História O Marido Ideal - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Limão


Fanfic / Fanfiction O Marido Ideal - Capítulo 15 - Limão

Música do capítulo: Stop Runnin' - Liz Lokre

Estou tão petrificada quanto Sasuke. Tenho dificuldades de reconhecer a figura a nossa frente, ainda mais porque ela se virou de costas perante o flagrante. A expressão incrédula do meu marido e a imobilidade súbita perante o choque me faz acreditar que ele está certo.

 Deus.

Não é possível que a minha sogra tenha aparecido, melhor, não é possível que seja ela, agora, nessa situação.

Eu estou quase nua agarrada ao filho dela quase nu.  Bela maneira de causar uma boa impressão. Ela dá passos à frente, parece incerta do que fazer assim como nós que ainda não saímos da água. Sem dizer nada, os passos se tornam maiores.

— Está fugindo de novo? — Sasuke se move se dirigindo a figura que parece disposta a fugir. — Mãe!? — clama por ela novamente. — Olha pra mim! Porra, olha pra mim. — Sua voz grave se intensifica à medida que ela não responde e muito menos se move.

A respiração alta de Sasuke denota sua fúria, continuou a andar e sair da água. Os pés molhados batem no chão, não para. Está determinado, irritando, cansado. Precisava de respostas tanto quanto precisava da próxima inspiração.

Quando está próximo da figura que poderia ser sua mãe, ele a segura pelo braço. A mulher se vira. A franja cobriu um pouco seus olhos escuros. Definitivamente pelos traços e características físicas já era fácil identificar que sim, ela era Mikoto Uchiha.

Estou segurando meus seios, tentando de alguma forma tapá-los enquanto a água da cachoeira percorria minha espinha. Me movo, caminho até a borda e consigo sair colocando o vestido na minha frente para tampar a nudez. 

Os lábios de Sasuke se apertam ao ver a mãe nitidamente.

— Fi...Fi... Filho... — a voz dela falha ao encostar a mão no ombro dele que recua imediatamente perante o toque abrupto.

 Engulo a saliva que desce de forma dura como as próximas palavras de Sasuke:

— Sabe de uma coisa? Pode ir embora.

— O... O q-quê? — Mikoto gagueja.

— Vai embora. Covarde. Covarde. Covarde! —  suas palavras são tão ácidas quanto limão. —Está achando que sou idiota? Agora... Agora tudo faz sentido. Eu achei que estivesse louco. Louco! —  sua voz está rouca. Passa a mão pela face e balança a cabeça em descrença. — Mas você me seguia, você esteve no Tennessee em março, certo? Você. Presta atenção, se você não vai ter a coragem de olhar na minha cara e dizer que porra aconteceu... — abaixa os olhos, captura uma golfada de ar e dá a cartada final: — Então vai embora. 

Os olhos dela estão penetrados em seu filho, como se quisesse fotografar cada traço dele. Eles estavam tão perto, mas tão longe.

— Eu não vou embora, nunca mais. — Mikoto diz inesperadamente. — Vamos conversar, lá dentro. — move o olhar para mim, não diz nada, só expressa um sorriso lento e nos deixa.

Corro até Sasuke que se agachou no chão. Encosto as mãos em seus ombros enquanto ouço seu respirar bruto. Não digo nada, ele não quer que eu diga, nem eu quero dizer alguma coisa. A realidade era essa, sua mãe finalmente apareceu, e não se sabe o que aconteceu com ela e nem porque ficou tanto tempo desaparecida. Mas, o que sabemos é uma coisa só: Enfim poderemos catar os cacos do coração de Sasuke e restaurá-lo. Seja o que for, a verdade sempre cura.

Agora todos nós estamos sentados no sofá e Mary acabou de servir um chá. Mikoto está no sofá a nossa frente. Sasuke e eu estamos lado a lado. Sem querer me vejo analisando a ex senhora Uchiha. Ela está usando um vestido preto de corte reto, é magra, rosto fino, pele clara e cabelos negros. A versão feminina dos seus filhos, eu diria.

— Como você está? Está bem? Vive bem? — ela pergunta ansiosa para seu filho.

— Me diga você que me perseguia por aí como uma stalker. — Sasuke continua ácido.

Em resposta, sua mãe limpa a garganta e me cumprimenta:

— Você é Sakura Haruno, certo? É um prazer conhecê-la.

— O prazer é meu, senhora — digo um pouco travada, estou em um campo de batalha e qualquer movimento errado pode resultar em uma tremenda explosão.

— Então, o que está esperando? Existe uma justificativa plausível para o seu desaparecimento? — O Uchiha está impaciente.

— Podemos conversar a sós? — pede, estou pronta para me levantar, mas Sasuke segura minha mão.

— Ela fica, não temos segredos, e a Mary também pode ficar, ela parece saber de tudo já, não? — inquere já sabendo a verdade.

A senhora Griffin confirma com a cabeça, e por isso, a antiga desaparecida começa a falar:

— Não espero que você entenda, porque eu não tenho uma boa desculpa, nunca tive. — ela é objetiva em suas palavras e não deixa de o encarar um minuto sequer. — É por isso que demorei tanto para ter coragem e aparecer pra você. O Itachi disse que você não entenderia, por isso...

— Espera, espera aí... O Itachi sabia que você, que você estava viva? — Sasuke vacila nas palavras que demonstravam seu choque.

Isso está ficando cada vez pior. Permaneço como expectadora assim como a senhora Griffin.

— Sabia, quer dizer, ele soube recentemente, eu fui até ele, entende? — A situação só piorava, ao meu lado, o maior interessado nos fatos acabou de apertar os punhos e balbuciar:

— Aquele, aquele bastardo sabia que você estava viva e não me contou nada?!

—  Sasuke, calma, me deixa explicar.  — Mikoto se movimenta no sofá.

Estou lutando para não interferir, de verdade, mas o meu instinto é rápido, por isso seguro a mão de Sasuke e o olho para que de alguma forma consiga acalmá-lo. Ele não quer olhar para mim, não o forço. Sua boca se abre e vocifera:

— Pois fale! Fale tudo que você não disse. Droga, eu estou tão cansado disso, não aguento mais tanta mentira e tanta manipulação. Seja o que for, fale, fale logo.

A mulher a nossa frente suspira e olha para Mary antes de dizer:

— Eu não tenho uma explicação que seja perdoável. Eu fui embora na tentativa de me encontrar, eu não era boa para vocês, era tão infeliz... O meu casamento com seu pai era difícil. No começo eu pensei que o amasse, de verdade, mas o fantasma do meu passado me provou o contrário. — não vacila mesmo que suas palavras sejam tão cruas. —  Por isso eu abandonei seu pai, porque ele não me daria uma separação do jeito tradicional, e, eu, eu.... —  gagueja buscando os olhos do seu filho. —  Ia te levar... Ia mesmo. O Itachi já era maior de idade, conversei com ele antes de ir embora, e ele nos rejeitou, disse que iria para Paris e não se importava conosco. —   ela estava com dificuldades de explicar, mas ainda continua: — Eu ia voltar e te buscar. Só que eu não pude levá-lo quando o vi com seu pai. Quando o vi treinando com ele, você queria tanto ser notado, queria tanto que seu pai o visse como um campeão. Então eu decidi percorrer a minha jornada sozinha, porque se te levasse, só te faria sofrer.

— Vai fazer quinze anos que você foi embora. E agora você aparece? Por que agora? Por quê?

— Eu tive um problema com bebida, porque eu tentava afagar a minha dor com o álcool... Sei que você não enxergava isso, era uma criança. Só que eu não tinha nada para te oferecer. Mas agora eu estou bem, você está bem então...

— Para onde você foi? — Sasuke a interrompe.

— Por um tempo eu fiquei aqui na fazenda, Mary me ajudou. —  olha a e continua a seguir: — Kushina e Minato nunca souberam de nada porque eu fiquei escondida. — cita os pais de Naruto. Os dois não administravam mais a fazenda e estavam curtindo umas longas férias de aposentadoria. —  Depois fui embora para o Tennessee e lá eu encontrei uma pessoa — meus olhos se arregalam na mesma hora. — Uma pessoa que fez parte da minha vida.

— O quê? Quem? — seu filho faz a pergunta que eu também queria saber.

Será que ela foi embora com o amante? O suposto pai de Itachi? Não tem como essa situação ficar pior. Mikoto vacila por um momento, mas o Uchiha a pressiona com o olhar, o que faz com que ela aos poucos abra os lábios e responda:

— Madara Uchiha.

É claro que eu não faço a mínima ideia de quem seja. Mas Sasuke parece saber quem é, o despontamento na minha de seu rosto indica reconhecimento para logo indagar:

— O Madara? Eu sei que ele é um parente distante da família, só que eu mal o conheci, ele não morreu em um acidente de carro?

— Não... Era o que seu pai queria que pensássemos, mas ele não morreu, só foi obrigado a forjar a própria morte.

— C-como? Como assim?

— O Madara... Ele... — faz uma careta tentando disfarçar o choro. — Ele e eu tivemos uma história antes de me casar com seu pai. Só que acabamos nos separamos por mentiras do Fugaku. Ele sempre quis me aprisionar, sempre me quis só para ele.

— Cala a boca.  — Sasuke se levanta, sabia que ele não ia aguentar por muito tempo. Estava farto e tudo que sua mãe estava contando não ajudava a acalmá-lo. A verdade antes de curar, perfura muito a cicatriz.

— Filho?!

— Você está só falando merda, agora quer colocar toda a culpa no meu pai? Eu sei que ele não é um santo, mas você, você ficou todos esses anos morando com outro homem? Você nos trocou por ele? Pelo seu amante?!

