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História O mar e o céu estrelado - Capítulo 4


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Notas do Autor


DESCULPA

Capítulo 4 - Segura firme, princesa!


Naruto andava um pouco mais feliz na escola por conta daquele dia, apesar daquela situação ser idiota, afinal, Sasuke primeiro dava-lhe um tapa e depois entregava-lhe uma flor, ele gostou da atitude dele, foi algo realmente inesperado vindo do tirano da escola. Às vezes ria sozinho lembrando da cena. E mais, agora ficava vendo os treinos dele, de longe, pensava que era um idiota por fazer isso, estava trocando suas duas horas em seu santuário anti-babaca para ver os babacas, óbvio que não ficava igual as fãs do Uchiha, ficava ali, em um cantinho, estudando.

- Ei, filhote, talvez eu demore um pouco pra voltar, vou fazer hora extra hoje. Não vou poder fazer o jantar, então pode comer lámen no Ichiraku. - Os olhinhos do garoto pareciam criar pequenos brilhos ao ouvir a última frase, fazia tanto tempo que não vinha lá. O loiro já começou a aloprar logo de manhã, estava muito animado para depois do trabalho; iria correndo para a loja de lámen. Subiu no ônibus, para melhorar seu dia ainda mais, era sexta, não viria os animais do zoológico por dois dias seguidos, era quase como um sonho. Mesmo sendo sexta, o ônibus estava um pouco cheio, tanto que uma garota acabou sentada do lado dele no banco, nem se deu o trabalho de olhar para ela. Passou-se uns 20 minutos, Naruto, sempre perdido naquele mundinho com suas músicas, apesar dos fones, ouviu barulhos estrondosos vindo de fora, eram tiros. “Puta que pariu, hoje não” pensou abaixando-se, talvez hoje seria uma merda como todos os outros dias. Olhou para os lados e viu que a menina loira era a única ainda sentada no bando, assustado ele avisa:

- QUER MORRER, GAROTA? - Ele puxa ela para baixo, parecia assustada, tinha o mesmo uniforme que ele. - Espera, você não é daqui, certo?

- Eu acho que não é a hora pra conversar, certo? loiro oxigenado.

- Vai se fuder sua perua, cacete, to tentando ajudar e a fela da puta nem agradece. - Ela revira os olhos, o Uzumaki rezava um ave maria junto com a garota ao lado. - Amém. 

- Eu sou muito linda pra morrer de tiro de favelado…

- Cala a boca filha da puta, olha se eu não tivesse me cagando de medo agora eu te tacaria da janela dessa porra. - Tinha que admitir, ficou irritado pelo uso da palavra “favelado”.

- Ô, meu nome é Ino, não filha da puta! -

- Ah, é? E eu quero saber que horas eu te perguntei alguma coisa. - Apesar da patada, Ino ri e estende a mão pro loiro.

- Prazer, Ino Yamanaka. 

- Naruto Uzumaki. - Sorriu à ela e esta retribui.

Depois de uns 10 minutos, eles se deram conta que o ônibus começou a andar, voltaram a se sentar e ficaram discutindo a situação entre risadas e xingamentos, ela explicou que ficou de castigo e não podia mais usar o carro, estava também sem celular para pedir um uber, então teve que usar a última opção que restou, também disse que nunca mais pegaria um ônibus em toda sua vida, aquilo realmente a traumatizou, o Uzumaki apenas revirava os olhos quando ela disse isso. Poderiam até ser bons amigos, mas a loira devia se importar muito com sua reputação, apesar disso, ela deu seu número a ele, disse que talvez um dia o convidaria para uma festa ou algo parecido. Isso fez o coração do pequeno se aquecer, estava se dando bem esse ano.

Primeira aula do dia; Filosofia

Naruto olhou para seu lado, Sasuke não estava lá, na verdade, quase nunca via Sasuke na sala, não que se importasse, mas achava curioso. Sempre perguntava o porquê disso, mas o Uchiha o ignorava, como o usual, Naruto pensa que ele apenas não liga pra porra nenhuma, teve que fazer dois trabalhos praticamente sozinho nesse período de tempo que estão sendo obrigados a se aturar. Nagato já tinha chegado a sala, Sasuke provavelmente não voltaria nessa aula, ou nesse período.

(...)

