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História O menino da praia (Oneshot - 2IN) - Capítulo 1


Escrita por: e hanpyox


Notas do Autor


WELCOME HOME!!!

Estamos chegando as últimas fanfics inicias do projeto! E nós estamos muito felizes que estamos tendo o retorno incrível que vocês estão nos dando!
Obrigada, Stay! Vocês que estão tornando esse sonho possível! ❤

Essa oneshot maravilhosa foi escrita pela princesa da @hanpyox! E esperamos que vocês dêem muito amor para ela!

Vamos viajar para o Rio de Janeiro conosco? Curtam o capítulo, Stays!

Capítulo 1 - Capítulo Único; O menino da praia.


Fanfic / Fanfiction O menino da praia (Oneshot - 2IN) - Capítulo 1 - Capítulo Único; O menino da praia.

— Mais uma cerveja! — Peguei uma Skol no pequeno frigobar e joguei na direção do mais velho. — Valeu! — Fiz um joinha com a mão e voltei a fritar as batatas. 

Faltava pouco para o meu turno acabar e para aquele menino de ontem, e vários dias anteriores, aparecer. Eu estava animado e nervoso, depois de ter uma conversa nada séria com o Lucas meu melhor amigo e o cara que trabalha junto comigo no bar , resolvi ir falar com o garoto misterioso. 

Fiquei a semana toda treinando o meu coreano, já que fazia um bom tempo que eu não o usava. Lucas até ficou me zoando de que eu estava gamadinho no menino da praia, o que não era mentira. 

Eu não sei ao certo, mas desde que eu vi aquele garoto, andando descalço na areia, pela primeira vez, senti o meu coração acelerando e um sorriso bobo brotou nos meus lábios. Observei-o durante um tempo e percebi que ele sempre vinha no mesmo horário, seis horas da tarde em ponto. 

Mas hoje pareceu diferente. Enquanto eu entregava a porção de batata frita na mesa 13, vi ele perto da areia, parecia ponderar se ia ou não até o mar. Me dirigi até o balcão rapidamente e olhei para o relógio.

Ainda marcavam 17:37. Por que ele veio mais cedo?

— Lucas — chamei o loiro, que estava conversando com um vendedor ambulante. — Pode cobrir pra mim? — digo, já tirando o avental e a blusa do bar, logo vestindo outra que tinha trago. 

— Por que eu faria isso? — Arqueou a sobrancelha, interesseiro.

— Ah, qual é, vai. Já te cobri milhares de vezes e nenhuma delas eu pedi algo em troca!

— Tá, tá, vai logo. — Sorri animado e o abracei bem apertado. — Tá bom, tá bom, eu sei que você me ama. — Dei um tapa nele e sai correndo com a minha mochila até a praia.

Procurei por ele e o achei, sentado perto do mar. Depois de ter respirado fundo umas quatro vezes, andei pela areia até chegar onde o garoto estava. Eu posso chutar e acertar que ele é mais novo que eu. 

Me sentei ao seu lado, um pouco distante, e o olhei.

— Olá — eu disse em coreano, o olhando com um sorriso no rosto.

— Olá — depois de um tempinho, ele disse me olhando, logo voltando-se para o mar.

“Pergunta o nome dele, pergunta!”

— Qual o seu nome? — questionei ainda o olhando. — Meu nome é Hyunjin, Hwang Hyunjin. E você? 

Ele me olhou torto, será que fiz alguma coisa errada? 

 — Já vou logo avisando que eu não trouxe o meu celular e nem a minha carteira — disse, se afastando um pouco de mim. — Não vou cair nesse esquema de novo… 

— Calma. — Eu ri fraco. — Eu não vou te assaltar e nem nada, eu só vim conversar com você. — Sorri amigável. 

— Tudo bem… — Ele ficou em silêncio por um tempinho, mas voltou a falar: — Jeongin, Yang Jeongin — disse, ainda receoso e afastado de mim. 

— É um prazer te conhecer Jeongin — falei, ainda sorrindo. — Mora aqui há quanto tempo? 

— Cinco meses, e você? — disse mais relaxado.

— Quinze anos. — Ele arregalou os olhos e eu ri. — Por que está tão surpreso?

— Não sei  — Riu junto comigo.

A partir daí começamos a conversar melhor. Jeongin me contou que ainda não tinha visitado o Pão de Açúcar, mas já tinha ido no Cristo Redentor. Depois ele me disse a dificuldade que sente em ter que falar e entender o português, e que ficou feliz por ter achado alguém que fale o mesmo idioma que ele. 

