1. Spirit Fanfics >
  2. O Melhor dos Presentes >
  3. Agradeça-a depois.

História O Melhor dos Presentes - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oiê!

Seguinte, nem Black Clover nem a imagem usada na capa pertencem à mim. Créditos aos devidos autores.

Já tinha muito tempo que eu queria fazer uma PWP de Black Clover, e eu estava esperando esse momento.

Essa fanfic é duplamente especial. Primeiro porque é um presente ao meu querido @SamWekss. Migo, fiz com muito carinho! Prometi que faria, não prometi? Kkkk

E segundo porque é o meu especial do Dia do Yaoi! Esperei até os últimos momentos desse dia maravilhoso pra publicar!

Espero que gostem.

Boa leitura, Nessa-chan ama vocês!

Capítulo 1 - Agradeça-a depois.



Asta estava muito animado.

O rapaz corria eufórico, se distanciando da parte mais recheada de plantações de sua cidade para chegar cada vez mais perto de seu tão aguardado destino.

Mais um pouco e estaria literalmente pulando de alegria. Também pudera, pois depois de tanto tempo poderia enfim comemorar mais uma vez seu aniversário em Hage, com as pessoas de lá que tanto amava. Não que fosse, de fato, seu aniversário. Órfão como era, não tinha como ter certeza. No entanto, era um dia importante, o dia que fora encontrado na porta da igreja junto de Yuno. Era essa a data que tinham escolhido para celebrar mais um ano de sua vida. E obviamente, também a do moreno.

Jazia muito tempo que não visitava sua terra natal, e poderia culpar as obrigações como Cavaleiro Mágico por isso. Ainda assim mantinha contato com sua família de criação, sempre escrevendo cartas e mandando para eles seu salário. Contudo, não era o mesmo do que era pessoalmente.

Entretanto, por ventura e sorte, o dia de folga dos Touros Negros caíra bem em cima de seu dia especial. Uma folga muito bem merecida depois de tempos tão agitados. Sabendo disso antecipadamente, combinou de celebrar em sua antiga casa, que para ele seria para sempre um lar. Yuno, que também estaria livre, já havia dito que também iria aparecer.

Todos no orfanato juntos, como quando era menor.

Não conseguia evitar sorrir com esse pensamento. Enchia-se de lembranças felizes, além de uma calorosa sensação nostálgica dentro do peito.

Agora sim, ele estava pulando de tanta animação. Esmagava com os pés a pobre grama verdinha enquanto continuava correndo, já conseguindo ver a Igreja em que cresceu de onde estava, mesmo que um pouco distante.

Estava doido para reencontrar todo mundo!

- Asta. - Ouviu seu nome ser chamado do nada.

Virou o rosto seguindo a direção da voz que tanto conhecia, que pela audição sabia ter se aproximado por trás. Logo encontrou a figura de um homem jovem, esguio e de cabelos escuros sobrevoando não muito acima dele uma vassoura. Abriu mais o sorriso que já carregava ao fitar os olhos brilhantes como sol.

- Yuno! - Pronunciou mais do que contente em revê-lo. O mago na vassoura chegou mais perto do albino, alcançando-o em velocidade e altura.

Na verdade não, os olhos de Yuno não eram brilhantes como o sol. Eram mais reluzentes que isso.

Muito mais bonitos do que aquele que era dito como astro rei.

Verdade seja dita, Yuno era dotado de uma beleza avassaladora. Ao menos assim era na percepção do mago sem magia, e para ele o centro de toda aquela beleza eram o magníficos olhos amarelados. E mesmo naquele momento, estando em uma velocidade notável para conseguir alcançar o passo do nanico, Asta se encontrava preso ao olhar dourado, profundo e camaleônico. Sob a camada de luz solar razoavelmente forte de início de tarde, as íris apresentavam um tom dourado, estando quase próximas de sua cor natural.

Lindos. Impossíveis de se desviar.

