História O Medo de Um Futuro - Capítulo 2


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Categorias Yu Yu Hakusho
Personagens Hiei, Kazuma Kuwabara, Keiko Yukimura, Kurama Youko, Yukina
Tags Hiei, Hieixleitor, Leitor, Yuyuhakusho
Visualizações 3
Palavras 2.604
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Não estava mais só naquele lugar. Naquela casa grande, alguém estaria ali para me proteger. Incrível como  Hiei  ainda tinha a capacidade de me fazer segura. Eu andava desconfiada até de pessoas próximas e que jamais poderiam me fazer algo - já estava cheia de paranoias.  

Ofereci os serviços que o lugar ainda tinha para  Hiei , que descansaria por três dias. Tinha algumas coisas na geladeira que ele poderia comer e beber. Ainda tinha a televisão e o videogame para se distrair com ela.  

— Não quero ser tão abusivo, mas... gostaria de um banho. — ele disse.  

— Fique à vontade! — disse eu, me levantando da cama paga pegar alguma toalha.  

Quando eu saía do quarto. Uma pergunta me fez parar.  

— Compartilharia esse momento comigo?  

Fiquei avermelhada. Como nos velhos tempos. Eu olhei para trás e acenei que “sim” com a cabeça.  

— Então, terei que pegar duas!  

Enquanto pegava as toalhas,  Hiei  foi até o banheiro que ele já conhecia. Apesar de termos tantos momentos íntimos, nunca dividimos um banho. Aquela seria a primeira vez. Será que daria certo? Já criava certo pessimismo com novidades. Não, agora não era hora de paranoias.  

Já dentro do banheiro,  Hiei  tirava seu sobretudo, seguidamente com a camisa. Aquele torso... ele parecia até mais forte. Tem treinado bastante na terra dele. Era lutador. Não que ele quisesse ser um, mas a vida o obrigou a isso. Eu observava ele se despir sentada na beira da banheira, com as toalhas no colo. Lembro-me daquela tatuagem de dragão, a qual achava tão bonita, e o  Jagan  estava fechado; Era o “Olho Diabólico” dele, uma habilidade extra que colocou em si.  

Desde que nos conhecemos além do que vestíamos, jamais tínhamos vergonha um do outro. Ninguém imaginava que ele e eu já fomos amantes ativos, antes dele partir para o Mundo das Trevas. Era algo que desenvolveu entre nós e que ficou entre nós mesmo.  

— Vai ficar ali só olhando? — ele disse, virando-se de frente.  

— Não... — deixei as toalhas em cima do móvel e comecei a me despir diante dele. Eu estava tão sem jeito... incrível como estava insegura ainda. Mas a insegurança estava fraca naquele momento, e ele conseguia me passar a confiança que me faltava. Despi-me da blusa e da saia, seguidamente das peças íntimas. Ele foi até a mim e pôs as mãos em meus ombros.  

— Continua a mesma de sempre... — e ele beijou a bochecha, seguidamente pelo pescoço. Abracei-o. — Relaxa  esse nervos , humana...   

Parecia que eu não o enganava.  

E o próprio me guiou até a banheira. Eu pus água e mergulhei meu corpo. Ele, por trás, começou a jogar água nos meus ombros.  

— Você fazia tudo sozinha e isso estava te incomodando, não é?  

— Ultimamente sim... sinto que perdi meu espírito de independência. Sinto-me forçada a fazer as coisas.  

— Eu sei como é isso. Irrita bastante... — o outro molhava meus cabelos. Estava me banhando e eu o deixei. As palavras dele confortavam meus ouvidos. — Ser independente é bom, mas solitário não.... nem sempre ser solitário é bom!  

Lembrei-me de como  Yusuke  e  Kuwabara  falavam do  Hiei  “externo” que conheciam, e eu conhecia o “interno”. Talvez por ter sido amigável e respeitável com ele, ele conseguiu se aproximar de mim sem nenhum tipo de brutalidade.  Hiei  era sempre bruto nas respostas, no modo de agir. Mas com ela era diferente. Jamais expressava sua afeição diretamente em público com minha pessoa, mas “por trás dos bastidores”...  

— Deve se restaurar e ter sempre seu autocontrole. Você agora poderá sempre ter sua calma quando precisar...  

— A gema... ela é muito bonita. Guardarei muito bem guardada.  

— Isso, não a exponha. Em sua solidão, apenas a olhe e se permita relaxar.  

— Posso perguntar algo?  

— Fale.  

— De onde vem essa gema?  

Do passado que ele me contou, parecia que não foi tudo dito.  Hiri  pareceu suspirar antes de dizer..  