— Nada é do jeito que você está pintando. Nós fomos obrigados a ficar separados por um longo tempo. Durante cinco anos eu vivi com seu pai, acreditando que o Madara estava morto. Quando por conta própria eu descobri que ele estava vivo. Ele foi forçado a se esconder por conta do seu pai, Fugaku o subornou. — Mikoto falava desesperada, o choque tomou conta do ambiente.

— O subornou? De que forma? — pela primeira vez eu me meto na conversa e na hora me arrependo porque eu não deveria interferir.

— O Madara tinha dívidas..., empréstimos. Empréstimos com quem não devia e Fugaku disse que pagaria todas as dívidas se ele sumisse.

— Então você o tornou seu amante as escondidas por mais sete anos e depois fugiu com ele, é isso? — Sasuke questiona com raiva.

— Não. Não... Eu tinha o Itachi pequeno, tinha uma vida, não ia ter a coragem de esconder um amante. Por isso, nós decidimos nunca mais nos ver. Eu lutei para manter meu casamento, mas a partir daí vivi infeliz. Encontrar com o Madara no Tennessee não foi planejado, só que o destino quis que nos reencontrássemos.  

— Não quero mais ouvir isso. — Sasuke se aproxima de mim e pega minha mão. — Vamos sair daqui. — diz mirando-me rápido.

Mikoto também se levanta e se desespera jogando todas as palavras que podiam não ser bonitas, contudo, que pareciam verdadeiras:

— Sabíamos que não teríamos paz, sabíamos que seu pai não me daria o divórcio fácil, e que eu jamais conseguiria sua guarda com base no meu histórico. Então, decidimos nos esconder. Começar uma nova vida... — Sasuke aperta minha mão e se move, entretanto Mikoto continua na tentativa de fazê-lo olhar de novo para ela. — Eu... Eu te mandei muitas cartas. Mas creio que nenhuma delas chegou em suas mãos.

— O que você quer? Quer virar o jogo para seu lado? Você foi embora com um cara que há anos foi considerado morto. Você traiu o meu pai, traiu a nossa família.  O que quer agora? Redenção? A porra de uma redenção? — Meu marido solta minha mão para encarar sua mãe face a face, a figura dela está atordoada.

— Não fala assim de mim. Eu ainda sou sua mãe!

—  Agora você está se lembrando disso?

— Eu te contactei lembra? Quando você fez dezoito anos? Quando finalmente você podia deixar seu pai.

— Marcou um encontro e não apareceu.

— Eu tive um contratempo... Eu fui para o café te encontrar, mas você já havia ido embora...

— Já sei. Você veio porque quer dinheiro, não é? O seu amante se meteu em outra enrascada? Por isso veio até aqui? — as perguntas cirúrgicas não param. Elas acertavam como bisturi a pele de Mikoto.

Uma lágrima escorre do rosto dela enquanto dizia:

— Vamos conversar outro dia. Desculpa, desculpa, eu estou errada em aparecer assim, bem no dia do seu casamento... Não era para ser desse jeito, eu juro que não era..., eu vou deixar vocês em paz, vou embora, mas eu não vou fugir, está bem?

— Pode ficar, acho que está bem acolhida aqui — Sasuke direciona seu olhar para Mary. — Eu vou embora. — Não há clemência. Eu mesma não sei se estivesse em seu lugar saberia lidar e perdoar.

Então, depois que conseguimos trocar de roupa e pegar as malas, partimos dali. Eu dirigi até o apartamento de Sasuke em Nova York. Deixei que o silêncio nos dominasse no caminho, não queria mexer com os seus sentimentos tão já.

Ao chegarmos no apartamento, Sasuke apenas foi para o quarto, o segui. Foi tirando as roupas e, despido, caminha até o banheiro. Ouço o barulho do chuveiro, a porta está aberta. Penso em deixá-lo sozinho com seus próprios pensamento, dar o espaço que ele precisava. Só que a voz do meu coração fala mais alto, soando pior que um despertador. Por isso eu também tiro a roupa e caminho até o banheiro. A porta está aberta, eu entro.

Meu marido está com a cabeça baixa enquanto a água escorria pelo seu pescoço. Está de costas para mim, abro a porta do box e, vagarosamente, deslizo minhas mãos pelo seu peito nu, abraçando-o por trás.

E nós ficamos assim por um tempo até que ele se pronuncia:

— Desculpe.

— Pelo o quê?

— Por tudo. — Suspira. Seu peito subindo e descendo, sinto-o através de minhas mãos. Sei que está chorando, embora suas lágrimas tenham sido mascaradas pela água do chuveiro.

— Não tem pelo o que pedir desculpas. Está tudo bem. — digo e ele imediatamente se vira para mim. Passo a abraçá-lo de frente e ele desmorona em meu peito. Não chora. Tenta de alguma forma apartar sua dor, escondendo-a em seu peito. Vejo-o como um misto de alívio, frustração, medo e desconfiança.

Ficamos um tempo assim por um tempo até que o alivio toma conta de sua expressão.

— Eu não queria que fosse assim... A nossa lua de mel. — desliga o chuveiro ao dizer.

— Pare com isso. O que importa é estarmos juntos. Não precisamos viajar agora. Nós podemos cancelar a lua de mel, você precisa colocar a cabeça no lugar e se entender com sua família.

— Já está tudo reservado, nós íamos para Itália, você sempre quis conhecer, não é? — diz e coloca as mãos em minha cintura.

— Sim, mas, acho que você não está em condições de se divertir comigo e eu respeito isso. Não quero que se sinta sufocado. Não importa aonde vamos estar, você sabe o que importa, certo? —  pergunto colocando as mãos em seu rosto, conectando nossos olhos. Suas mãos se fecham em meu corpo para me abraçar.

— É. — solta a respiração devagar em meu pescoço.

— Nós podemos postergar para a outra semana e fazer nossa lua de mel do nosso jeito aqui. O que acha?

— De que jeito?

— Não precisamos ir muito longe, dá para nos divertirmos em Nova York.

— Vão nos reconhecer e nos perseguir. — suas mãos passeiam pelo meu corpo. — Você sabe que é difícil pensar desse jeito.

— Eu tenho várias ideias — ignoro a parte lasciva dele que despertou.

— O.k., vou confiar em você. — beija primeiro minha testa e em seguida minha boca. As coisas ficam boas a partir disso, suas mãos querem estar em todos os lugares, como as minhas. Ainda estou abarrotada de emoções, o casamento foi como dar a uma volta na maior montanha russa do mundo. Meu estômago está revirado, mesmo assim, sentir o calor de Sasuke faz com que as coisas se acalmem.

Há algumas coisas que estão martelando em minha cabeça, como o que Naruto me disse quando interrompeu minha dança com Utakata. Dança que fui obrigada a aceitar e ouvir do Running Back que eu era muito esperta, já que identifiquei muito rápido que o interesse dele não era em mim e sim em irritar Sasuke. Os dois tinham uma rivalidade que nem sei por que começou, mas tinha um motivo: Ser dono dos holofotes.

Tem lugar para todo mundo no Hall da fama, no entanto há quem discorde disso.

— É melhor descansarmos por hoje, não acha? — pergunto a Sasuke que embora esteja mostrando seu desejo eminente, parecia desconectado com o momento.

— Sim... Sim. — diz em pausas.

Deixo-o tomando banho sozinho e me movo para o quarto com a toalha no corpo. Sento-me na beirada na cama e digito uma mensagem para Naruto. Apago. Não sei o que dizer depois do que ele me disse no casamento:

— Fugaku me disse que o namoro de vocês era falso... Isso me faz perguntar se você realmente está se casando com o Sasuke por amor. Me diz, você gosta dele de verdade? Ou isso faz parte de um plano pra ficar com o dinheiro dele?

É claro que eu neguei e me defendi:

— É melhor você conversar com seu amigo, não tenho nada para esconder e nem ele... Espera. —  Imediatamente pensei na proposta que ele me fez há alguns meses e que me pareceu estranha. — Me convidar para ir à Paris foi uma armadilha?

— Foi, precisava te testar. Fugaku disse claramente que você era uma golpista e está com Sasuke apenas por dinheiro e fama. Então, um convite para ir à Paris podia provar realmente se você o descartaria fácil.

— E você mudou de ideia?

— Ainda não. Eu vi o Gaara e o Utakata entrando no seu quarto antes da cerimônia, e ainda teve aquela história com a Florence no restaurante.  

— Eu posso explicar tudo isso. — disse, mas nesse momento Temari se aproximou.

— Vou ficar de olho em você — Naruto deu o seu aviso.

— Devia ficar de olho na Hinata — dei o meu aviso.

No fim das contas, após essa conversa ele não falou mais comigo sobre isso, no entanto, falou com Sasuke e tentou colocá-lo contra mim. Parece que Fugaku usou Naruto ao seu favor, já que sozinho não possuía argumentos suficientes para convencer o filho a desistir de ficar comigo.

Sei que o Uzumaki era só uma marionete no meio dessa trama e que ele só estava tentando proteger Sasuke, mesmo assim, não posso deixar que ele invente mentiras sobre mim, por isso volto a digitar:

“Sei que está com dificuldades de reconhecer quem é sincero, mas tenho certeza de que vai descobrir mais cedo ou mais tarde. Espero que não demore muito, pois o Sasuke está puto com você, e você sabe mais do que ninguém o quanto ele precisa de amigos de verdade perto dele. Então, esfria a cabeça e pensa se está sendo justo comigo. Avalie as câmeras de segurança do restaurante você mesmo, vai notar que as pessoas que você confia não são quem você pensa.”.

Não demora muito para que veja a mensagem, mesmo assim, não me responde. Deixo o celular de lado, em algum momento ele veria a verdade.

Meu marido sai do banheiro e está fingindo um sorriso pra mim, queria mostrar que estava tudo bem, mesmo não estando. Por isso eu o abraço de novo, beijo todo seu rosto e quando estamos prontos para dormir, seguramos a mão um do outro e conversamos:

— Seu pai contou para o Naruto sobre nosso namoro falso. E por isso ele acredita que de alguma forma eu esteja enganando você. — conto, uma veia salta de sua testa, consigo ver seu rosto, pois a luz do abajur nos iluminava.

