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História O melhor amigo do meu marido - Capítulo 9


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Notas do Autor


Olha só que bonitinho, postando no dia correto, postando cedo, da até um susto neh? hahahah
Enfim, boa leitura ♥

Capítulo 9 - Tudo bem!


Pra falar a verdade eu não tinha a menor noção de quantas horas eram agora, mas eu sabia que já era bem tarde e eu tinha que admitir que eu estava meio apreensiva de ter que encarar o Nate, principalmente nesse horário, e mais importante ainda, depois do que eu tinha feito. Não era como se eu estivesse me arrependendo agora ou qualquer coisa do tipo, não era isso, eu só estava um pouco apreensiva de ter que lidar com ele, mas acho que eu estava cansada demais pra surtar e a única coisa que eu queria no momento era cair na cama e ter uma boa noite de sono, por que eu já estava desmaiando de cansaço. Eu sentia o meu corpo inteiro amolecer a cada segundo que se passava, meu cérebro já não estava nem funcionando mais da maneira como deveria, eu estava exausta, mas não era algo do qual eu iria reclamar, claro que eu estava cansada, mas pela primeira vez em muito tempo, eu estava satisfeita. O Castiel tinha me deixado praticamente na porta de casa, mesmo eu tendo insistido que eu podia ficar um pouco mais longe, mas ele insistiu ainda mais, ele disse que não iria me deixar andar tanto para chegar em casa, principalmente nesse horário, então nós achamos um meio termo e ele me deixou na esquina, assim caso o Nate estivesse plantado na porta de casa me esperando, ele não iria ver de onde eu tinha saído, o Castiel esperou na esquina até que eu estivesse na porta de casa e só então ele foi embora. Eu respirei fundo, tentando colocar de lado todo e qualquer nervosismo que eu pudesse ter e fui abrindo a porta de casa, já dando de cara com o Nate sentado no sofá me esperando, ele estava assistindo a um jogo qualquer na televisão, claro que ele não estava com uma cara de muitos amigos, o que era compreensível, eu não estava acostumada a fazer esse tipo de coisa. Ele desviou o olhar da televisão pra mim, extremamente sério assim que me escutou entrar em casa.

Nate - Eu vou perguntar apenas uma vez e espero uma resposta satisfatória. O que infernos foi isso? (Foi a primeira pergunta que ele me fez, me fazendo respirar fundo e atravessar a sala praticamente correndo tentando evitar o máximo qualquer confronto com ele, jogando as chaves em cima da mesa.)

Elizabeth - Eu só tive que sair Nate, eu estava cansada de ficar aqui dentro, não foi nada grave. (Eu disse indo até a cozinha o escutando se levantar do sofá e vir atrás de mim pisando duro no chão.)

Nate - Não diga, por que eu não tinha notado que você tinha saído. (Ele disse com sarcasmo me fazendo revirar os olhos, mas ele tinha dado ênfase ao que eu tinha dito no lugar errado, não era o fato de eu ter saído, eu só não aguentava ficar aqui dentro mais.)

Elizabeth - O que eu disse principalmente, é que eu estava cansada de… (Eu praticamente pulei de susto e parei de falar, quando eu tentei abrir a geladeira para pegar uma garrafa de água e ele bateu a porta dela rapidamente a fechando com brutalidade, me prendendo entre ele e a geladeira atrás de mim.)

Nate - Preste atenção quando estivermos conversando, não haja como se não estivesse dando importância pra isso e uma outra coisa, nunca mais desligue o telefone enquanto eu estiver falando, você entendeu? (Ok… Isso foi… Assustador. Ele disse sério, apoiando o braço na geladeira e olhando pra mim de uma maneira bizarra, me fazendo encolher e engolir seco, sentindo minha garganta queimar e meu corpo inteiro ficar em alerta.)

Elizabeth - Eu… Eu estou prestando atenção. Eu… Eu só estou com sede. (Eu disse sentindo a minha voz falhar completamente, trêmula, tentando fazer meu cérebro trabalhar de uma maneira mais rápida para o responder de uma forma melhor.)

