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História O Médico Sujo - Versão Reescrita - Capítulo 42


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Capítulo 42 - Os médicos do Paraíso, pt. 3 - Kamazou Bujin


London, England, the 30 of August, 2017
06:32

Washington D.C, Estados Unidos, 09 de março de 1997

Paredes vermelhas, luzes negras, uma cama de casal com lençóis roxos e que tinha uma gaiola embaixo, uma cruz de madeira no canto com algumas algemas e alguns aparelhos exóticos faziam parte do quarto de Killer Adams, de apenas quinze anos.

Em cima de sua cama havia uma mulher nua, com uma mordaça em sua boca e algemas nas mãos e pés. Ela parecia assustada; tentava soltar-se, mas era impossível. Logo ouviu o barulho da porta se abrindo e ficou com mais medo ainda.

Killer entrou, vestindo uma máscara negra e uma cueca de couro. Olhou-a com olhos de extrema malicia e um sorriso sádico, enquanto ela somente parecia ainda mais apavorada. Tentava gritar, mas a mordaça a impedia. Killer se aproximou.

— Parece que você vem sendo uma menina má esses dias — falou, indo até a mesa de seu quarto e abrindo sua escrivaninha. Lá havia uma coleção inteira de facas, que somente serviram para deixá-la mais aterrorizada ainda.

Killer pegou uma delas e a encarou, deslizando a faca por seus próprios lábios e a lambendo. Aproximou-se mais até subir de joelhos na cama, onde segurou o rosto dela.

— Eu quero testar a minha faca nova com você — afirmou, sorrindo.

A mulher, entretanto, tentava gritar: — Uhn... verg... berm... lio...

— Uhn? — Killer indagou. — Você tá tentando dizer vermelho?

Ela fez que “sim” com a cabeça e ele retirou a mordaça da boca dela.

— Você não me disse que ia usar facas, amor — ela disse. — Eu tenho medo!

— Mas esse é o sentido, não é? — Killer retrucou. — Você ficar com medo e tal.

— Eu sei, mas é diferente. Não dá pra gente continuar sem elas?

— Mas eu ganhei de aniversário do tio Adams... faltam só meia hora pro meu aniversário.

— Eu realmente não gosto, amor. Tem várias outras coisas que a gente pode fazer juntos.

— Não — Killer disse, segurando o rosto dela. — Eu vou matar você — afirmou, sério, e, em um movimento rápido e certeiro, cortou a garganta dela.

Viu todo aquele sangue escorrendo rápido, mas ficou decepcionado. Estava animado antes e a culpou por não estar mais; mas somente ficou assistindo ao corpo dela se debater até que estivesse morta. Encarou-a, despida em sua cama, e um pensamento rápido apareceu em sua cabeça:

— É estupro se ela tiver morta? Melhor eu perguntar pro tio Adams...

Entretanto, não o fez. Colocou a mão dentro de sua cueca e começou a se masturbar somente em vê-la. O cheiro de sangue também ajudava bastante.

Killer deslizou um dos dedos pelo rosto dela, indo até sua boca e sentindo a língua dela. Depois, desceu para o corte em seu pescoço. Pegou um pouco de sangue, cutucando a pele morta e enfiando, de leve, o dedo em sua garganta. Percebeu que havia ficado ainda mais excitado.

Levou o dedo à sua boca e o lambeu. Um sangue doce, provavelmente A+ — Pensou. Repetiu a ação enquanto se masturbava, até julgar mais inteligente enfiar a língua no corte, lambendo e a enfiando dentro do corpo dela.

Pela primeira vez havia gozado sem a necessidade de sexo ou pornô, e pareceu ter sido mais intenso. Não resistiu: aproveitou que ela estava morta e começou a deslizar sua faca pelo corpo dela, debaixo dos seios, obedecendo ao formato das curvas. Fez um pequeno corte e assistiu ao sangue pôr-se a sair.

Mordiscou os mamilos dela e fez um corte próximo a eles, dessa vez mais fundo. Passou a chupar o sangue mais do que seu peito em si e viu que voltara a ter uma ereção prontamente. Ficou curioso ao mesmo tempo em que excitado e continuou.