— Meu pai está fora de controle. Já que ele não pode controlar nem minha mãe e nem meu irmão, ele quer fazer isso comigo. — diz com pesar, sem saber como parar essa situação.

— Ele não gosta de mim? — Tenho que perguntar por que se ele planejou o relacionamento falso, que problema ele tinha com o verdadeiro?

— Não é que ele não goste de você, acontece que ele não goste de nada que ele não tenha escolhido para mim. Ele esperava que eu me casasse com uma celebridade ou algo assim.

— Não sei se me sinto ofendida por isso.

— Por favor, não se sinta.

— E o que pretende fazer em relação a ele?

— Por enquanto? Quero fingir que minha família não existe. E também quero fingir que meu melhor amigo não é tão tapado. Ele tentou me fazer ir contra você.

— Ele está confuso, mas o Naruto sempre o defendeu, mesmo quando você praticamente esqueceu que ele existia. Lembra a primeira vez que você apareceu no restaurante? Há quanto tempo não o via?

— Já fazia um ano ou mais.

— E ele te defendeu por estar longe mesmo sendo sócio, nunca quis usar sua fama para atrair clientes e ainda te devolveu recentemente o dinheiro que foi investido no restaurante.

— É... Ele fez isso, mas você quer mesmo defendê-lo? O Naruto cogitou que você estava comigo apenas por fama. — ele diminui o tom na última palavra, na tentativa de não soar como uma acusação.

— Eu sei, ele me confrontou no casamento.

—Vou matar esse filho da puta.

— Se acalme, ele vai perceber sozinho que está errado. — coloco a mão em seu peito.

Não que eu quisesse defender o Naruto, e sim defender a amizade dos dois. Sasuke passa a mão pelo rosto e, pensativo, perde o foco do seu olhar.

— Ei, com a confusão da cerimônia, nós acabamos não dizendo nossos votos. — entro em um assunto diferente para que ele desfoque dos problemas.

— É verdade, mas eu te disse, não é? Três palavras.

— Continuo. Constante. Imutável. — lembro de cada palavras e consigo ouvir o som delas em minha mente emitidas pela voz dele. — É bonito, eu gosto. Mas pode parar de se gabar.

— E então? Falta você dizer o seu. — Me coloca contra a parede.

— O.k., O.k. Você me pegou. — aperto sua mão. Não é que eu não tivesse um voto, na verdade eu escrevi e reescrevi muitas vezes. Só que não parecia bom o suficiente.

— Será que vou ter que torturá-la? — suas mãos passeiam pelos meus braços prontos para fazerem cócegas.

— Não. Não, por favor, eu vou dizer. — ele sabia que eu era sensível, mesmo assim adorava me fazer cócegas para conseguir algo.

— Estou esperando — está pronto para fazer qualquer movimento brusco.

— Sasuke Uchiha... — começo como se realmente tivéssemos voltado para o momento da cerimônia. — Eu juro que eu sempre estarei ao teu lado, eu darei qualquer coisa e todas as coisas e sempre me importarei, em meio a fraqueza e a força, felicidade e tristeza. No melhor, no pior, eu te amarei a cada batida do meu coração.

— Isso está me lembrando uma música. — coça o queixo.

— Sim... É From This Moment On da Shania Twain. — entrego o improviso.

— Não vale, quero ouvir seus próprios votos.

— Mas o que posso dizer se a música diz tudo?

— Sakura... — seus dedos passeiam pela minha barriga me fazendo cócegas. — Eu quero ouvir seus votos.

Gargalho e tento recuar.

— Vai ficar na curiosidade.

— Veja bem, eu tenho dedos e vou usá-los. — continua me ameaçando e acaba rindo junto comigo.

— Pois os use — meu tom é malicioso. E a provocação é como uma ordem, porque ele para as cócegas, aproxima seus lábios dos meus e me beija tão deliciosamente. Sinto o gosto de amor. Retribuo-o tão forte, incansável, beijo-o fervorosamente tentando roubar a sua dor com meus próprios lábios.

De repente sinto as minhas bochechas molhadas e lágrimas salgadas invadem minha boca. Sasuke está chorando. Não me afasto, continuo a beijá-lo, dando tudo que eu podia, todo meu corpo o abraça. Meu coração se abre completamente para recebê-lo e cuidar de sua dor.

— Desculpa — murmura em meus lábios.

— Não peça. Eu te aceito do jeito que você é. — falo roçando em seus lábios.

Esses são os meus votos.

 

 

 

 [...]

 

No dia seguinte coloco meu plano em ação. Não importa se não íamos viajar, o que precisamos nesse momento era ficarmos juntos e nada mais. Não tínhamos nada para comer no apartamento, por isso, chamo Sasuke para tomar café no Brooklyn, no Doctor Coffee, o café que serve o melhor café da manhã do mundo e que faria qualquer um que estivesse para baixo sorrir.

Tenho dificuldades de convencê-lo a vir comigo, pois ele tinha medo de atrair atenção da mídia. Mesmo assim, acaba cedendo quando pela milésima vez eu disse que era o melhor café da manhã da vida. Nos vestimos de maneira discreta, coloquei uma calça legging e uma camiseta e cobri meu cabelo com um boné. Sasuke vestiu um calça e uma camiseta slim fit, também colocou um boné, o meu boné que ele até hoje não fez questão de devolver e nem dizer por que está com ele.

— Não vamos usar o carro hoje — o barro quando vejo que está chamando Phillipe pelo celular.

— E como vamos até o Brooklyn? Posso saber?

— Metrô.

— Metrô?! —  me olha com descrença. —  Está falando sério?

— Muito sério, querido.

— O que está planejando? Isso é um tipo de intervenção para que eu veja o lado bom da vida? — há um belo tom de sarcasmo em sua pergunta.

— Chame do que quiser — dou de ombros —, eu quero apenas que você se sinta uma pessoa normal hoje e não o rei da NFL.

— Pessoas normais também usam Táxi, Uber ou qualquer aplicativo de carona, ou melhor, também dirigem o próprio carro, que tal? — tenta me convencer, mas estou irredutível, passei a noite toda planejando mentalmente o nosso dia e não ia mudar nada do planejado.

— O fácil não tem graça. Não tenha medo, vamos nos aventurar hoje no mundo dos Nova-iorquinos. E você disse que iria confiar em mim — aponto o dedo para ele acusando-o de não honrar suas palavras.

— Tudo bem, só não me faça ir até a Times Square. — levanta as mãos em rendição.

— Não está na minha rota, não sou tão previsível — defendo-me riscando mentalmente o passeio na Times Square no meio da noite. — Então vamos? — digo caminhando até a porta e abrindo-a a seguir. Mesmo desconfiado, Sasuke me segue.

Não foi fácil para ele se habituar ao metrô, pois era um horário de pico e estava tão cheio que me arrependo na mesma hora de não ter pegado pelo menos um táxi. Sasuke se apoia próximo a porta e eu fico de frente para ele, apoiando-me em seu corpo.

Estávamos quase chegando ao nosso destino quando eu começo a prestar a atenção em uma conversa:

— Vocês viram o site da Calculated Love? — um grupo de meninas conversava animadamente nos bancos ao nosso lado. — O Casamento Sasusaku foi incrível. — meu Deus. Estão falando de nós. A Calculated Love exclusivamente tirou muitas fotos do nosso casamento.  Encosto mais a cabeça no peito de Sasuke e ele automaticamente abaixa a sua para que sua face ficasse menos visível.

— Eu disse que era uma péssima ideia — ele sussurra pra mim.

— Ohhh, eu vi, incrível como essa garota conseguiu pegar o solteiro mais cobiçado de todos os tempos — outra delas opina, reconheço pelo tom diferente de voz. Não me atrevo a olhar em direção a elas, pois qualquer movimento brusco poderia fazer com que fossemos pegos.

— A Sakura Haruno é linda e carismática, e o comercial da Kellogg’s com ela está incrível — mais uma diz e involuntariamente eu sorrio.

— Você é tão puxa-saco Melanie que criou uma conta no Twitter só pra defender ela. Eu a acho bem comum — era a voz de um garoto.

— Criei mesmo, e o SSBlue está bombando.

 — Não acredito que o marido ideal finalmente se casou, pensei que eu ia ter minha chance. — não consigo identificar quem disse, porque a voz soou como um lamentável sussurro.

— Não viaja Lily, pessoas como ele são praticamente inalcançáveis, acha que ele pegaria metrô como nós? Um encontro com ele seria impossível — Melanie diz, e eu aperto a camisa de Sasuke na mesma hora.

O metrô finalmente para e tentando não ser esmagados, descemos. Meu marido cobiçado me olha irritado quando conseguimos sair na rua. Tivemos que correr como loucos assim que descemos do metrô e sinto que estou fora de forma, pois já suei com o trajeto.

— Desculpa, acho que metrô na volta está fora de cogitação, né? — me encolho, é claro que ele não precisava me responder, sabia sua resposta. O café não ficava muito longe da estação e logo paramos na fila para pedir nosso café da manhã.

— Metrô lotado e fila para o café da manhã... — resmunga.

— Pare de reclamar — censuro e pego meu celular, a primeira coisa que faço é seguir o perfil SSBlue. Sorrio quando vejo a quantidade de seguidores e as postagens fofas sobre Sasuke e eu.

— O que está fazendo? — o sem vergonha olha a tela do meu celular.

— Nada. — guardo meu celular no bolso, o sorriso zombeteiro dele me faz cutucá-lo com o cotovelo.

— Do que está rindo?

