História O Medo de Um Futuro - Capítulo 3


Escrita por:

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Categorias Yu Yu Hakusho
Personagens Hiei, Kazuma Kuwabara, Keiko Yukimura, Kurama Youko, Yukina
Tags Hiei, Hieixleitor, Leitor, Yuyuhakusho
Visualizações 5
Palavras 3.037
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo 3


— Há quanto tempo que não passamos assim...  

— E agora, por três dias seguidos.  

 

Era o segundo dia. Eu estava até motivada a andar com ele pelo quarteirão, mas ele não queria. Queria ficar ali em casa seguidamente.  Hiei  dormia bem, comia o que tinha vontade, passava horas comigo conversando ou trocando ações afetivas e estávamos muito feliz ali.  

De tarde, recebi uma ligação. Uma surpreendente ligação.  

— Minamino?  

— Ei, achei que já tinha mudado! — respondeu o ruivo do outro lado da linha.  

Alguém me ligar assim... achei aquilo estranho. Será que aconteceu algo?  

— Só depois de amanhã!  

— Gostaria de vê-la, [Seu Nome]. Mas você irá para outra cidade?  

— Sim.  

Hiei  assistia minha pessoa falando com o meu amigo.  

— Você tem estado bem?  

—  Er ... sim, claro! — pensei: “graças ao  Hiei  que tem passado comigo”.  

— Vou aí com a minha mãe daqui há algumas horas, tudo bem?  

— Bem... sim, sim! Eu estarei em casa.  

Combinamos o resto e encerrei a conversa. Avisei ao Hiei.  

— Então ele vem.  

— Você pode falar com ele, se quiser.  

— Negativo. Pelo jeito, trará a família dele. Sinto isso.  

— E... o que vai fazer?  

—  Ficarie  pelas redondezas até eles irem embora.  

Hiei  estava decidido em fugir da oportunidade de encontrar  Minamino  e a mãe dele. Ele era muito mais antissocial que eu.  

Ele e  Minamino  ficamos próximos graças a  Yusuke , que estudava na mesma escola que eu, juntamente também com  Kuwabara . E  Hiei , conheci graças ao  Minamino . Uma amiga da escola e eu estávamos com  Kuwabara  quando O ruivo veio ao lado de um rapaz bem menor, um pouco menor que eu, e veio pedindo que o acompanhasse para uma missão. Foi aí que descobri um pouco sobre o Mundo dos Demônios.  

E em quase todas as circunstâncias de encontros, lá aquele carinha me chamava atenção e ele me observava de um jeito enigmático. Eu me assustava, eu me atraía.  

Quando teve uma crise no Mundo dos Humanos e os  youkais  estavam invadindo aqui, foi quando trocamos as primeiras palavras.  

— Não deveria ficar fora de casa... estes monstros estão a ponto de devorar humanos fracos. —  ele  me alertou.  

Eu o olhei para ele.  

— ...tudo bem. Obrigado por avisar.  

Ele fez uma cara de surpresa. Será que ele achou que me intimidaria? Para mim, passou a impressão que estava preocupado. Respondi tranquilamente. E daí,  nos  falávamos aos poucos, como se estivéssemos nos conhecendo.  

Certa vez, passei por um pequeno susto ao lidar com uma criatura horrenda que se pôs diante de mim. Um desses  youkais  perigosos para os homens. O grito que dei foi ensurdecedor e saí correndo. Ouvia a criatura rir sinistro e debochado enquanto fugia. De repente, a risada parou no meio. Eu parei. Olhei para trás e vi a criatura caindo em direção a mim, tive que desviar rápido. Então notei o que aconteceu.  Hiei  havia aniquilado a criatura.  

Ele veio em direção a mim com a espada e eu respirava mais profundamente.  

— Eu disse que deveria estar em casa.  

— Mas preciso ir à escola! — disse, segurando minha saia discretamente. Mostrando meu uniforme — por falar nisso, cadê minha pasta?  

Ele ofereceu para mim a pasta que eu havia deixado cair. Eu peguei sem jeito.  

— Obrigada por me salvar ...  mas... gostaria de saber algo.  

— O que?  

— ...por que... você se preocupou comigo?  