No fim, Sasuke não apareceu em nenhuma das outras aulas, agora sim, estava muito curioso sobre o paradeiro do Uchiha, caralho, como queria ter seu número agora para perguntar essas coisas. Saiu da biblioteca correndo, estava tão ansioso para comer no Ichiraku, fazia umas 3 semanas que não vinha lá, o tio do lámen deve pensar que Naruto morreu ou algo parecido, já que sempre iria pelo menos duas vezes por semana lá. “Lámen lámen, lámen” o garoto sussurrava andando pela calçada, sentiu alguém puxar sua gola e o prender na parede mais próxima, Sasuke Uchiha.

- Que isso? Um assalto? - Naruto pergunta de cara. O moreno resmungou um xingamento inaudível e entrega um papel à Naruto, este que foi solto e ponderou ali, muito confuso, ele pergunta:

- Qual é a tua? 

- Cala a boca. Sua voz me dá dor de cabeça. Vem nesse endereço sábado às 16, e saia antes das 20, não se atrase.  -  E simplesmente saiu andando, sem explicações, subiu na moto e foi embora, o Uzumaki ficou puto encarando aquele papelzinho em sua mão, o que era aquilo?

 

Naruto

Aquele arrombado, estragou meu sábado, meu sábado sagrado. Acabei esquecendo de contar a mãe que viria no endereço de Sasuke, descobri que ele falava sobre aquele trabalho da cobra, aquele que ao invés de ir ajudar ele na biblioteca eu simplesmente coloquei um papel o xingando. De qualquer maneira, não conseguiria fugir dele, e agora me encontro tentando escolher uma roupa bonita, não para Sasuke, não, eca, para a família dele não me achar estranho. Dou uma olhada no espelho, e caralho, fiquei um engomadinho, um suéter e uma bermuda, que porra estranha, mas foda-se. Corro para o ponto de ônibus, Sasuke morava perto da escola, ou seja, ele mora lá no cu do mundo. O dia nublado estava tão confortável, fiquei vendo a chuva caindo do ônibus, apenas desejando voltar para casa o mais rápido possível, iria maratonar minha série hoje, a chuva seria perfeita para hoje.

“Mãe, vou te mandar um ‘.’ se eu não mandar, chama a polícia nesse endereço (Localização)” Envio uma mensagem à mãe, nunca se sabe né, vai que ele tá planejando um sequestro marcado. 

 

Foram-se uns 44 minutos dentro daquele lugar e eu já me encontrava suando, o verão já estava chegando e eu fui botar a droga de um suéter. Desci do ponto, ainda tinha uns 3 minutos da caminhada para a casa do Uchiha, mas ele morava em um bairro nobre, dava para se notar, só mansão ali, aquilo parecia quase como um sonho inalcançável, uma realidade totalmente diferente da minha, comparado com meu bairro, aquilo era praticamente o paraíso. Já apitei naquele portão umas três vezes e ninguém me atendeu, já estou impaciente e com vontade de dar meia volta. Alguém parecia abrir a porta da casona do Uchiha, “Finalmente caralho…” penso segurando a aba da mochila com força. 

- TIO ITACHI?! - Berro olhando para ele, este que parecia tão surpreso quanto eu. - VOCÊ É PAI DO UCHIHA? - O moreno parecia rir enquanto abria a porta do porão para mim.

- Estou realmente surpreso, sabia que você estudava na mesma escola que meu irmão, mas não que eram amigos. - Ele responde me levando para a porta da frente.

- Ah, não somos amigos, só to aqui porque sou obrigado. Tio, se não vem aparecendo mais lá, brigasse com a Izumi? - O mais alto nega com cabeça.

- Ela vem mais pra cá agora. 

- Bem que eu percebi que ela anda bem saidinha… - Digo e Itachi ri, foi realmente uma surpresa considerar um dia que eles eram irmãos, Itachi era uma pessoa legal, Sasuke não. Só conheço Itachi porque às vezes ele dá uma passadinha lá perto de casa para ver a Izumi, não entendo como esses dois dividem os mesmo genes. “Ele está no quarto” sussurrou Itachi indo para algum lugar. Essa casa é enorme e muito chique, me sinto envergonhado por estar aqui, quase como uma pedra em meio a diamantes. Dou umas batidas na porta do Uchiha e ele abre mal humorado. 

- Veio fantasiado de viado? - Coro, arrumo meu suéter e olho-o com raiva.

- Vá à merda! - Grito à ele. Ele me pede para ficar calado junto a um xingamento, o quarto dele era tipo um sonho, paredes pretas, nas paredes tinham algumas guitarras suspensas, discos de algumas bandas, e sem falar que era grande para um caralho, acho que minha casa inteira caberia aqui, sem falar que haviam várias decorações daora. - Caralho, você toca? - Pergunto apontando para a guitarra, ele revira os olhos e diz:

- Não, não, é decoração. - Responde ironicamente. - Tá, senta ali, quero acabar isso o mais rápido possível. 