— Nada. — me imita. Acabamos rindo juntos e isso nos trouxe um alivio para a manhã de segunda-feira. Depois de fazermos nossos pedidos no nos sentamos para saborear.

— Você pretende me matar com tanto açúcar? — reclama do café gelado que eu pedi com muito chocolate.

— Açúcar e felicidade andam lado a lado, pelo menos você vai morrer feliz — digo dando uma garfada no meu omelete com fatias finas de bacon. Vejo pela sua expressão que havia gostado muito do café da manhã, mesmo que não diga;

Aproveitamos o momento de leveza e o fato de que a correria no café fazia com que ninguém nos notasse e conversamos sobre o Training Camp que começaria no dia vinte e sete de julho e que duraria quatro semanas. Para minha tristeza, Sasuke ficaria esse tempo longe de mim já que dormiria no Quest Diagnostics Training Center. Também decidimos ficar no apartamento enquanto os problemas com sua família não fossem resolvidos. Só precisávamos pedir para que as minhas outras malas que foram encaminhadas para sua casa em Nova Jersey fossem para o apartamento em Manhattan.

Sasuke ainda não estava muito decidido se queria se acertar com sua família, sua vontade no momento era de renegar todos, no entanto, me mantenho apoiando-o a resolver de uma vez por todas os problemas, com a única maneira possível de responder: conversando.

Passamos uma manhã agradável no Central Park e custou para que eu o convencesse a andar de bicicleta comigo, todavia, com muita insistência eu consegui. E depois de um almoço saudável pra compensar o café da manhã já que Sasuke era um atleta, tivemos que dar uma corridinha quando fomos reconhecidos no meio da rua. No fim das contas, o meu planejamento não foi muito bom. Pelo conseguimos passar despercebidos no mercado quando optamos passar pelo caixa automático.

 E depois de uma foto com o motorista do Uber subimos novamente para o apartamento no fim da tarde.

— New York, New York... — Sasuke canta a música do Frank Sinatra quando estamos arrumando às compras. Ele estava sendo bem sarcástico.

— Não precisa me zoar. — bate o leve arrependimento de ter desistido da lua de mel.

— Ainda podemos ir para à Itália.

Não quero forçá-lo a se resolver com sua família, mas sabia que a viagem não seria como queríamos por conta das circunstâncias.

—  O.k. Bonitão, vou deixar você fazer do seu jeito, o que planeja?

— Não, quero terminar o dia do seu jeito, então, o que você planeja para essa noite? — joga a bola de volta para mim.

—  Que tal cozinharmos juntos? — levanto uma sobrancelha ansiosa para que ele também se animasse.

— Ótimo. O que quer fazer?

— Bom, podemos começar pelo doce. Que tal uma Key Lime Pie? A melhor torta de limão que você comerá em sua vida.

— Uau, está ficando pretensiosa, Sakura Haruno.

— Aprendi com o melhor. — Pego os ingredientes e coloco-os na bancada assim como os utensílios que queria usar. Por sorte, Sasuke tinha muitos já que sabia cozinhar muito bem.

— Quatro tipos de limão? — pergunta notando que eu mudei ligeiramente a receita original.

— Exato.  Doce, ácido, suculento e marcante. —  aponto para cada um deles de acordo com sua característica. —  Os quatro juntos são a união perfeita.

— Boa ideia, então, no que posso te ajudar? — pergunta e eu deixo-o preparando o recheio enquanto faço a massa. Nosso trabalho é rápido e preciso, sincronizávamos na cozinha tão bem como Chefe e Subchefe. Eu sou a chefe, claro.

Finalizada a sobremesa e colocando-a para gelar, preparamos o caldo para um risoto de camarão e deixamos pré-pronto o cozimento do arroz, assim como grelhamos os camarões. E antes de comer, tomamos um banho para desfrutarmos do jantar.

Era a nossa lua de mel e eu quis colocar uma lingerie nada inocente por baixo do vestido simples de algodão. Pronta, volto para a cozinha e finalizo o prato principal terminando o cozimento do arroz e finalizo com o camarão, queijo e manteiga. Sasuke já havia arrumado a mesa e aberto um vinho branco para nós. Por vários momentos eu o peguei pensativo, mas não invado seus pensamentos.

Foi muito bom o jantar não só pela comida, como também porque era o nosso momento como casados. Quanto mais penso sobre isso, mais parece irreal que nós realmente nos casamos. Principalmente por conta de termos tantas pessoas próximas contra nós.

Me comuniquei com minha tia essa manhã para saber como estavam as coisas em casa e monitorar a saúde do vovô e, nisso fiquei sabendo que minha mãe e meu pai tiveram uma boa discussão, para variar. Por conta disso, Pam e ele não estão se falando, parece que rolou um ciúmes. Seja o que for que aconteceu, minha mãe já pegou um voo de volta para Memphis.

Na hora da sobremesa cortei uma fatia de torta para que comêssemos juntos e finalizei com chantili na mesma hora.

— Eu sei que você não gosta de doces e por isso vou deixar você experimentar o meu pedaço de torta. — aproximo-me dele tentando convencê-lo.

— Está bem — aceita e eu coloco o pedaço em sua frente.

— Que tal se sentar aqui, comigo? — pergunta.

Me movo para puxar uma cadeira, mas Sasuke pega minha mão e me puxa.

— No meu colo.

— O que... — já fico toda derretida. Ele me envolve em seus braços fortes e encosta seu rosto em minha face. Aspiro o cheiro de loção pós barba do seu rosto e passo a mão em seus cabelos. Beija minha testa e em seguida a ponta do meu nariz. Me olha tão profundo, hipnotizando-me e me fazendo entrar nas profundezas do seu mar.

Me remexo em seu colo e engulo a saliva ansiosa para o próximo passo, só que ele não faz, apenas desliza sua mão até o talher para pegar um pedaço de torta. O sem vergonha adora brincar comigo. Mordo o lábio e espero que coloque o primeiro pedaço em sua boca e, novamente ele não faz o esperado, acaba direcionando o garfo em minha direção.

— Você primeiro. — diz, abro a boca e antes que eu consiga abocanhar, direciona de volta o garfo para ele.

— Ei! — bato em seu ombro.

Me ignora e mastiga de um jeito tão bom, saboreando cada mastigada. O jeito que ele come tão bem, se deliciando só me faz ter pensamentos maliciosos imaginando outra coisa que ele comia muito bem. Coloca o garfo na mesa e me olha novamente:

— Doce, ácido, suculento e marcante. — repete minhas palavras. — Incrível. — sua mão está na minha clavícula e não para de descer lentamente até chegar ao meu decote.

Sorrio.

— Você precisa me deixar provar também — digo quando sinto que as suas intenções eram devorar outra coisa. Pego o garfo e corto um pedaço para mim, e antes que ele ultrapasse a barreira do tecido para chegar a minha pele, provo a torta.

O sabor estava perfeito como eu imaginava, a massa crocante, as nuances de sabor do recheio, a suavidade do chantili. A combinação era extremamente saborosa.

Um gemido escapa da minha boca não pela combustão de sabor, mas pelo dedo de Sasuke que acabou de alcançar meu mamilo, e quando direciono meu olhar para ele, sou capturada pela sua boca ávida pela minha. A pulsação quente começa em seus lábios e passa pelos meus, essa corrente forte chega em todos os pontos sensíveis do meu corpo.

Os meus mamilos ficam duros e a calcinha molhada. Sinto sua ereção crescendo aos poucos em sua calça, apertando-o, apertando-me.

Quero levá-lo para o quarto, contudo quando nos levantamos não conseguimos nos mover tão longe, o suficiente que conseguimos é chegar até o sofá da sala. Ele caiu primeiro no estofado e eu subo em cima do seu corpo.

Beijo-o no pescoço sentindo seu apalpar em minha bunda que estava exposta pelo vestido que acabou de subir. Rebolo em seu quadril quando se inclina para sugar meus lábios inferiores. Recuo, o provocando. Os seus dedos passam pelo meu pescoço e estacionam em minha nuca para puxar minha boca de volta para ele.  

Seu calor captura meu corpo e me faz refém de seu beijo. Como um beijo poderia ser tão bom? Desde o momento em que nossos lábios se tocaram eu tive a certeza de que nenhum beijo poderia ser comparado ao dele. Era devastador como seu toque, seu gosto e seus movimentos faziam com que nossos corpos se conectassem.  Luto para manter o gemido na boca, mas ele saiu como um fugitivo. O controle passa a ser de Sasuke e ele muda de posição comigo, subindo em meu corpo. O magnetismo de seus olhos mostra que ele adorava estar no controle.

De todas as coisas que se põem em dúvida na minha vida, a única certeza que tenho é que todo meu coração sempre vai pertencer a ele. A sensação que tenho é que se existe destino, eu estava destinada a amar esse homem.

Me contorço embaixo do seu corpo quando ele encontra meu mamilo e com a ponta dos dedos o incita com movimentos ora circulares, ora friccionando.

Seu corpo está tão firme sobre o meu. Me arrependo na hora de ter colocado uma lingerie, deveria não ter colocado nada. Nos separamos um pouco, apenas para que eu possa retirar o vestido e ele a camisa. Quando faço isso, vejo seus olhos flamejantes passar por toda a extensão do meu corpo. Era incansável o desejo que tínhamos um pelo outro, porque do mesmo modo que ele me olhou, eu o olhei.

Não é só o corpo, não é só a pele, tudo que ele é me excita.

Voltamos a nos beijar com a mesma fome, as mãos de Sasuke rodeiam meu tórax e abre o fecho do sutiã, mas não o puxa e tira de uma vez, e sim, como tortura, aos poucos desliza a peça. Me arrepio toda ansiando para ficar nua.

E quando meus seios são expostos, anseio pelo calor e umidade de sua boca. Me olha e eu o olho, apertando os lábios, desejosa. Sasuke começa com beijos perversos no meio dos meus seios, depois passa a rodear eles com a língua, para enfim sugar um mamilo de forma tão, tão firme.