Bem, seriam, se um incomodo barulho de resmungo não tivesse desfeito inteiramente o clima. Clima esse que, diga-se de passagem, nenhum dos dois havia notado que se formara até se desfazer. Claro, afinal estavam perdidos demais no olhar um do outro para prestar atenção em qualquer outra coisa. Em realidade, era até um milagre que Asta não tivesse tropeçado em alguma coisa nesses instantes que estava distraído.

Tratava-se de Sylph, o espírito do vento que porque - e somente porque - se recusava à manter-se dentro do grimório do moreno o estava acompanhando na altura de seu ombro.

De certo que Asta considerava o poder mágico da "fada" algo extremamente incrível, mas seria mentira se dissesse que ia com a cara dela.

E o sentimento era recíproco. A pequena garota fez cara feia ao encarar as feições do integrante dos Touros Negros, e o albino devolveu em uma careta igualmente feia.

E foi só a criaturinha se pronunciar que o sorriso de Yuno desapareceu.

- Não quero que você incomode, Bell. - Yuno ordenou à ela. - Não até amanhã. Hoje eu quero ficar com o Asta e meus amigos de Hage.

E uma feição de insatisfação ainda maior se desenhou no pequeno rosto. Não que ela tivesse muita escolha. Em silêncio, ela se voltou para trás do ombro do moreno.

- Aposto que chego lá antes de você. - Voltou a sorrir o maior para Asta.

- Mas não mesmo! - Respondeu e, sem esperar ser retrucado, saiu correndo em disparada em rumo à Igreja.

Mesmo com a magia de vento como aliada, não era a tarefa mais fácil de todas alcançar Asta ou mesmo ultrapassá-lo.

Não que fosse impossível.

---//---//---//---

- Obrigada por me ajudarem. - A mais velha agradeceu com um sorriso.

- O Padre ia bater na gente se não tivéssemos ajudado. - Fora Nash à se pronunciar.

- Fica quieto! - Recca lhe corrigiu, recolhendo o cesto vazio do chão. - Não foi nada, Irmã Lily. - Sorriu a ruiva em direção à freira. - Agora que já colocamos toda roupa no varal, tem mais alguma coisa que precisamos fazer?

- Não, já terminamos tudo. Só falta o Asta e o Yuno chegarem pra podermos comer todos juntos.

- Falando nisso, não era pra eles já terem chegado? - O garoto entregou o próprio cesto para a mulher de batina.

- Eles já devem estar chegando. Vamos conferir a comida enquanto isso.

A morena guardou os cestos, porém antes mesmo de voltar ao interior da pequena igreja, um grito de Hollo, a mais jovem das crianças, a fez se alarmar e correr até ele na entrada da igreja, seguida das outras duas crianças que estavam consigo.

- Hollo, Aruru, o que aconteceu?!

- Olha lá! - Apontou a garotinha de olhos castanhos para duas nuvens de fumaça se formavam rapidamente atravessando a planície no sentido da Igreja.

- Bom, parece que eles chegaram. - Recca correu para dentro, no intuito de comunicar isso ao Padre Orsi.

---//---//---//---

Uma mesa farta esperava os dois cavaleiros. Era assim que a família da Igreja sempre comemorou, com um banquete muito especial. No passado, chegaram momentos em que a própria comida faltou na mesa, no entanto nem isso afetou a esperança dos jovens órfãos sobre um futuro glorioso. Imagine o quão orgulhosos se sentiam, o poderoso Mago sem Magia e o mais promissor novato do Alvorecer Dourado, carregando o nome de seu vilarejo e a ciência de que grande parte daquela maravilhosa e farta refeição era por responsabilidade deles e suas colaborações.

Para muitos Hage era uma região sem graça, nem muito quente nem muito fria, sem nada de especial em seu comércio e nem grandes proporções de magos fortes. Um lugar tão sem graça quanto as próprias batatas que era famoso por produzir. Talvez até fosse, mas para Asta, era tudo. Um lar, o local em que sabia que seria sempre bem vindo, amado, e que poderia sempre voltar. O lugar onde criou algumas das lembranças mais lindas que tinha.