Nate - Eu perguntei se você me entendeu! (Ele disse mais uma vez ainda sem se afastar, me deixando encurralada e a única coisa que eu consegui fazer foi assentir com a cabeça rapidamente concordando com ele.) Da próxima vez que eu falar alguma coisa pra você, você me obedeça. (Não era uma pergunta, era praticamente uma ordem! Ele finalmente se afastou me deixando praticamente colada na geladeira, com a respiração completamente descompassada, tremendo dos pés à cabeça e se virou de costas para mim, saindo da cozinha.)

Elizabeth - Eu não sou sua propriedade! (Eu falei um pouco mais alto e me arrependi disso no segundo seguinte, eu praticamente mordi a língua, me punindo pela grande estupidez, se tivesse algum momento em que eu poderia usar uma máquina do tempo, seria agora. Ele parou e se virou olhando pra mim com as sobrancelhas franzidas, como se não acreditasse no que eu estava dizendo, incrédulo, como se ele tivesse escutado errado o que eu tinha dito.) Eu quero dizer… Você não pode simplesmente falar que eu tenho que fazer alguma coisa e pronto, não é assim que as coisas funcionam. (Eu não estava tendo confiança nenhuma no que eu estava dizendo e eu estava completamente desesperada, eu acho que eu nunca o tinha visto tão bravo, e eu acho que essa era a primeira vez em que eu estava realmente sentindo medo dele, não assustada, mas medo.)

Nate - Você não consegue entender não é? É demais para o seu pequeno cérebro conseguir raciocinar. (Ok, agora ele só estava me tratando como burra e eu não gostava nada disso, eu detestava quando ele me tratava dessa maneira, eu me sentia diminuída.) Isso não sou eu quem estou mandando você fazer alguma coisa, são ordens do médico, por que eu não sei se você se lembra, era para você ficar no maldito repouso. Mas se você quer ir lá pra fora e arriscar a sua vida, vá em frente, boa sorte! Vamos ver até onde isso vai dar. Por que eu sei que muito em breve eu vou ter que atender o celular, por que você está me ligando para ir te buscar em sabe-se lá aonde, dizendo que precisa ir para o hospital por que é teimosa o suficiente para obedecer ordens de quem sabe o que é melhor para você. (Ele estava exagerando não era assim.)

Elizabeth - Você sabe que não é assim, eu tinha que ficar de repouso sim, mas não mais da maneira como antes, eu já posso ir voltando a fazer as minhas atividades normalmente. (Ele riu sarcasticamente e revirou os olhos voltando para perto de mim, me fazendo tensionar o meu corpo inteiro novamente.)

Nate - Oh gatinha, você pensa ser tão inteligente. (Ele disse pegando meu rosto com uma certa força, para me manter olhando para ele.) Você não é muito e é pra isso que eu estou aqui, pra te ajudar a tomar certas decisões que você não é capaz de tomar. (Eu não estava gostando nada do rumo que tudo isso estava tomando.) Então seja inteligente ao menos para entender o que é melhor para você, se pode voltar as suas atividades normais aos poucos então você pode voltar a fazer o que tem que fazer, não acha? Você está cansada de ficar aqui, por que não está fazendo nada, a casa está cheia de tarefas pra fazer, pode voltar as suas funções então. (Ele disse mais calmo, como se estivesse falando com uma criança, a fazendo entender e eu não gostava dessa sensação. Eu segurei seu pulso e o puxei o fazendo me soltar.)

Elizabeth - Não. (Ele franziu as sobrancelhas como se eu tivesse perdido completamente o juízo e eu balancei a cabeça negativamente, talvez eu tivesse o perdido mesmo e ainda não tinha me dado conta disso.) Eu estou falando sério, eu fico aqui o dia inteiro e isso não é de agora, eu estou cansada e eu tenho o direito a sair daqui e já que eu sou tão estúpida assim, talvez eu não entenda o que você está dizendo e faça o que diabos eu quiser. (Eu disse dando de ombros o vendo me olhar como se eu tivesse pirado ou perdido a noção das coisas.)

