História O melhor pior acordo ( Min Yoongi) - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, G-Dragon, Got7, HyunA
Personagens BamBam, G-Dragon, HyunA, Jackson, JB, Jennie, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jinyoung, Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Mark, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rosé, Youngjae, Yugyeom
Tags O melhor pior acordo
Visualizações 53
Palavras 1.598
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Um passo de cada vez.


HANNAH

Pela milionésima vez em quarenta e cinco minutos, dou uma olhadinha na direção de Park jimin, e ele é tão bonito que minha garganta quase se fecha. Talvez eu devesse pensar em outro adjetivo — meus amigos dizem que homem não gosta de ser chamado de “bonito”.

Mas, minha nossa, não tem outro jeito de descrever as feições fortes e os olhos castanhos emotivos. Hoje ele está de boné, mas sei o que isso esconde: cabelos claros e finos, o tipo que parece sedoso ao toque e que dá vontade de passar os dedos entre os fios.

Nos últimos cinco anos desde o estupro, meu coração só disparou por dois caras.

O primeiro me largou.

E este simplesmente ignora a minha presença.

No tablado do auditório, a professora  está no meio do que passei a chamar de Sermão da Decepção. É o terceiro em seis semanas.

Adivinhe como foram as notas? Setenta por cento da turma tirou seis ou menos na primeira prova.

Eu? Nota máxima. E estaria mentindo se dissesse que o dez circulado à caneta no alto da prova não foi uma surpresa completa. Apenas despejei uma sequência infinita de baboseiras para tentar encher as folhas.

Ética filosófica deveria ser moleza. O antigo professor da matéria aplicava uns testes ridículos de múltipla escolha e uma “prova” final que consistia em uma redação propondo um dilema moral e questionando como você reagiria a ele.

Mas, duas semanas antes do início do semestre, o professor Lane morreu de ataque cardíaco. Ouvi dizer que a faxineira dele o encontrou no chão do banheiro — pelado. Pobre professor.

Por sorte (isso mesmo, estou sendo sarcástica), Wo-juu   assumiu a turma de Lane. Ela é nova na Universidade Briar e é do tipo que espera que você faça conexões e “se envolva” com a matéria. Se isso fosse um filme, ela seria a jovem professora ambiciosa que vai parar numa escola do centro da cidade e inspira os alunos rebeldes até que, de repente, está todo mundo largando as AK-47 para pegar o lápis e, no final, quando sobem os créditos, você descobre que todos entraram para Harvard ou coisa parecida. Oscar garantido.

Só que isso não é um filme, portanto, a única coisa que Tolbert inspirou nos alunos foi ódio. E de fato ela parece não entender por que ninguém se sai bem na sua aula.

Quer uma dica? É porque ela faz o tipo de pergunta que poderia gerar uma tese de pós-graduação.

-Estou disposta a oferecer uma segunda chamada para todo mundo que não passou ou que tirou cinco ou menos. - Tolbert torce o nariz como se fosse incapaz de compreender a necessidade disso.

A palavra que acabou de usar… disposta? Pois é. Ouvi dizer que muitos alunos reclamaram com os orientadores a respeito dela, e desconfio que o departamento a tenha obrigado a preparar outra prova. Não pega bem para a briar ter mais de metade dos alunos de uma turma reprovados na matéria, principalmente porque não são só os preguiçosos. Gente que só tira dez, como Nell, supercabisbaixa aqui do meu lado, também se deu mal na prova.

-Para quem quiser fazer a segunda chamada, a nota final vai ser uma média das duas. Quem se sair pior na segunda, fica só com a primeira nota- conclui Tolbert.

-Não acredito que você tirou dez-  sussurra Nell para mim.

Parece tão chateada que sinto uma pontada de pena. Nell e eu não somos melhores amigas nem nada parecido, mas sentamos uma do lado da outra desde setembro, então era de esperar que acabássemos nos conhecendo. Ela está fazendo o preparatório para medicina, e sei que vem de uma família de sucesso que a humilharia em praça pública se descobrisse a nota que tirou.

-Nem eu.- sussurro de volta. -Fala sério. Olha só as minhas respostas. Um monte de asneira sem sentido.

-Pensando bem, posso mesmo dar uma olhada?.- Parece interessada agora. -Estou curiosa para saber o que a Tirana considera digno de um dez.-

-Vou escanear e passar por e-mail hoje à noite.-prometo.

No instante em que Tolbert nos dispensa, o auditório ressoa com ruídos de “Me tira daqui”. Laptops se fecham, cadernos voltam para dentro de mochilas, os alunos se levantam das cadeiras.

Park jimin se demora perto da porta para falar com alguém, e meu olhar se fecha sobre ele como um míssil teleguiado. Lindo.

Já falei como é bonito?