O formigamento começa e se dissipa em um gemido com a umidade de sua saliva. Grunhi muitas vezes rendendo-me a esse prazer quase torturante, quando o formigamento passa a atingir o outro mamilo, ele vem e o suga, dando uma atenção especial. Alterna entre mordiscadas em minha pele e suas mãos continuam o trabalho de passearem em cada canto do meu prazer.

Bunda, coxas, virilha... Até chegar lá.

Arfo.

Tremo uma vez, está ficando quente.

Quero sentir sua ereção, quero que esteja dentro de mim rápido. Sasuke desce os beijos até meu umbigo e seus dedos rodeiam a borda da minha calcinha pronto pra tirá-la.

Me inclino e seguro a borda da sua calça.

— Tira, mas tira rápido.

— Está apressada senhora Uchiha?

— Você não imagina quanto. — o olho com lascívia. E, rapidamente, ambos estamos nus. Não foi preciso buscar a camisinha no quarto, porque Sasuke já estava com uma no bolso. Parece que ele não estava a fim só de comer o jantar. — Quero assim, de lado — digo me colocando na posição e deitando a cabeça em seu braço. Institivamente, ele coloca as mãos em meus seios apertando-os.

— Seu pedido é uma ordem — diz encostando sua ereção em mim. Penetra devagar, curtindo tanto a sensação quanto eu. A euforia do prazer se intensifica com os movimentos que se desenvolvem vagarosamente. Não há pressa.

 Uma mão se solta do meu seio e ele molha dois dedos com a língua para logo depois esfregá-los em meu clitóris.

— Ah... Sasuke. — chamar pelo seu nome o instiga a gemer junto comigo. Seu corpo forte e todo aquele amontoado de músculo faziam minha mente deliberar mais e mais pensamentos libidinosos.

Tremo sob seu toque. Tremo sentindo minha carne se abrir ainda mais para recebê-lo. Todos os meus sentidos ficam aguçados e em alerta. As nossas respirações a cada instante ficam mais pesadas.  

Sasuke fode comigo do jeito que eu gostaria de ser fodida, sempre que eu o sentia dentro de mim era de uma maneira muito decidida, como se nossa pele não aguentasse muito tempo ficar longe uma da outra. Os movimentos continuam incessantes, nos transformamos em gemidos ininterruptos.

Continua a penetrar e esfregar o clitóris sem perder o ritmo, e mais uma vez um espasmo surge. Um palpitar arfava meu peito. Fico mais e mais úmida, sentindo o calor gostoso prestes a se espalhar. Choraminguei em meio aos gemidos até que a sensação de estar quase tocando o céu toma todo o meu corpo. Um suspiro tão profundo se desliza pela minha boca.

Estou desfalecendo em seus braços. A próxima estocada é tão profunda e tão gostosa que o sinto pulsante dentro de mim. Seus ruídos de prazer denunciam que havia chegado ao clímax. Mesmo assim, continuamos grudados um no outro.

É tão boa a sensação que até dói pensar em nos separarmos nesse instante. Aperto seus braços ao meu redor sabendo que era só isso que precisávamos. Sasuke se levanta para descartar o preservativo e depois volta ainda nu. Ainda estou no sofá e ele volta a se deitar comigo, abraçando-me mais ainda. Viro meu corpo para olhá-lo e dou de encontro com um muro no fundo dos seus olhos. Está pensativo, a única coisa que posso fazer é confortá-lo com meus braços.  

— Você me faz bem — ele sussurra. —  Mal posso esperar para ter uma família com você.

— Filhos? —  questiono, não estava esperando por essa agora.

— Sim, mas só quando estiver pronta. 

Sorrio. Seus olhos são gentis, as bochechas estão coradas, sinto no fundo do meu coração que uma família com ele é tudo que eu mais quero e na hora certa esse momento chegará. Mal posso esperar para ter uma família com o meu marido ideal.

 

 

 

 

[...]

 

 

No dia seguinte Sasuke sai cedo para um encontro com sua mãe. Mesmo que ele tenha me convidado para ir, sabia que esse momento era todo deles e não meu. Por isso fico no apartamento arrumando as coisas, pensando em como íamos ficar por ali durante um ano.

Não podíamos trazer o Bowie para ficar conosco já que o prédio não permitia animais e era necessário um cuidado especial para ele, já que era idoso. Havia muitas coisas de Sasuke no armário e eu precisava arrumar um espaço para mim.

Ainda não havíamos comprado uma casa, pois planejávamos fazer isso com calma já que Sasuke planejava construir uma casa do zero, no entanto, pelo decorrer dos fatos, teríamos que ver isso em breve.

Quando estou terminando de tomar café, recebo uma mensagem de Naruto:

“Preciso conversar com você e o Sasuke, podem me encontrar no restaurante hoje à tarde?”

“Você não foi para Paris?” Pergunto.

“Não, preciso resolver umas coisas antes.”

“O.K. Vou ver com ele.”.

“Por favor.”

Fico me perguntando o que ele queria conosco, espero que não seja outra armação e que tenha caído na real.

Depois de terminar meu café da manhã, resolvo visitar minha família, já havia notificado eles que tive que postergar a viagem. Ficaram preocupados, mas dei um jeito de tranquilizá-los. Assim que estou em frente à porta da minha casa, vejo Shikamaru sair de dentro da casa da minha melhor amiga, me escondo para que ele não veja que eu o peguei em flagrante e, quando ele saiu com seu carro corro para a porta de Temari. Toco a campainha e ela abre ainda de pijama.

— Esqueceu alguma... — ela estava bocejando e se espanta ao me ver. — Sakura?!

— Eu sei muito bem quem a senhorita esperava encontrar, quero que me conte tudo — me enfio para dentro de sua casa.

— Não é para você estar em lua de mel? Por acaso abandonou seu marido? — questiona intrigada.

— Não, nada disso. Vou te explicar tudo — me sento no sofá e logo me lembro que poderia encontrar alguém que está muito puto comigo. — O Gaara está aqui?

— Não, ele não dormiu em casa.

— Mas ele está bem?

— Está, liguei para a Ino.

Deus, é sério que ele teve a coragem de procurar a ex-namorada?

— E o Kankuro? — pergunto sobre seu irmão mais novo, fazia um tempão que não o via.

— Decidiu morar com a namorada, uma garota que seja talvez pior que ele.

— Desde quando ele tem namorada?

— Não faço ideia, cansei de ser babá dos meus irmãos. Então, eles que se virem — dá de ombros, ela parecia muito relaxada. Sei muito bem o que a deixou relaxada. Mais cedo tive essa sessão de terapia.

— Hmm... você está bem diferente.

— Quer café? — ela caminha até a cozinha e eu a sigo. Temari pega o bule da cafeteira e serve duas xicaras antes mesmo que eu responda, ela me conhece muito bem para saber que não recuso café.

— Vai me contar sobre o Shikamaru? Pensei que odiasse ele. — investigo aceitando a xícara de café. Ela e o cozinheiro da Tasty House haviam trocado muitas farpas nos encontros que tiveram.

— Bom, eu ainda odeio. Ele me irrita mais do que tudo, mas fode tão bem que... bom, acho que posso suportar sua personalidade.

— O quê?! — fico chocada com sua resposta.

— Preciso ser sincera, ué.

Tomo um gole do café e acabo concordando. Continuamos o assunto sobre seu novo relacionamento na sala. E depois eu acabo contando tudo que aconteceu no casamento que eu ainda não havia lhe dito.

— Meu irmão merece uns tapas, acho o Utakata bem gostoso. O que deu no Naruto? E que bela maneira de conhecer a sogra, hein? — ela dá seu parecer.

— Foi desastre em cima de desastre.

— Bom, pelo menos o Sasuke vai resolver de vez seus problemas familiares.

— Espero que sim.

Temari se levanta e pega mais café e traz alguns biscoitos para nós.

— Tenho uma fofoca pra você. — diz entregando a xícara reabastecida para mim.

—Aí meu Deus. O quê? — foco toda a minha atenção.

— O Shikamaru estava me contando que ontem o Naruto solicitou que só a Hinata e a Karin fossem no restaurante e hoje mandou um recado para que todos cheguem mais cedo para uma conversa.

— O que será que aconteceu? — fico me perguntando se ele havia visto a câmera de vigilância.

— Não faço ideia, ele me disse que as coisas estavam estranhas desde que o Naruto decidiu ir à Paris e não cogitou levar a Hinata. Todo mundo acreditava que eles acabariam se casando um dia.  

— E o Shikamaru sabe por que eles nunca ficaram juntos? — viro-me de frente para ela no sofá, não quero perder nenhum detalhe.

— Eu vou te contar, só que ele me pediu para guardar segredo, o.k.?

— Claro.

— É sério, não conte a ninguém. — me olha firme.

— Não vou contar, fala logo — fico apreensiva com tanto mistério.

— Bom, o Shikamaru é um dos melhores amigos do Naruto e sabe muito sobre ele e, eu acabei arrancando dele algumas coisas. Você sabe que o Naruto e a Hinata são amigos desde a infância, certo?

— Sim, eu sei.

— Pois bem, a mãe da Hinata trabalhava na fazenda deles e foi indicada pelo irmão do pai do Naruto.

— Tá, mas o que isso tem a ver? — estou impaciente.

— O Naruto confidenciou que ouviu a conversa do pai com o tio há muitos anos em que o pai acusou o irmão de ter um caso com a mãe da Hinata.

— E? desembucha logo.

— A Hinata pode ser prima do Naruto.

Quase tive um infarto naquela hora.

— O quê? Primos?!

—´Exatamente.

— Aí meu Deus! —  exclamo surpresa. Isso está pior que novela mexicana. — E a Hinata não sabe disso?

— Não sabe.  