— Não sei... talvez por ser uma criatura frágil.  

Não... não era apenas por isso. Eu sabia que um interesse o movia. E vendo-o me defender, algo a mais despertava em mim.  

— Verdade, não sou nada forte em comparação a essas criaturas... e de onde vem elas?  

— Dali! — Hiei me apontou uma mancha no céu. Nos meios de comunicação, falavam sobre esse estranho fenômeno. Eu assistia temerosa e curiosa. Foi quando, de repente, ele me explicou o básico sobre aquilo e eu me interessei. Mais nele me explicando que no fato real. Nada perguntei, nada bisbilhotei. Apenas o ouvia.  

— Isso vai durar até quando?  

— Quando o Portal que divide os mundos se fechar novamente. Demorará alguns dias. Ou um mês, no mínimo.  

— ...  

— Por isso, vai para sua casa logo. Até mais! — deu-me as costas e foi indo assim, no nada.  

— Ei, espera! — eu o chamei. Ele parou e ficou de costas — Posso saber seu nome?  

— ... Hiei . — e foi embora.  

— [Seu Nome]. — disse o meu mesmo assim. Dali vieram encontros mais frequentes e... quando me dei conta, eu já sabia tanta coisa dele sem perguntar. Ele descobriu onde morava e sempre ficava nos galhos mais internos daquela árvore que já foi tão cheia de frutos e de folhas. Eu amava cada descoberta minha, sobre ele e tudo relacionado a ele. Apreciava-me a sua companhia.  

Mas era tudo assim, distante. As conversas eram simples. As interações não eram calorosas. E mesmo assim, tinha uma chama que ardia dentro de mim e era muito agradável. Era o amor. Eu achava que isso também acontecia com ele.  

A expressão séria e fria do seu rosto me deixava fixos os meus olhos.  Apreciava-lhe  o físico, nem tão forte e nem tão delicado. Os olhos grandes e de íris avermelhada mostravam o peso de uma alma carregada de sofrimento. Talvez por ser uma pessoa quieta e discreta,  Hiei  interessou-se em aproximação. Eu o via brigar tantas vezes com  Kuwabara , e este era uma peste com ele. Não sei como ele ainda não o matou!  

Após a confusão do Portal, ele me avisou que teria que partir e que poderia voltar para o Mundo dos Humanos quando quisesse.  

— Faço isso apenas por você. Tem sido uma ótima companhia nesses dias onde estive tão tenso.  

— Fico feliz por ouvir isso,  Hiei .  

Feliz apenas pelo elogio, pois senti um aperto quando falou que precisava partir, pois tinha “dívidas do passado” para finalizar. Sentei-me na cama e respirei fundo. Olhei para ele que pareceu se apiedar.  

— Oh... não é para ficar assim triste! — sentou-se ao lado e pôs a mão no ombro — isso não é um adeus!  

— Eu espero que não... você também tem sido uma companhia agradável desde que me protegeu naquele dia... já lhe disse, não? Tenho poucos amigos e sou muito solitária.  

Os solitários se entendiam ali. Tanto ele como eu éramos assim.  

— Você não é uma humana comum, [Seu  nome]...  

 

—  Minamino ! — cumprimentava meu amigo com um simples abraço. Ele se curvava bem, pois eu era bem menor. A mãe também veio e com algo para comer.  

Parecia que seria uma tarde para noite animada.  Hiei  estava longe dali, já sabia como era meu amado. Mas o ruivo ficou olhando  cada  canto da casa e aquilo me chamou atenção.  

— Lembrando-se das festinhas que fiz aqui? — comentei sobre algumas vezes que comemorei aniversários ali.  

— É...  hahaha , não estava até agora que você falou. —  ele  comentou sem jeito.  

— Vi você tão pensativo, olhando tudo aqui...  

— Na verdade, preocupo-me com uma coisa.  

— Que coisa?  

— ...você vive solitária nessa casa?  

— Sim. Meus pais seguiram outro rumo e não quiseram ficar aqui. Tivemos um... “contratempo” e... decidi ficar. Mas atualmente, não posso ficar aqui e fecharei, vou para um lugar menor e com contas mais baratas.  

— Isso é perigoso, [Seu Nome]! Você sabe que n essa cidade ainda vagueiam   youkais  perigosos.  