— Da minha mãe.  

Nossa, ele nunca falou da família para mim! Ele conhecia a minha de vista, mas eu não tinha a mínima ideia de suas origens.  

— É a única lembrança dela. Isso é uma lágrima cristalizada que as Mulheres do Gelo produzem após o parto e entregam à suas crias.  

—  E... ela ainda vive lá no Makai?  

—  Está morta.  —  disse brevemente enquanto jogava água nas minhas costas. A água estava morna e isso relaxava os m úsculos .  

—  ...eu sinto.  

—  Então... é a lembrança que tenho dela.  

Ele me virou de frente a ele. Ele me olhou nos olhos e comentou.  

—  Nunca vi você com olhos tão perdidos, tão frios... Até mais que os meus!  —  e voltou a me molhar. Tocava em meu corpo e em meus seios. Tinha uma sensibilidade muito agradável que pareceu diminuir, mas me agradava tê-lo comigo. Cuidando de mim.  

—  Essas coisas acontecem... fases ruins vem, mas a minha se esticou por demais.  

—  Procurou ajuda no seu mundo?  

—  Sim. Meus pais não tem paciência comigo, tornei-me muito chata para eles. As pessoas em geral também pareceram que se enjoaram de mim.   

—  Talvez você não esteja agradando-os... e nem tem que fazer isso! Ouviu?  —   Hiei  pegou em meu queixo e fez mirá-lo bem nos olhos  —  eles não podem fugir de você, deveriam te ajudar ...  mas humanos podem ser piores que os  youkais .  

—  Verdade.  

Eu peguei o sabonete e o dei. Ele apenas fez um “hum” nada irritante e entendeu que precisava me ensaboar.  

—  Quer minha ajuda depois?  

—  Óbvio. Estou te ajudando e quero que me  dê  essa mãozinha.  

Quase ri do jeito dele falar. Parecia um irmão mais velho cuidando do menor na ausência dos pais.  

—  Só tem sua mãe como conhecida?  

—  Conhecida? Eu não a conheci. Apenas tive informações e me custou quase a vida. Fui abandonado e criado por  youkais  ladrões.  

—  ...puxa. Então... não deve ter outros parentes.  

—  ...é.  —  voltou a jogar água para tirar o sabão. Agora era a minha vez de banhá-lo. Foi um prazer poder estar com ele assim, juntinho. Daquele jeito mesmo.  

—  O abandono é algo horrível... até para adultos, que dirá uma criancinha!  

—  Por isso que não devemos sofrer por aqueles que nos deixam. Principalmente por eles.  —   completou  se apoiando na beira da banheira enquanto ensaboava suas costas.  

—  Eu jamais abandonaria alguém que precisasse de mim e que me fosse gentil.  

—  Você é tão pura, [Seu  Nome]...  acho que era isso que precisei na minha vida. Só conheci outra pessoa assim...  —  ele parou de falar subitamente.  

—  E quem era?  —  perguntei inocentemente.  

—  Não vem ao caso. Já deve até ter morrido.  

—  Era humana ou  youkai ? Acredito que seja uma  youkai , mais provável.  

—  Heh... está tão insatisfeita com os humanos?  

—  Não, todos não. O problema vem de mim, mesmo... preciso reerguer das cinzas e encarar os fatos.  

—  Faça isso. Quero ver isso de você!  

Terminei de enxaguá-lo e nós nos levantamos, pegando nossos toalhas. Um enxugando o outro. Ríamos com aqueles cuidados entre nós. O silêncio da noite que se estabelecia agora era agradável com os ruídos que vinham do  Hiei .  

—  Vai comer algo ou já vai dormir?  

—  Já jantei. Janto cedo, pois costumo dormir mais cedo.  

—  Sai para trabalho, estudo?  

—  Só um trabalho simples. Apenas de manhã. Como amanhã  é  sábado, não sairei de casa para trabalhar e nem domingo. Só saio para cumprir minhas tarefas, ganhar um dinheiro e pronto.  

—  Parece uma vida tediosa.  

—  É... mas como preciso de uma grana básica, faço isso. Mas tem dias que faço tão desgostosamente que...  

Ele me abraçou. Estava com a toalha enrolada na cintura e a minha estava quase caindo. Ele tirou e me envolveu como se fosse um bebê.  

—  Deixa para lá extremos detalhes... relaxe para dormir.  

—  Terá que dividir a cama comigo, pois nem sacos de dormir tenho.  