As palmas das minhas mãos ficam suadas só de admirar seu perfil. Ele acabou de chegar à Briar, mas não sei de que faculdade foi transferido, e, embora não tenha demorado a se tornar a estrela do time de basquete, não é como os outros atletas da universidade. Não desfila pelos jardins da faculdade com um sorrisinho de quem se acha um milagre da natureza, carregando nos braços uma menina diferente a cada dia. Já o vi rindo e fazendo piada com os amigos do time, mas ele transmite uma aura intensa e inteligente que me faz achar que, no fundo, esconde algo mais. O que me deixa ainda mais desesperada para conhecê-lo.

Atletas não são muito o meu tipo, mas alguma coisa nele me faz agir como idiota.

-Você está dando bandeira de novo.

A provocação de Nell me faz corar. Ela já me flagrou babando por Jimin algumas vezes e é uma das poucas pessoas para quem admiti minha queda por ele.

Ellie, que mora comigo, também sabe, mas meus outros amigos? Nem pensar. A maior parte deles está fazendo especialização em música ou teatro, então acho que isso faz de nós o grupinho de artistas. Ou talvez de emos. Tirando Allie, que tem um relacionamento desses que vai e volta com um membro de uma fraternidade desde o primeiro ano, meus amigos gostam de se divertir às custas da elite de Briar. Em geral, não participo (prefiro pensar que estou acima do hábito de fazer fofoca dos outros), mas… convenhamos, a maioria dos alunos populares são uns babacas completos.

Min Yoongi , por exemplo, o outro atleta estrela da turma. Anda por aí como se fosse o dono do pedaço. E acho que é um pouco. Basta ele estalar os dedos e uma menina desesperada aparece aos seus pés. Ou pula no seu colo. Ou enfia a língua na sua goela.

Hoje, no entanto, não está com cara de todo-poderoso. Quase todo mundo já foi embora, incluindo Tolbert, mas yoongi não levantou do lugar e está com os punhos cerrados em volta da prova.

Também deve ter reprovado, mas não tenho muita pena do cara. A Briar é conhecida por duas coisas: basquete. Os atletas da Briar quase sempre viram profissionais e, enquanto estão aqui, recebem tudo de mão beijada — até as notas.

Tudo bem, pode ser que isso faça de mim uma pessoa um tantinho vingativa, mas dá uma sensação de triunfo saber que Tolbert vai reprovar o capitão do nosso vitorioso time de basquete  junto com todo mundo.

-Topa tomar um café?-pergunta Nell, recolhendo os livros.

-Não posso. Tenho ensaio em vinte minutos.- Fico em pé, mas não a acompanho até a porta. -Pode ir. Preciso dar uma olhada na agenda antes de sair. Não lembro que dia é a minha próxima reunião com a professora assistente.

Outra “vantagem” de estar na turma de Tolbert: além da palestra semanal, somos obrigados a fazer duas seções de trinta minutos por semana com a professora assistente, Dana, que pelo menos tem todas as qualidades que faltam a Tolbert. Como senso de humor.

-Beleza.- diz Nell. -Vejo você depois.

-Até mais.- respondo.

Ao som da minha voz, jimin para na porta e vira a cabeça.

Ai. Meu. Deus.

É impossível não ficar com a cara toda vermelha. É a primeira vez que fazemos um simples contato visual, e não sei como responder. Digo oi? Aceno? Sorrio?

No final, decido-me por cumprimentá-lo com um pequeno aceno. Pronto. Descontraído e casual, condizente com uma universitária sofisticada do terceiro ano.

Seus lábios se curvam num leve sorriso, e meu coração dá um pulo. Jimin acena de volta e vai embora.

Fico olhando a entrada do auditório vazia. Meu pulso dispara porque puta merda. Depois de seis semanas respirando o mesmo ar neste lugar abafado, finalmente jimin notou que existo.

Queria ter coragem o suficiente para ir atrás dele. Talvez convidá-lo para um café. Ou um jantar. Ou um café da manhã… espere aí, gente da minha idade toma café da manhã?

Mas meus pés fincam no piso laminado e polido.

Porque sou uma covarde. Isso aí, uma covarde total e completa. Tenho pânico de que ele diga não — mas mais ainda de que diga sim.

Quando comecei esta faculdade, estava tudo bem na minha vida. Com meus problemas deixados para trás e a guarda baixa, estava pronta para ficar com outras pessoas. E foi o que fiz. Saí com vários caras, mas, tirando meu ex-namorado, nenhum deles fez meu corpo formigar como  Park Jimin , e isso me tira do sério.

Um passo de cada vez.

É assim mesmo. Seguir em frente com um passo de cada vez. Era o conselho preferido da minha psicóloga, e não posso negar que a estratégia tenha me ajudado muito. Se concentrar nas pequenas vitórias, era o que Carole sempre dizia.

Então… a vitória de hoje… Acenei para Jimin, e ele sorriu para mim. Na próxima aula, talvez eu sorria de volta. E na outra quem sabe eu não levanto a ideia do café, do jantar ou do café da manhã.

Respiro fundo e desço o corredor, me agarrando a essa sensação de vitória, por menor que seja.

Um passo de cada vez.



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