Nate - Está vendo o que eu estou dizendo? Eu não disse que você é estúpida, eu disse que você não entende. Você exagera nas coisas Eli, você pega algo que eu disse e distorce, pare de ser tão emotiva e tente ser ao menos um pouco racional. (Eu acho que a minha cabeça ia explodir, ele ia acabar me fazendo ficar doida, por que era exatamente isso o que ele estava dizendo, não era? Ou às vezes ele estava certo e eu estava inventando coisas dentro da minha cabeça que ele não tinha dito?)

Elizabeth - Eu acho que nós não vamos a lugar algum com essa merda. (Eu disse resmungando e passei as mãos pelo rosto, completamente cansada, sentindo o meu corpo completamente no limite, eu não queria mais discutir, eu já não queria mais falar sobre isso.)

Nate - Tudo bem! (O que?) Já chega disso. Só para você ver que eu não sou o monstro que a sua amiga me pinta como um, chega dessa discussão. (Do que ele estava falando agora?) Aparentemente você está começando a dar ouvidos demais à ela. (Por que ele estava falando da Rosa de repente? Fazia quase um mês que eu não falava direito com ela, bem… Não era como se ele soubesse disso exatamente, mas mesmo assim, eu não tinha falado dela em nenhum momento dessa conversa.) Eu não sou o seu inimigo aqui Eli, eu só faço o que é melhor pra você, mas se você acha que o melhor pra você é ficar saindo com sua amiga até tarde da noite, tudo bem. Por que eu vou estar do outro lado da linha quando você me ligar precisando da minha ajuda e ela talvez não esteja lá para você. (Ok, era isso, eu definitivamente já não estava entendendo mais nada do que estava acontecendo aqui.)

Elizabeth - Hum… O que? (Eu perguntei sem entender e sem nem saber o que perguntar pra falar a verdade. Por algum acaso, ele achava que eu tinha saído com a Rosa agora de noite? Eu quero dizer… Ela era praticamente a minha única amiga e ele não sabia que eu não estava conversando com ela direto, mas ainda assim, eu não tinha dito nada disso à ele, pelo menos não que eu conseguisse me lembrar.)

Nate - Eu não quero que você me veja como um monstro, por que eu não sou. Então eu acho que você está certa, você tem que sair um pouco! (Ok, era isso, o fim do mundo tinha acabado de chegar e a terra iria explodir neste exato momento. Por que ele estava dizendo que eu poderia estar certa de repente?) Mas fique esperta! Não se deixe ser manipulada por ela, ela vai fazer de tudo para te colocar contra mim, por que ela já está fazendo isso sem você perceber, você já está agindo de uma maneira diferente, então talvez eu tenha que começar a agir de uma maneira diferente também. (Ele disse sorrindo minimamente.) Vamos dormir, eu preciso descansar, tenho que ir trabalhar daqui a pouco. (Eu acho que todos precisávamos dormir depois do dia de hoje.)

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Eu não poderia esperar um resultado diferente depois da discussão de ontem, quando eu acordei de manhã, o Nate já tinha saído. Eu sei que ele tinha saído mais cedo pra evitar ter que falar mais alguma coisa comigo, nós não estávamos exatamente aproveitando muito bem a companhia um do outro no momento, tinha sido uma discussão muito estranha ontem a noite, mas mesmo assim… Eu não estava me sentindo do jeito lógico que eu deveria me sentir, eu tinha tido uma discussão com o meu marido, logo eu deveria estar chateada, certo? Então por que eu estava sorrindo estupidamente, me sentindo satisfeita desde o momento em que eu tinha acordado? Ok, ok, a noite com o Castiel tinha sido maravilhosa, mas eu deveria estar me sentindo ao menos culpada ou incomodada com o que tinha acontecido, eu tinha traído o meu marido e pior, com um de seus melhores amigos, eu era uma pessoa terrível, com certeza eu já tinha um lugar guardado no inferno com o meu nome gravado, mas ainda assim eu não conseguia me importar tanto quanto deveria. 