Com sua faca, fez alguns cortes na barriga dela, a abrindo e expondo perfeitamente. Cortes profundos, mas cirúrgicos, do mesmo modo que Adams lhe havia ensinado a performar. Puxou a pele dela para baixo, e cortou mais fundo, até expor os órgãos dela.

Ao mesmo tempo, Adams estava na sala de estar. Não gostava de deixar Killer levar mulheres ao seu quarto, mas havia feito uma pequena exceção por ser o aniversário dele. Ainda assim, exclamou:

Meu bebê! Você vai ter que me perdoar, mas eu não aguento mais! — disse, subindo as escadas. — Eu não faço nem ideia do motivo de uma mulher ser melhor do que eu, mas eu não quero passar o seu aniversário sem você! Vamos, já passou da meia noite!

Como Killer não havia respondido, Adams continuou: — Você tá aí? — perguntou, batendo na porta do quarto dele, mas não ouviu respostas. — Meu amorzinho, eu vou entrar, então esteja vestido!

Entrou. Viu que Killer estava com uma parte do intestino grosso em sua boca, mordiscando como se fosse uma linguiça. Adams o encarou sem emoções, e Killer o encarou de volta sem parar de mordiscá-lo. Continuaram se entreolhando, até que Killer cortou uma parte com os dentes e a engoliu.

Adams pegou uma lixeira que havia próximo à porta e vomitou.

— Que foi, tio? — Killer indagou. — Comeu coisa podre?

Adams recuperou-se rapidamente. Olhou para o garoto e disse:

— Amorzinho da minha vida, o que você está fazendo?

— Comendo a minha namorada.

— E posso saber desde quando você começou a comer as pessoas que você nunca tinha comentado isso até então?

— Você diz no sentido sexual, ou...

— Literal, amorzinho. Literal — Adams disse, esfregando o rosto com as mãos. — Não acredito nisso... — Soou desapontado. — Meu bebê é um maluco selvagem...

— Não me chama de maluco! — Killer exclamou. — Foi a primeira vez que eu fiz isso, eu só fiquei curioso pra saber como era!

— Mas esse tipo de coisa você não pode fazer nem por curiosidade! Canibalismo, meu anjinho? Mas que coisa! Eu te criei e te dei educação pra você virar um canibal?

— Mas faz sentido! Para pra pensar: a gente desperdiça esses corpos e joga eles num buraco qualquer ou rio. E se a gente passasse a comer eles?

— Escuta aqui! Nós dois somos pessoas civilizadas, pessoas civilizadas não comem gente. Entendeu? Eu quero que você interrompa este hábito ridículo agora mesmo! Nem pensa no assunto, isso é uma fase e vai passar!

— Mas, tio Adams... — Soou triste. — E se não for uma fase? E se eu tiver gostado?

— Não, não, não e não! Não se preocupa quanto a isso, você não nasceu assim. Você nasceu lindo e normal, não um selvagem qualquer.

— Então você não vai me aceitar se eu tiver gostado?

— Mas é claro que não! Isso é um absurdo!

Killer, sensível ao extremo, começou a chorar, — eu te odeio! — gritou, saindo de sua cama e correndo para fora do quarto. — Você tá sendo preconceituoso comigo!

— Meu amorzinho, não é preconceito! — Adams exclamou. — É só que eu acho esse seu hábito repugnante e não quero aceitar que você tenha nascido assim — disse, mas depois parou para pensar. — Ah... talvez seja preconceito.

Repensou, principalmente na parte em que ele fala em desperdício. Talvez estivesse exagerando, talvez fosse questão de cultura — pensou. Andou, mais calmo, até o banheiro onde Killer havia se trancado e bateu à porta.

— Ei, meu raio de sol, não fica assim... — Adams disse. — Olha, eu refleti bastante nesses trinta segundos que você saiu de perto de mim e percebi que eu não posso viver sem você.

Você me acha repugnante! — Killer exclamou de dentro do banheiro.

