguém já tentou lutar com uma multidão a sua volta? Era uma tarefa quase que impossível.

– Stiles! – Gritou a pessoa. – Diabos! Pare de se mexer!

Stiles conhecia aquela voz, conhecia e odiava o ser que tinha aquela voz.

Parou de espernear e esperou que Theo o arrastasse para longe da multidão. Stiles sentia-se como uma pluma sendo levada por uma brisa densa. Sem nenhum esforço, Theo arrastava Stiles para o mais distante possível da massa de alunos e de alguns olhares curiosos.

Quando chegou a uma porta – que Stiles tinha a ideia de der o banheiro masculino – Theo “empurrou sutilmente" a porta do banheiro com o pé. Ainda agarrado à alça da mochila do menino, Theo o arrastou para o banheiro, ignorando os olhares assustados dos garotos que lavavam suas mãos e conversavam aleatoriamente.

– Saiam – Theo rosnou tão alto que as pias do banheiro sacudiram e soou um barulho como se a qualquer momento fosse soltar a encanação. – Agora! – Sua voz feroz estrondou o banheiro todo como um eco de uma besta escondida nas profundezas de uma caverna.

Os meninos saíram aos tropeços do banheiro, olhando para trás como se temessem que Theo os matasse quando virassem para correr. Stiles encarou aquela cena engraçada, dos dois meninos espremendo-se na porta, brigando pela liderança da saída do banheiro. Se Stiles não estivesse tão irritado ele riria, mas certamente quando a onda de raiva esvaziasse se lembraria desse momento e riria.

– Qual o seu problema? – Perguntou mal humorado.

Theo parecia ainda mais mal humorado, os olhos verdes pareciam brilhar em um brilho assassino. Os lábios se comprimiam em uma linha tão fina que poderia se comparar a uma lamina afiada de uma navalha.

Stiles cruzou os braços, apoiou-se na porta do banheiro e esperou que Theo respondesse sua pergunta. O que veio em seguida fez Stiles se sobressaltar, mas manteve seus braços cruzados quando um soco de Theo quebrou metade do mármore da pia. O homem xingou e depois andou de um lado a outro. Quando outro soco iria atingir a porta do banheiro, Stiles o parou pondo a mão nos ombros tensos de Theo.

– Chega de quebrar o banheiro e me diga o que está acontecendo? – Perguntou Stiles mantendo um tom de voz calmo o suficiente para as garras e as presas de Theo ficassem longe.

Stiles se assustou quando as mãos de Theo apertaram seus ombros com força. O menino imaginou que aquele seria o momento em que seria alvo das garras do lobisomem e se tornaria um corpo desfalecido e ensopado de sangue dentro do banheiro masculino. Fechou os olhos e buscou cada lembrança de sua vida e como ela havia sido tão boa. Lembrou-se dos amasso que tivera com Derek em sua casa, se naquele amasso pudesse perder a virgindade morreria feliz agora.

– Stiles! – Gritou Theo – Stiles! Por céus eu não vou matá-lo.

Stiles reabriu um dos olhos e encarou a expressão indignada de Theo.

– Não? – Questionou o menino – Então porque está parecendo que vai me desmembrar a qualquer momento?

Theo soltou os ombros de Stiles e afastou-se. Stiles estava certo, Theo deixara sua raiva extravasar e agia como se fosse desmembrá-lo a qualquer momento. Respirou fundo e deixou o corpo cair ao lado da cabine do banheiro.  De lado, viu o semblante de Stiles sentar-se ao seu lado.

– Qual o problema, Theo? Você não é assim – Começou Stiles.

– A policia – Começou – Eles estão aqui e eu não sei o que fazer. Eles vieram procurar por você. Eles sabem da sua relação nenhum pouco amigável com Billy.  Eu os escutei.

– Ei, vamos com calma – Disse Stiles já saltando e pondo-se de pé - O que você estava fazendo aqui? E como os escutou.

Theo apontou para o seu ouvido.

– Audição de lobisomem.