— Uau. Por essa eu, eu não esperava.

— Muito menos eu.

— Agora faz sentido toda essa lenga-lenga por parte dele, sendo que claramente rola um sentimento, é por isso que ele sempre a rejeitou.  — digo, pensando em todos os momentos que já os vi juntos, sempre achei que rolava uma química ali.

— Está com pena dela? — Temari pergunta, sabendo que eu tinha uma rivalidade com a Hyuuga.

— Eu até ficaria com pena dela, mas a Hinata é traiçoeira e descarada.  

— Concordo com você, quando ela descobrir será um baque.

— Ele deveria ter contado a ela, deixou-a alimentando esperanças todo esse tempo.

— Parece que ele não contou por que a Hinata tem uma verdadeira adoração com o pai, o pai que ela acredita ser biológico.

— Isso é bem complicado, mas não tenho pena.

— Muito menos eu. — Temari está comigo nessa.

Continuamos a conversar até que ela precise sair para o trabalho, minha amiga tinha uma consulta antes do almoço, por isso, nos despedimos e eu vou até minha casa. Aperto a campainha, todavia ninguém me atende, por isso pego a chave reserva. Abro a porta e dou de cara com meu avô e vovó dançando My Girl do The Temptations. A música deles. Estão tão lindos e absortos um no outro que eu não quero estragar o momento, por isso eu apenas fecho a porta novamente e vou embora de fininho.

Meu coração bate forte no peito sentindo que o meu plano de os aproximar deu muito certo.

 

 [...]

 

Sasuke confirmou o encontro com Naruto no restaurante e eu disse que o encontraria lá, já que queria conversar com o melhor amigo dele antes. Assim que chego, nós dois nos sentamos no bar e o ouço antes de tudo, já que esse foi o seu pedido assim que me viu:

— Eu vi a câmera de segurança daquele dia, vi que a Hinata mentiu e consequentemente a Karin também. — ele está nervoso, e parecia triste.

— Que bom, finalmente você percebeu a verdade.

— É... Quero te pedir desculpas.

— Tudo bem, isso já passou. Só não esperava que você se virasse contra mim e inventasse mentiras para o Sasuke.

— Escuta, o Fugaku sempre foi um bom pai para o Sasuke e um grande tio para mim, como eu não ia acreditar nele quando me implorou para te testar?

— Eu entendo seu lado, mesmo assim, foi traiçoeiro. — Não pretendo aliviar para ele mesmo sabendo que havia sido manipulado.

— Concordo, eu não quero limpar minha barra, quero apenas fazer justiça aqui. Ouça o que eu tenho a dizer e depois você me diz se aceita ou não, tudo bem?

Confirmo com a cabeça.

— Adiei meu compromisso em Paris essa semana, mas preciso estar lá para o curso semana que vem. Perdi a minha subchefe, já que eu a demiti por abuso de poder e, para piorar, estou em desfalque na gerência também.

—  Hum — continuo escutando.

—  Então se você estiver disponível, quero te pedir para que volte a cozinha. Não como estagiária, mas como cozinheira. —  me lança um olhar de súplica. —  Pretendo subir a Anko de cargo para que substitua a Karin e, por conta disso, a vaga dela estaria disponível.  

— Eu... Eu não sei não.

— Sei que trabalhou com o Hiruzen e já presenciei suas habilidades. Você é muito capaz.

— Agora confia em mim?

— Sim, eu confio, e me perdoe, por favor, me perdoe. — encontra meus olhos e de alguma forma, aqueles olhos azuis bobos acabam quase me convencendo.

— Eu não sei... Pretendo fazer o curso na escola de culinária, talvez eu não tenha tempo.

— Você pode fazer o curso pela manhã e trabalhar aqui à noite.

— Bom... Eu vou pensar sobre isso. — É claro que gostei da proposta, porque minhas habilidades seriam testadas ao extremo, trabalhar oficialmente como cozinheira era o que sempre almejei, só estava com medo de aceitar tanta responsabilidade depois de ter sofrido um baque na Tasty House.

— Ótimo, eu espero sua resposta.

— Você quer beber algo até o Sasuke chegar?

— Pode ser um Gin com tônica. — digo e ele vai atrás do balcão para preparar a bebida.

— Você pode escolher não me contar, só que estou curiosa sobre a Hinata... Você a demitiu?

— Sim. Ela não era confiável. — vejo sua mandíbula endurecer.

— Vocês eram melhores amigos e ela parecia te amar... — meu coração mole sem querer mandou em minha boca.

— Será? Não sei se ela me amava, pois na primeira oportunidade foi dizer ao Sasuke que eu te chamei à Paris, tudo porque ela tinha um ciúmes louco. Desde que você chegou aqui, ela te viu como uma ameaça. — ele mistura a tônica com o Gin.

— Eu? Por quê?

— Porque eu tive certo interesse em você, mas não passou de interesse porque sempre achei que você namorava o Gaara. —  diz e eu estou pronta para interceptá-lo, contudo ele me para. —  Fique calma, não é uma declaração, já adianto que isso ficou no passado. Esse interesse morreu quando descobri que você era a garota do meu melhor amigo.

— Oh... — nem tenho resposta para isso.

— Isso não é para te constranger. — me serve a bebida e passa a fazer uma para ele. — Pra ser sincero, eu sempre gostei muito da Hinata, mas deixei esse sentimento de lado por muito tempo — balança a cabeça. — Sou tão burro que entendi tudo errado.

— O que quer dizer?

— Estive enganado a vida toda. — suspira.

— Sobre?

— Sobre eu e a Hinata... — e então ele passa a me contar o que Temari já disse sobre ele acreditar que eram primos. O que me chocou era que ele confidenciou esse segredo para a Hinata na noite passada. E isso não era o pior, porque ela deixou claro que Naruto se enganou e que eles não eram primos.

— Como você sabe que é verdade? Ela mente muito.

— Eu liguei para meu tio e o perguntei. Aquela dúvida do passado já havia sido resolvida há muito tempo, as datas não batiam, Hinata não tinha como ser minha parente.

— Meu Deus, isso é um alívio, não?

— Não é. Porque agora tenho certeza de que não deu certo porque não era pra ser. A Hinata não é quem eu imaginava e eu não a quero do meu lado nunca mais.

— Isso não é extremo?

— Não. — ele está irredutível e eu o entendo, também não perdoaria fácil.

Paramos o assunto quando vemos Sasuke entrar pela porta. Sua feição não está ruim, parece aliviado, era como se tivesse tirado um grande peso de suas costas.

— E então, como foi? — pergunto a ele que se aproxima e me dá um beijo no topo da minha cabeça.

— Tudo bem, tem coisas que não podem ser mudadas.

— Você a perdoou?

— Isso é um longo caminho que eu e ela precisamos percorrer.

— Certo... Eu vou deixar vocês a sós para conversarem — me levanto e pego minha bebida.

— Posso fazer um sanduiche na cozinha, Chefe? — questiono a Naruto, acabo chamando-o de chefe pela força do hábito. Ele assente e eu corro para fugir da tensão que emanava dos dois.

Depois de dois sanduiches e perder um tempo no Instagram, Sasuke me chama para ir embora. Não sei o que eles resolveram, pois suas expressões não denunciavam o que aconteceu entre eles. Por isso, só consigo saber de tudo quando entramos no carro.

— O meu pai é impossível — O Uchiha fala e já descubro que Naruto contou tudo a ele.

— E o que pretende fazer sobre ele?

— Deixá-lo. Romper laços. Essa é a minha decisão final e eu não mudarei de ideia.

 

 

 

[...]

 

Um mês depois...

 

Ir à Itália ficou para nossas próximas férias. Decidi trabalhar na Tasty House e ocupar o lugar de Anko, pois era uma oportunidade para a minha carreira que eu não poderia perder. Sonho em abrir meu restaurante um dia e só conseguirei isso se me esforçar o máximo possível. Comecei o curso no Institute of Culinary na categoria Culinary Arts e estava adorando, embora a minha rotina esteja bem pesada, mas sei que vale cada centavo que investi.

Sasuke rompeu definitivamente seu relacionamento com o pai. Fugaku descobriu que Mikoto estava de volta, contudo não se aproximou dela em nenhum momento. Ele sempre soube do paradeiro dela, já que interceptava as cartas da ex-esposa para o filho.

Itachi e Florence haviam viajado e não tínhamos notícias sobre eles. Espero que sejam felizes bem longe de nós. Embora eu acredite que a modelo ainda quer dar sua cartada final.

Eu estava em um hibrido de emoções, em êxtase porque a pré-temporada da NFL havia começado e chateada porque Sasuke está confinado no Quest Diagnostics há três semanas. Nós nos víamos algumas vezes, mas com pouca frequência já que ele estava com foco total no treino e precisamente com o foco total em derrubar Kalel.

Era segunda-feira, folga do restaurante e eu já havia saído do curso. Checo meu celular e noto que recebi uma mensagem do Sasuke:

“Ei, preciso de um favor. Deixei uma mochila na minha antiga casa, na mudança acabaram não trazendo, tem como você pegá-la pra mim? Meu pai não está lá, já deixei o Jimmy avisado. A mochila é azul com o logo dos Giants”

Respondo positivamente e dirijo até a casa dele. Já não usávamos mais o serviço de Phillipe, não porque não gostava dele, na verdade eu o adoro, mas acho completamente desnecessário alguém dirigir por mim mesma. Por isso, acabei ficando com um dos carros de Sasuke para me virar sozinha entre o curso e restaurante.

Assim que chego na residência sou liberada, já que um dos empregados foi avisado. Logo que entro na casa sou recepcionada por Bowie e Jimmy:

— Oi garotão, como você está, BowBow? —  abaixo para acariciá-lo. —  Nós vamos te buscar em breve, hein? Assim que seu pai ganhar mais um anel de campeão. —  planejávamos ir para uma casa assim que terminasse a temporada. Já que, agora, na maior parte do tempo eu ficaria sozinha no apartamento, ou melhor, indo de um compromisso ao outro.

