História O Mal da Perda - Destiel (EM HIATO INDETERMINADO) - Capítulo 26


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Categorias Supernatural
Personagens Adam Milligan, Akobel, Alex Jones (Annie Jones), Balthazar, Benny Lafitte, Bobby Singer, Castiel, Charlene "Charlie" Bradbury, Chuck Shurley, Claire Novak, Crowley, Dean Winchester, Gabriel, Gadreel, Hannah, Jack Kline, Jo Harvelle, John Winchester, Lilith, Mary Winchester, Meg Masters, Personagens Originais, Rafael, Rowena MacLeod, Ruby, Sam Winchester
Tags Bottom!cas, Bottom!dean, Calthazar, Castiel, Dean, Destiel, Top!cas, Top!dean
Visualizações 110
Palavras 2.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OIE, AMORES! 💙💙
VOLTEEEIII! 💙💙💙

Desculpa a demora, eu tava querendo postar, mas a vontade de escrever não vinha...
Finalmente consegui terminar esse capítulo, foi mal por ser tão fraco, mas eu tenho ficado cansado ultimamente, comecei um curso essa semana e ele me esgota e atrapalha na questão da criativade! :/

Enfim, espero que curtam! :)
Boa Leitura! 💙

Capítulo 26 - Angústias


Fanfic / Fanfiction O Mal da Perda - Destiel (EM HIATO INDETERMINADO) - Capítulo 26 - Angústias

Após o surto de Castiel, os especialistas certos foram chamados, e realmente o diagnosticaram com um sério problema psicológico, o moreno estava enfrentando um tipo de estresse pós-traumático, explicando melhor, ele estava negando tudo o que já aconteceu de ruim durante toda sua vida. Dean, primeiramente rejeitou qualquer tratamento mais severo, devido ao fato de ter acabado de recuperar seu amado, entretanto, após Balthazar realizar a cirurgia em sua espinha, e conseguir passar sem se tornar um paraplégico, o loiro de cavanhaque foi interrogado pela polícia, assim, revelando todo o mal que o suposto Alex Little havia feito a Castiel Novak. Mais uma acusação de estupro e assédio foram adicionadas na pena de Uriel. Todos os feitos de Swell vieram à tona quando a imprensa caiu em cima da delegacia após o ataque dos criminosos, do qual levou a morte do delegado e mais algumas pobres almas.

O caso foi parar nas manchetes de jornal e na tv também. Os conhecidos de Castiel como Hannah, não conseguiam acreditar em tudo que o moreno havia passado nas mãos daquele monstro, até antes mesmo do sequestro. Dean, quando descobriu, ficou ainda mais abalado, e conseguiu entender o porque da tentativa de suicídio de seu amado, o loiro havia o traído e então ele é assediado e estuprado em um quarto de hotel, poucas pessoas suportariam toda essa dor vinda de uma só vez. Após o caso ser organizado, tudo se encaixou, e o esquilo acabou por permitir que o Novak moreno fosse colocado em uma clínica de reabilitação. A dor de ver o seu marido dopado sendo levado para fora do hospital em uma ambulância, foi uma das piores coisas que teve que suportar.

...

2 MESES DEPOIS...

SEATTLE, WASHIGTON - CLÍNICA PSIQUIÁTRICA CLARA SILVER

Castiel estava calado em seu quarto da clínica, o lugar era totalmente pintado de branco, o piso era de madeira lisa e escura, quanto aos móveis, o cômodo só apresentava uma simples cama de solteiro e uma mesa de madeira acompanhada com duas assentos produzidos do mesmo material. O rapaz se encontrava sentado em uma das cadeiras de madeira, olhando fixamente a grande janela que tomava uma parede inteira de seu cômodo. Enquanto admirava o belo jardim da instituição, pensava constantemente em seu tempo dentro daquele lugar. Em todo aquele período de dois meses, apenas algumas pequenas memórias de Novak haviam retornado, embora fossem lembranças ruins, os médicos continuavam prosseguindo com o tratamento, aos poucos e com cuidado, preenchendo as lacunas em sua mente e melhorando o estado depressivo dele.

