História O melhor momento para se falar sobre isso - Capítulo 2


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Erwin Smith, Hange Zoë, Levi Ackerman "Rivaille", Mike Zacharius, Petra Ral
Tags Levihan
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Palavras 2.786
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu aqueci meu coração, espero que gostem!

Capítulo 2 - O melhor momento para falar sobre isso


Fanfic / Fanfiction O melhor momento para se falar sobre isso - Capítulo 2 - O melhor momento para falar sobre isso

Droga, Hanji tinha que estar logo nesse momento? Ela estava passando pelo corredor externo do quartel quando testemunhou o exato instante em que Levi voltava do campo coberto de pequenos flocos de neve no cabelo e nos ombros. Na entrada da escada Petra lhe esperava ansiosamente com seu presente delicadamente embrulhado. Que momento bonito, ela pensou, o olhar tranquilo de Levi, o sorriso tímido de Petra, a neve caindo suavemente ao redor....

Hanji sentiu uma inexplicável vontade de fugir, ela não podia assistir a essa momento... Mas por quê? Passos familiares no outro corredor e ela correu até lá.

-Erwin! – ela ficou aliviada ao ver seu amigo loiro.

-Ei, Hanji. – Ele parou para esperar pela mulher.

-O que está fazendo? – ela perguntou observando seu comandante carregando algumas pastas e papéis.

-Bem, ainda é cedo e eu tenho muitos relatórios para aprovar e avaliar da nossa última expedição. – Ele seguiu caminhando acompanhado dela na direção contrária de onde estavam o casal de baixinhos.

-Ei, eu posso te ajudar, acabei todos os meus ontem. – Ele assentiu agradecido pela oferta.

- Você já encontrou com Levi hoje? Eu ainda não tive a chance, apesar de estar tudo pronto no meu escritório para mais tarde.

-Humnn, talvez eu tenha passado por ele, mas ele é tão baixinho que não percebi. – ela brincou fazendo um biquinho, Erwin sorriu em troca.

Quando eles chegaram em seu escritório e começaram a trabalhar, Erwin logo percebeu algo diferente no olhar de Hanji, como uma sombra escondendo fendas de... Tristeza? Ela não estava animada como normalmente o fazia o tempo inteiro.

-Ei, Hanji, o que houve? Você parece desanimada hoje.

-Hã? – É claro que ele notaria, é Erwin afinal, não seria ele caso contrário, o problema é que nem ela sabia de onde vinha esse sentimento. – ah, isso... É que Moblit me fez prometer não realizar nenhum experimento nesse período de folga, a ideia de ficar a toa está me deixando meio depressiva. – Erwin riu, parece que foi o suficiente para convencê-lo.

-Sabe, Hanji, esse não foi um dos melhores anos da Tropa de Exploração, ainda não há nenhuma previsão de recuperarmos ou como recuperarmos a Muralha Maria, mas eu estou orgulhoso e agradecido pelo seu trabalho, você foi um exemplo e tenho ciência que continuará assim. Não se cobre tanto, sim, descanse e recupere suas energias nesses dias, precisaremos muito de você. 

Ela sorriu envergonhada com a declaração de seu Comandante, não precisava expressar verbalmente para saberem do respeito e confiança mútua que havia entre eles, no entanto ela ficou agradecida pelas palavras, elas reconfortaram seu coração.

 

- Não diga ao Mike, mas...

- Não diga ao Mike o quê? – o próprio entrou no escritório com algumas garrafas nos braços e um sorriso malandro.

- Que ele não sabe bater na porta—Hanji que respondeu. Ele deu um sorriso satisfeitos em resposta.

- Cadê o baixinho afinal? – Ele entrou colocando as bebidas na pequena mesinha no centro da sala. – Eu parto para casa hoje mesmo depois da “festa”, você me fará companhia na metade do caminho, Erwin?

-Seria muito agradável, contudo veja- ele fez sinal para todos os papéis em sua mesa- só deixo o quartel quando finalizar tudo.

-Ei, Erwin, eu continuarei ajudando até acabar. – falou animada a cientista.

-Eu fico muito agradecido. – Os dois encararam Mike que desviou o rosto para o lado, seguido de um silêncio assustador com os dois amigos o observando como uma presa pronta para o abate.

-Tá, tá, eu ajudo também- ele puxou uma cadeira ao lado da sua amiga.

..........

Quando Levi entrou no escritório de Erwin, os três líderes estavam tão concentrados em seus trabalhos que não notaram imediatamente a presença do aniversariante, nem mesmo quando ele se sentou no sofá e colocou seu conjunto de xícaras e bule de chá sobre a mesinha central.