Ele é tão fofo! A risada que ele deu quando o mar atropelou a gente, o sorriso de quando viu que ambos estavam bem encharcados. Ele é tão perfeito. 

— Eu tenho que ir agora — o garoto disse, assim que percebeu que já estava ficando tarde. — Quando posso te ver de novo? 

Fiquei em choque, por um momento. Ele queria me ver de novo? 

— E-eu trabalho naquele bar. — Apontei — Estou sempre lá.

— Ah, ok. Então, amanhã eu venho falar com você, tá? — Assenti sorrindo. 

Andei junto com ele até a calçada, quando íamos nos despedir eu lembrei. 

— Jeongin, qual o seu número? — falei tão rápido, que eu acho que nem ele entendeu. 

— O quê? 

— Me passa o seu número? — falei mais devagar. 

— Ah sim, claro. — Sorriu — Me empresta o seu telefone? — Procurei o aparelho no bolso da minha bermuda e não achei. Busquei na mochila e o achei lá no fundo, sorte que não molhou. 

— Aqui. — O entreguei já desbloqueado. 

Depois dele ter salvado o seu número, ele me entregou o telefone e guardei-o na mochila. Nos despedimos e cada um foi para o seu canto, antes certifiquei-me de que Lucas tinha fechado o bar direito. Fui até o ponto de ônibus e esperei até o meu chegar. 

Sorri lembrando da conversa que tive com o Jeongin minutos atrás. Peguei o celular e senti o meu coração acelerar novamente. 

"Jeongin♡", foi assim que ele salvou seu contato. 

Mordi os lábios, ainda sorrindo bobo. Guardei o aparelho no bolso, assim que o meu ônibus parou em frente ao ponto. Entrei no veículo, paguei e me sentei no fundo. Deitei a cabeça na janela e fechei os olhos, minha descida é a final, então eu tinha um tempinho para cochilar um pouco. 

[...]

Rio de Janeiro é lindo, não é? Praias belas, céu espetacular, pontos turísticos bem impressionantes, tudo de bom! 

Hoje estava fazendo um calor do cão, tanto que a praia e o bar estavam lotados. Estava Lucas, eu e mais dois amigos dele, que nos ajudavam a atender esse tanto de gente. Só depois do almoço que o movimento no bar diminuiu, deixando Lucas e eu finalmente descansar. 

— Hoje foi osso — ele disse, rindo logo em seguida. — Mas, então, como tá você e o coreaninho? — perguntou, pegando uma cerveja para ele e para mim. 

— Normal. Estamos conversando bastante, desde aquele dia. — Sorriu, logo tomando um gole da cerveja.

— Hum, conversando né? — Chutei sua bunda e ri.

— Claro, doidão, eu hein

Lucas teve que ir atender um grupinho na mesa 8, me deixando sozinho ao balcão. Fiquei refletindo sobre as coisas que vêm acontecendo ultimamente. Já faziam quase dois meses que estava falando com o Jeongin e a cada dia que passava, mais eu ficava apaixonado por ele.

Teve um pequeno acidente semana passada. Enquanto eu e o mais novo estávamos sentados na areia conversando, passou um grupo de adolescentes correndo, Jeongin acabou pulando pelo susto, mas ele pulou em cima de mim. Nossos rostos estavam tão próximos que eu podia sentir a respiração dele. Por impulso, eu o beijei, apenas um selinho rápido.

Lembro que ele ficou todo vermelho e saiu correndo para ir para casa. Quando eu mandei uma mensagem, ele demorou, mas respondeu. Tentei tocar no assunto do beijo, mas ele sempre ficava desviando. Talvez ele esteja envergonhado, né? Já que eu o peguei de surpresa, mas deixa ‘pra lá. 

— Oi, hyung! — Voltei para realidade, assim que eu vi Jeongin na minha frente. — Está bem?

— Melhor agora. — Sorri ao ver o mesmo corado — E você?

— Estou bem, eu acho…

— Aconteceu alguma coisa? — perguntei preocupado.

— Quer andar pela praia? — Mudou de assunto e apenas assenti.

Jeongin tinha uma pequena dificuldade de se abrir para as pessoas. A prova disso foi alguns dias atrás, quando um amigo dele me contou que ele chorou no colégio. No momento em que fui perguntar o motivo para o mais novo, ele simplesmente mudou de assunto. Mesmo que eu insistisse, ele não contava de jeito nenhum. 

