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História O maior amor do mundo - Capítulo 1


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Notas do Autor


eu plotei essa fic simplesmente do nada e n consegui descansar enquanto não começasse a escrever

e vamos de universo alternativo soft pra esquecer toda a desgraça q ta acontecendo no mangá

espero que gostem♡

Capítulo 1 - O erro de cálculo mais incrível


Guren nunca havia sido o tipo de pessoa contemplativa, entretanto, observar o céu azul e as nuvens se moldando em diferentes formas parecia ser a única maneira de passar o tédio. Suas costas logo começariam a doer se permanecesse apoiado todo torto no capô do carro, mas simplesmente ignorou isso. Em certo ponto, o reflexo da luz solar quase o cegou, quando virou-se para ver de onde vinha, não era algo, era alguém, encostado no carro ao lado. Alguém cujos cabelos platinados refletiam os raios ultravioleta. Por um momento, absolutamente nenhum pensamento cruzou sua mente, até que ouvisse o som estridente do sinal, do qual ele próprio tinha trauma desde sua época escolar. Então o espaço parcialmente vazio, foi preenchido por um mar de crianças, algumas correndo para os braços dos pais, outras entrando no ônibus escolar do outro lado da rua, e no meio da multidão,  um par de olhinhos verdes lhe encontrou. Yuichiro então passou a correr, logo se jogando em seus braços.


"Vamos lá, rapazinho?" perguntou, enquanto o filho se pendurava em seu pescoço.


"Espera, eu tenho que dar tchau pra Shinoa." ele disse, voltando para o chão e indo até a garotinha de cabelo lilás. 


Os dois fizeram um "toca aqui" todo elaborado e no final deram um abraço. A menina acenou para os dois e entrou no carro ao lado.


"Agora a gente pode ir." Yuu sorriu e entrou no carro, se ajeitando no banco traseiro.


"Como foi hoje na escola?" perguntou enquanto dava a partida.


"Foi legal. A Shinoa levou bronca da professora porque colou chiclete no cabelo da Mitsuba."  ele explicou com uma risadinha. 


"E por que ela fez isso?" perguntou como se aquele fosse um assunto de suma importância. 


"Eu acho que é porque gosta dela, mas a Mi-chan não liga pra Shinoa." ele deu de ombros. "Não entendo as meninas."


Guren desatou a rir com a fala do filho.


"E você, gosta de alguém?" questionou após respirar fundo.


"Eu gosto do Mika." ele disse simplesmente.


"Ah, é? E por que você gosta do Mika?"


"Ele sempre brinca comigo no recreio, e me ajuda nas atividades de matemática, e me empresta os mangás que ele mais gosta, ele empresta só pra mim."  se olhasse pelo espelho, poderia ver o enorme sorriso no rosto do garotinho. "Um dia ele até me deu um beijinho, na bochecha, porque a mamãe falou que na boca só depois de casar."


"A sua mãe disse isso, foi?"


"Disse sim." ele respondeu convicto.


"Por falar na sua mãe, adivinha quem tá na cidade?" olhando no espelho, pôde ver os olhinhos dele brilharem.


"Sério?! A tia Mito também veio? Ela é a melhor madrasta do muuuundo."


"Sim, ela veio. E você só fala isso porque ela compra chocolate pra você."


"Quando a gente vai ver elas, pai?"


"Hm… que tal agora?" disse em tom sugestivo.


Ouviu gritos de comemoração até chegarem na lanchonete, onde as duas mulheres já os aguardavam.


"Mamãe!!!" Yuu saltou do carro quase direto para o abraço de Sayuri.


"Oi meu amor." ela retribuiu carinhosamente o abraço, afagando os cabelos escuros do filho. "Eita, você cresceu, a mamãe não consegue mais te pegar no colo."


"Mas eu consigo."  disse a ruiva ao lado dela, pegando Yuichiro em seus braços e o erguendo no alto.


"Tia Mito!" ele abraçou a mulher assim que ela o puxou para perto.


"Oi Guren." Sayuri o cumprimentou com um beijo no rosto, assim como Mito.