- Tatatatatatatatata. - Resmungo me sentando na mesa de centro que tinha ali.

- Tira os sapatos. - Ele manda, ah, entendi, o chão era feito de carpete, este que era tão preto quanto as paredes daquele quarto. Tirei os sapatos e deixei em um lugarzinho que ele indicou.

(...)

- Você escreveu errado ô acéfalo ambulante. - O moreno adverte apontando para o lugar.

- Nhenhenhe, você escreveu errado, vá se fude antes que eu me esqueça por favor. - Respondo riscando a parte que eu errei, Sasuke só tinha ficado no celular em 80% do tempo, só saia dali para me corrigir, e a gente não estaria nem na metade do trabalho se antes de vir aqui eu não tivesse feito um roteiro. 

- Vocês estão com fome? Eu fiz brownies.  - Sasuke já se preparava para dizer não, provavelmente não queria que eu ficasse mais ali, mas o Itachi cozinha super bem, sei disso porque Izumi foi minha babá pelo ensino fundamental inteiro, era quase como uma irmã para mim, às vezes Itachi aparecia na casa dela, nem sei o porquê eu nunca perguntei o sobrenome dele.

- EUEUEUEU. - Grito levantando a mão, não se pode se recusar comida, é falta de educação. Vou atrás do Itachi, deixando o Uchiha mais novo no quarto, não sei se ele viria, mas acho melhor que não, sinto-me mais confortável ao lado de Itachi. - Senti saudades da sua comida. - A situação toda cheirava a infância. Era uma sensação boa de saudade, algo como reviver os velhos tempos. Ele dá um sorriso enquanto eu me sento à bancada. Ficamos alguns minutos conversando e terminando de comer até o endiabrado chegar.

- Por que fez brownies? você sabe que eu odeio doces… - Sasuke diz sentando a uma cadeira de distancia de mim.

- Fiz pro Naruto, ele gosta muito deles. - Itachi responde começando a lavar a louça, o que me fez retrair, eu gostaria de pelo menos ter lavado a louça. O mais novo dos Uchihas parece confuso. - Ah, eu esqueci de contar, eu conheço o Naruto, ele é amigo da Izumi. - Sorrio vitorioso para Sasuke, esse que parecia irritado e voltou para o quarto sem mais nem menos. - Desculpe pelo meu irmão, ele é assim como todo mundo. - Itachi fala enquanto termina de secar os pratos.

(...)

Já está ficando tarde, seis horas da tarde, acabamos de terminar aquele maldito trabalho, então não quero mais olhar pro rosto do Uchiha. 

- Eu já vou, e não se esqueça de trazer isso segunda, visse? - Aviso arrumando minhas coisas, colocando as canetinhas no estojo e enfiando tudo na mochila. Sasuke resmungou alguma coisa em resposta, passo pelos corredores, acredito que o próximo ônibus já vai chegar, checo minhas coisas e… fudeu… não trouxe dinheiro para a viagem de volta, se dava uns 40 minutos de transporte nem imagino quanto tempo terei que ficar andando. - Ah, Itachi, obrigado por me hospedar aqui, muita gentileza sua, agora eu vou ter que ir andando para casa, te vejo por aí! - Afirmo pronto para abrir a porta.

- Andando? 

- Ah, é! hehe, eu esqueci o dinheiro para voltar. - Replico colocando uma mão atrás da cabeça. 

- Eu posso te dar… - Interrompo-o:

- Eu não preciso de caridade Itachi… Eu vou andando mesmo, já aproveito e me exercito um pouco. - Sorrio e passo pela porta, Itachi aparentava estar preocupado, mas eu sei me cuidar.

(...)

Não reconheço a rua em que estou. Mas foi oque o Google maps me recomendou, é um bairro estranho e me dá calafrios, acho que deveria ter aceitado o dinheiro de Itachi, sou um idiota. Falta uns 37 minutos ainda, sim, eu andei muito pouco, mas se assemelhou a uma eternidade. Suspiro e fecho os olhos por alguns minutos, de repente sinto alguém agarrar meus cabelos  e me prensar em um muro, meu coração parece que vai estourar, caralho Jesus, me salva!

- Passa tudo loirinho. - Eu gostaria de poder gritar agora, mas não posso me desesperar, eu só tenho que respirar fundo e entregar minhas coisas, ser assaltado não estava em meus planos, que ódio. Sinto meus cabelos serem soltos enquanto meu coração batia aceleradamente.