Eu já tinha me levantando a um tempo e já tinha arrumado o quarto, como eu estava basicamente fazendo nada durante o último mês inteiro, a casa tinha virado um verdadeiro pandemônio, isso eu não podia negar, as coisas tinham ficado de pernas para o ar. O Nate ajudou no que pode, e isso incluiu trazer a comida da rua basicamente, mas em relação a limpeza estava bem precária, haviam roupas para lavar e passar, móveis para limpar, a casa inteira precisava ser limpa, então eu acho que já era uma boa hora para dar uma faxina. Eu fui até o rádio da sala e o liguei em uma estação qualquer sem prestar muita atenção, já tinha até um tempo que eu não escutava um pouco de música, eu acho que com o passar dos anos as coisas se tornaram tão mecânicas que nada mais fazia muito sentido pra mim, mas hoje era diferente, eu precisava, tinha bastante trabalho pra fazer e ainda assim era como se eu estivesse escutando os passarinhos cantarem do lado de fora. Eu peguei o celular e notei uma mensagem do Castiel nas notificações.

“E então, você está bem? Está tudo bem em casa? - Castiel”

Eu não pude evitar de rir um pouco, acho que ele perguntaria até se eu estava viva, depois da conversa com o Nate no celular enquanto eu ainda estava com ele, não era pra menos que ele tinha se preocupado em saber como eu estava. Era uma mensagem simples, mas ainda eu sabia que era algo importante, ele tentava passar essa imagem de bad boy, mas eu não comprava isso tanto quanto ele demonstrava ou tentava demonstrar pelo menos, ele tentava mostrar que não se importava com absolutamente nada e se você não prestasse atenção nele, você realmente compraria isso como uma verdade absoluta e o taxaria como um verdadeiro idiota, mas não era assim, parando para prestar atenção você conseguia notar que ele se importava sim, com pequenos detalhes e tentando não chamar a atenção para isso, mas ele se importava. Eu o respondi dizendo que estava tudo bem sim e coloquei o celular de volta em cima da mesa, eu não poderia ficar o tempo inteiro no celular ou então não conseguiria arrumar essa casa ainda hoje. Eu voltei para perto do rádio, aumentando o som do quando escutei a música que estava passando. 

She worked her way through a cheap pack of cigarettes
Hard liquor mixed with a bit of intellect
And all the boys, they were saying they were into it
Such a pretty face, on a pretty neck

Eu amarrei o cabelo no alto da cabeça em um coque mal feito, mas preso o suficiente para não cair enquanto eu fazia as tarefas. Peguei as coisas para limpeza no quarto de limpeza cantarolando a música e comecei a dar uma faxina na casa. Tinha bastante coisa para fazer, tirar poeira em praticamente todos os cantos da casa, eu quase precisaria lavar a casa inteira do teto até o chão, mas eu estava me sentindo tão bem e relaxada que nada disso me parecia ser um grande trabalho cansativo, pelo menos, não hoje. Era uma sensação boa e por mais que eu me esforçasse, eu não conseguia me lembrar exatamente quando eu tinha me sentido dessa maneira pela última vez.

She's driving me crazy, but I'm into it, but I'm into it
I'm kind of into it
It's getting crazy, I think I'm losing it, I think I'm losing it
Oh, I think she said "I'm having your baby, it's none of your business"
"I'm having your baby, it's none of your business" (it's none of your, it' none of your)
"I'm having your baby, it's none of your business"
"I'm having your baby, it's none of your, it's none of your"

Haviam alguns produtos na cozinha que já tinham passado da data de validade, como eu não estava podendo fazer muita coisa a casa parecia ter virado um verdadeiro vendaval. Eu não poderia contar com o Nate para cozinhar, ou então ele botaria fogo na casa, a última vez que ele tentou fazer alguma coisa tinha sido um macarrão instantâneo e ainda assim sendo uma das coisas mais fáceis de serem feitas na humanidade, ele conseguiu estragar, tinha cozinhado demais, e tinha virado praticamente uma sopa, o macarrão cozinhou horrores e praticamente derreteu, então era compreensível os produtos expirados na geladeira, apesar de que jogar esse tanto de comida fora, me deixava bem triste. Tinham coisas pra jogar fora, móveis para arrastar por causa do acúmulo de poeira atrás deles, mas eu estava bem distraída fazendo isso, a música ajudava bastante e os vizinhos ainda iam ter que aguentar a minha cantoria pela casa afora, ou eu deveria dizer a minha gritaria pela casa afora.

