História O Medalhão Perdido - Capítulo 1


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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - A Lenda


Fanfic / Fanfiction O Medalhão Perdido - Capítulo 1 - A Lenda

Ilha Amakua, no meio do Oceano Pacífico, 1819

 O medo fez suas pernas caminharem cada vez mais rápido com seus pés descalços pisoteando o caminho da selva.

"Corra! Eu tenho que correr", disse a si mesmo, "ou todos nós morreremos!".

Com os pulmões a todo vapor, Faleaka se impulsionava a ir ainda mais depressa enquanto corria em direção ao vilarejo. O suor escorria por sua pele bronzeada e lhe ardia os olhos. Por fim, ele conseguiu avistar a clareira do povoado e a estátua de um homem ao centro. Em torno do pescoço da escultura, havia um medalhão dourado pendurado, brilhando à luz do Sol da manhã. 

"O medalhão!" pensou ele. "Tenho que pegá-lo! É nossa única esperança!"

Enquanto Faleaka corria emdireção ao objeto, seus pensamentos retornaram a um dia, há alguns anos, quando o rei Kieli sacrificou a própria coroa para confeccionar aquela peça. Ele se desfez do seu adorno real para mostrar ao povo que cada pessoa era importante, e ninguém era superior a outra.

Depois de a coroa de ouro ter sido derretida e moldada em forma de medalhão, o rei colocou no centro dele uma linda e rara pedra azul. Devido à humildade e ao grande amor do monarca por seus súditos, a gema adquiriu poderes especiais, realizando desejos; porém, só atendia aos pedidos dos que fossem puros.

Ao longo dos anos, Faleaka observou Kieli utilizar o poderoso medalhão para ajudá-los. Ele havia salvado apopulação da fome, usando-o para o cultivo de alimentos durante uma forte seca; empregou-o para afastar terríveis tempestades e para derrotar os exércitos invasores do maldoso comandante Cobra.

"Mas será que ele nos salvará agora?", pensou Faleaka preocupado.

Ao chegar à estatua, ele apanhou o medalhão. Agarrando-o com força, rodou-o e correu de volta à praia, onde o rei esperava por ele.

Durante o percurso, Faleaka se desviava dos moradores dovilarejo. Pais corriam com crianças pequenas. Os guerreiros paravam para ajudar as pessoas mais velhas e mais fracas. Todos estavam desesperados para escapar do desastre que se aproximava. Faleaka também viu Huko, o filho do rei, e seu melhor amigo, Anui, correndo; os olhos deles estavam totalmente tomados pelo medo.

Ao ver as crianças aterrorizadas, Faleaka forçou-se a correr ainda mais rápido. E, ao chegar à praia avistou o rei Kieli em pé, onde há pouco, era a beira da água--antes de ela ser totalmente absorvida. O rosto geralmente gentil do rei estava tomado pela preocupação, enquanto ele olhava fixamente para a onda de 30m que bramia em sua direção. Ela se movia muito rápido. 

"Tarde demais, tarde demais", preocupou-se Faleaka. "Nunca conseguirei chegar a tempo".

Exatamente naquela hora, o rei olhou para trás; seus olhos procuravam Faleaka. Ao ver seu fiel conselheiro e amigo correndo em sua direção, Kieli gritou:

-- Mais rápido, Faleaka! A onde está quase em cima de nós!

Faleaka não tinha fôlego para responder ao rei. Em vez disso, focou em colocar um pé a frente do outro.

Kieli respirou fundo e voltou para encarar a onda, que agora encobria o Sol.

"Não estou com medo de morrer" pensava ele, "mas e meu filho, meu povo... fracassei com eles".

Gotas d'água molharam seu rosto, e o forte e aguçado cheiro de sal e peixe invadiu seu nariz, enquanto a parede de água enfurecia-se diante dele. Kieli curvou sua cabeça preparando-se para o fim. Porém, quando fez isso, Faleaka correu e colocou o medalhão sobre a cabeça do monarca, antes de cair na areia de tanto medo e exaustão. Então, o rei olhou para cima a fim de enfrentar a onda e, levantando suas mãos bem alto, gritou:

--Ordeno que essa onda desapareça!

O medalhão começou a refletir intensamente uma luz azul sobrenatural. Kieli e Faleaka observavam maravilhados, enquanto as águas congelavam lentamente no ar, antes de se derramarem de maneira calma, outra vez, no oceano. Uma suave marola espumosa os atingiu e, então, retornou para o mar com um murmúrio.

Sorrindo aliviado, Kieli voltou e ajudou Faleaka a ficar em pé. Juntos, caminharam de volta para o pequeno povoado, onde se podiam contar 20 cabanas. Quando o rei entrou na clareira, foi rapidamente rodeado pelos moradores do vilarejo, que o aplaudiram. O medalhão havia os protegido mais uma vez.

Kieli percorreu seu caminho até estátua e, com cuidado, pendurou o medalhão de volta no lugar. A ilha e seu povo estavam salvos. No entanto, até o anoitecer, isso não seria mais verdade.


Notas Finais


Essa história não é de minha autoria, é um livro escrito por Alex Kendrick e Bill Muir, o livro não foi vendido e sim doado, é um livro um pouco antigo, mas garanto que irá gostar.


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