— Senhora, eu não encontrei a mochila que o senhor precisa.

— Oh não me chame de senhora, por favor. Já te disse isso, é Sakura.

— Perdoe, Sakura... — tem dificuldades de deixar a informalidade. — O senhor Fugaku na fúria jogou todas as coisas que o senhor Sasuke deixou no porão. Eu estava procurando, entretanto está na hora do Bowie passear, se ele não esticar as pernas fica o dia inteiro dolorido.

— Eu posso procurar. Não se preocupe, eu me viro.

— Não posso deixá-la fazer o meu trabalho.

— Não é o seu trabalho, vamos, me mostre onde é que eu procuro.

A contragosto ele me guia até o porão, logo vejo que havia muita coisa ali de Sasuke. Bolas de futebol, caixas de roupas, DVD’s antigos, uma infinidade de pertences que não caberiam no apartamento. Preciso urgentemente fazê-lo doar tudo que não é mais útil.

Depois de eu muito insistir, Jimmy me deixa procurar pela mochila sozinha. Acabo me divertindo vendo os pertences de Sasuke e seu gosto cult para filmes. Fuço uma pilha de livros e acabo vendo que não só tinha coisa de Sasuke ali, como também de Fugaku, livros e papéis sobre sua antiga empresa estavam empilhados.

A minha curiosidade foi maior, comecei a remexer em tudo só para ver o que poderia encontrar ali. Mas não encontra nada de especial. Dou uma boa olhada e afasto uma outra caixa, aonde finalmente encontro a mochila que Sasuke queria. Coloco-a nas costas e pego um dos livros de Fugaku na mão para colocá-lo no lugar. Quando estou prestes a fazer isso, passos me assustam e me fazem derrubar o livro.

Afobada, abaixo para pegá-lo e noto que há uma carta no meio desse livro. Não, eu não deveria mexer. Não ouço minha voz interna e acabo pegando-a na mão. Leio rápido: “Para: Fugaku, De: Mikoto”.

Ouço o barulho da escada rangendo, alguém está vindo.

Guardo rápido a carta na minha bolsa e me movo para sair do porão. Assim que abro a porta dou de cara com uma figura séria e autoritária.

— Desculpe, vim pegar algo do seu filho, mas já estou indo embora.

— Espere... — Não me dá espaço para sair. Será que ele vai me xingar? Dar uma bronca? Algo assim? — Como está o Sasuke?

Me desconcerto com sua pergunta. Então ele está preocupado com o filho?

— Ele está bem, depois de tudo, depois de ser enganado pelos próprios pais, ele está bem. — Não deixo de alfinetá-lo.

Fica pensativo por um tempo e depois diz:

— Se ele pode perdoar a mãe, ele também vai me perdoar.

 — Não sei se ele vai perdoá-la, e muito menos você. Mas, já que estamos aqui, vou te perguntar uma coisa. Qual é o seu problema comigo? Por que não gosta de mim? — cerro os dentes mostrando que eu não iria me amedrontar.

Faz uma careta em resposta e acaba espirrando.

— Preciso pedir que façam uma faxina aqui, está cheio de pó.

— E eu preciso de uma resposta. — forço um sorriso.

— Não é que eu tenha algo contra você, senhorita. Mas um casamento não é o que eu projetava para Sasuke.

— Por que não?

— Porque casamentos não dão certo. Principalmente com mulheres do Tennessee.

— Sua própria experiência não é parâmetro.

— Não tenho o que discutir com você. Só tenho a dizer que eu não sou o vilão como vocês imaginam.

— Sabe de uma coisa? Eu não acredito que haja vilões e mocinhos, somos pessoas imperfeitas que tentam conviver.

— Eu estou apenas protegendo o Sasuke.

— Do quê?

Coloca as mãos nos bolsos, olha para o chão e murmura:

— Do amor. Ele machuca.

— Você não conhece o amor. Então, se me der licença, preciso sair.

Ele coça o queixo, me olha por poucos segundos e dá espaço para que eu saia pela porta. Só me dou conta que estou segurando minha respiração quando meu pé deixa o último degrau da escada. Deixo a casa com um desconforto no peito, seja o que for que Fugaku quis dizer, eu espero que não tenha mais segredos que possam machucar Sasuke.

 

[...]

 

Parei em frente ao Training Center e minha entrada foi liberada. Não era permitido visitações, mas acho que meu marido deu seu jeito. Se eu não tivesse que entregar algo a ele, estaria tirando milhares de foto do local. Fico parada em frente a área do refeitório e ele vem até a mim. Sasuke está usando uma camisa cinza com o logo do NY e um shorts azul escuro, seus cabelos negros estão molhados denunciando que ele havia acabado de tomar um banho. E caramba, como está bonito.

Os dias que ficamos juntos no apartamento curtindo nossa lua de mel improvisada foram incríveis, notei que Sasuke era uma pessoa muito organizada e que gostava de acordar cedo, diferente de mim que gostava de acordar depois das dez. Nós gostávamos de filmes mais antigos, embora eu prefira os de romance e ele os de ação.

Não compartilhávamos o mesmo banheiro, cada um tinha o seu, por isso nunca brigamos por bagunça. E posso afirmar que o banheiro dele é muito mais arrumado que o meu. Apesar do Uchiha ter muito dinheiro, optamos por não ter alguém fazendo as tarefas o dia todo, somente quando necessário.

Não somos um casal perfeito, tínhamos nossos problemas, nossas diferenças de personalidade. Mas, acima de tudo, nos respeitávamos e nos amávamos, e estávamos dispostos a cuidar um do outro de todas as formas, acho que isso já é um dos pilares mais importantes para manter um casamento.

Sasuke se aproxima de mim tirando-me do meu devaneio e sem dizer nada me pega pela mão.

— O que está fazendo?

— Vem comigo. — me puxa e nos esgueiramos pelos corredores. — Os caras estão no treino, dá tempo de ficarmos um tempo sozinhos. — diz e consigo notar quais eram suas intenções. Rápido ele abre a porta de um dormitório e nós entramos.

— Não vão nos pegar?

— Não. Temos meia hora.

Jogo a mochila das minhas costas e retiro a minha bolsa do corpo.

— O que pretende, Uchiha?

— Dar uns beijos na minha esposa. Estava com saudades. — Ele sorri levemente. E eu sorrio, porque eu também estava com saudades e ouvir isso dele me deixa em êxtase.

— Estava com muita saudade, é? Não se cansou de me beijar? — murmuro entre o beijo. Ficamos a maior parte do tempo do mês de recém-casados deflorando a boca um do outro.

— Muita. — suga meus lábios.  —  Jamais vou me cansar dessa sua boquinha tão gostosa, rosada, macia... — Nos beijamos com tanta vontade como se fosse a primeira vez que experimentávamos os lábios um do outro. Deliro quando começa a descer as mãos pelo meu corpo. — Espera, espera um pouco. — se afasta inesperadamente. — Eu te chamei aqui porque tenho algo pra você.  

Respiro fundo e acabo olhando para o quarto. Era um dormitório simples, parecia com um dormitório de faculdade, duas camas de solteiro, paredes brancas e uma azul, logo dos Giants na parede, e um armário em tom cinza. Estava tudo muito bem organizado.

— Quem é o seu colega de quarto? — pergunto.

— Ah... O Utakata. —  fala como se não fosse nada demais. Engulo em seco, lembrando que não seria muito bom sermos pegos por ele. —  Mas não se preocupe, ele está no treino. — Sasuke abro o armário e pega algo.

— Estamos fazendo um mês de casados e eu quero te dar algo — vejo que ele está segurando uma caixa revelando um novo colar.

— Desde que o colar de cacto se quebrou, fiquei pensando em outra coisa que te fizesse lembrar de mim.

— Aí meu Deus, isso é sério? — questiono vendo que era um colar com um pingente de limão. O pingente era de um limão amarelinho, siciliano, e o cordão era dourado.  

Lembro de quando eu o chamei de limãozinho quando estávamos trocando farpas após ele noticiar nosso noivado falso para a mídia.

— Os jornalistas estão terríveis hoje, não, minha framboesa? —  ele havia me provocado e eu o provoquei na mesma moeda:

— Terríveis, mas não tanto quanto você meu limãozinho.

—  Limãozinho?

— É a fruta que eu menos gosto.

— Aposto que você não vai fazer cara feia se chupar o limão.

 Sasuke coloca o colar em mim e sorri satisfeito.

— É lindo, mas eu não preciso de um colar para me lembrar de você, porque eu estou sempre te sentindo em todas as partes de mim.  

— Agora eu estou literalmente perto do seu peito. Que tal? — enreda a mão em minha cintura e o beijo empurrando-o direto para a cama. Imediatamente uma energia sexual toma conta do dormitório.

— Essa é sua cama? — pergunto me afastando ligeiramente e ele concorda com a cabeça. Então eu continuo a beijá-lo, puxando seus lábios, amando seu gosto. E desço, chupo seu queixo, pescoço, traçando minha língua em cada ponto de desejo. Um gemido escapa de sua boca e eu não quero que parar, continuo descendo e puxo sua camisa com as mãos.

— Não podemos fazer isso aqui... E se... Porra... — não consegue falar porque eu estou com a mão em seu shorts, mais precisamente com a mão em seu pau. Acaricio através do tecido, sentindo o rijo em minha mão.

Arfa mais uma vez e sei que se continuarmos assim alguém nos ouvira, por isso olho para ele e digo:

— Eu amo seus gemidos, mas se continuar assim, alguém nos ouvirá. —  sussurro.

Pisca um pouco atordoado e engole a saliva antes de dizer:

— Devemos parar.