Toda a semana ele acordava, tomava remédios, comia duas refeições ao dia, ficava um tempo no jardim, e passava por consultas com especialistas psiquiátricos. No entanto, apesar disso tudo, Cas teimava em negar as suas piores experiências. As decepções, a morte de sua mãe, as traições de seu marido e a dolorosa partida de seu filho mais novo, tudo estava escondido, como se nada disso tivesse acontecido. Em casos sérios de negação, em que o moreno se exaltava, ele era dopado, permanecendo em seu quarto pelo resto do dia. Esses problemas eram sérios e estavam rendendo muito trabalho aos especialistas, a parte boa era que finalmente estavam gerando resultados. Em meio à aquela escuridão e melancolia, o Novak conheceu pessoas boas lá dentro, pacientes e doutores, pessoas com uma alma extremamente iluminada, que se preocupavam consigo além dos amigos de fora. Hannah vinha a maioria dos dias da semana, no entanto, era Dean que praticamente não faltava um dia de visita sequer, depois da internação, o loiro havia se tornado bem prestativo, carinhoso e amoroso para com Castiel.

O moreno permanecia encarando a janela em silêncio, até o momento que se atentou a porta, ao ouvi-la se abrir. Quem surgiu por ela foi Duma Cara, uma das enfermeiras da clínica, aliás, uma das mais doces.

Duma Cara: - Cas? – a castanha chamou pelo seu paciente, o vendo olhar diretamente para si – você tem visitas...

Segundos depois, a mulher de cabelos castanhos deu passagem para um homem alto e loiro, Dean.

Dean: - Obrigado! – agradeceu Cara, que sorriu doce e se dirigiu a saída, fechando a porta e deixando o casal sozinho – oi, amor...

Castiel não respondeu, apenas encarou friamente o marido, o deixando desconfortável. Cas estava extremamente ressentido com seu amado, ele havia permitido a internação, e mesmo demonstrando extremo carinho em cada uma de suas vindas, perdoar ainda era algo incerto para o menor. O esquilo engoliu em seco e iniciou uma aproximação cautelosa, não tirando o contato com as írises azuis do outro, ele acabou próximo e então se ajoelhou ao lado da cadeira, se atrevendo a tocar nas mãos do moreno, as apertando com carinho.

Dean: - Amor...já fazem dois meses... – depositou beijos castos nas mãos do marido - ...quando você vai me perdoar? – o loiro olhou com pesar para a feição agora inexpressiva de Castiel, e sentiu seu coração doer.

O Novak menor permaneceu em silêncio, para então retirar suas mãos do alcance dos dedos do maior e virar a face, voltando a olhar o jardim. Dean odiava dias assim, pois geralmente Cassie era mais comunicativo, falava do seu dia, logicamente ainda se encontrava triste, mas falava, entretanto haviam dias como aquele, em que Castiel se fechava, se tornando quieto e pensativo. O maior bufou e se ergueu do piso, se sentando na outra cadeira de madeira e passando a fitar o amado.

Dean: - A-As férias que o Crowley me deu terminaram, vou ter que voltar para a editora na semana que vem... – o loiro puxou conversa, não recebendo nem um gesto como resposta – como está? Os médicos estão cuidando bem de você?

O moreno fitou o marido de maneira irritada e então se afastou da mesa, se encaminhando para a cama e sentando nela, apertando o fino colchão com toda a força que conseguia. O esquilo viu a cena e seus olhos ficaram marejados, ele limpou as lágrimas e se levantou, seguindo até Cas. O moreno estava com o cabelo mais comprido do que a última vez, uma franja já se formara em sua testa, algo que o maior detestava, por isso, assim que se acomodou no colchão, tratou de arrumar o penteado do outro, o penteando minimamente com sua mão, sentindo as leves tremedeiras e os choramingos produzidos pelo Novak moreno.

Dean: - O seu cabelo tá comprido...devia deixar que cortassem! – o loiro afirmou, acariciando os fios negros.

Castiel: - Não quero... – o moreno resmungou, recebendo total atenção do loiro.

