História O Medo de Um Futuro - Capítulo 5


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Categorias Yu Yu Hakusho
Personagens Hiei, Kazuma Kuwabara, Keiko Yukimura, Kurama Youko, Yukina
Tags Hiei, Hieixleitor, Leitor, Yuyuhakusho
Visualizações 3
Palavras 1.404
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Os dias se passaram, pouco menos de uma semana precisamente. Continuava a trabalhar para ganhar o que podia e  Yukina  cuidava da casa de um jeito espetacular.  Kuwabara  estava muito confiante em tê-la como esposa e não discordo – ela era uma companhia agradável. Não falo como esposa, obviamente, mas como uma amiga. Mas até as esposas devem ter seus maridos como amigos também, para que possam se entender e confortar nas horas precisas.  

As notícias que recebi naqueles dias eram bons.  Yusuke  e  Keiko  já planejavam formar uma família,  Kuwabara  estava bem na fábrica onde trabalhava. Mandava ligações todos os dias. Na sexta-feira daquela primeira semana de nova moradia,  Kurama  veio nos visitar.  

Tudo parecia bem... até que me lembrava do  Hiei . Só que tinha mais esperanças que preocupações - ainda que elas existissem.  

Quando lavava a louça, percebi um aperto leve no peito. Era como se viessem aquelas angústias inconscientes novamente. Respirei fundo e continuei pacientemente a enxaguar e colocar para secar na máquina de pratos.  

—  Está tudo bem, [Seu Nome]? —   Yukina  me perguntou —  se quiser, deixe-me terminar enquanto você descansa.  

—  Não se preocupe. Estou quase no final.  

Após terminarmos de arrumar a cozinha, sentamos à mesa.  

—  Posso sentir que anda angustiada.  

—  ...ah... deve ser lembranças da minha ansiedade, a qual vem me atormentando muito nesses últimos tempos. Mas tenho até melhorado nesses dias. Mas ainda estranho essas mudanças, tenho um pouco de insegurança sobre mim.  

—  Entendo. Também já passei muito por isso, mas posso curá-la das dores, se quiser.  

Então ela tinha o poder básico de cura? Oh, isso era maravilhoso! Mas eu não queria abusar da nobreza e da habilidade dela, mas esta mesma se ofereceu para me ajudar. Ela colocou as mãos em minha cabeça, estranhei um pouco aquilo. Em minutos, fui relaxando de um jeito que todos meus músculos relaxavam também. Muitas vezes, eu ficava dolorida sem fazer exercícios. Tinha tensão alta quando os picos eram fortes. Por algumas vezes, quando podia, consultava clinicas populares daquela cidade, mas achava os médicos tão frios e distantes. Sequer te examinavam e recomendavam cuidados extras. Fazia tudo sozinha, talvez isso me deixava insegura.  As mudanças brutas e inesperadas da minha vida adulta têm  me abalado muito e não tinha com quem falar confiantemente.  

—  Obrigada,  Yukina . Eu te devo muitas coisas.  

—  Eu também, por ter me acolhido até sem me conhecer direito.  

Ah, eu não poderia perdê-la de vista! Queria ela como amiga eterna. Mas sabia que ela deveria viver com seu futuro esposo daqui há alguns bons meses. Era preciso treinar mais meu desapego e minha liberdade. Sei que posso,  

Pela primeira vez, tive a confiança de revelar o que existia entre  Hiei  e eu.  

—  Ah, então por isso ele te deu aquela gema. —   ela  entendeu.  

—  É um sinal que ele estaria presente, ele prometeu vir quando pudesse.  

—  Ele é um guerreiro que trabalha para um dos grandes reis de  Makai , chamada  Mukuro . Ela é extremamente poderosa.  

Hã ?! A “chefe” dele era uma mulher? Ah, essa não sabia. Pontinha de ciúmes? Sim. Mas conhecendo o  Hiei  como eu conhecia, não acredito que existiria uma possibilidade de traição. Mas é aquilo... certas coisas os apaixonados de verdade não conseguiam evitar.  

—  Eu agora tenho certeza de uma coisa... —   Yukina  deixou  escapar  baixinho pelos pequenos lábios.  

—  De quê?  

—   Er ... nada, nada não! —  ela desconversou e voltou a falar do meu relacionamento com ele  —  Mas  fico feliz que ambos estejam juntos.  

—  Na verdade, eu queria que ele estivesse comigo.  

—  Sei...  

 

 

Os meses se passaram. Eu tinha melhorado bastante meu humor. Já estava na hora da  Yukina  retornar para  Kuwabara  e ela me prometeu que estaria sempre por perto. Segundo a própria, agora “era uma  youkai  humana que viveria muito bem ao lado de quem amava”.  

Nenhum sinal dele... do irmão dela que ela (talvez) até soubesse.  

Ela arrumava suas coisas e estava esperando pelo  Kuwabara , que buscaria ela lá onde estávamos morando juntas. Não estava angustiada por aquela separação. Sentia-me curada da mais intensa ansiedade pessimista. Sei que poderia viver como vivia antes, com a família e com a vida que tinha antes. Minha adaptação estava dando certa, mas lá no inconsciente... sabia que voltaria a morar sozinha. Mas nada daquilo me espantava tanto como antes.  