— Sei sim.  

— É melhor que eu te revele uma coisa...sobre mim.  

— Diga.  

— Eu sou um  youkai  encarnado em um ser humano.  

— O quê?! — perguntei surpresa.  

— Sabe as vezes em que me perguntava como eu, “humano”, sabia tanta informação sobre o Mundo Espiritual e o Mundo dos Trevas? Então. E eu tenho protegido muitas pessoas aqui, inclusive você. Minha mãe teve a ideia brilhante de se lembrar de você e quis saber como estava.  

Eu devia contar ou não sobre a proteção que  Hiei  dava para mim naqueles dias? Resolvi falar absolutamente nada.  

— Como  youkai , sou  Kurama   Youko . Mas isso é um segredo nosso. Minha mãe é a única que sabe da minha família humana. Ah, e alguns nossos amigos.  

— Tudo bem, nada falarei! — prometi segredo — Mas tendo você como guardião aqui, fico mais tranquila.  

— Eu... senti uma energia familiar nessa casa.  

— Familiar? Bom, sou eu no caso. — disse em tom de brincadeira.  

— Não exatamente a  energia  de um humano.  

— Quer verificar a casa? Eu fico com sua mãe enquanto faz isso. Está quase vazia a casa.  

— Tudo bem!  

Aquela revelação me deixou surpresa. Mesmo que ele tivesse a alma desse  youkai , para mim era o  Shuichi   Minamino . Aquele  menina calmo , sereno, o primeiro da classe, em especial na matéria Biologia.  

Parece que ele detectou vestígios do  Hiei  ali. Só que  Hiei  não era perigoso. Minha solidão, ansiedade, pânico e depressão tem sido  inimigos  mais vorazes que consumiam minha paz minha energia por tempos. Viu que estava tudo bem e deixou uma espécie de “bip” comigo, um aparelho pequeno e de bolso, o qual eu podia apertar o botão que ele receberia a mensagem e viria aqui me salvar de qualquer coisa.  

Ao despedirmos, nós três nos emocionamos. Lembramos de bons momentos ali e a mãe sentiria minha falta quando teria que mudar para outra cidade. Mas prometi ter contato com os Minaminos.  

Novamente sozinha em casa. Fui até a cozinha e guardei o bolo de chocolate que sobrou. Fui até o quarto e até a janela. Lá estava ele, pegando uma fruta da árvore e comendo.  

—  Hiei , as visitas foram embora.  

—  Hunf ... demoraram! — ele pulou rapidamente até minha janela que nem deu para ver seu movimento.  

— Tem bolo de chocolate na geladeira.  

— É todo seu! — tirou os sapatos e deitou-se na cama. —  ele  me viu tirar o bip do bolso e colocar na escrivaninha. — O que é isso?  

—  Minamino  deixou comigo. Quer que eu contate com ele caso eu precise de ajuda. Você trouxe bons acontecimentos quando veio para cá!  

— Ele está vigiando você, [Seu Nome]. Teme que  youkais  ataquem você, estando sozinha aqui!  

— Ele pressentiu sua energia aqui.  

— Nada de novo. Mas eu saí até da cidade quando ele veio com a mãe.  

— Sério?! E voltou rapidamente?  

— Sim, ué!  

Que alívio. Sinto-me mal quando me lembro que só teria amanhã com ele por perto. Segunda era o dia que sairia dali e entregava a casa aos cuidados imobiliários da minha família. Mas não era hora de pensar em acontecimentos futuros...  

Eu  tirei  meus sapatos e também deitei, de bruços. O outro estava folgadão, com as mãos sustentando a cabeça, de barriga para cima.  

— Vou ficar nessa casa.  

— Mas fiscais virão vigiar aqui, fique atento.  

— Nem me precisa lembrar. Sei bem quando poderei entrar aqui!  

—  Hiei ... se quiser ficar aqui quando estiver no Mundo dos Humanos... cuida dela para mim?  

— Huh?  

—  É... ela também é um pouco sua. Não acha?  

Ele sorriu e fechou os olhos.  

— Tem razão.  