Dean: - Castiel... – a mão do maior se encaminhou para a de Cas, tendo o toque negado de imediato.

Castiel: - Para de pegar na minha mão... – o menor se afastou e se sentou encolhido encostado na cabeceira.

Dean: - Amor... – o loiro tentou se aproximar, mas o moreno se encolheu ainda mais – o que foi?

Castiel: - Hoje eu pude lembrar do que você me fez... – o moreno respondeu em fio de voz, petrificando o loiro no mesmo lugar – você me traiu, Dean...

Dean abaixou a cabeça, apertando o lençol da cama, se controlando para não começar a chorar. Ele foi avisado brevemente que o tratamento estava dando resultados, o moreno já conseguiria se lembrar de coisas aleatórias por conta própria, na maioria dos casos por meio de gatilhos. Embora fosse algo pequeno, a notícia por si só já era animadora, o loiro só temia o que estava ocorrendo nesse exato momento: a descoberta da sua estúpida traição, uma outra vez.

Castiel: - Eu...eu preciso de tempo para processar isso... – o menor falava em um tom baixo, sem conseguir encarar o marido – por favor, Dean...eu não quero te ver hoje...sai daqui...

Dean: - Castiel...vamos conversar...eu quero me explicar... – o loiro encostou no braço do moreno, o tocando com delicadeza.

Castiel: - Me deixa! – o menor se afastou mais ainda, desencadeando uma tristeza ainda maior no coração do loiro – sai daqui antes que não responda por mim...me deixa sozinho...

Antes que o esquilo pudesse avançar novamente, Duma abriu a porta, e fitou o maior sentado a cama, expressando piedade em suas feições.

Duma: - Senhor Novak, você precisa sair! – a morena encarou o paciente dessa vez, o vendo encolhido e melancólico na cama, para posteriormente fitar o maior – a doutora Silver quer conversar com você.

O maior olhou para o marido e então suspirou sôfrego, se levantando enquanto passava a mão pelo rosto, disfarçadamente secando suas lágrimas acumuladas. Castiel cobriu o rosto entre seus joelhos e apenas ouviu os passos de Dean até a porta, ele tomou coragem e ergueu o rosto, vendo o olhar ferido que o maior lhe transmitia, ele escondeu a face novamente e posteriormente ouviu o barulho da porta atingindo o batente, se fechando. O rapaz encarou o seu quarto vazio e se entregou a tristeza, chorando compulsivamente. Ele queria um tempo sozinho, mas bem lá no fundo, esperava que Dean não fosse embora realmente, que ficasse com ele, que o confortasse. A dor de lembrar da traição era indescritível. Mesmo que Dean fosse o grande autor desse mal, não importava, ele só queria abraça-lo e se prender às velhas memórias, tempos em que ambos eram unidos e felizes.

...

Dean andava pelo corredor ao lado da enfermeira Duma, os passos dos dois ecoavam pelas paredes brancas e colunas marrons, cortando o silêncio, mas não o clima depressivo que aquele lugar transmitia. O loiro suspirava entristecido, andando com as mãos nos bolsos enquanto seguia a mulher vestida de rosa. Uns minutos bastaram para saírem da ala dos quartos, passando pelos jardins e então se direcionando para a parte da clínica onde se realizavam os tratamentos. A dupla só parou de andar quando ficaram de frente para uma porta branca, nela estava uma placa gravada com os dizeres “Dra. Clara Silver”. A castanha bateu na porta e segundos depois ouviram uma voz dando consentimento para que entrassem. Assim que a enfermeira girou a maçaneta e abriu passagem, ela entrou sem demora, sendo acompanhada pelo maior.

Duma: - Doutora, Dean Novak está aqui! – a morena de olhos castanhos claros afirmou a outra de jaleco branco.

Dra. Clara: - Obrigada Duma, pode se retirar – a mulher de cabelos escuros e cacheados sorriu à Cara e daí a assistiu sair do cômodo, deixando Dean e ela sozinhos – olá, Dean...