E naquele instante comendo com as pessoas da Igreja, quem quer que pudesse ver diria que eles eram uma família.

Sem laços consanguíneos, sem parentesco em comum.

Apenas uma família.

Asta se sentia a pessoa mais sortuda do mundo.

E o dia foi passando entre conversas -sobre como era ser um Cavaleiro Mágico, sobre as aventuras, sobre como era o reino fora do vilarejo, sobre o quão fortes os dois aspirantes à Rei Mago tinham ficado... - , louças para limpar e brincadeiras que as crianças mais novas queriam fazer.

E todas elas puderam reparar que, mesmo em seu vigésimo aniversário, Asta e Yuno ainda tinham todo um traço de infantilidade no que se tratava de competir um com o outro.

E algo à mais também. Porém, no que diz respeito esse algo à mais, talvez só os olhos atentos e cautelosos da freira tenham percebido.

---//---//---//---

- Irmã Lily, a senhorita viu o Asta? - Perguntou o moreno, vendo Aruru perseguir uma Sylph muito irritada junto de Hollo do outro lado da sala.

- Ele acabou de ir para o banho. - A mais velho falava terminando de tirar a mesa do jantar. - Meninos, parem de mexer com ela! - Foi até às crianças, tentando fazê-las parar de atormentar a pobre "fadinha".

Yuno, aproveitando a situação, foi até o quarto onde estava sua mochila. Remexeu dentro dela, ficando feliz ao ver que não havia esquecido o que queria ter trazido especialmente para Asta. Depois de guardá-la em seu bolso, fechou a mochila e correu para o banheiro antes que o espírito do vento ou qualquer outra pessoa desse por falta dele.

Já Asta, estava esparramado dentro da banheira, que de acordo com as próprias crianças, foi um dos melhores presentes que os agora sob serviço do Rei Mago haviam proporcionado para a igreja, mesmo não sendo uma das mais novas ou luxuosas. E por experiência própria, o integrante dos Touros Negros podia dizer que eles tinham razão.

Sem mais nem menos, Asta viu a porta ser aberta, e teria se assustado se não fosse a figura de Yuno à aparecer nela. Com as mãos atrás das costas, o moreno a fechou e trancou.

E, por Deus, que visão esplêndida.

Mais da metade do corpo suavemente bronzeado do menor estava por baixo da água, com excessão somente os joelhos e a cabeça do homem de baixa estatura. Yuno começou à caminhar os olhos por cada pedacinho daquele corpo másculo, à começar pelos pés cheios de arranhões e marcas de treinamento, as pernas bem torneadas e musculosas, as coxas roliças, a cintura na medida certa, o torso igualmente notável pelas cicatrizes e músculos bem definidos...

O pescoço intocado com poucas mechas molhadas o encobrindo parcialmente.

Pelos céus, que pescoço atrativo...

Yuno estava praticamente salivando.

Só percebeu que passou tempo demais transitando suas orbes por aquele corpo quando ele se moveu, mudando da posição esticada para uma de bruços com os braços apoiados nas bordas da banheira que miravam sua direção.

- Eu ainda não terminei. - Asta enfim de pronunciou, com um tom de voz calmo ligeiramente suspeito para alguém que acabara de ser pego em um banho íntimo.

Afinal, as coisas na Igreja não eram como na cede dos Touros Negros. Onde estava agora seria considerado errado interromper o banho de alguém entrando no recinto assim.

Todavia, não era simplesmente alguém.

Era Yuno.

E o mais alto sabia que aquela calma estava embargada em ares muitíssimo sugestivos. E Asta poderia ser culpado? Afinal de contas, quem foi entrando sem nem pedir licença fora Yuno...

E as íris do maior encontravam-se muito ocupadas admirando os lábios do usuário do grimório de cinco folhas.

Que vontade de morder aqueles lábios.

E em verdade, o que o impediria? Certamente, não Asta.

E ciente disso, o moreno passou a despir-se, alí mesmo, com uma calma cirúrgica e uma atenção mais do que focada nas reações de seu irmão de criação.