"Papai, a gente pode ir lá depois?" Yuu perguntou, apontando para o parquinho na praça do outro lado da rua.


"A gente pode sim."


"Bora entrar? Tô morrendo de fome." disse a ruiva.


Foram para dentro da lanchonete e lá ficaram pela próxima hora, comendo coisas extremamente calóricas e ouvindo Yuichiro falar animadamente sobre qualquer coisa.


"Mito, meu amor." Sayuri chamou a atenção da esposa. "Você pode levar o Yuu no parquinho? Eu e o pai dele precisamos ter uma conversa de adultos."


Desde o começo do ensino médio, ele e Sayuri eram melhores amigos, até o dia em uma festa quando já estavam na universidade, onde misturaram todo tipo de bebida, não tomaram o mínimo de cuidado e acabaram concebendo Yuichiro.


"Ih, lá vem." murmurou quando estavam só os dois na mesa.


"Eu vou ser bem direta com você." o olhar dela chegava a dar medo. "Guren, quando foi a última vez que você fez alguma coisa que não fosse relacionada ao Yuichiro, ao seu trabalho ou alguma necessidade vital?"


Seu próprio silêncio pensativo o entregou.


"Onde você quer chegar?" arqueou as sobrancelhas, encarando a amiga.


"Ao fato de que você assumiu a responsabilidade pelo Yuu pra que eu pudesse viver a minha vida, mas depois de oito anos você deixou de viver a sua." 


Sayuri era violinista, ela passava a maior parte do tempo fazendo concertos pelo mundo, e Mito, como jornalista, ia com ela. Ele havia dado essa oportunidade a ela quando decidiu cuidar do filho, e não se arrependia nem um pouco, mesmo que para isso precisasse deixar a si mesmo de lado.


"Sayuri, eu tô bem." 


"Não, você não tá. Você nunca sai pra se divertir, pra ir a alguma festa, pra tomar um porre, pra ir a um encontro." ela abaixou o tom de voz. "Pelo amor de deus, você não transa há oito anos."


"Isso não é da sua conta, aliás como você sabe tanto da minha vida pessoal?"


"Eu te conheço melhor do que qualquer pessoa, sou sua melhor amiga e a mãe do seu filho." ela pontuou. "E puta que pariu, só de olhar pra você dá pra ver que quando o Yuu passa o fim de semana comigo, você só come miojo e assiste Discovery Home&Health."


"Em minha defesa, aqueles reality shows são viciantes." argumentou.


"Você é antissocial igual um adolescente. Caralho, você tem vinte e sete anos, aproveita um pouco a vida!"


"Eu vou aproveitar a minha vida, quando o Yuichiro for adulto, formado e puder se sustentar sem mim."


"Ah claro, e quando isso acontecer você vai aproveitar a vida como? No bailinho da terceira idade?"


"Você tá exagerando."


"Não estou não. Não é porque você tem um filho que você precisa deixar de viver." ela lhe deu um peteleco. "Sai um pouco, enche a cara, dança, sei lá. Isso se você ainda se lembrar como mexer os quadris."


"Pra sua informação, eu sou o melhor no Just Dance." deu de ombros.


"Seu idiota, eu tô falando sério. Você fez de tudo pra que eu seguisse a minha vida e realizasse meus sonhos, é hora de eu retribuir isso." ela sorriu. "Não custa nada pra mim e pra Mito cuidarmos do Yuu quando estamos na cidade."


"Se eu disser que vou pensar no seu caso, você para de insistir?"


"Já é um começo." a resposta veio com um riso. "Vamos pedir a conta? Eu tenho um vôo pra pegar às dez da noite." ela se levantou.


"Você nunca conseguiu parar quieta no mesmo lugar." comentou enquanto se levantava também, e ela meneou a cabeça em concordância.


"Olha pra isso." ela apontou para o filho, brincando com Mito no parquinho. "Não a minha esposa, o Yuichiro."


"O acidente, o deslize, o erro de cálculo mais incrível que a gente já cometeu." sorriu e voltou o olhar para a melhor amiga.


No sorriso silencioso de Sayuri, estava escrito com todas as letras o quanto ela concordava com ele.




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