It's New York, baby, always jacked up
Holland Tunnel for a nose, it's always backed up
When she's alone, she goes home to a cactus
In a black dress, she's such an actress

Eu não tinha a menor ideia de que horas eram agora, mas acho que já estava por volta da hora do café da manhã, eu já estava começando a ficar com fome, eu sentia a minha barriga roncar em desespero, eu ainda não tinha tido tempo de preparar algo para comer, mas eu acho que eu não iria conseguir esperar limpar a casa inteira para finalmente ir comer, se eu fizesse isso eu acho que eu iria desmaiar a qualquer momento, então eu tive que fazer um sanduíche rapidamente o devorando com vontade. Bem… Eu acho que tinha um motivo bem válido para eu estar com bastante fome na verdade, mas de um na verdade, não era apenas por causa do horário. Eu já não tinha sentido culpa nenhuma depois que eu tinha transado com o Castiel e depois de pensar muito sobre isso, eu realmente cheguei a conclusão de que eu não ia sentir culpa mesmo, por mais que eu tivesse certeza de que eu deveria. Eu não sabia o por que disso, mas ela simplesmente não tinha chegado e aparentemente eu não tinha consciência o suficiente para ela chegar.

Driving me crazy, but I'm into it, but I'm into it
I'm kinda into it
It's getting crazy, I think I'm losing it, I think I'm losing it
Oh, I think she said
I'm having your baby (hey!)
It's none of your business (oh)
I'm having your baby (hey!)
It's none of your business
(It's none of your, it's none of your)
I'm having your baby (hey!)
It's none of your business (oh)
I'm having your baby (hey!)
It's none of your, it's none of your

Eu já tinha terminado de comer e voltado para a programação original de dar uma faxina na casa, eu estava de meia, o que facilitava eu deslizar pelo chão da casa dançando por tudo quanto era canto e berrando a música que estava passando no rádio. Eu quase senti o meu coração pular para fora do meu peito de susto, quando senti uma mão de leve no meu ombro. Eu praticamente pulei pra trás gritando e me virei com pressa me dando de cara com a Rosa parada na minha frente.

Elizabeth - Por Deus Rosa, você quase me matou do coração. (Eu disse um pouco mais alto colocando as mãos sobre o peito e então abaixei o volume da música.)

Rosa - Eu só vim ver se você estava bem, o Nate me ligou ontem várias vezes pra saber onde você estava. Mas aparentemente você está muito bem. (Eu não sei, seu tom de voz parecia meio desconfiado misturado com um pouco de surpresa.)

Elizabeth - Bem… Sim eu estou bem, me desculpe te preocupar. (Eu disse sem graça e dei de ombros, fazia dias que eu não conversava com ela, acho que eu não sabia mais como fazer isso depois de tudo.)

Rosa - A porta estava aberta, eu chamei, mas você não escutou. (Por razões mais do que óbvias, ela apontou pro rádio ainda tocando a música, mas bem mais baixo dessa vez.)

Elizabeth - Tudo bem. (Eu balancei a cabeça levemente respirando fundo.)

Rosa - Onde você estava? Nate não parou de me ligar ontem querendo saber onde você estava. (Sim, ela já tinha dito isso e aparentemente ela não tinha dito à ele que eu não estava com ela, pelo menos da maneira como ele tinha falado ontem, era isso o que tinha dado a entender, mas eu não tinha certeza.)

Elizabeth - Eu só tive que sair um pouco, eu já estava enlouquecendo ficando dentro de casa o tempo inteiro. (Eu disse dando de ombros. Eu… Eu não podia contar para ela o que realmente tinha acontecido com todos os detalhes, isso era um segredo que eu teria que guardar apenas entre mim e o Castiel. Ela assentiu com a cabeça, não perguntando mais nada, normalmente ela ficaria curiosa e tentaria me fazer dizer alguma coisa, mas acho que as coisas tinham ficado estranhas demais entre nós para agora nós conseguirmos agir da mesma forma de antes.) Eu tenho uma pergunta. (Ela franziu as sobrancelhas esperando que eu continuasse.) Por que não disse ao Nate que eu não estava com você? (A pergunta pareceu a surpreender, mas ela deu de ombros logo em seguida, como se não fosse nada.)