– Ah, claro – Disse Stiles em um rolar de olhos – A outra pergunta, o que você está fazendo aqui?

– Eu sou seu segurança – Disse Theo com um sorriso brincando em seus lábios.

Stiles podia não dizer, mas sua face vermelha e sua boca entreaberta, dizia tudo. Sua surpresa e sua vergonha. A outra parte, ele guardava em seu interior, mas queria gritar o quanto Theo era louco.

– V-você matou muitas pessoas naquela época, você também... Beijou-me e – Stiles lembrava-se do seu primeiro encontro com Theo e ao lembrar seu rosto tornava-se uma mistura de rosa e quase vermelho (Principalmente por lembrar-se da parte que já teve sua mão posta sobre o membro de Theo). – Quer se chamar de meu segurança? Não acha que isso é ironia de mais não?

Theo riu, era uma gargalhada alegre.  E de repente, os olhos verdes tornaram-se frios como o começo de um inverno congelante. O brilho esverdeado tornou-se mais devastador quanto uma nevasca, causando uma destruição semelhante a um furacão. Naquele momento, Stiles sentiu medo, mas não por sua vida e sim das pessoas que se pusessem no caminho daquele homem.

– Eu mataria quantos for necessário – Comentou Theo, friamente – Se for para manter minha promessa.

Tinha algo que Stiles não sabia sobre Theo e era o fato da insistência de protegê-lo como se fosse uma obrigação. Automaticamente a mente hiperativa de Stiles lembrou-se de Derek. Será que Derek tinha algo haver com isso? Aquilo não parecia ser algo que Stiles deveria se meter, mas sua hiperatividade o fazia se meter sempre onde não deveria. Poderia estar errado, mas ao mesmo tempo sentia que algo poderia mudar em Theo. Talvez Stiles tivesse o poder de mudar as coisas, mesmo que ele não soubesse disso. Sentimentos são difíceis, mas somente um coração puro pode mudar um coração corrompido.

Primeiro Stiles precisava conhecer melhor o Theo e para isso eles precisavam trabalhar juntos e esquecer qualquer indiferença.

– Tenho um plano – Stiles levantou-se e esticou a mão para Theo – Mas preciso de sua ajuda. O que acha?

Theo sorriu. Aceitou a mão de Stiles. Por um instante Stiles viu uma fagulha brilhar no olhar de Theo. Stiles tinha algo em especial, mesmo que ele não soubesse e inconsequentemente ele causava mudanças.

– Pode falar.

 

~αβΩ~

Nolan olhava as nuvens azuis serem substituída por pesadas nuvens cinza. O céu antes claro aos poucos se cobria timidamente com as nuvens carregadas. Um leve cheiro de terra molhada se espalhou pelo ar. Nolan amava aquele cheiro trazia várias lembranças agradáveis de quando era criança, de seus pais.  Ah seus pais, eram lembranças boas ao mesmo tempo em que eram dolorosas. Às vezes, é ruim ter de lembrar-se do passado, principalmente quando sabe que não poderá ter mais daqueles momentos novamente, por quê? Nolan sabia da resposta e era  das mais dolorosa respostas. Seus pais jamais iriam voltar.

Os passos firmes que soaram atrás de Nolan não o fez despertar do transe das lembranças antigas. Enquanto aquele cheiro pairasse no ar, as lembranças viriam, mesmo que tentasse impedir, elas viriam.

– Seu cheiro está causando um alvoroço lá dentro – o homem loiro apontou com o polegar para a mansão.  – Está tudo bem?

Nolan conhecia aquela voz, conhecia aquele homem loiro. Ele estivera na casa abandonada dos caçadores. Lembrando bem, era o homem sentado no portão enferrujado que resmungava algo sobre banho e estar com uma ferida dolorida.

– Peter – Nolan tentou arriscar. – Você foi quem matou... Kate?

Peter pareceu pensar, analisando a paisagem a sua frente. Soltou um longo suspiro.

– Sim.

Nolan não esperava pela resposta tão direta e fria.

– Qual o problema? – Questionou Peter.

