História O melhor coquetel que eu não tomei - Capítulo 14


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou, Mina Ashido, Shouta Aizawa (Eraserhead)
Tags Bakushima, Boku No Hero, Drama, Kiribaku, My Hero Academia, Romance, Yaoi
Visualizações 88
Palavras 987
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Perdão, Perdão, Perdão Perdão, Perdão, Perdão, Perdão

AAAAAAAAAAAAAAAAAAH

desculpa por demorar tanto, eu sou um lixo, só não estava conseguindo escrever me desculpem, por favor.

Boa leitura...

Capítulo 14 - Espero que me mostre algo


Acordado cedo colocando cobertores vermelhos e estrelinhas de plástico em caixas com aviso de conteúdo frágil, eu só conseguia pensar em como sentiria falta daquele bom e velho quarto, e da minha janela suja também, do interruptor que praticamente berrava toda vez que era usado.

Não me dei tempo para lacrimejar, apenas esperei minha mãe passar pela porta me apressando.

O homem da mudança que a propósito era o mesmo rapaz que tocava no bar com seu gatinho pegou as últimas caixas para levar ao caminhão.

Pensei em perguntar se ele lembrava de mim, mas isso nem se quer fazia sentido, ele era, na minha história apenas um figurante, não fazia diferença alguma fazê-lo.

Eu diria que se não fosse o som dos pássaros, após todos estarem no andar de baixo o silêncio seria absoluto.

Desci as escadas em saltos, não fiz questão de olhar para o corredor por uma última vez, tanto que não lembro a cor das paredes ou se ficou algum quadro ou não. Caso tenha ficado espero que não tenha sido um dos meus constrangedores quadros com fotos da infância onde eu comia pudim com uma fralda de pano, não seria uma coisa muito acolhedora para os novos moradores.

Entramos no Corsa verde do meu pai, e em memórias do meu avô eu resolvi apreciar o caminho rumo ao desconhecido desfrutando de nossa tradicional música Contry Roads, Take me home. Seria apenas mais uma memória marcante para recheá-la, deixando-a apenas mais um pouco especial, aquela música já era como um caderno de memórias de qualquer forma.

Meus olhos corriam pelas casas que passavam velozmente, nada era estranho por enquanto, não tínhamos tratado de transferências escolares e outras burocracias do tipo, então eu já constatei que não seria longe da cidade, ou melhor, fora da mesma. Provavelmente meu pai nem precisava tanto mudar, as vezes apenas queria viver uma aventura, como todos queremos e precisamos.

Enquanto isso, o caminhão de mudança nos seguia fielmente, trazendo consigo um pouco do nosso passado breve na outra casa.

A música repetia e repetia, em seus versos ficavam guardados esses borrões do meu bairro, o carro cheirava a café velho, muito velho, que meu pai tinha derrubado faziam anos.

Com aquele balance, os tremores, e até as lombadas, o calor, a melodia repetitiva meus olhos pesaram. Por trás dos intervalos entre dormir e estar acordado eu ouvia meu pai e minha mãe murmurando, e estava pronto para me entregar ao sono, mas a velocidade foi caindo, ao mesmo tempo em que fui acordando ao notar quão próximos estávamos de algo que eu amava.

Expulsei o sono preso nos olhos com as costas das mãos, estávamos realmente, definitivamente, com toda certeza parando o Corsa verde ao lado da casa de Kirishima.

Um sobrado amarelo, com uma fachada bonita, um jardim não tão bonito quanto o nosso antigo amigo jardim, mas isso não importaria, para mim, aquele era o lugar mais bem localizado em todo o mundo.

Eu pulei atropelando minha mãe pela porta da frente. Tropecei em uma pedra grande e encontrei o chão antes de qualquer coisa, a casa me deu boas vindas com um joelho ralado e muita empolgação.

Ouvi as risadinhas sínicas da minha mãe.

Ignorei.

Algumas Maria-Sem-Vergonhas cresciam envergonhadas no meio da grama, e tenho certeza de que se eu não tivesse capotado não as veria, então fiquei feliz,

Sentei no chão antes de levantar, e a velha praticamente pulou por cima de minha cabeça.

O céu estava tão mais azul, talvez só porque eu estava mais feliz, deixando tudo mais amarelo, quase como a pintura de um apaixonado.

Corri fazendo pose de explorador, tive vontade de tomar nota de tudo em meu bloco de notas para ter detalhes quando descrevesse aquele dia futuramente, mas eu tinha o esquecido em algum lugar que não sabia, então apenas fiz notas mentais.

“Uma escada, lareira na sala de estar, balcão na cozinha, teia de aranha, segundo andar, a escada agora serve para descer, porta, porta,  banheiro, quarto sem porta, janela...

Há um garoto do outro lado, essa janela, minha janela, encara outra que me mostra um garoto, um garoto na cama de seu quarto sentado, enrolado em cobertores lendo. Aquele garoto tão sereno, aquele garoto do perfume que não se encontra em frascos, a coisa mais viciante que já cruzou por mim.”

Não conseguia explicar o que aquilo me causava, eu tinha virado um recipiente para bagunças, eu tinha me tornado o próprio conflito, mas eu estava amando, isso podia rebater quaisquer que fossem os problemas.

Coincidência? Ele se virou, seus olhos em uma mistura de cor de moca com vermelho sangue eram marcantes mesmo daquela distância, seus lábios se curvaram em um sorriso, meu corpo inteiro vibrou, eu me senti tão atraído.

Kirishima largou o livro sobre a cama, esqueceu mesmo de marcar a página e eu sabia que mais tarde se amaldiçoaria por aquilo, o que me fez rir.

Nós abrimos as janelas em uma sincronia perfeita, como em uma coreografia sublime e ligeira.

Eu senti o vento, o ruído das folhas, e cheiro de amor, estava familiarizado com aquela sensação.

— O que diabos você está fazendo na casa ao lado?

— Agora eu moro na casa ao lado! E a propósito, a sua casa também é a casa ao lado.

— Caramba!

Ele pareceu feliz e realizado e mesmo que por trás daquela aparência carregasse o mundo nas costas, era verídico que estava.

Ele sumiu do meu campo de visão, continuei debruçado, esperando que me mostrasse algo enquanto tentava identificar qual era a banda no pôster novo colado acima da cabeceira de sua cama.

Senti seus braços ternos e seu cheiro característico de chá de tarde, carinho maternal e cítricos, o que fez meu coração disparar, gritar que estava pronto para fugir do meu peito e ficar a mercê dele.

— Ah – Suspirou perto do meu ouvido, baixo, a voz morosa, cansada – Obrigado por me salvar, sempre.


Notas Finais


AAAH eu espero eu tenham gostado, desculpem! a escola sugou minha criatividade que já estava meio escassa,
Obrigada pelos favoritos e todos os feedbacks
E principalmente pela paciência, não vai acontecer novamente.


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