Cada movimento era muito bem acompanhado pelos olhos esmeraldinos. E a cada nova peça de roupa que atingia o chão, era um arrepio novo que alcançava o baixo ventre do físico forte do albino.

Movimentos lentos, leves, premeditados.

Sensuais.

Dignos de um sonho erótico.

Uma pele clara como porcelana, com pelos negros como o próprio cabelo daquele homem se extendendo em algumas regiões. Seu corpo era forte, mas não tão demarcado quanto o do menor. Era mais magro, mais suave.

Lindo. Yuno era lindo.

E Asta mordeu o lábio inferior ao ter a visão daquele corpo inteiramente nu. Em realidade, quase inteiramente nu, uma vez que o colar que Yuno sempre carregava consigo continuava ali, desde a primeira vez.

Aquele pingente azulado era o único cúmplice de absolutamente todas as transas dos dois, e ele completava perfeitamente a obra de arte que era tal ver de Yuno.

- Estive reparando uma coisa... - Começou o moreno, acompanhado por sua mão direita, que lhe subia o próprio tronco como um gato que se esgueira em um telhado. - Você não pediu a Irmã Lily em casamento nenhuma vez hoje. - A destra então parou, no pescoço, com os dedos vagarosamente dobrados. Sua cabeça estava levemente virada, para que assim um observar premiado daquela região pudesse ser feito.

Era tão atraente que Asta quase se esqueceu de ouvir.

Engolindo em seco, ele respondeu:

- Você gosta de me provocar.

- Sim, eu gosto. - Retrucou, abaixando-se rapidamente para pegar do bolso de sua calça o que fora buscar no quarto mais cedo.

E é claro, Asta reparou na ação.

Com o objeto escondido em sua palma esquerda fechada, ele caminhou até a banheira.

Asta, sabido de que Yuno entraria lá com ele, movimentou-se abrindo espaço para a chegada do mais alto. O som da água se agitando era verdadeiramente instigante.

E, por que não dizer, excitante.

Ao colocar uma das pernas para dentro da banheira, Yuno pôde constatar a água em uma temperatura morna, que o fizera se arrepiar brevemente com seu primeiro contato. Asta amparou seu equilíbrio, segurando-lhe a mão direita e o ajudando a entrar por completo na banheira. Certa quantidade de água acabou por transbordar.

- Me lembro da última vez que tomamos banho juntos nesse mesmo banheiro. - Yuno comentou ao sentar-se na superfície de cerâmica.

- Nós éramos crianças! - Sorriu se justificando, sem realmente haver uma razão de porquê.

Sim, eles eram apenas dois meninos da última vez que isso ocorreu.

Eram lembranças distantes, de uma relação muito distinta da que ambos tinham agora.

Porque agora - e há quase um ano e meio - Asta se encontrava apaixonado, não pela Irmã Lily, mas por uma pessoa muito mais próxima de si.

Yuno.

Foi difícil entender tais sentimentos à princípio, porém com o tempo, tudo foi se ajeitando.

E lá estavam eles, oficialmente namorando.

Irmãos de criação, amigos, rivais, amantes... Que chamassem aquela relação do que quisessem, pois era tudo isso e muito mais.

O que importava era que se amavam. Isso e apenas isso.

Sem perceber, Asta terminou por prender-se às íris do maior de novo. O banheiro tinha uma iluminação fraca, e sob a penumbra, o amarelo âmbar aparecia com tons de dourado queimado. Asta ficava comparando com a cor original, vendo o quanto mudava, sempre impressionado por nunca ver uma nova cor se repetir.

E naqueles olhos ele sentia vontade de se afogar, de se manter preso, apenas ali tentando descrever as cores que via irem se formando.

Yuno, por outro lado, não se importava com as mudanças nos tons que formavam as janelas da alma de seu amado, interessava-se muito mais em tentar entender o que elas tentava traduzir, o sentimento que demonstravam; porque, independente de que cor se revelasse, aquele verde tão profundo ainda seria o mesmo. Tão brilhante, tão determinado, tão teimoso.