– Como ele consegue? – Perguntou Nolan.  – Como Derek consegue suportar o incêndio?

Outro suspiro de Peter.

– Ele não suporta, ele sofre por isso, mesmo que seja silencioso. Derek não é o tipo que demonstra sentimentos. – Disse Peter. – Mas tem algo que o faz suportar toda essa dor, sem deixá-lo louco.

– Stiles.

Peter apenas concordou.

– Ele é como uma âncora que impede Derek de afundar em sua inconsciência irracional – Disse Peter. – Todo lobo tem sua âncora.

Nolan iria abrir a boca para dizer que não tinha âncora, mas Peter o cortou como se adivinhasse o que Nolan iria dizer.

– Você tem apenas não aceita. As vezes dói, mas é melhor se apegar a ela do que se afundar por ela.

Nolan iria dizer que ainda assim não tinha essa âncora e não via como se apegar a algo que não tinha, mas não disse nada. O silêncio fora sua única resposta e a mais lógica que pôde encontrar.

– Porque não vai ver o que Érica comprou de material escolar? É melhor também ir organizando seus materiais, amanhã você começa seu primeiro dia na Beacon Hills School - Perguntou Peter.

Colégio? Material escolar... Quanto tempo Nolan não tinha algo do tipo? Desde a morte dos pais que ele não se preocupara em organizar sua mochila. Primeiro dia de aula. Essa palavra soava ao menino engraçada. Primeiro. Era igual recomeçar, primeiro dia de aula, primeira vez em uma cidade que não conhecia e primeiro novos amigos e primeira nova família.

– Tudo bem.

Nolan quase havia esquecido que o haviam matriculado na Beacon Hills School. Tanto tempo vivendo como um lobo que se esquecera completamente como era ter uma vida normal. Escola, materiais, mochila... Há quanto tempo que vivera sem uma vida normal?

Primeiro. Era a resposta. Há sempre a palavra primeira.

Ah sim, parece que essa se tornou a palavra favorita de Nolan.

 

~αβΩ~

Stiles tinha um problema, isso era um fato, Stiles poderia está encrencado, isso seria uma hipótese. A verdade era que Stiles não tinha ideia do que fazer e já perdera as contas de quantas vezes batia o lápis encima do caderno, quebrava a ponta e apontava. A única certeza que tinha era que se apontasse mais uma vez o lápis ele deixaria de existir. Aquele sentimento o estava corroendo, a sensação de ter vários pensamentos em mente, mas nenhum servia para tirar Stiles daquela confusão era enlouquecedor.

Depois da conversa no banheiro, Stiles havia feito um plano que seria discutido na hora do almoço. No entanto, Stiles não tinha a mínima ideia de como prosseguiria com o plano, só sabia que tinha um plano que inclusive, não estava tão planejado para se por em pratica. Havia prometido a Theo que até a hora do intervalo poderia pôr o plano em prática. Contudo, faltava apenas a aula do professor Harris terminar para encontrar com Theo. Stiles tinha uma hora para pensar, tinha uma hora para planejar melhor o que iria pôr em pratica.

– Senhor Stilinski? – Chamou o professor Harris, encarando Stiles por baixo das lentes dos óculos oval. – Minha aula atrapalha você?

Stiles queria responder o quanto aquela aula o atrapalhava, mas conseguiu manter-se de boca fechada.

– O que? – Perguntou distraidamente.

– Acredito que apontar o seu lápis todo o tempo, ou rabiscar o seu caderno seja mais interessante que a minha aula.

Qualquer coisa pode ser mais interessante que a sua aula, Harris. Claro que Stiles pensou isso, seria loucura dizer algo do tipo para Harris.

– Ah desculpa, mas sabe é que o lápis está quebrando a ponta o tempo todo – Stiles riu sem graça. – Acho que preciso de um lápis novo.

– Que seja! Se for parar de murmurar o que sei lá que diabos está murmurando e escutar o que eu falo tudo bem, não precisa virar para frente e ficar fingindo que está prestando atenção – Disse Harris – Escute com os dois ouvidos que tem Stilinski e não com os olhos.