Eu sei que não devo o obrigar a me contar, mas eu só quero ajudar. Eu acho que ele apanha na escola, já que vi algumas marcas vermelhas em seus braços e até uma roxa na coxa. Como eu sabia que ele não ia contar, preferi apenas observar, se aumentassem, eu ia ter que falar com ele. 

— O mar está lindo, não? — Assenti sorrindo, virei em direção ao bar, para ver se o Lucas precisava de ajuda, já que os amigos dele já tinham ido embora.

— Está sim, igual a você — Ele corou novamente. — Quer nadar um pouco? — perguntei, já tirando a blusa e o puxando. 

— Mas eu… 

— Vamos, vai ser divertido! — Ele respirou fundo e cedeu, entrando junto comigo na água.

Enquanto o Jeongin brincava com as crianças no raso, eu estava quase no fundo. Olhei para ele e o chamei. Ele ficou meio receoso, mas acabou vindo, porém bem devagar. Para ajudá-lo, nadei até ele e o puxei até o fundo.

— Não é legal? — Ele sorriu fraco e assentiu.

— Hyunjin, é que…

— Afunda! — gritei, assim que vi a onda vindo. 

Demorei para voltar para cima porque veio duas ondas enormes de uma vez. Quando voltei, percebi que o Jeongin não estava mais do meu lado e comecei a me desesperar. 

 — Jeongin? — o chamei, mas não recebi nenhuma resposta — Jeongin! — desta vez eu gritei, ainda sem receber uma resposta. 

Olhei para trás e vi o corpo do Jeongin boiando na água, desesperado, fui até ele e o peguei no colo, logo o levando para a praia. 

— Jeongin, me responde. — O balancei mas nada. — Não, por favor! — Comecei a fazer respiração boca a boca nele, e nada. 

Minha visão estava embaçada, a manobra não estava funcionando e eu não sabia o que fazer.

— Alguém liga para a ambulância! — gritei, ainda desesperado. 

Fiz a manobra de respiração de novo, e de novo e de novo, mas nada dele voltar.

— J-Jeongin… Por favor… — Fiz de novo a respiração boca a boca, e adivinha? Ele voltou. — Finalmente! — O abracei forte e me permitir chorar.

— H-Hyung… — Eu o ouvi me chamar e chorei mais ainda.

Quase perdi Jeongin. 

[...]

Depois daquele acidente, o Yang evitou de ir à praia. Após o trabalho, eu passava na casa dele, ficava um pouco lá e depois ia embora. Fazia quase um mês que eu estava fazendo isso, e percebi que esses dias Jeongin estava para baixo e muito avoado. Hoje eu decidi conversar com ele sobre isso, alguma coisa de errada estava acontecendo.

— Eu já vou indo, até amanhã. — Assenti e vi o Lucas ir embora.

Assim que eu terminei de lavar a louça e passar um paninho em cada mesa, fechei o bar e o tranquei. Peguei o meu telefone e pedi um Uber. Logo que o mesmo chegou, entrei e passei o endereço para o motorista. 

Não demorou para o carro preto estacionar em frente ao apartamento de Jeongin. Paguei o homem, saí do carro e fui até a portaria. Depois do porteiro ter me deixado entrar, peguei o elevador e apertei no botão do quinto andar.

Chegando no andar desejado, bati na porta 506, esperando alguém atender.

— Boa noite, Hyunjin — A matriarca me recebeu e eu a cumprimentei. — Pode entrar. — Ela deu espaço e assim eu fiz. 

Enquanto eu tirava o sapato e o deixava no canto da porta, percebi que na sala tinham várias caixas de papelão espalhadas, o que está acontecendo? 

— Me desculpe a bagunça, não tive tempo de arrumar. — Ela riu sem graça — O Jeongin está no quarto.

— Tudo bem. — Sorri e fui em direção ao quarto do mais novo. — Jeongin, que caixas são… — parei de falar assim que entrei no quarto dele.

Estava igual a sala, cheio de caixas espalhadas. Fechei a porta atrás de mim, atraindo a atenção do menor.

— Ah, oi, hyung. — Ele me abraço e eu retribui — Está bem?

— Por que a sua casa está cheia de caixas para mudança? Não estava assim ontem. — O olhei preocupado.

Jeongin não falou nada, apenas segurou em minha mão e me levou até a sua cama. Deitamos na cama, ele estava sobre meu peito enquanto eu fazia um cafuné em seu cabelo, esperando o mesmo responder a minha pergunta. 

— Eu vou voltar para a Coréia, Hyunjin… — ele disse tão baixo que pensei ter ouvido errado, isso é mentira, né?