Tão... Asta.

- O que é isso que você trouxe? - Asta interrompeu, ainda sem quebrar o laço visual entre eles.

Yuno ergueu a mão esquerda, abrindo-a com cuidado, deixando a mostra um não tão pequeno frasco com um líquido dentro.

- Um presente da Mimosa para nós... Quero que você veja para que serve. - Voltou a provocar, deixando uma volúpia quase indescritível envolver sua fala.

Tão próximo do albino quanto estava, era possível ver o rubor que se mostrava em suas bochechas. Em um corpo tão viril e másculo, um traço tão adorável e fofo.

Yuno desviou o olhar das bochechas para os lábios. Entreabertos, levemente finos, convidativos...

Tomou-os em um beijo intenso, prontamente correspondido.

E, como sempre, iniciou-se uma guerra de espaço. Ao mesmo tempo que poderia ser uma bagunça, era muito bem calculada e aproveitada pelos dois. Tinha sabor de desejo, de sensualidade, e até de batatas por parte do recente jantar.

Asta perdeu seus dedos entre os fios negros, sentindo aquela textura fina, apertando-os levemente, vendo as consequências de seus estímulos no ósculo e no próprio Yuno. O menor puxou-lhe pela nuca, intensificando mais, tornando a troca de saliva mais erótica, molhada e deliciosa.

Talvez pudesse até soar como insulto fazer tal coisa na parte de moradia dentro da Igreja. Se bem que, verdade seja dita, aquilo só tornava tudo ainda mais prazeroso.

Quando o ar se fez necessário, Yuno concretizou seu desejo, puxando o lábio inferior do menor, sentindo o gosto daquela carne, se orgulhando ao observar o tom de vermelho que ele ganhara.

Um gemido entrecortado de Asta foi ouvido ao soltar-lhe o lábio.

- Não podemos fazer muito barulho. - Yuno lembrou-o, uma vez que poderia ser extremamente problemático explicar os gemidos deles para as crianças que ainda não haviam ido dormir.

- A culpa é sua...! - Franziu o cenho, em um momento de inconformidade. Ele queria que Yuno o ouvisse, que sua voz levasse o moreno à loucura, como quando era quando não tinham que se preocupar com seus gritos de prazer ecoando por todo local no qual se encontravam.

Pedir à Asta - que praticamente era sinônimo de escândalo - para não fazer barulho seria até cômico se não fosse torturante.

- Vai ter que me perdoar por isso. - Partiu para o pescoço do mago sem magia.

Yuno haviam colocado o frasco no chão, próximo da banheira. Guiava sua destra por entre a pele do pescoço, retirando do caminho os fios acinzentados molhados que haviam se grudado nele. Roçou com as unhas e os dentes a região, sentindo os sutis arrepios que se exibiam. Tinha um aparente gosto de sabonete na epiderme, e concluiu ser por causa da água do banho. Afinal de contas, se Yuno não tivesse aparecido, esse teria sido simplesmente um banho comum.

Asta agradecia aos céus por não ser.

Sua respiração já não obedecia mais seus comandos do jeito que desejava. Como poderia? Ter Yuno o arranhando daquela forma era tão incontrolavelmente bom... Aliás, fazendo gostoso como fazia, como ele esperava que Asta não gemesse?!

Já era possível sentir as ereções um do outro por baixo da água.

Yuno fez Asta encostar as costas na borda esbranquiçada, de maneira ter um apoio melhor tendo em vista o espaço limitado. O integrante do Alvorecer Dourado foi descendo pela pele musculosa, distribuindo beijos em suas curvas, mordidas em suas extremidades, se divertindo em aprender quais partes eram mais duras e atacar as mais sensíveis.

O sabor amargo e quase imperceptível de Asta se misturava com o sabonete, fazendo um mesclado que Yuno simplesmente não conseguia explicar a razão de ser tão delicioso. Sua canhota arranhava as unhas nas costas de cor suavemente bronzeada. Quanto mais descia com a boca, mais sentia Asta arquear as costas, para que assim pudesse tocá-lo sem o empecilho da água. Em dado instante, seu dedo médio se encaixou na dobra de suas costas, desenhando-a e descendo por ela até entrar na água, e continuar o processo até chegar à entrada do menor, que se arqueara mais com dito ato.