Abracei  Yukina  aos choros, mas era um choro de alívio, de segurança, de felicidade. E agradecia  Kuwabara  por dentro de mim. Ele foi quem me apresentou aquela criatura adorável.  

—  Tentarei visitá-los quando puder! —  eu disse.  

—  Faremos o mesmo, [Seu Nome]! —  disse  Kuwabara  —  além do mais, precisamos nos reunir mais, como nos velhos tempos!  

—  Verdade!  

Vi os dois entrarem no carro dele.  Yukina  acenou para mim, que sorri com o rosto molhado. Respirei fundo. Tudo daria certo.  

Somente quando o carro virou à esquina, entrei em casa. Aproveitei e vi a caixa de correios. Em cima dela, haviam duas espécies de beija-flor rondando as florezinhas que havia naquele canteiro. Admirei-os. Como não havia carta, fiquei ali só para olhar aqueles bichinhos e  dentrei . Escutei um barulho na janela e me senti um pouco desconfortável.  

Mas algo dentro de mim me fez aquietar. Então, fui até a porta e, perto daquela caixa de correio, havia uma pessoa.  

—  Está sozinha novamente, não é? —   Hiei  perguntou, com os braços cruzados.  

—   Hiei ... pensei que aparecesse com mais frequência. —   eu  disse, indo ao encontro dele.  

Ele descruzou os braços e eu fui até ele abraçá-lo.  

—  Vamos para dentro... é mais seguro para nós! —   ele  pediu.  

Fiz o pedido e entramos.  

—  Essa casa é menor, mas parece mais aconchegante. Aquela outra era cheia de memórias intensas... não estava te fazendo bem mesmo ficar ali.  

—  Agradeço a sua... digo, a minha amiga  Yukina  que me ajudou a cuidar de tudo quando mudamos. E nós duas tivemos dificuldades para colocar tudo certinho!  

—  Vi nesses últimos dias que ela estava com você. Mas imaginei que seria temporário.  

—  Exato.  

—  Mas... preciso te contar uma coisa. Sei que vai adorar!  

—  Sério? Notícia boa que vem pelos seus lábios?  

—  Para mim ainda não é muito confortante, mas preciso restaurar as energias que perdi. Agora... sou eu quem preciso de uma companhia direto!  

Curvei uma sobrancelha, duvidosa.  

—  Será que... tem um espaço para mim aqui?  

Não... espera! Ele queria viver aqui?  

—  Você quer dizer... que quer morar aqui comigo? É isso,  Hiei ?! —   eu  o puxava pela roupa e ele nem pareceu se abalar.  

Ele fez com a cabeça que sim.  

E me contou o que  Yukina  já havia me dito: trabalhava para essa tal  Mukuro , só que tiveram um desentendimento no serviço e ele quis sair do grupo dela. Ela aceitou. Ele disse que procuraria o que fazer para se virar ali, mas... decidi vir para o Mundo dos Humanos. Sei de alguém que sabe cuidar de mim como ninguém! —   deu  um pequeno sorriso que me encheu de alegria.  

Alívio. Então era aquilo que meu corpo e mente juntos queriam. Viver com ele. Talvez, ele fizesse que nem  Yukina : virasse um  youkai  humano que viveria bem em  Ningenkai . Será? Era o que parecia.  

Um dia, todos acabariam descobrindo nossa relação, mas nada disso me incomodava, não sei ele.  

Eu beijei sua mão em agradecimento e ele ficou meio desconsertado.  

—  Não precisa me agradecer tanto! Sentia uma obrigação me cobrando. Afinal, eu fiz uma promessa e odeio falhar com elas!  

—  Não importa! Faço porque o amo!  

Hiei  teve que aturar uma carinhosa e saudosa mulher e ele se permitia, retribuindo do jeito dele. Um abraço foi tudo naquele momento. O prazer e a segurança que ele me passava eram demais!  

Tudo parecia voltar como nos velhos tempos!  

Ele tirou o sobretudo preto que usava e a echarpe branca, ficando bem folgado em casa. E sem camisa. Voltou a me abraçar. O que passava na cabeça dele naquele momento? Sinto que confiança era uma dessas coisas. Um homem tão introvertido até comigo, em algumas vezes... ali tão familiar e confortável.  

Nós nos beijamos simultaneamente. Longamente. Podíamos sentir a respiração um no outro. Era morno e reconfortante. Ele começou a mover os lábios e assim eu também fiz. Abraçados ali. Naquele entardecer de domingo.   

Eu observava o ambiente enquanto trocava beijos que se tornavam mais ousados.  A sala parecia se encher com os raios alaranjados do Sol batendo no chão.  A sombra de dois pássaros, pareciam aqueles beija-flores.  

Eu tinha  definitivamente  reencontrado o amor. E ele também.  

 

E o futuro? Nada a temer. Nós o construiríamos, não ficaríamos apenas imaginando...  

 

 

FIM


Notas Finais


Uma fic pequena e rápida para não acumular muito. Amo YYH desde muito tempo e me veio essa inspiração a partir de ideias e (um pouco de) experiências próprias. Espero que tenha apreciado essa pequena aventura! <3


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