As palavras de Harris fora como despertar de um devaneio intenso. Escute com os dois ouvidos que tem Stilinski e não com os olhos.

– Claro! – Gritou Stiles.

Opa!

– Stilinski...

E no momento que o professor Harris ia se pronunciar, o sinal anunciando o intervalo tocou, a massa de alunos se intensificou no corredor do segundo andar e os ruídos das vozes e do sinal abafaram a voz de Harris. Dessa vez Stiles escapara, por pouco, mas conseguiu. Agora ele precisava informar a Theo o plano que tinha em mente (antes que o Sr Harris o pegasse e o deixasse de detenção).

Stiles nunca pensou que correria tanto para o banheiro masculino. Ah claro! Eles haviam marcado o ponto de reencontro que poderia ser dominado de “secreto". O banheiro masculino. Havia alguns garotos que entravam no banheiro, mas não passavam da porta quando encontrava o olhar frio e assassino de Theo.

– Não havia lugares melhores para se encontrar? – Questionou Stiles.

Stiles não esperou que Theo o respondesse, já sabia que iria ser ignorado.

– O que decidiu? – Perguntou Theo ignorando as expressões irritadas de Stiles.

Stiles soltou um longo suspiro e encostou-se a pia do banheiro. O plano que tivera poderia dar certo, mas dependia muito de suas palavras. Sempre fora bom em palavras e isso era o que menos faltava em sua boca, no entanto, precisava depender dos conhecimentos que tinha sobre investigação. Praticamente, Stiles já sabia quais as perguntas dos oficiais, mas não sabia se estava pronto para responde-las.

Stiles contou o plano a Theo. Contou que poderia ser arriscado, mas que eles tinham que ter a mesma história para contar.

–Você ficará escutando a minha conversa com os oficiais e tudo que eu disser você repetirá – Informou Stiles. – Vou dizer que estive com você quando Billy morreu e você contará a mesma história que eu.

– E isso vai dar certo

  Stiles sempre tinha uma resposta para as perguntas dos outros, mas daquela vez ele não tinha resposta. O silêncio de Stiles foi à resposta que Theo precisava. Nada poderia dar certo, se não tentasse. Era uma mensagem que o pai de Theo costumava dizer.

  Stiles nunca ficou tão nervoso em ver a hora passar. Embora o nervoso de ver o tempo passar daquela vez fosse diferente, Stiles sentia que uma detenção do professor Harris poderia ajudar naquele momento ou se um meteoro caísse sobre os policiais do lado de fora da escola seria uma ajuda extra.  Claro que nada disso poderia ajudar e tudo só dependia de Stiles.

 

~αβΩ~

Oliver sentia seu corpo ser bruscamente amassado sobre uma estrutura fria e extremamente dura. Respirar se tornava cada vez mais difícil à medida que se sentia ser mais pressionado na estrutura sólida e gélida. Sentia que a qualquer momento viraria um purê de carne e órgãos esmagados. Droga! Respirar precisava respirar. Sabia que era um pesadelo. Aquilo não era real.

O alivio tomou seu corpo quando respirou profundamente e seu corpo fora livre do aperto esmagador. No entanto, não estava livre do seu pesadelo, não quando sentiu algemas de aço rodear seus pulsos e tornozelos como uma pulseira de aço. Olhou para o objeto em seu punho e notou uma corrente enferrujada presa as algemas de aço. As correntes pareciam medir metros, na verdade, elas não pareciam ter fim. Oliver olhou para trás e viu as correntes presas às algemas em seus pulsos e tornozelos se arrastarem pelo chão, enroladas como serpentes em uma linha infinita.

Deu alguns passos arrastando as correntes, sentiu o aço ferir seus punhos, mas as correntes não pareciam ter fim. De repente, o ambiente abalou-se em um terremoto de baixa escala. Oliver teve de manter-se no chão para não ser chacoalhado pelo ambiente vazio.