— Todos os móveis serão removidos na segunda, quando sair. Eu já te dei o novo endereço, não me esqueça de visitar quando lhe der na telha. —  jogava  no mesmo estilo dele. Sim, eu estava cobrando o retorno dele, mas não queria parecer chata nem exigente, para não  o afastar .  

Eu me levantei e resolvi trocar de roupa. Vez ou outra, olhava para trás e via alguém me observar do mesmo jeito que estava antes. Deitado na cama. Voltei para meus cuidados e, quando estava de sutiã e calcinha, braços me agarraram pela cintura e beiços pequenos e médios (nem finos nem carnudos) me beijavam as costas. Um arrepio me correu do pescoço até o final da coluna.  

— Hahahaha... faz cócegas, Hiei!  

— Está ruim?  

— Claro que não!  

— Perdeu a timidez comigo... isso me agrada! —  ele  me virou e começou o ritual que culminaria em mais uma noite de prazer.  

 

Véspera da partida de  Hiei  para  Makai , o Mundo das Trevas, anos atrás.  

 

— Eu partirei, mas... — ele fez um leve bico, como se estivesse sem jeito para falar o resto. Meu corpo ainda virgem sabia o que era. Senti meu coração acelerar  um pouco  mais.  

— Mas... o que?  

— Queria algo de você antes de partir. Claro... se me permitir.  

Eu jamais estaria planejando seduzir  Hiei  para algo mais íntimo. Mas... o momento parecia pedir isso. Eu nunca havia tido dessas experiências e me sentia tão perdida... e ele, sendo o macho que era, já se mostrava firme e decidido ao que queria, ainda que esperasse minha decisão. Minha respiração estava ficando cada vez mais pesada. Ele começa a sussurrar pequenas palavras escandalosas ao meu ouvido que me fazia ceder de corpo e mente. Abracei-o.  

—  Eu... eu nunca fiz isso assim...   

—  Também não.  

—  Não?! Mas parece tão seguro...  

—  Isso porque quero com você... [Seu Nome]. Confiaria em mim?  

Eu apertei meus lábios e confirmei com a cabeça que sim. Então eu começava a me soltar falando outras pequenas insinuações que o fazia até rir – coisa bem incomum. Uma das mãos do  youkai  chegou ao seio direito ainda por cima da roupa e começou a apertá-lo.  

—  Ahhh   —  gemi  —  tem certeza que nunca teve dessas experiências?  

—  Não ...  mas é instinto... por que não deixa seus instintos agirem também?  —   Hiei  sugeriu.  

Eu ainda estava imóvel, até ouvir o que ele disse. Ele ia me tateando através do sutiã, o qual tirei ali no mesmo momento. Instinto. Puxei a echarpe dele encarando o pedaço de pano e deixei cair no chão. E ele me despiu facilmente, pois só estava de calcinha.  

—  Isso... deixe-se levar pelo instinto.  —    ele  parecia lamber os lábios. Mas ele estava calmo, talvez ele estivesse se controlando para não me assustar. Ele queria me agradar, dar prazer. Eu queria, mas ainda estava travada  —  Você tem seios bonitos, humana...  —  comentou ele, aproximando-se de mim mais. Ele se inclinou para o mamilo esquerdo e começou a sugá-lo. Quase perdi a firmeza das pernas. Mas eu  mesma o peguei pelos braços e guiei até a cama, onde sentamos e continuamos ali.  

A mão direita dele estava trabalhando em seu mamilo direito, enquanto a boca na esquerda. Meus sentidos estavam sendo assaltados por puro prazer. Minhas pernas se fecharam enquanto ela tentava suprimir o calor que vinha de sua mais íntima feminilidade. Algo que sentia às vezes quando pensava nele, mas naquele momento era intenso. Ela o sentiu chupar com certa força. Ele poderia realmente fazê-la gozar  apenas com a boca, pois eu estava quase ficando mole e vulnerável em suas mãos.  

Ele deitou na cama, ainda me segurando enquanto ele se arrastava entre as minhas pernas que recusavam se abrir direito. Os olhos dele brilharam de excitação. Ele agarrou suas pernas e abriu-a, expondo toda minha área genital. Eu fiquei com a cabeça deitada no travesseiro. Senti minha mão ser pega e  ser forçada  a pegar no pênis dele.  