Dean: - Olá, doutora! – o loiro fez um breve aperto de mão e então se afastou, se sentando em uma das poltronas a frente da mesa da mulher – por que estou aqui?

Dra. Clara: - Eu requisitei que Duma te trouxesse aqui – a morena foi direta, entrelaçando seus dedos em cima da mesa – você já deve ter visto Castiel, não? – o maior assentiu com a cabeça – e como foi?

Dean: - Ele se lembrou da minha traição, acredito que já dá pra se ter uma ideia da reação dele, não? – o loiro respondeu ríspido, com os braços cruzados – deveriam de ter me explicado a situação melhor!

Dra. Clara: - Nos desculpe, mas infelizmente até eu mesma não sabia do que Castiel tinha se recordado...na consulta de ontem, ele estava estranho – o loiro ouvia atentamente – ele ficou repetindo um nome.

A mulher separou suas mãos e então passou a procurar algo nas gavetas, voltando com uma pasta, a abrindo e daí lendo as folhas que a compunham.

Dra. Clara: - Deixe-me ver...ah sim! Ruby! – ela exclamou com certeza na voz, surpreendendo o esquilo – Castiel ficava repetindo esse nome...sabe o que significa, não é?

Dean: - S-Sim... – abaixou a face em vergonha – ela era a garota com quem eu traía o Cas...

Dra. Clara: - Entendo... – a morena pigarreou e fechou a pasta – quando eu perguntei quem era essa Ruby, o seu marido se fechou totalmente, ele exigiu o fim da sessão e concordei sem questionar.

O loiro mantinha a cabeça baixa, então Clara o chamou novamente, ganhando sua atenção prontamente.

Dra. Clara: - Eu sei que é difícil pra você, Dean – a morena assegurou, assistindo o homem secar algumas lágrimas insistentes – mas finalmente o tratamento está dando grandes resultados...eu te chamei aqui para lhe deixar informado do nosso progresso e garantir a sua permissão para o prosseguimento da terapia.

Dean ficou uns minutos em silêncio, perdido em seus pensamentos e memórias. Ele matutou por mais alguns instantes e então encarou os olhos verdes da mulher de jaleco branco, balançando a cabeça em positivo.

Dean: - Sem problemas, você tem meu total apoio... – ele sorriu vacilante e apertou seus joelhos – realmente vai ser barra, mas se isso for ajudar o Castiel a lembrar...eu...eu permito sem dúvida alguma.

Dra. Clara: - Ok, então isso é tudo! – a morena se levantou da sua cadeira, sendo copiada pelo outro – muito obrigada por manter sua confiança em nós, quero muito ajudar o Castiel! – sorriu sincera.

Dean: - Sim, eu confio que farão o melhor para ele – devolveu um sorriso fraco e então se dirigiu até a porta – muito obrigado, doutora.

A morena assentiu e então voltou a se sentar, passando a revisar uns papéis em cima de sua escrivaninha enquanto que o loiro saía. Quando Dean saiu da sala da mulher, ele apoiou as costas na parede, trincou os dentes e se deixou desabar em lágrimas. Se culpava pelo sofrimento do seu amado por estar ali, se culpava por suas burradas e também por não ter sido um marido melhor. Ele temia que Castiel o rejeitasse como quando descobriu o caso com Ruby pela primeira vez, ele ficava revendo o rosto abalado de seu amor em sua mente, entretanto, não poderia fazer nada agora, apenas esperar e confiar na capacidade dos médicos dali. Dean notou que algumas pessoas passavam perto de onde se encontrava, então engoliu o choro e se recompôs. O jardim começou a ser irrigado pela nova chuva que se iniciou, ele bufou e seguiu seu caminho até a saída. Passando pela recepção, ele pegou seus pertences de volta e saiu do edifício da clínica atravessando a porta feita de vidro.

 

...           


Notas Finais


Novamente peço desculpas pelo capítulo fraco, entretanto, ele é necessário! :3
Gostaram? Comentem pra que eu possa saber a opinião de vocês! 💙💙

AMO VCS LINDOS! 💙💙
BYE! ✌


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