O terremoto para e Oliver se sente mais aliviado, aquele chacoalhar era de irritar. Levantou-se com a ajuda das correntes. O ambiente era sufocante, totalmente branco, um vazio sem saída, sem nada a não ser as correntes enferrujadas espalhadas pelo chão que dava uma tonalidade diferente ao ambiente vazio. E como se fosse para irritar, um novo chacoalhar, mas esse era diferente. Era como se uma tempestade com rajadas de ventos se aproximasse, no entanto, algo surgiu entre o branco do ambiente.

– O que...

Era uma porta de madeira bem estruturada, com um umbral de cor caramelo. Muitas vezes sonhara com as correntes enferrujadas, com o ambiente branco, mas nunca apareceu essa porta. Andou até a porta. O que mais estranhou foi que a porta não estava presa a nada e não havia nada do outro lado dela. Era apenas uma porta em um vazio.

– Espera...

Havia algo na porta, um rabisco. Oliver viu o rabisco na porta e seu coração acelerou em batidas frenéticas. Ele conhecia aquela porta! De onde? De onde? De onde ele conhecia... Aquele rabisco na porta? Eram três bonecos juntos, desenhados sem nenhum alinhamento. De onde? De onde? De onde ele conhecia aquele rabisco. Quem o fez? Porque ele não conseguia lembrar. É isso! E se abrisse a porta, talvez ele consiga descobrir. Alcançou a maçaneta, mas a maçaneta não rodou. Esmurrou a porta, mas ela não abria.

– Abra sua porta de merda! – Gritou - Abra! Abra!

E estranhamente se viu desesperado para que a porta abrisse se viu desesperado para saber de onde conhecia aquele rabisco na porta ele precisava abri-la, Oliver precisava saber o que havia do outro lado daquela porta trancada.

E sentiu novamente aquele puxão. As correntes infinitas se arrastaram no vazio do ambiente e Oliver sentiu o aperto em seus pulsos e tornozelos. Tentou prender-se junto à porta, mas força que o puxava pelas correntes era monstruosa. Quando se viu, estava sendo puxado pelas correntes e se distanciando cada vez mais da porta.

– NÃO! POR FAVOR! – Gritava ele – EU PRECISO ABRI-LA, EU PRECISO...

Quando acordou, estava no quarto da mansão. As pontas de seus cabelos pareciam ter sido mergulhadas em um pote de água. E não percebeu que estava soluçando, que estava tremendo. Seria um ataque de pânico? Não sabia. Na verdade, Oliver nem percebeu a porta do quarto ser aberta e uma mulher que ele conhecia muito bem, a mercenária que “sequestrada na Noruega”, entrar como um furacão dentro do quarto e o abraçar como se temesse que Oliver fosse despedaçar.

– Céus você está frio, o que aconteceu?  - Perguntou ela.

Ele não respondeu, apenas alinhou-se no abraço da mulher morena. Realmente, a mulher estava quente comparado a ele. E aquela sensação reconfortante tomou seu corpo quando ele a abraçou. Segurança e calor. Era como se a porta no ambiente vazio, as correntes e os vários pesadelos sumissem com a presença dela.

– Braenden – Ele chamou.

– Está...

Ela não terminou, pois seus lábios foram tomados. Braenden ficou surpresa, mas não impediu, ela apenas fechou os olhos e deixou-se ser guiadas pelos lábios, pelas mãos do homem que descobria seu corpo. Deixou-se ser deitada na cama e ser coberta pelo homem encima de si. Deixou-se ser beijada, não apenas nos lábios, mas em seu rosto, em seu pescoço, seus cabelos.

Oliver enterrou o rosto na curvatura do pescoço de Braenden e ficou com o corpo encima da mulher, apenas aspirando o cheiro doce da mulher.

– Oliver – Braenden o chamou, tentando o tirar de cima do seu corpo.

– Estou a machucando? – Ele perguntou.

Ela apenas murmurou um não.

– Então, por favor, me deixe ficar mais um pouco aqui – Disse ele.