Ao mesmo tempo, Yuno alcançara o mamilo direito do albino, e o apertava entre seus dentes. Desesperado com o fato de ser estimulado em dois lugares extremamente sensíveis no mesmo momento, Asta precisou desprender a mão direta da nuca escura e levá-la à própria boca, evitando que não gemesse alto.

Yuno o chupava, apertava e cutucava. Depois de algum tempo, ele trocou de mamilo, dando ao segundo o mesmo tratamento que o primeiro.

Asta agora se mantinha apoiado por suas pernas e seu pescoço, que o mantinham elevado o suficiente para a satisfação de Yuno. O moreno tinha o torso rente à pélvis do nanico, sentindo o membro do mesmo entre os corpos de ambos.

Uma carne rugosa, que estava sentindo molhada não por causa da água do banho.

A destra do maior ia escorregando, se encaixando entre as dobras dos músculos da barriga de Asta, até chegar ao espaço entre os dois, alcançando o pênis do mago sem magia.

Cada uma de suas ações era feita com calma e dedicação, para que pudessem ser sentidas em seu máximo pelo homem mais baixo, tornando tudo mais memorável e prazeroso.

Mas era agonizante não poder externar esse prazer com seus gemidos!

Apertou mais a mão esquerda entre os cabelos pretos, numa tentativa de fazer o mais alto entender essa verdade que para Asta era imutável. Porém teve o feito oposto, já que ao invés de manerar um pouco seus atos, Yuno tratou de masturbar membro endurecido de Asta.

Era gostoso!! Tão absurdamente gostoso!!!

Asta precisou morder os lábios para não fazer sons sugestivos ecoarem para fora do banheiro.

Uma masturbação igualmente lenta, longa, hipnotizante até.

- Y-Yuno...

Minutos que mais pareceram anos se extenderam, até que finalmente Yuno deixou de tocar o albino com a boca e a mão esquerda.

Asta escorregou pela borda da banheira até alcançar a água e espirrá-la pelo chão, sendo que aquele rápido momento de calma logo foi substituído por movimento mais rápidos na mão direita de Yuno em seu mastro, agora inteiramente submerso e inquietando fortemente a água.

O moreno, para acalmá-lo, puxou-o para mais um beijo, um cálido e luxurioso, que servia também para abafar a voz afoita do nanico.

Asta discorreu suas mãos ásperas pelo treinamento para os ombros do amante, apertando-os, arranhando-os, cravando as unhas neles seguindo o ritmo da destra que continuava à incentiva-lo.

As respirações desritmadas, o som da água agitada, o calor enorme que os envolvia...

Era bom demais.

De certo o albino não esperava que fosse parar completamente do nada.

Com uma expressão insatisfeita, ele interrogou sem palavras o mais alto, e não demorou para entender quando ele se ajeitou de forma que seu membro teso se elevasse do nível da água.

E assim, o olhar de Asta se iluminou, sabendo exatamente o que deveria fazer.

Não tardou em se aproximar daquele belo membro e abocanhá-lo, colocando-o inteiro em sua boca de uma só vez, sentindo-o atingir sua garganta. Foi a vez das mãos de Yuno desgranharem aquela cabeleira cinza, comandando a velocidade que queria. Asta sabia muito bem como Yuno gostava que ele fizesse, pressionando com a língua os pontos mais sensíveis, deixando a saliva e o pre-gozo se misturarem mais e mais.

Deveras, o amargo e o sabão combinavam extraordinária e curiosamente bem.

Mais rápido, Yuno permitia que sua cabeça caísse para trás, aproveitando mais a sensação e tudo que ela fazia consigo, perder-se com a mente nublada em um ato tão envolvente, entorpecente.

Ele sabia que se continuasse daquela forma não iria aguentar muito mais, então decidiu que tinha chegado a hora.

