História O Manto da Razão - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Lendas Urbanas
Tags Creepypasta
Visualizações 4
Palavras 1.497
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Drogas, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Cheguei!
Aos poucos as coisas vão tomando um rumo, nossos heróis vão tomando jeito a medida que as coisas forem avançando!

Capítulo 2 - Estranha familiaridade


Ben Povs:

Parece irônia do destino, mas Kessy veio parar justamente na mesma sala que eu. A professora decidiu fazer uma forma bem dinâmica de apresentar todos aos novatos, nos conhecermos melhor. Em resumo arrumamos as bancas de forma a fazer um círculo, na minha opinião é meio idiota, queria poder sacar meu game agora.

-Me chamo Ben, gosto de jogar e... odeio histórias de terror.

Todos já devem ter percebido que sou meio medroso, isso não é novidade nem para os outros.

Karin me passa um papel, antes de o olhar encarei quem me mandou ele. Esse é um menino detestável que gosta de se aproveitar de mim, seus cabelos são castanho escuro e seus olhos castanhos, se me perguntarem porque tenho medo dele, é simples... Samuel é mais forte do que eu, é mais alto do que eu, tem notas melhores que que as minhas ... e é um jogador nato... é por isso que temo a ele. Abro o bilhete:

"Eae perdedor, pronto para o ano letivo?"

Já vou preparando meu dinheiro do lanche... o bom é que sempre resolvemos isso com uma partida de algum jogo da preferência dele. Ele diz que assim é melhor do que tomar meu dinheiro na violência, mas continuo chamando isso de roubo. Me encolhi olhando na direção dele. De longe Kessy me olha e depois olha para Sam.

Finalmente hora do recreio! Como o esperado ele vinha atrás de mim colocando o braço em volta do meu pescoço. Me sinto totalmente vulnerável nessa situação, começou a bagunçar meu cabelo.

-E aí, Ben?-seu tom de voz é como um deboche.- Recebeu o meu recado heim, está pronto?

-Er... Sam, eu posso dividir meu dinheiro com você...-estou com medo.- não precisa pegar ele todo.

-Oh pode?

Por um breve momento fiquei feliz pela possibilidade de ele aceitar um acordo.

-Vamos jogar, se vencer eu aceito.

-Que jogo, tem que ser algo rápido.

Sam assentiu com um leve sorriso no rosto.

-Hey Jason!-chama um dos amigos.- Traz uma folha e uma caneta.

-Vá pegar você!-respondeu ignorante.

-Deixa de ser lerdo e pega logo, ou quer que eu arraste sua cara na parede?

-Vem aqui e diz isso na minha cara.-apontou para si mesmo com o polegar.

Sem mais discussão pegou a folha de um caderno qualquer e ofereceu a própria caneta. Ficamos jogando o jogo da velha até sair o resultado final, eu venci... é estranho... ele parece ser horrível nesse jogo, por que me desafiou a isso?

Entreguei-lhe metade do valor, como o combinado.

Kessy veio ao meu encontro, havia pego dois pães.

-Olha eu me esforcei muito para convencer a tia.-me entrega um deles.- Podemos dividir o suco.

-A-ah...-tentei recusar- obrigado mas... não precisava...

-Só aceita.-pisca.

Uma menina sendo gentil comigo... era só o que faltava, Ben você é de fato um fracote.

De repente meu peito dói, não é algo que deva me preocupar?

-Aconteceu alguma coisa?

-Nada!-sorrio com a mão no peito.

Não percebi que fiz isso, desde a semana passada essa sensação vem crescendo dentro de mim.

Assim que comprei meu lanche retornei para a sala. Olho para Kessy que conversava com uma novata, meus amigos... sinto falta deles, cada um desapareceu de maneira misteriosa, daquele grupo só resta Wesley, mas ele anda meio afastado de todos. Dirijo o meu olhar para ele no canto da sala, sentado de cabeça baixa, ele está bastante abalado desde que eles sumiram, nem mesmo respode as chamadas da professora, apenas ergue a mão.

Caminhei até ele, após isso me sento na banca.

-Wesley.-ele me olha.- Quer?

Seus olhos são tristes, ele está mais pálido do que costumava me lembrar, até seu braço aparenta estar mais fino.

-Não.

-Eu sei que não tem como esquecer o que houve mas... tente se alimentar melhor.

Nesse momento há lágrimas em seus olhos. Eu não queria fazê-lo sentir isso novamente, não foi culpa minha... mas... eu devia ter feito algo.

-Você não sabe a sensação de perder sua irmã!-bateu na mesa.- Bell...-põe a cabeça entre os braços na banca.

Sim eu não sei a profundidade da sua dor, sou apenas eu e meus pais aqui. Desde que me lembro estive sem amigos... isso é... até dois anos atrás, no entanto eles começaram a desaparecer e estou quase só de novo. Estou um pouco preocupado que Kessy também tenha esse destino.

-O que há com ele?-escuto sua voz atrás de mim.

-...

Apenas decidi sair dali, enquanto comia, ela fazia questão de me encher de perguntas. O que podia responder, respondi... também comecei a jogar um pouco.

Kessy Povs:

Ben está um pouco quieto hoje, já estamos voltando para casa e nenhuma palavra, parece preocupado. Devo deixar ele assim?

O carro do sorvete vinha passando, aquela típica musiquinha alegre, olhei para Ben, ele também tinha escutado. O carro não deve estar longe!

-Vamos, preciso comprar um!