— Mas isso é problema meu! Olha, eu só preciso de tempo, tá bom? Eu vou visitar um psiquiatra e vou ver se encontro alguma ajuda eu mesmo. É que na minha vida inteira me disseram que canibalismo era errado e eu acabei abraçando essa ideia...

Washington D.C, Estados Unidos, 13 de maio de 1997
Dois meses depois

Para provar a Killer seu amor incondicional por ele, Adams estava cortando um coração humano na tábua de sua mesa. Colocou algumas fatias na frigideira junto com óLaw e começou a cortar o alho.

— Não, não, não — Killer disse. — Eu deixei você cozinhar isso, mas sem temperos! Você tem que sentir o gosto da coisa de verdade, senão não tem sentido!

— Urgh... — Adams bufou, mas aceitou. — Eu sinto que vou pro inferno...

Washington D.C, Estados Unidos, 17 de junho de 1997
Um mês depois

— KILLER GALE ADAMS! — Adams exclamou ao entrar em sua casa, enquanto tirava seu terno e colocava o moletom que havia guardado próximo à porta.

— O quê? — Killer indagou, descendo as escadas. — O que foi? Alguém tá vivo?

— Você é que não vai estar! O que significam essas notas? — Adams indagou, segurando o boletim escolar dele. — Você tirou vários zeros! É isso que você acha que eu sou? Alguém que paga a sua escola só pra te deixar fora de casa por algumas horas? Não! Eu pago a sua escola pra você estudar!

— Ah, qual é! Escola é chato! — Killer exclamou.

— E o que você pensa que vai fazer da vida, hein? Só transar e matar o dia todo?

— Sim! Isso seria ótimo!

— Não, nem pensar! — Adams disse, agarrando-o pelo braço e o levando até a mesa de estudos. — Você vai estudar e vai estudar agora! Escuta, meu amor, você não gosta de estudar porque não sabe como estudar, e a culpa é minha por não ter te ensinado.

Adams o colocou sentado, enquanto foi ao quarto dele buscar pelos livros. Killer estava emburrado, mas sabia que o adulto não reagia bem quando ouvia um “não”. Quando Adams voltou, sentou-se ao lado dele e começou a o ensinar a matéria.

Ensinou-o, de um jeito paciente, a como realizar as operações mais simples de matemática até o mostrar como se resolviam as mais difíceis. Ambos ficaram ali por horas, até que Killer exclamou:

— Mas é tão fácil assim? — disse, impressionado.

— Sim, é fácil assim.

— Mas isso é impossível! É matemática! E por que eu não tô achando tão ruim assim?

— Porque, meu anjo, quando nós entendemos as coisas, um universo inteiro se abre ao nosso redor — Adams disse, o abraçando pelo ombro. — Olha, quanto mais coisas você conhecer, mais assuntos você vai dominar, mais pessoas você vai conhecer e a sua vida vai melhorar. Você vai ser capaz de fazer tudo o que quiser e vai ter sempre gente ao seu lado de apoiando.

— Isso tudo só por estudar?

— O conhecimento é a base do ser humano, é o que nos diferencia dos outros animais. Confia em mim, eu não te mando pra escola porque eu te odeio, eu te mando pra lá pra que você seja capaz de realizar todos os seus sonhos no futuro.

— E você acha que até mesmo uma pessoa idiota como eu tem chance?

— Eu sei que você pode conseguir tudo o que você quiser, meu raio de sol — disse, dando um beijo na cabeça dele. — Porque você é meu anjinho, a única coisa nesse mundo que me faz feliz. E você já me ensinou muita coisa, sabia?

— É? Tipo o quê, a comer gente? — Killer disse.

— Não... é, quer dizer, isso também, mas foi horrível. Não, não, eu tava me referindo a uma coisa mais importante. Eu passei décadas da minha vida amando uma pessoa que nunca me amou de volta, mas eu nunca achei que até mesmo alguém como eu pudesse ser amado por um rapazinho precioso que nem você. Você me ensinou a amar.


Notas Finais


Foi mal pelo hiatus, prometo que agora vamos normalizar as postagens!


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