Braenden não disse nada, apenas alcançou os cabelos macios de Oliver e fez apenas uma carícia. Ela não iria dizer, mas se sentia envergonhada como uma pré-adolescente que entrara no colegial há poucos dias. No entanto, seu corpo a entregara, seu peito subia e descia as pressas, ela arfava e seu coração batia em batimentos descontrolados.

– Tudo bem.

~αβΩ~

Stiles respirou fundo quando atravessava o corredor em direção à porta de saída da Beacon Hills High School.  Os policiais o esperava do lado de fora. E ele precisava explicar o que acontecera, na verdade, ele precisava mentir. Contudo, seu coração congelou quando vira o seu pai encostado no carro de polícia. O olhar de seu velho correu a Stiles e o garoto interpretou medo e ressentimento em ter que interrogar o próprio filho.  Stiles sabia que não teria que mentir para os policiais de Beacon Hills e sim para o xerife da cidade, seu pai.  Aquilo doía em seu peito e parecia o corroer.

Ele não era culpado, mas ninguém acreditaria que uma fumaça negra engoliu Billy e o matou. Ninguém acreditaria que Billy era um lobisomem, na verdade, ninguém acreditaria em lobisomens. Ninguém acreditaria em Stiles se ele contasse a verdadeira história seria levado preso por uma culpa que não seria sua.  Talvez não fosse uma mentira, talvez estivesse dizendo a verdade, mas quem acreditaria em um adolescente dizendo que lobisomens existem e Billy era um, que a propósito fora engolido por uma fumaça negra.

 

~αβΩ~

Derek parou próximas as arquibancadas do campo de Lacrosse. Alguns metros de distancia, Scott pegava algumas bolas no taco e as lançava para rede em uma força sobrenatural. A rapidez que pegava as bolas e as lançava era surpreendente para olhares humanos. Se Derek fosse um humano naquele momento, estaria tremendo da cabeça aos pés e não porque Scott lançava as bolas que pegava com uma velocidade sobrenatural, mas sim a aparência lupina que tomava a face de Scott. Derek classificaria aquilo como perigo. Scott não parecia no controle. E quando Derek deu alguns passos aproximando-se mais de Scott, o rosnado que o beta soltou significava uma coisa. Scott não tinha aquela semitransformação sobre controle. O sinal de perigo gritava como um alarme na mente de Derek.  Era como se uma luz vermelha brilhasse e uma voz computadorizada gritasse perigo.

– Scott – Derek disse. Tentou forçar suavidade na sua voz, mas fora impossível. Derek não tinha uma voz suave e seu tom de voz era grosso e reprendedor. Não fosse como Derek esperava talvez fora pior do que ele esperava.

Scott avançou com rosnados raivosos. As garras rasgando o ar com ferocidade. Os movimentos eram desconexos e não havia dúvidas nenhuma, sem controle. Scott era um beta descontrolado em dia de lua cheia, poderia ficar pior? Melhor não seguir a linha de raciocínio por esse lado.  

– Scott! Ouça-me – Gritou Derek.

Alguém já tentou falar com uma pessoa descontrolada, na verdade, com um lobisomem descontrolado? Não tente talvez você não saia muito inteiro para um velório de caixão aberto. Derek imaginava que se tentasse parar e conversar, seria fatiado pelas garras de Scott que lançava a Derek investida furiosa.

Derek tentou avançar e usar a força de alfa ao seu favor, mas não parecia surtir efeito, era como se Scott estivesse medindo o mesmo nível de força que o de um alfa. Derek sentiu seu corpo se render a força de Scott, deixando-se cair pesadamente no gramado do campo de Lacrosse.  Ele merecia aquilo? Merecia que as garras de Scott o dilacerassem, afinal se não fosse por sua ignorância, Scott não precisava ser lobisomem, se não fosse tão fraco, Scott não seria ferido e envenenado. Tudo fora sua culpa.

– Derek! – Uma voz feminina gritou seu nome.

Se Derek não tivesse um lobisomem enfurecido encima de si, ele poderia até tentar ver o ser da voz feminina que gritava seu nome. No entanto, o que o surpreendeu fora ver algo cortando o ar e acertar o braço de Scott. O lobo uivou de raiva e dor.