Eu sei que ele precisa de um para se sentir melhor, comecei a correr, Ben veio atrás de mim.

Finalmente consigo avistar o carro do sorvete.

De repente as mãos de Ben cobrem minha boca, ele começa a me puxar para trás. Foi então que eu vi o sorveteiro puxar um garoto para dentro, forço o braço dele para baixo.

-Ei você!-gritei.

-Não chame!-soa com desespero.

Consigo me desvencilhar dos braços dele, Ben tentou me agarrar, porém conseguiu somente minha mochila.

-Solte o menino! Polícia socorro ele está levando o--

Quando percebi o homem já tinha me segurado tapando minha boca.

-Kessy!-ouço Ben chamar meu nome.- Alguém ajude por favor!

Vi algumas pessoas passarem sem entender o que acontecia. Fui jogada para dentro do carro também, caio em cima de alguma coisa, olhei para o menino que parecia bastante assustado sentando em um canto, ele estava abraçando as pernas enquanto derramava lágrimas soluçando. Resolvi me juntar a ele para tentar o consolar.

O carro arrancou rapidamente. Não sei o que pode nos acontecer, se eu não tivesse feito nada, esse menino estaria sozinho agora.

-Hey... qual o seu nome?-tentei demonstrar ser de confiança.- Me chamo Kessy Faith.

-Brandan...-se encolheu mais.

Tenho certeza de que aquelas pessoas farão algo, não podem nos deixar nessa situação... meu Deus! Eu não sei o que fazer agora que estou aqui... eu... estou encrencada.

Ben Povs:

Numa tentativa desesperada joguei a mochila nele, mas não surtil efeito, ele entrou no carro e partiu. Tentei correr atrás gritando, mas é óbvio que não iria conseguir, então parei, minhas pernas tremem um pouco. Droga! Eu tentei protegê-la, não tentei?! Mas Kessy tinha que se intrometer, o que devo fazer? Não posso deixar isso ficar assim!

Com a visão sendo embaçada pego a mochila dela, vou para casa dizer aos nossos pais o que aconteceu... eles vão saber o que fazer né? Eles são adultos, sempre sabem como resolver! Olhei para meu relógio e corri para casa.

-Mamãe!-grito pela casa quando chego.

A mamãe deve estar em algum lugar!

O nervosismo cresce cada vez mais dentro de mim, Kessy você tem que estar bem, por favor.

-Ben?

De onde ela me chamou? Corri pela casa até entrar por uma porta, assim que a vejo, sem pensar duas vezes a abracei com todas as minhas forças.

-Ben o que foi?-me perguntou nervosa mexendo em meus cabelos.- Está assustado e tremendo... B-Ben?-solucei desabando.- Está chorando por quê?

Que grande confusão se forma ao tentar me comunicar, preciso ficar calmo! Puxei um pouco de ar até começar novamente a falar, desta vez saiu, cheio de rodeios mais foi, para o meu alívio. Mamãe desesperada quase escorregou no chão molhado, percebi que atrapalhei o banho dela, e a cerâmica está suja de terra. Ela agarrou uma toalha antes de sair do banheiro, desviei o olhar para o chuveiro de onde ainda saía água. Estou um pouco molhado, fui diretamente para o mesmo fechá-lo.

Finalmente desci para a sala, mamãe estava molhada, porém vestida, tentava secar o cabelo enquanto falava com alguém do outro lado da linha.

-Isso mesmo, é pequena, tem cabelos loiros um pouco abaixo dos ombros, pele parda... tem dez anos... hum? Hora?

Eu realmente não sei mais o que fazer, depois de falar com a polícia, mamãe foi correndo avisar os pais da Kessy. Eu deveria a ter impedido, não sei o que fazer.

Vou para fora e me sento na cadeira de balanço.

-Ei garoto.-uma voz feminina me chamou.

Surpreso fico quando vejo uma menina que nunca tinha visto antes. Seus cabelos são castanho e seus olhos verdes, me lembra alguém já visto antes. Estava séria do outro lado da cerca.

Tratei de enxugar minhas lágrimas enquanto caminhava em sua direção.

-Estava chorando?

-N-não...-provavelmente meu rosto deve estar muito vermelho.- O que quer?

Me chamou mais para perto, obedeço. Mas quem é ela?

-Como não?-riu de mim.- Está todo vermelho, inclusive ao redor dos seus olhos!-recebo um peteleco na testa.

Quem ela pensa que é para ter tanta intimidade assim comigo? Mais algumas lágrimas escorreram.

-Sua amiga sumiu né?-eu assenti automáticamente.- Escute.-coloca a mão do lado da bochecha.- Eu cuidei disso.-sussurrou, mas pude entender.- Me deve uma.-sorriu.

Senti meu peito apertar, mais uma vez mais lágrimas caíram, por que ela diz uma coisa absurda como essa! É impossível.

-Não brinque com uma coisa dessas!-gritei.

-Mas é sério!-agora ela aparentava estar brava.- Não duvide de mim.

A menina na minha frente fazia uma careta com os braços cruzados.

-Quer mesmo que eu acredite nisso?!-agora foi a minha vez de me irritar.- Como uma menina como você pode ter feito algo? Saía daqui!


Notas Finais


O que será que essa menina fez? Ela realmente não parece ser capaz de salvar alguém.
Kessy muito ingênua, tem que aprender a ver alguém sendo sequestrado e ficar quieta, por que não agiu como seu amigo Ben?


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