- Ei Levi! – Mike foi o primeiro a percebê-lo pelo olfato. Logo eles estavam juntos comemorando e Hanji que puxou todos para um abraço. Já haviam biscoitos recheados esperando por eles, vinho e o chá que Levi trouxe.

- Eu nunca senti esse cheiro de chá antes, é novo Levi? – Mike perguntou bebendo seu próprio vinho.

- Sim... –o moreno encarou diretamente Hanji, tão fixamente que podia sentir um calafrio percorrer a espinha. – A planta não nativa deste chá é cultivada numa das regiões mais altas da Muralha Rose, onde é sempre frio por conta da altitude e o resultado disso é um chá com uma forte sensação de aquecimento, ideal para climas como esses do ano.

Ele não desviou o olhar e a cientista sentiu suas bochechas queimarem, ele representou exatamente as mesmas palavras que ela tinha escrito no pacote. Ela queria perguntar se ele gostou, perguntar como Petra lhe entregou, se .... Porém, ela pensou antes e nenhuma palavra saiu de sua boca.

- Que conhecimento específico, bem você é a pessoa que mais gosta de chá de toda a humanidade, faz sentido. – O homem loiro mais alto riu.

Erwin observou esse acontecimento com atenção, normalmente a mulher se empolgaria no assunto e falaria sem parar, qualquer fonte de conhecimento era motivo para empolgação, no entanto ela estava estranhamente quieta, não só isso como também o fato do baixinho encarar ela constantemente e sua reação de envermelhar ou rir sem graça... humnn, por que Erwin ainda se preocupa? Há anos ele já desistiu de se iludir esperando alguma coisa acontecer ou ter significados mais profundos. Esses dois eram estranhos assim e se davam bem assim. Eles iam brigar, se atacar, discutir, proteger, rir, lutar e viver juntos dessa maneira para sempre, ora agindo como crianças divertidas, ora dois adolescentes idiotas ora como velhos rabugentos. Mike por sua vez já desacreditou nos primeiros anos juntos, ele tinha certeza de morrer antes de alguém dá um passo nessa história, talvez deles o único que ainda espere um final feliz seja uma outra amiga deles- Nanaba.

 

- Por falar nisso, Levi, temos algo para você. – O Comandante que entregou um grande embrulho.

Levi abriu cuidadosamente seu presente e encontrou dentro um terno, não qualquer terno, mas aquele que ele considerava o mais bonito feito por mãos humanas. O tecido fino e perfeito, os detalhes das linhas suaves e até os botões esculpidos. Definitivamente precisou dos três amigos para obter algo desse porte.

-Ei, vocês, isso foi fudidamente demais. - Ele deu um leve sorriso deixando todos satisfeitos.

-Espero que você faça um bom uso. - Disse Mike.

-Combina muito com você. - Completou Erwin.

-Eu espero que não se importe que tivemos que comprar do tamanho infantil para poder ajustar em você. - A mulher riu seguidos dos outros.

- Ei, Hanji... – Ele deu aquele olhar novamente, por que ela estava tão intimidada?

- O quê baixinho?

-Nada...

Eles estavam se encarando de novo. Que saco, eles não poderiam simplesmente brigar ou se pegarem de uma vez? O mais alto pensou.

- Beeeeeem, tá ficando tarde, não é? – Mike se levantou se esticando e recolhendo as garrafas.

- Você está indo porque acabou a bebida, gigante. – a mulher protestou, ele só respondeu com um riso debochado. Erwin voltou para sua mesa e Hanji o acompanhou pulando em sua cadeira já enfiando a cara em um dos relatórios.

- Perdão, Erwin, estou muito bêbado para lhe ajudar, te encontro quando partirmos. – Ele saiu, não sem antes bater na cabeça de Levi. – Parabéns novamente, pequeno Heichou, você sobreviveu mais um ano conosco.

- Levi? 

- Dispenso, Erwin, também estou indo. – O capitão parou na porta. – Eu reconheço a vocês... por tudo, estou realmente agradecido. – Levi partiu agradecido.

 

Em um pouco menos de uma hora depois eles finalmente terminaram seus ofícios.

- Obrigado, Hanji, você sempre me dá uma mão.

- Qualé, não precisa agradecer por isso, eu me diverti muito com tudo. – o comandante sorriu e entregou a Hanji um punhado de livros.

- Uaaaao, são para mim? - ela piscou admirada.

-São os que faltam da sua coleção de botânica, dei uma olhada e não entendi metade das palavras. De qualquer forma, vai te ajudar a passar o tempo e te afastar de confusão.