— Para, Jeongin. Você sabe que eu não gosto desse tipo de brincadeira. — Ri fraco. 

— Quem dera que isso fosse apenas uma brincadeira… — Parei de rir, assim que vi ele sério. — Eu vou embora, hyung… — Olhei em seus olhos e vi-os cheio d’água. 

Eu o abracei, sentindo minha blusa ficar molhada, ele estava chorando.

— Jeongin… — o chamei, tendo a atenção dele para mim. 

Mirei em seus olhos e limpei a pequena lágrima que ainda caía, fiz um singelo carinho em sua bochecha e me aproximei. Se ele ia embora, eu tinha que fazer isso agora, certo? Quebrei todo espaço que tinha entre nós e o beijei. 

Mesmo fina, sua boca era macia e gostosa de sentir. O beijo era calmo, mesmo tendo a presença das nossas línguas, não tinha nenhuma malícia. Tentei demonstrar todo o amor que eu sentia por ele através daquele simples ato. Com a falta de ar se fazendo presente, terminei o beijo, depositando vários selinhos por todo o seu rosto, de recompensa ouvindo a risada gostosa do moreno. 

— Eu te amo tanto. — Sorri, finalmente eu falei.

— Eu também te amo, Hyunjin — ele disse sorrindo, depositando um beijinho na minha bochecha.

Voltamos a ficar na posição de antes, novamente se instalou um silêncio naquele cômodo. Eu estava feliz, finalmente eu tinha me declarado para ele e para minha surpresa, era recíproco. 

 — Por que vocês vão voltar? — perguntei, ainda chateado com esse fato.

Quando eu descubro que o meu crush também me ama, ele diz que vai embora. Sacanagem. 

— Ofereceram um emprego ‘pra minha mãe lá, ela vai ganhar bem. E como o dinheiro que ela estava ganhando aqui não estava conseguindo sustentar a gente, ela decidiu aceitar

— Isso foi quando?

— Ela recebeu a oferta semana passada e aceitou ontem…

— E quando vocês vão? 

— Menos de duas semanas… — Engoli seco ao ouvir aquilo.

Eu tinha menos de duas semanas com ele… É sério isso? Mundo, eu sabia que você era cruel, mas não sabia que era tanto assim!

— Quer saber? Não se preocupe! Vou fazer essas semanas serem as melhores da sua vida! 

[...]

Prometido e feito. Nessas últimas semanas, levei Jeongin em vários lugares e aproveitei ao máximo a sua companhia. Graças a Deus, eu tenho um chefe legal e ele deixou que eu faltasse esse dias, maneiro, não? 

Jeongin dormiu na minha casa, maratonamos várias séries e comemos muitas besteiras. Ontem, ajudei ele a arrumar as suas malas, com muita dó no coração. 

Agora, nós estávamos no aeroporto em frente ao embarque. Jeongin não parava de me abraçar, desde que chegamos no local ele não me largou por nada. Assim que eu vi que estava na hora, segurei seu rosto com as minhas duas mãos e o beijei. 

— Quer namorar comigo? — digo, assim que finalizamos o nosso beijo. 

— O-o quê…? — Eu ri e me ajoelhei em sua frente. Peguei a caixinha de veludo que estava guardada no meu bolso e a abri, revelando dois anéis de prata lindos e perfeitos, na minha opinião.

— Yang Jeongin, você aceita namorar comigo? — pedi novamente. 

— É claro que eu aceito, seu bobo. — Sorri e coloquei o anel em seu dedo, e ele fez o mesmo comigo. O peguei no colo e o girei, escutando as palmas das pessoas do aeroporto. — Mas, calma, vamos namorar à distância? — Vi que seus olhos começaram a encher de lágrimas. 

— Claro que não, você acha que aquela mala azul é de quem? — Apontei para o objeto que minha cúmplice, a mãe dele, segurava. — Eu vou para a Coréia também. Surpresa! 

Depois do Jeongin ter chorado e me batido por eu não ter contado, embarcamos no avião e fiz questão de sentar ao seu lado. 

Desde o dia que ele tinha me dito que ia voltar para Coréia, já decidi fazer essa surpresa: meus sentimentos por ele eram recíprocos e, também, faz tempo que eu estava decidido a voltar para o meu país de origem, contudo eu ainda não tinha tomado coragem. 

Agora, vou poder viver feliz com o Jeongin, vulgo o menino da praia, o meu menino.


Notas Finais


Agradecemos por ter lido até aqui!

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