—  Não. Não devemos. — continuo a acariciar. Não é o bastante. Quero tatear a pele e senti-lo pulsando não só nas minhas mãos, como também na minha boca. Não é a primeira vez que vou tentar algo assim com ele, só que é a primeira vez que vou pedi-lo para me ensinar. — Só relaxa.

Não deixo dúvidas do que quero fazer, pois puxo toda peça de roupa que estava evitando um contato mais íntimo. Definitivamente eu quero chupar o limão. E espero não fazer cara feia. Ele relaxa como eu queria, pois se recosta na cabeceira da cama ficando levemente sentado pronto para permanecer à mercê do meu toque.

 Fico sentada no meio das suas pernas abertas e uso a mão esquerda para acariciá-lo. Olhe-o fixo e começo a me abaixar. Toco seu pau primeiro com a mão. Masturbando-o. Quem disse que desejo não pode ser tocado? Ele está latejando na palma da minha mão.

Depois, com a ponta da língua, dando voltas de maneira diligente, faço suspense. Ainda não o chupo, só quero provocá-lo. Ele desfruta do meu toque, seu maxilar está tenso segurando um gemido.

 — Me ensina, me mostra como você gostaria. — peço.

Sasuke está surpreso, mas logo se deixa levar pelo meu pedido:

— Coloca o máximo que você conseguir na boca, de uma vez.

 Suas bochechas estão coradas denunciando sua excitação. Por isso faço exatamente o que ele pede, aos poucos vou abocanhando o comprimento até o máximo que eu conseguia. Não consigo colocar tudo, só que já é o suficiente para fazê-lo delirar.

— Hmmm... Assim, gosto bem molhado... — guia mais uma vez enquanto eu começava o movimento de sucção. Comecei a chupar com mais força e ele agarrou meus cabelos. Gemi com o pênis na boca e olhei para cima, sugando com mais entusiasmo, mexendo a boca com vontade, rápido, rápido, sem parar.

Sasuke está gostando da visão, sei que está, porque vez ou outra olho para ele e seus olhos estão ora no meu decote, ora fixados na minha performance.

— Porra... — grunhiu. — Sim, sim, aperta um pouco mais. —  pede e sigo sua ordem. Deixo que a saliva se forme em minha boca para ajudar na lubrificação e o chupo firme, apertando as bochechas, como se eu estivesse dizendo a palavra “purple” — eu havia feito o dever de casa.

Meus cabelos estão atrapalhando e percebendo isso, Sasuke os agarra, reunindo-os em sua mão para me ajudar. Sugo cada vez mais rápido, apertando e relaxando a boca quando necessário. À medida que os movimentos se intensificam sinto-o cada vez mais rijo em minha boca.

Gemi sem querer ao senti-lo tão entregue, sei que estamos enrascados se formos pegos, mas no momento estamos rendidos pelo prazer.

Continuo a sugar. Cada vez com mais intensidade do que antes. Ele está quase, contudo não quero terminar tão já. Por isso subo toda a extensão e tiro da boca para alternar com minha mão.

— Aonde você gosta mais? Aqui? — dou uma leve mordiscada na base apenas com os lábios, sem usar os dentes. Depois, passo a língua na pele sensível de suas bolas. Sasuke se remexe na cama segurando mais um gemido.

— Caralho, Sakura.

Dou um sorriso satisfeita. Já havia percebido que ele tinha um ponto fraco.

— E aqui? — pergunto sobre a glande. Outro ponto também sensível, talvez o mais de todas as terminações nervosas.

— Gosto com a ponta da língua. — responde.

É exatamente o que faço, com a ponta da língua rodeio a glande rosada e faço movimentos de subir de descer, ora, apenas esfrego a língua. Depois o pego desprevenido e volto a abocanhar, indo mais fundo do que já havia conseguido. Não respiro por um minuto até conseguir o meu limite, sinto-o quase todo, engulo. Volto a respirar e subir um pouco mais a boca. Sinto-o tremer. Eu também estou tremendo.

Tiro-o da boca para respirar.

Sasuke está quase no ápice, sei pelo liquido perolado que surge na ponta do seu pênis.

— Você não precisa engolir — diz com a voz rouca.

— Eu sei, mas quero tentar.

Dito isso volto com tudo, com os movimentos contínuos, com a boca apertada, sentindo o gosto dele e o gozo quase vindo. O membro lateja, uma, duas, três vezes. Ele goza. Eu quase não sinto o liquido em minha língua, pois a extensão estava quase toda em minha boca, por isso o gozo desce rápido pela minha garganta. Não é ruim. Aos poucos, subo minha boca devagar e limpo a última gota de prazer com o dedo polegar.

Ainda com a expressão de extremo deleite, se recuperando, Sasuke abre um intenso e delicioso sorriso.

— Isso foi... Foi incrível. —  está quase sem ar. — Vem... Vem aqui — abre os braços para que eu encoste em seu ombro. Abraça-me. Eu o abraço de volta.

— Meu presente de aniversário de casamento — digo e acabamos rindo.

— E eu quero te recompensar — seus dedos movem vagarosamente até minha coxa, no entanto param quando ouve passos fora do quarto. Sasuke veste muito rápido a bermuda e a boxer e me olha aflito.

Apreensivos, esperamos em silêncio até que os passos acabam sendo silenciados. Nos levantamos e caminhamos até a porta. Meu marido a abre e olha pelo corredor.

— Não tem ninguém... — suspira aliviado fechando-a novamente.

— Acho que é melhor eu ir.

— Desculpa, prometo te compensar na próxima.

— Tudo bem, mal posso esperar pra te ter de novo comigo, todos os dias.

Sasuke beija meus lábios e me abraça, ficamos agarrados curtindo nosso momento juntos como se fosse o último. Morríamos de saudade um do outro, morria de saudade de tê-lo ao meu lado e em minha cama.

Nos despedimos, mesmo sem querer.

Quando estou a caminho do estacionamento acabo dando de encontro com Utakata todo suado. Ele tira o cabelo do rosto e intercepta a minha saída de fininho:

— Eaí, fã número um dos Giants.

— Olá, Running Back — o cumprimento formalmente.

— O que faz aqui? O Uchiha é cheio de regalias hein? Recebendo visita no meio do dia. Já não basta o técnico aliviar o treino pra ele por conta daquela lesão.

— O que? Como assim? — O Sasuke mentiu também para o técnico sobre a lesão? Não é possível, Kakashi descobriria.

— Não sabe sobre a lesão? A que fez ele ficar um tempo fora do campo e jogar mal...

— Ah... Eu... Eu sei... — essa história não está me cheirando bem. A lesão não era mentira?

— Aquele orgulhoso demorou tanto pra falar pra mídia e admitir que não poderia dar o mesmo desempenho que antes. — limpa o suor da testa.

— Oh... Sim... Ele demorou para admitir.

— Tenho que ir. Te vejo por aí — pisca pra mim. — Nos deseje sorte nos próximos jogos.

— É claro, go Giants! — vibro por fora, mas por dentro estou extasiada.

Me sinto mal por várias coisas, por tê-lo julgado todo esse tempo. Me sinto idiota pelos protestos, e as alfinetadas. E estou chateada porque até hoje, mesmo eu sendo sua esposa, ele ainda não teve a coragem de contar isso a mim. Isso me faz perguntar, mesmo que sem querer, o que mais Sasuke esconde?

 

 

[...]

 

Quando chego em casa a primeira coisa que faço é finalmente abrir a carta, a curiosidade está me corroendo, será que era essa a carta que Mikoto deixou para Fugaku antes de ir embora? Será que havia neste conteúdo algum segredo? Sei que estou sendo invasiva demais, mas foda-se. Preciso saber, minha intuição diz que tem algo que eles ainda escondem.

Estou pronta para honrar a minha promessa de saber tudo sobre a família Uchiha. Me sento no sofá e abro o envelope. Pego o papel e começo a ler.

 

“Fugaku,

Isso é um adeus. Nós sabíamos que esse momento chegaria, sabíamos que o nosso relacionamento tinha um tempo de vida, ainda mais porque começou com uma mentira. Você forçou o Madara a ficar longe de mim, e me enganou. Apesar de tudo, eu te perdoo, porque você me deu um filho lindo. Ele é especial e se eu não tivesse te encontrado, jamais o teríamos.  

Não sei ainda onde vou ficar, mas quando eu me estabelecer volto para buscar o Sasuke. Por favor, não me impeça de levá-lo, sei que tem seus recursos, no entanto seria crueldade manter um filho afastado de sua mãe. Faça isso por ele, não por mim.

Eu não odeio você, mas também não te amo. No entanto, te respeito por ser um bom pai para os meninos, mesmo que Sasuke não seja seu filho...”

Paro de ler na mesma hora, o choque de ler a última linha me faz anelar, leio-a várias vezes para ter a certeza de que li Sasuke e não Itachi. Então a minha intuição estava certa. Havia um segredo entre eles que ainda não havia sido revelado. Eu só não esperava que fosse isso.

Sasuke não é filho de Fugaku e algo me diz que nem ele e nem Mikoto vão lhe contar.

Emocionalmente abalada, passo a mão pelo rosto. Mas que merda. Estou ferrada, ferrada por segurar esse segredo em minhas mãos.  Sem querer, acabei de mexer em um vespeiro e agora não tem como tirar a mão sem sair ilesa. Meu Deus. O que eu faço?

 


Notas Finais


Olá meus amores!
Estou de volta com mais um capítulo e se tudo der certo volto em breve com o próximo.
Bom, estamos caminhando para a reta final e muitos segredos estão vindo a tona.
Quero agradecer muito o carinho de vocês e vamos seguir firmes até o final. Adianto que teremos novamente narração do Sasuke no próximo capítulo.
Beijão pra vocês e até breve.

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Colar de limão: https://br.pinterest.com/pin/318418636155826924/
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