- Tá tudo bem, princesa? - Diz alguém que a voz parecia vagamente conhecida, mas os batimentos pareciam mais altos que qualquer coisa. - Oi? - O dono da voz estala os dedos na minha frente e eu acordo do transe. O cara que tentou me roubar estava no chão desacordado. 

- Sasuke! - Acho que eu nunca fiquei tão feliz por vê-lo em minha frente. - Ah, espera, o que você tá fazendo aqui? - Só consegui processar o que aconteceu. - PRINCESA?

- Meu irmão me mandou te buscar, nunca ganho uma discussão contra ele. - O Uchiha bufa.- Então sobe aí, princesa, vou te levar pro seu castelo. - Manda ele com um tom divertido, fico corado e puto.

- Vá se fuder! - Xingo cruzando os braços e olhando para o lado. - Eu ainda tô traumatizado, tá! - Sasuke suspira cansado, acho que ele não tá muito a fim de discutir comigo, este que olha para o lado e vê uma máquina de bebidas.

- Hm… Eu te pago um refri, você sobe na moto e cala a boca, que tal? - Propôs com seu clássico sorrisinho malicioso, odeio esse sorriso, mas me odeio ainda mais por achá-lo bonito. Faço que sim com a cabeça, já disse, é falta de educação recusar essas coisas. - O que você quer? - “Coca” respondo baixinho, ele atravessa a rua e volta trazendo a lata nas mãos. - Vai morrer de diabetes, sempre te vendo comendo essas porras. - Diz subindo no veículo,ele coloca o capacete e me entrega a latinha que carregava. 

- Entendi! - Grito e ele fica irritado, por eu ter gritado, e confuso pelas minhas palavras. - Somos amigos agora. - Eu revelo olhando para a latinha e com um dos maiores sorrisos que já dei. 

- Você enlouqueceu? - Sasuke pergunta com um semblante raivoso.

- Qual é, você sabe, cê me salvou de um assalto e me pagou uma bebida, se não somos amigos, o que somos? - O Uchiha suspirou, não queria argumentar comigo.

- Sobe logo nessa merda. - Demanda ligando a moto, não que eu estivesse com medo, mas eu nunca andei em nada parecido. Abro a latinha, tomo um gole e subo na moto junto dele. - Segura firme, princesa. - Xingo ele baixinho enquanto tentava me encaixar ali ou tentando achar um lugar para segurar. - Pronto ou não, aí vamos nós… Ah e você tá sem capacete, vou ir um pouco mais rápido pra não notarem. - pronunciou acelerando, antes que eu pudesse falar qualquer coisa, não em uma velocidade normal, tipo muito rápido, Jesus, eu quero gritar. 

- VAI MAIS DEVAGAR!

- SÓ SE VOCÊ ME DAR UMA MAMADA! - Grita em um tom divertido, na mesma hora ele começa a dar um grau na porra da moto, ele tá pedindo para a gente sofrer um acidente.

- CARALHO VAI TOMA NO CU! - Berro abrancado-o mais forte, ele continua correndo, parecia estar rindo do meu desespero, mas no fundo, apesar do medo eu estou contente, acho que eu nunca senti isso, esse frio na barriga emocionantemente assustador. 

- Tá entregue. - Alerta desligando a moto, Sasuke ri ao ver meu estado, cabelos em pé e uma sensação de euforia. Já estamos praticamente na frente da minha casa, as nuvens de chuva se dispersaram, e agora o entardecer deixava tudo meio dourado.

- Isso foi muito incrível! - Pensei em dizer:”Eu quero fazer de novo.”, mas não diria isso, não na frente dele pelo menos. 

- É, eu espero que eu não seja multado. Ah, você tomou o negócio? - Olho-o confuso. - A coca? 

- Ah, sim! Mas por que quer saber? - Interrogo-o procurando pelas minhas chaves na mochila. 

- Me dá a latinha e uma caneta? - Reviro os olhos e alcanço uma caneta permanente a ele, junto da lata. Acho as chaves e ele me entrega o refrigerante e tinha um montão de números atrás.

- Ah, que porra é essa? 

- Os números do meu cartão de crédito. - Olho-o confuso. - Não, seu resto de aborto, é meu número. - Sorrio.

- Eu disse.

- Hm?

- Somos amigos agora. - Afirmo entrando em casa, não dando chance dele me responder, meu coração ainda batia rápido, me atiro no sofá, por alguma razão, me sinto engraçado.

 


Notas Finais


Revisado meusanjo 🤡🤙


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