– Mas que merda! – Exclamou Derek. – Braenden!

Se há uma pessoa que poderia fazer aquilo, acertar algo em um lobisomem sem controle, era ela. Braenden era imprudente, reagia com violência à própria violência.  Se um lobo a rasgasse com as garras, Derek não tinha a menor dúvida que ela rasgaria o lobo com os dentes.

– Céus você matou ele – Gritou Oliver.

– Ainda não docinho – Ela disse. – Prepare-se que lá vem ele.

– Braenden!  - Gritou Derek. – O que você está fazendo? Não é para matá-lo!

Braenden rolou os olhos.

– Qual é Derek, deixa de ser chato, não vou matá-lo, são somente dardos tranquilizantes.

Braenden puxou a pistola de dardos. Apontou a arma para o lobisomem descontrolado. Scott rosnou furiosamente.  As arquibancadas tremeram com a força do rosnado de Scott e Oliver sentiu que os pelos de seus braços estavam mais do em pé, pareciam querer sair da pele e correr desesperadamente pedindo por socorro. 

– Diabos, vamos morrer – Disse Oliver. – Se ele não morrer, nós vamos.

Braenden sorriu. Era um sorriso sádico. A mulher girou a pistola de dardos nos dedos. Empurrando Oliver para trás ela correu para o lado.

– Vamos brincar lobão! – Gritou a mulher – Vamos lá venha me pegar.

Bingo!

Scott correu em sua velocidade sobrenatural. Aquilo não era novo para Braenden, ela conhecia aquela velocidade, ela sabia lidar com lobos de alta testosterona.

Braenden girou sobre os calcanhares para a esquerda, centímetros longe das garras de Scott. Outro dardo rasgou o ar e fincou nas costas de Scott. O lobo rosnou feroz e avançou para a mulher mais uma vez, mas Braenden saltou para trás de Scott. Usou os ombros dele como apoio e saltou por cima do lobo. Sentou-se sobre os ombros de Scott. Era engraçado como Braenden agia era como se estivesse montada em um touro.

– Porque não dorme um pouco lobão? – Perguntou a mulher ironicamente.

Usando uma mão direita apoiou-se no ombro de Scott, enquanto se levantava sobre os ombros do lobo. Com a mão esquerda livre girou a pistola em mãos até o dedo indicador alcançar o gatilho... e atirou. O dardo acertou Scott na nuca. O balançar de Scott jogou o corpo da mulher longe e se não fosse por Derek saltar e a pegar, talvez Braenden tivesse uma cabeça rachada como uma melancia depois de ser lançada ao chão. 

– Você é louca – Reclamou Derek.

Braenden sentou-se sobre as pernas do lobo.

– Olha quem fala o alfa que ia ser dilacerado pelo o próprio beta.

Derek bufou. Ajudou a mulher se levantar. Oliver vinha logo atrás.

– Isso é que eu chamo de tourada – Disse Oliver. – Se bem que eu acho que montar em um lobisomem seja completamente diferente de montar em um touro – Oliver lançou um olhar a Derek. – Sem ofensas.

Derek deu de ombro.

– Tudo bem – Respondeu Derek. Não era como se ele ficasse irritado por comparar lobisomens com touros. Já tivera ofensas piores, ser chamado de touro seria quase um elogio. – Vou considerar um quase elogio.

– É... Pessoal? – Oliver começou. – Não era para o lobo estar meio que apagado? – Disse Oliver apontado com o olhar o lugar onde Scott deveria estar.

Braenden puxou a pistola de dardos preparando-se para as investidas de Scott, mas elas não vieram. Scott havia sumido tão rápido quanto puderam notar.

– Ele não está aqui – Disse Derek.

– E onde ele poderia estar? – Perguntou Braenden.

– Muito óbvio – Disse Derek. – Com a âncora dele. O lobo está ferido, está machucado e cansado. Ele irá atrás de sua âncora onde poderá se recuperar.

– Isaac! Precisamos ir até...