Rosa - Ele me ligou praticamente gritando, preocupado e estressado querendo saber onde você estava, dizendo que era pra eu levar você de volta pra casa e… Eu não sei, eu só não o corrigi e o deixei acreditar no que ele achava que era verdade. (Hum… Ok, eu acho.)

O silêncio na sala foi quebrado pelo barulho do meu celular tocando em cima da mesa, eu praticamente pulei em cima do aparelho com medo de ser o nome do Castiel que apareceria no visor, mas para a minha sorte, não era ele. Claro que a minha reação à pegou de surpresa, na verdade também havia me pegado de surpresa, pra alguém que não estava se sentindo culpada eu ainda queria manter muito bem guardado e em segredo, qualquer contato que eu tivesse com ele, o fato é que eu não queria mentir para ela e a melhor maneira de fazer isso sem lhe dizer toda a verdade, era simplesmente não lhe dando detalhes sobre o assunto.

Rosa - O que foi isso? (Ela perguntou sem entender a minha reação, compreensível, franzindo as sobrancelhas me olhando segurar o celular.)

Elizabeth - Hum… Eu só achei que era importante, mas não é nada. (Eu ri sem graça bloqueando a tela e colocando de volta na mesa. Eu ligaria pra ela novamente mais tarde.)

Rosa - Quem é Priya? Eu não acho que tenha ouvido esse nome antes. (Ok, talvez eu não tenha sido tão rápida quanto eu achei que tinha sido, ela ainda tinha visto o nome na tela.)

Elizabeth - É só… Uma garota que eu conheci ontem andando por aí. (Eu disse dando de ombros e balancei as mãos.)

Eu não queria dar muitos detalhes para responder, por que a verdade era que eu não queria mentir para ela, mas ao mesmo tempo eu também não queria lhe dizer toda a verdade sobre o que tinha acontecido, eu queria manter isso pra mim. Eu acho que essa era a primeira vez na vida que eu não contava para a Rosa absolutamente tudo, em certo ponto eu não me sentia muito confortável com isso, mas ainda assim era algo que eu não queria dizer à ela, pelo menos não agora. Era algo que mesmo eu não me sentindo mal de ter feito, eu ainda tentava assimilar o que estava acontecendo, o que tinha acontecido. Não era só o fato de que eu tinha transado com o Castiel, mas o dia inteiro tinha sido, um dia fora da minha vida e sinceramente… Eu tinha gostado disso, eu estava em dúvidas, eu não sabia se eu achava que tinha vivido um dia sendo eu mesma ou tinha vivido um dia sendo outra pessoa. Mas de qualquer forma, não tinha sido como nada do que eu estava acostumada, da mesma rotina de sempre que eu me encontrava presa nela, com as mesmas pessoas ou com os mesmos costumes e era bom respirar novos ares, eu só não estava pronta para contar nada disso à ela.

Rosa - Ok, você está agindo de maneira estranha, mas eu não vou perguntar. Eu só vim ver se você estava bem e aparentemente você está, então eu vou embora. (Ela disse sem dar muita importância, me pegando de surpresa. Não era apenas eu quem estava agindo de forma estranha aqui.)

Elizabeth - Não, espera. (Eu disse a segurando pelo braço a impedindo de ir embora.) Eu fiz alguma coisa? Você parece com raiva de mim e eu não entendo o por que. Foi por causa da festa? (Ela respirou fundo e balançou a cabeça, me fazendo cruzar os braços totalmente desconfortável.)

Rosa - Eu só estou cansada desse espiral de sempre, então se você não gosta que eu fale do Nate, eu prefiro não ficar perto para não ter oportunidade disso acontecer. (Oh! Eu nunca achei que… Isso chegaria nesse ponto.) Eu tenho mesmo que ir, até mais Eli. (Ela disse me deixando praticamente muda no meio da sala e foi embora.)

O que ela tinha dito tinha me afetado mais do que ela poderia imaginar, por que… Eu não tinha muitos amigos sobrando na minha vida e… Parecia que eu estava perdendo mais uma pessoa, pelos mesmos motivos. Eu respirei fundo praticamente caindo no sofá e passei as mãos pelo rosto, sentindo algumas lágrimas descerem.


Notas Finais


Até a próxima sexta ♥


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