—  ...e quem disse que não dormirei com você?  —  disse quase audacioso. Conhecia bem essa audácia. Espero que ele não se decepcione, pois minha libido do passado estava quase zero. Apenas queria cuidados de um amigo.  

Fomos para a cama. Nos deitamos como nos velhos tempos, mas ele estava tão respeitoso, parece que percebeu o meu estado quase vegetativo. Nada falei. Deixei tudo estar subentendido através dos meus atos. Ficamos falando na cama até que eu demonstrei sono. Pouco antes de dormir, ele ficou acariciando meus cabelos, acalmando-me para dormir. Incrível.  

—  Parece sonho...  —  eu balbuciei antes de entrar no sono.  

—  Não é.  —  ele disse baixinho.  

 

Acordei. Sim, estava viva e ele não me matou. Nossa, como podia pensar disso dele? Não havia se conhecido ontem ...  Mas  Hiei  não estava na cama. Estava sentado na janela e voltou seus olhos para mim.  

—  Dormiu bem. Embora parecia falar algumas coisas enquanto dormia.  

—  Desculpa... olha... falei algo comprometedor?  —  perguntei esfregando os olhos.  

—  Não parecia comprometedor.  

—  Deve ser umas cinco da manhã...  

—  São sete e meia.  

—  Nossa, dormi mais essa madrugada!  —  eu me alongava antes de levantar. Percebi que fui dormir de toalha. Aliás, ela estava fora do meu corpo, já.  Hiei  já estava vestido, exceto com o sobretudo. A espada estava encostada à parede.  

—  Ah, vou escovar os dentes e preparar o café.  

—  Ficarei aqui, qualquer coisa, me chama.  

—  Tudo bem. Tem televisão, se quiser assistir algo.  

—  Não gosto desses programas estúpidos!  

—  Certo. Volto já!  

Fiz o que sempre fazia de manhã, dessa vez mais calma e com pouco mais de felicidade. Fiz as coisas pensando na tal gema que era de Hiei e tinha efeito calmante. Será que funcionaria em mim? Ele apareceu na cozinha, levei breve susto, mas já estava me acostumando com isso. E ele sempre aparecia do nada.  

—  Tem algo para eu comer?  

—  Fiz café. Tem torradas, duas maçãs, comida congelada pronta... e terei que sair para comprar algumas coisas.... ah, que preguiça!  —  odiava fazer compras, mas de mês em mês eu fazia.  

—  Café? Nunca tomei isso. Só ouço falar.  

—  Tem aí. Sirva-se à vontade. O açúcar está aqui!  —  mostrei o potinho de açúcar.  

Tive que assistir meu baixinho experimentando café. Fez uma certa careta.  

—  Forte sabor! Mas esse açúcar... está incomodando. Parece que deixa o gosto áspero. Vou tomar sem.  

—  Sem açúcar? Aí que você vai odiar, hein?!  —  avisei.  

—  ... não, não é tão ruim! Agora sim sinto o gosto natural do café!  

Ele preferiu amargo? Primeira pessoa a gostar café desse jeito que vi na minha vida!  

—  Parece que não é apreciador de coisas doces.  

—  Não muito. Para mim, tiram o sabor real das coisas.  

Ri. Estava gostando tanto dele ali comigo, agora convivendo ao meu lado. Pena que seriam três dias seguidos...  

Me arrumei e fui rapidamente às compras.  Hiei  disse que não precisava comprar nada  extra por  causa dele. Assim o fiz e foi ótimo. O mercado parecia que estava com movimento fraco e isso foi ótimo, demorei quase nada. Fiz o caminho de volta para casa com alegria; coisa não fazia há anos.  

Hiei  não saía às ruas. Perambulava no Mundo dos Humanos pelas árvores e só ficava em lugares vazios. Em tempos passados, visitava-me de noite para a madrugada e passávamos bom tempo juntos.  

—  Tem visto aqueles idiotas?  —  perguntou sobre  Yusuke  e Kuwabara.  

—  Não mais.  Yusuke  se casou e o  Kazuma  saiu do bairro. A casa dos dois estão vazias. Tenho contato com eles apenas por telefonemas.  

—  Kur... Minamino está por aqui ainda?  

—  Sim, mas quase não o vejo.  

—  Hum...  pelo visto as coisas estão tediosas demais por aqui...  

—  Verdade. Essa cidade tem sido uma fonte de vazio. Sequer novos moradores aparecem pelas redondezas.  

Paramos de falar sobre os outros e focamos mais em nós. Resolvi mostrar toda a casa para ele. Ele só conhecia boa parte. Contei algumas travessuras de infância que pareceu  diverti-lo .  