—  Meu Deus...  

—   O que houve?  —   ele  perguntou calmamente.  

—   Nada...  —   inspirei  o ar e tentei me acalmar.  

—   Está tudo bem... vou te ajudar a se soltar aos poucos, [Seu Nome].  

Foram mais de vinte minutos nos estimulando, eu nele, ele em mim. Até sentir minha timidez diminuir e me sentar na cama. Estava diante dele já despido também. A visão do seu corpo me agradou bastante. Ele voltou a vir por cima e me deitou, ajeitando na cama e se posicionando com a boca no meu clitóris. Ousadamente, lambeu uma longa parte dela. A língua dele deslizava da entrada da minha vagina até o clitóris e  vice-versa . Instinto mesmo?  

—   " Ahhhh !  Hiei !!!"  —   e xclamei .  

Instinto. Pois me sentia bem mais desinibida e movia os quadris para frente, como se quisesse entrar em mim. Nunca tinha  feito tal coisa!  Ele girava a língua bem em volta do clitóris, tocando também a entrada da vagina enquanto o prazer tomava conta de meu corpo. Estava chorando de prazer naquela hora.  

Ele introduziu dedos antes da penetração, fazendo-me acostumar com algo que jamais tive dentro de mim.  

—   Oh, que rápida! Veja como está molhada.  —   ele  riu e puxou os dedos para fora. Ele os levou aos lábios, lambendo-os.  

—   Pode vir... venha.  —   eu  autorizava, acariciando os braços dele. Notei que um deles estava enfaixado. Algum machucado? Não perguntei. Apenas me concentrava em fazê-lo ter prazer  acariciando-lhe  o peitoral, os ombros, o pescoço, os cabelos... onde segurei quando este se pôs em cima de mim e se posicionou melhor entre as minhas pernas.  Eu só percebi  que ele já estava lá quando sentiu algo duro, longo e grosso pressionado dentro de minha vagina.  

Procurei não gritar para não acordar os que moravam junto ali comigo. Meus lábios se apertaram um no outro quando ele começou a se mover.  

—   Ver você assim... deleitando-se de prazer ainda que tímida, está me deixando cada vez mais duro,  humaninha .  

Eu o abracei, mantendo-me firme no corpo dele enquanto ele se movia, roçando seu corpo contra o meu. Ainda que doesse, era agradável a sensação que sentia brotar dentro da minha barriga, mais no baixo ventre. Era o despertar da minha sexualidade. Não sabia que aquilo era tão quente e tão intenso... talvez por ser a primeira vez. E ele gemia se contendo também. Pôs o rosto no meu pescoço e se movia me cheirando. Sua respiração era pesada.  

Eu podia sentir meu clímax chegando. Não sabia se ele ia gozar antes, junto ou depois. Não queria me importar com isso, até porque já estava lá, eu já podia sentir a intensa sensação de um orgasmo. O primeiro. Instintivamente, eu abri as pernas para ele, fazendo-o rir baixinho ao meu ouvido. Ele acelerou os movimentos, colocando-se bem lá dentro o mais que podia. Eu sentia minha pele queimar. A dele também estava  morna, levemente suada.  

Ela estava quase lá e ele sabia disso. Ele era o mesmo. Seu impulso profundo e rápido tornou-se cada vez mais forte, assim como os meus gemidos estava ficando mais incontroláveis de conter. Um impulso profundo fez com que meus dedos se enrolassem, apertando-se. Uma onda de prazer se espalhando por todo o corpo, enquanto estremecia com a sensação de algo quente e grosso derramando-se dentro de mim. Sentia-me encharcada na vagina. Ele respirou fundo. O corpo dele repousou sobre mim enquanto continuava parada. Estava exausta demais para reclamar do peso dele e nem incomodava tanto. Parecíamos que tínhamos sido possuídos e depois liberados.  

—   Está tudo bem?  —   ele  perguntou com os lábios grudados ao pé do ouvido.  

—   Sim.  —     respondi  fracamente.  

Para uma primeira vez, não tinha saído tão ruim...  Hiei  se moveu para o lado e caiu no sono aos poucos. E pelo jeito, estava indo nesse ritmo também.



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