– Ele não fará nada a Isaac – Disse Derek. Suspirou cansado e deixou-se sentar no gramado do campo. – Eu espero.

 

~αβΩ~

Isaac deixava sua mochila cair encima da cama. O dia havia sido exaustivo. Sentia a dor das palavras de Scott ainda doerem em seu peito. O pior fora ter esbarrado em Stiles e o ver fora um estopim para as lembranças voltarem. Estava tão na cara sua expressão melancólica? Talvez devesse não ir à escola alguns dias para evitar perguntas, mas ainda teria as perguntas do bando e Derek bateria na porta do quarto querendo saber o motivo de não ir à escola.

Retirou as roupas, as dobrou e as colocou no cesto de roupas sujas. Entrou para o banheiro e deixou a primeira água fria cair e ser substituída pela água morna. Se havia algo que Isaac gostava era de um banho morno e se pudesse, permaneceria a eternidade de baixo do chuveiro. Deixou a água morna massagear cada parte tensa do seu corpo. Lembrou-se dos momentos que tivera com Scott, os momentos que...

E de repente, a cortina fora aberta e a pessoa que passava em imagens por sua mente, se materializava a sua frente, sujo, com as roupas rasgadas e alguns pontos sangrando pelos braços e pescoço.

– Scott! – Isaac quase gritou. – O que...?

O lobo adentrou o Box parando ao lado de Isaac. O loiro afastou-se do lobo. Os olhos dourados de Scott brilhavam e Isaac sabia o que aquilo significava. O lobo de Scott estava no controle.

– Isaac – Scott parecia gemer de dor. – Precisa... Isaac.

E como se parecesse ficar pior, o lobo escorrega pela o azulejo do Box e cai sentado abaixo do chuveiro, com a água morna caindo encima da pele bronzeada de Scott.

– Merda!

A porta do banheiro fora aberta bruscamente e dela um Peter eufórico, pálido e ofegante surgia como uma tempestade em alto-mar.

– Isaac Derek ligou dizendo que Scott... – Começou Peter, mas se interrompeu quando visualizou a imagem de Scott encostada no azulejo do banheiro, sujo e com as roupas aos farrapos, enquanto a água do chuveiro caia pelo o corpo do lobo. Ao lado, estava Isaac, nu, abraçado aos próprios braços.  – E ele está aqui.

– PETER! – Gritou Isaac referindo-se a sua nudez. – Poderia fazer a gentileza.

E quando Peter notou que Isaac estava nu, a face de Peter esquentou e pareceu arder em vermelho. O lobo bateu a porta e gritou do outro lado:

– Eu juro que não vi nada!

Isaac suspirou. Desceu pelos azulejos até abaixar-se ao lado de Scott. Gentilmente, tocou o rosto de Scott e sentiu a pele fria. Precisava tirar as roupas que cobriam Scott, limpá-lo e tirá-lo dali. Retirou as roupas do lobo até deixá-lo com uma fina cueca. Nunca havia visto Scott nu, na verdade, Isaac e Scott nunca passaram dos amasso, não tiveram sua primeira vez. Só em pensar em retirar o fino tecido que cobria as genitais do lobo, fazia o rosto de Isaac ferver.

– Isaac – Scott gemeu.

– Estou aqui – O loiro se aproximou de Scott.

O lobo puxou Isaac para mias perto, fazendo os dois corpos de chocarem. O corpo de Isaac esquentou como se o tivessem jogando próximo a uma chaminé acesa.  E sem pensar Isaac gemeu baixo e ofegante.

– Isaac? Está tudo bem? – Era a voz de Peter do outro lado.

– Sim – Respondeu Isaac – Mas não entre.

Só restava uma saída a Isaac, tirar Scott dali, mas precisaria da ajuda de Peter e para que Peter pudesse entrar, Isaac precisava estar vestido.

– Mas que merda de Pack! – Resmungou Isaac.

 

 

 

 

 


Notas Finais


O que vocês acharam?
Gostaram? Comentem ai.
Espero que me desculpem a demora e tenham mais paciência que eu n vou abandonar a fic, rlx.


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