—  Agora entendo um pouco mais de você... sempre teve uma vida tranquila, sempre soube o que o amor... até se encontrar abandonada e angustiada pela primeira vez. Por isso estranha tudo.  

Deu uma vontade de chorar, mas tentei segurar ali dessa vez. Não queria que ele me visse aos prantos.  

—  Por aí...  

Fomos até o quintal e ficamos sentados debaixo da árvore. Fitamo-nos até começarmos a compartilhar as carícias de sempre. Ele parecia mais ousado em tocar-me intimamente ali e eu tinha receio que alguém de longe visse. Mas... quem veria ali?  

—  Espera, Hiei...  

—  Tudo bem. Imagino o que vai me pedir.  

—  Pedir... e se eu pedisse algo, o que seria?  

—  Para fazermos isso lá dentro.  

Eu sacudi a cabeça rindo. Era isso mesmo que queria. O sofá marrom e de couro velho foi o ponto escolhido. Quando morava com a família, jamais poderia fazer na sala aquilo que fazíamos. Nos despíamos e nos beijávamos que nem loucos, ele com  mais intensidade. Eu ia seguindo meus instintos e me deixando levar. Não  queria  ficar preocupada em relação a “dar prazer”. Deixaria tudo acontecer e curtiria o presente.  

Eu acompanhado com os beijos no pescoço e a mão enfaixada acoplando meu seio direito. Não me deixava intensamente louca de tesão, mas aproveitava a leve excitação. Fechei meus olhos por uns segundos pra aproveitar aquilo. E o meu amado não parava e ia cada vez mais longe, meteu a mão esquerda pelo meu short e começou a brincar com o meu clitóris enquanto voltava a beijar meus lábios. Conseguia expressar meus sentidos suspirando e gemendo baixinho. Eu era mais audível que ele, que parecia ter controle de tudo e só gemia quando alcançava o orgasmo.  

Minha libido ia despertando. Agora, eu tinha mais ação naquele jogo. Eu acariciava o peitoral dele, levantando a blusa.  

—  Parece que a minha fêmea está despertando...  —  disse enquanto descia com os beijos até os seios já expostos.  

De fato, era. De repente, já estávamos nus naquele sofá que gemia mais que nós a cada movimento nosso em cima dele. Ele abaixou as calças, segurou seu pênis e começou a esfregar a cabeça dele na entrada e ali me rendi. Eu gemia em tom mais alto, delirando e desejando que ele entrasse em mim. Quando ele me penetrou, foi a mais estranha sensação. Dolorida, mas gostosa. Soltei um gemido um pouco mais alto que ecoou naquela sala quase vazia de móveis. Ele gemia baixinho enquanto estava me penetrando e com a cara no meio dos meus seios. Joguei a cabeça para trás.  

Quando ele viu que eu aceitava tudo aquilo e que me sentia bem, ele me surpreendeu com estocadas bem fortes e bem gostosas, senti o pênis dele bater quase lá no fim da vagina. Quanto tempo não fazia aquilo, oh! Com as pernas apoiadas uma em cima da outra, sentia com prazer ele vindo e voltando, a púbis dele atritando contra o  clitóris. Sentia-me encharcada naquela região e mais ainda quando entrava e saia em um ritmo mais para devagar, porém bem gostoso.  

Meu eterno amante delirava, dizia coisas eróticas bem baixinho para mim, e eu parecia desfalecer de tesão. Era delicioso sentir ele me penetrando com gosto. Eu rebolava, movia meus quadris e empinava mais o meu bumbum para que ele entrasse mais e pudesse sentir todo ele dentro de mi.  Antes eu sentia dor e prazer, mas aquela vez era só prazer mesmo. Eu estava muito mais relaxada, sem medos, nem paranoias. Apenas me concentrava em  Hiei  e no que ele fazia.  

—   Ahh ... como isso é bom... eu já estava quase morrendo longe disso.... mas somente com você... [Seu nome].  

—  Eu também...  —  eu era o mesmo. Ainda que eu sentisse algum desejo sexual, era apelas pelo meu moreninho. Meu  youkai . Único.  

Ele pareceu finalizar acelerando os movimentos com os quadris dele. Ele me segurou com mais força, aquilo me fazia ficar muito excitada fazendo nos dois praticamente gozar ao mesmo tempo, (ele primeiramente). O sofá parecia que também transava conosco, gemia junto a cada movimento nosso naquele couro velho.  

Ao finalizarmos, dormimos lá mesmo no sofá depois daquele sexo gostoso e muito intenso que não fazíamos há tempos...



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