-Hahah, vou ler essas belezuras agora mesmo, Erwin – ela abraçou rapidamente o braço do loiro e saiu quase correndo. – Obrigadaaaa.

- Espera, Hanji...- Ela parou – Cuide bem da Tropa por mim, sim? – Ela respondeu sorrindo fazendo sua saudação militar.

..........................

Hanji estava no corredor de seu quarto quando viu aquela figura pálida e pequena ao lado de sua porta, a iluminação não era das melhores e todo ele estava encoberto pelas sombras, apenas uma fração do seu cabelo negro era visível pela vela. Ao perceber a presença dela, Levi virou a cabeça revelando metade do rosto e aquele mesmo olhar penetrante de antes, seus olhos azuis na luz da vela brilhavam como chamas.

- Ei, Levi, o que faz aí? – Ela riu. – Eu poderia facilmente confundir com uma assombração.

- Você tem um instante para uma caminhada? – Ele não piscava- Tenho algo para conversar.

- Cla..claro, só um minuto. – Ela abriu rapidamente seu quarto e jogou seus novos livros na cama, tsc, ela devia ter um pouco mais de cuidado. – Então, senhor aniversariante, por onde pretende passear?

- A neve parou por enquanto e não está tão frio lá fora, vamos andar por aí, eu preciso de um pouco de ar fresco, aquele chá realmente funciona. – Ela ficou feliz por isso.

Eles desceram as escadas, lado a lado e começaram a andar pelo campo, no caminho onde a neve era mais baixa. O capitão realmente tinha razão a noite estava fantástica, apenas uma leve brisa percorrendo entre eles.

- Eu gostei muito do aniversário, obrigado a vocês três por serem tão atenciosos.

- Não fale bobagens, somos mais do que companheiros de batalha- Ela deu um tapinha nas costas dele, a tensão que estava antes se dissipava como a névoa, ela sorriu satisfeita estava tudo voltando ao normal. – A propósito por que você passou o tempo inteiro me encarando com essa sua cara feia e carrancuda?

- Você que está agindo como uma idiota estranha, por que você correu quando me viu cedo pela manhã? Por que estava calada quando normalmente tagarelaria sem parar?

- Errr, isso é só impressão sua.

- Tudo bem, então. – Ele a olhou com uma feição sabendo que era mentira ela sabia que ele sabia.

- Ei, Óculos de Merda...

- Humn? – O ambiente iluminou subitamente, as nuvens que cobriam a lua estavam indo embora e agora eles podiam ver seus olhos brilhando claramente, assim como as estrelas acima de suas cabeças, ela observou feliz e ele gostava dessa alegria.

- Podemos ir lá pra cima, se você quiser – ele apontou para o ponto mais alto do quartel – você poderá ver bem melhor. - Ela assentiu animada.

Mesmo sem os equipamentos DMT eles subiram com facilidade e se sentaram, a vista era sem dúvida a melhor, os campos pintados de branco com a brilhante neve cobrindo o chão, no céu as estrelas cintilavam, cada piscar reluziam no sorriso de Hanji. Eles estavam em silêncio, mas nem um pouco desconfortável pois a familiaridade entre eles bastava e assim ficaram aproveitando a linda noite.

- Eu recebi um presente muito bom da Petra hoje. – Foi Levi que quebrou a quietude. Muito bom?

- Sério? Você gostou? – Ela não conseguia esconder a empolgação, durante todos esses meses de planejamento ela imaginara qual seria sua reação.

- Sim, foi um presente perfeito- ele olhou de lado para ela. Perfeito. Ela sorria ridiculamente, não importava se foi ela ou Petra que deu, o objetivo foi cumprido. – Sabe, ela também falou de seus sentimentos comigo?

- Ooooo! O que ela disse? – Seu coração parou um instante.

- Que estava apaixonada por mim e que se fosse se casar queria que fosse comigo. – Ele continuou olhando apenas de lado.

- Incrível!! E então? E então? O que você respondeu? – Ela fingia surpresa, não era muito convincente.

- Que não era minha prioridade no momento.

- Ei, isso foi cruel, você não destruiu os sentimentos da pobre garota não, né? – Hanji não sabia porque, mas se sentia tão aliviada agora, todo aquele aperto no coração dela (que ainda não sabia de onde vinha) sumiu repentinamente.

- Eu fui bem gentil, na verdade...ela é uma ótima pessoa, será um grande soldado, no entanto eu não estou interessado.