A hora de usar o presente que Mimosa tão gentil e vergonhosamente havia lhe dado.

Em um movimento brusco ele afastou Asta de si, e enquanto o menor recuperava o fôlego franzindo o cenho, Yuno pegou o frasco e retirou sem muitas dificuldades a pequena rolha que o mantinha fechado.

- De quatro, agora.

Bastou Yuno dizer-lhe isso e o albino já sabia do que se tratava o líquido no frasco.

Lubrificante. Lubrificante com essência de flores, se arriscava a supor, uma vez que o presente vinha de Mimosa, uma amiga de Yuno que tinha total ciência da relação dos dois.

Asta obedeceu, e com alguma surpresa, sentiu sua entrada ser tocada pela língua macia e quente do moreno.

Língua essa que o invadiu, rodeou e molhou já com alguma pressa. Não que isso impedisse aquelas atitudes de serem instigantes. Yuno apalpava as nádegas do menor no processo, comprovando mais uma vez que até os músculos daquela região eram bem formados pela rotina de treino do integrante dos Touros Negros.

Maravilhosas de se apertar.

Assim que declarou que era suficiente, besuntou o próprio órgão com aquele líquido, e com cuidado, passou-o por aquele botão piscante, e tão logo ouviu um murmuro necessitado de Asta, passou à penetrá-lo.

Foi preciso morder o próprio lábio de novo para evitar sons extremamente altos.

Yuno foi entrando devagar e com paciência, pois de forma alguma desejaria machucar seu amado. Uma vez com sua extensão dentro, ele esperou para que Asta se acostumasse, massageando suavemente sua cintura como uma forma de confortá-lo.

Não levou tanto para ouvir um murmuro necessitado do albino, acompanhado por um rebolar que incentivava o maior à se mover.

E assim ele fez. De início, estocadas com um ritmo lento e as mãos pálidas acariciando a cintura do outro, entretanto Yuno foi acelerando aos poucos, até que estivesse metendo com força e rápido dentro do baixinho, tendo uma de suas mãos masturbando-o na mesmíssima velocidade, enquanto a outra se entrelaçava à uma das mãos de Asta que o apoiavam na banheira.

O interior do menor era quente, muito quente e apertado, como se estivesse engolindo o pau de Yuno a cada estocada dada. Yuno, à contra ponto, metia fazendo Asta se sentir ser separado, rasgado, preenchido, com a agitação da água mostrando-se capaz de acompanhá-los. Asta sentia seus olhos se revirarem por baixo de suas pálpebras fechadas.

Eram como duas partes que se completavam perfeitamente.

Poderia até ser poético.

Yuno abaixou seu tronco, ficando por cima das costas de Asta, aprofundando mais o alcance de seu pênis, fazendo-o ouvir sua respiração rente a orelha, obrigando os dois à sentir o atrito do pingente de Yuno entre as peles.

Quase podiam sentir suas almas se chocando, se sentindo, se abraçando naquela demonstração de amor tão sincera.

E assim, eles atingiram juntos o clímax, com ambos tendo mais do que certeza do que era um vislumbre dos céus. Restou então seus corpos exauridos, respirações descompassadas, e não menos importante, uma nível de água dentro do móvel muito menor do que estava quando Yuno entrou naquele cômodo.

O mais alto retirou-se do interior de Asta, que caiu sentado no que restara da água, e sobre seu ombro, Yuno repousou o corpo, em um quase abraço por trás.

Asta mirou as íris amareladas com o canto do olhar, e naquele instante, tudo que Yuno conseguiu fazer foi sorrir. Usar e abusar de um sentimento tão pleno.

Palavras não eram necessárias. O que haveria para dizer, de qualquer forma?

Bem, não havia nada que precisassem falar um para o outro. Todavia, Yuno com certeza precisava agradecer Mimosa.

O conteúdo daquele frasco foi o melhor de todos os presentes que a ruiva poderia ter lhe oferecido.



Notas Finais


Perdão os erros.

Obrigada por ler, até a próxima!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...