- Entendo... – Ela pode ver através dele, era um sentimento muito familiar, mas quebrar corações era algo comum na Tropa de Exploração, o pior disso é que geralmente o protagonista dessas tragédias era a morte.

Ele estava encarando ela novamente, com aquela feição que a mulher não conseguia decifrar.

- O quê?

- Por quê? Quatro-olhos... por que você deu seu presente para Petra me entregar? – Ele era sério.

- Não sei do que você está falando, he he... – Ela riu, mas estava encurralada.

- Para quem é considerada o mais inteligente da humanidade você é bem tapada, só poderia me dizer o motivo? –Sim, ela não estava sendo nem um pouco racional e eles eram melhores amigos, ela não precisava esconder nada, poderiam conversar sobre qualquer coisa.

- Bem... – ela suspirou. – Quando Petra veio me pedir ajuda de como se aproximar de você, ela também me contou como se sentia, naquele momento eu acreditei que poderia ser o melhor para você, sabe, você não será soldado pra sempre. Se você não morrer daqui pra lá, vai chegar um dia que vai querer construir uma família, ter um lar... Eu pensei que ajudando ela poderia contribuir para sua felicidade futura.

Ele refletiu um pouco, quase que relutante em falar.

- Pelo o pouco que eu sei de relacionamentos, Óculos de Merda, para algo assim funcionar o sentimento tem que ser recíproco. – Ela se emocionou bruscamente.

- Sei... desculpa, eu não pensei muito a respeito.

- Você não tem pensado muito recentemente, o que foi aquilo? Você realmente achou que eu não perceberia quase que imediatamente o que presente havia sido preparado por você? – Ele provocou. – Quem mais no mundo teria uma ideia tão merda e tão genial ao mesmo tempo além de você? – Ela corou muito dessa vez. – Além do mais, depois de 200 anos trabalhando juntos como eu não reconheceria sua letra de merda há milhas de distância?

- É mesmo? – Ela riu suave, esse era o Levi que ela estava acostumada. – Eu realmente me esforcei, não foi? Tem tanto chá ali que você poderá tomar durante o ano inteiro, nunca mais terá problemas no banheiro de entupimento.

- Só espero que não tenha nenhum veneno no meio, não seria inusitado vindo de você. – Ela riu abertamente.

- Eu não poderia matar você, não teria nenhum baixinho para provocar mais.

- Ei, quatro-olhos... Hanji... Obrigado. – Ele sorriu... Oh meu deus, ele sorriu! Era tão belo, emocionante e o mundo inteiro se iluminou de paz naquele momento, Hanji queria abraça-lo e apertá-lo o mais forte possível, todavia tudo que podia fazer era sorrir de volta.

- Levi...- Ela sorriu determinada, ele conhecia aquela cara de quem iria aprontar. – Seu aniversário está acabando, feche os olhos e faça um pedido.

- Eu não acredito nes- Ele foi interrompido inesperadamente quando a sua amiga deu um tímido beijo na sua bochecha, o corpo inteiro dele estremeceu. Ele virou para encará-la que ostentava um sorriso feliz. Ele encabulado moveu sua mão para segurar a dela. O contato era quente e terno, ele poderia tomar sua mão para sempre. 

- Faça isso novamente. – Ele falou meigamente.

Ela estava fascinada, primeiramente ela imaginou que em um momento assim ele a empurraria lá de cima. Então, ela o beijou novamente, desta vez mais demorado e calmo, ele também fechou os olhos. Passaram-se anos e também foi apenas um instante, não importava a duração, na verdade, porque aquele momento foi eterno. Depois disso um silêncio agradável, eles permaneceram de mão unidas.

- Então o que você pediu? – Ela perguntou alegre.

- Não acho que eu preciso pedir nada. – Ele foi sincero, encarando o céu.

- Tudo bem, eu vou tomar a liberdade de pedir por você. – Ele levantou a sobrancelha.

- O que você quer? – Ele sentia o aperto forte dela em sua mão e o calor se espalhando pelo corpo.

- Quero que no próximo ano finalmente consigamos entrar em contato com os titãs, aprender mais sobre eles, já pensou se finalmente tenhamos sucesso em algum contato? Poderíamos reunir informações o suficiente para retomar a Muralha Maria e se os titãs... Levi você já imaginou se existem outros tipos de titãs como o Colossal e o Encouraçado, mas e se ao invés de nossos inimigos houvesse algum em favor da humanidade? Como seria, hein Levi? – Ele suspirou.

- Sim, Hanji, esse é definitivamente o melhor momento para falar sobre isso.


Notas Finais


Eae? Gostaram? Foi curtinha? Corrida?

Abraços! o/


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