História O Menino de Cabelo Amarelo - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasunaru
Visualizações 51
Palavras 1.432
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi ; )

Capítulo 4 - Quarto capítulo


Na manhã seguinte, enquanto tomavam café, ouviram tropel e vozerio na cozinha. Correram pra ver. Uma mulher tinha chegado, com trouxas e balaios. Uma mulher velha, mas forte e ativa. Estava agitada, com grandes exclamações para Tsunader, que ajudava a pôr as coisas dela num canto.

Tá tudo cheio por lá! Água batendo no joelho! Tudo boiando na água! Lama por todo lado! perdi tanta coisa! Nem sei o que eu vou salvar!

E enxugou uma lágrima no canto do olho.

Tsunader, atarantada, gestos aflitos:

Vou falar com a Dona Naori.

Mas Tia Naori já chegava na cozinha.

Tsume! Que quê foi?

A enchente chegou lá em casa, Dona Naori! Quando acordei de madrugada, tava tudo cheio d'água! E ta subindo mais! Peguei o que pude pegar, vim pedir pra ficar aqui uns dias... Até ver o que acontece...

Até o rio baixar. Tsume fungava, os olhos molhados. Essa chuvarada ta um desespero, Dona Naori!

Sabia que o filho da cumadre Mito foi levado pelas águas, quase que morre afogado?  

Que horror! Coitado da Mito! Que perigo! A senhora fica aqui, Tsume. Tia Naori pôs a mão no ombro dela.

Shizune contou aos meninos que a mulher era amiga da mãe de Tusnader. Morava perto da fazenda, mais para baixo, do lado do Rio.

Eles espiavam da porta da cozinha, enquanto Tusnader e Shizune carregavam as coisas, ajeitando, arrumando, confortando Tsume.

Com a chegada de Tsume, a rotina da casa mudou. Ela tinha sido empregada ali Há muitos anos, conhecia todo mundo. Ficava o dia inteiro na cozinha, ajudando Tsunader que era como uma filha.

As velhas começaram a aparecer, pra encontrar com ela é saber dos desastres da enchente. E pra conversar.

Tsume era falante, barulhenta, gostava de jogar conversa fora.

A cozinha ficou movimentada. O dia inteiro tinha gente por lá. Mas de noite é que a animação era maior.

Acabando o serviço, o mulherio vinha rezar. Tinham começado uma novena para Santa Bárbara acabar com a chuva. Depois da reza, ficavam em redor do fogão aceso comentando as desgraças  da enchente e contando casos.

Os meninos foram chegando. A princípio meio envergonhados. Tsunader não dava muita confiança para eles, e as velhas da casa, muito menos. Mas a prosa era tão interessante... Eles se ajeitavam perto do fogão e iam ficando.

O que o pessoal gostava de contar era história de assombração. E mais gostava de ouvir. Ficava todo mundo quieto, escutando, encolhido, de olhos arregalados.

O que puxou o assunto foi um caso que Tsume contou que aconteceu com ela. Disse que, na véspera da enchente chegar, estava sozinha de noite, no escuro. 

Tinha fechado a porta, já estava deitada, quando ouviu uma voz dentro de casa:

Nossa senhora! Que chuva!

Levou o maior susto. Estava sozinha! Quem tinha falado?

Acendi uma vela, e vi o cachorro deitado num canto. A voz vinha de la. Pois ele levantou a cabeça e falou e novo, com aquela voz esquisita de cachorro: Que minha mãe!  e deitou, com a cabeça entre as patas.

Ticao! Que eu chamei ele. Mas ele só abriu os olhos um pouco, me olhou, depois fez que tava dormindo.

Foi um aviso! Uma velha opinou.

É o que eu acho. O ticao è muito meu amigo, não ia me deixar desprevenida.

Lá da coberta de fora, ouviram um latido. Parecia que ticao estava ouvindo...

Tsunader passava as canecas cheirosas do chá que tinha acabado de fazer. Começaram a contar outros casos. Cada velha lembrava uma história mais impressionante. As vozes ficaram baixas. O silêncio em redor era completo. Na cozinha meio escura, sombras dançavam na parede. La fora, barulho de chuva, caindo sem parar. Falavam de defuntos que voltavam... que vinham pedir reza ou fazer ameaça... de vultos brancos nas curvas e Estrada... de passos e batidas na porta, que, quando iam abrir, não tinha ninguém... de luzes de vela flutuando no escuro...

Do fantasma que pegou a garupa do cavalo e segurou o cavaleiro com mãos frias...

Dos meninos que estavam brincado de noite no muro do cemitério, e, quando resolveram contar quantos eram, viram que tinha mais um!..

De lugares onde ninguém podia passar e noite, que o diabo vinha... dos redemoinhos onde o diabo podia aparecer: precisava descascar depressa três dentes de alho e jogar no meio, pra afastar.

Do homem que fez pacto com o diabo: entregou a alma para ele em troca de riqueza. Ficou rico e noite pro dia, mas, quando foi envelhecendo, foi ficando apavorado. Começou a rezar o tempo todo. Mandou construir Capela, dava esmola, rezava e chorava e pedia perdão. Mas, na hora que ele morreu, todo mundo ouviu um estouro, e, de dentro da fumaça com cheiro de enxofre, saiu o diabo e puxou o defunto, carregou com ele!

Neste momento, um trovão rebentou, fortíssimo. Neji, por causa do barulho pulou com o susto.

Tsume levantou a cabeça e olhou para ele. Ai, começou a pôr tanto... a reparar... com os olhos apertados... como quem faz força para lembrar...

De repente, falou para as outras: 

Gente! Ele se parece com o Menino Naruto!

Naruto? Perguntou Sakura.

Tsume, sem ouvir, continuou: 

Das umas parecença, não da?

Uma das velhas respondeu:

È. Eu já tinha reparado.

Todas viraram para Neji e começaram a concorda com a parecença. Talvez seja por causa do cabelo o tamanho è igual, so a cor que è diferente.

Também, cabelo que nem o do Menino Naruto è difícil de achar...

Minha mãe contava que todo mundo ficava pasmado com a baleza do cabelo dele! Falou uma velha.

Ainda alembro da fama, quando eu era novinha... disse outra, das mais enrugadas e encolhidas.

Todo mundo ficava pasmado era com tudo do Menino Naruto! Aquilo não era desse mundo! E um ssuspiro Grande completou a frase.

Que mistério o que aconteceu com ele! 

Era um santo! Foi um anjo que levou!

Ainda tem muito gente que reza pra ele! Pede graça...

Na árvore dele, virá e mexe, aparece uma vela!

E ele faz milagre mesmo! Minha irmã, quando meu sobrinho tava ruim de febre, revirando os olhos, pescoço duro, gritou: " Valei- me, Menino Naruto" e o febrão começou a melhorar, e o menino olhou pra ela serenado. No outro dia, ja  tava brincando no terreiro. Inda meio perrenguinho, mas foi aprumando e ficou bom.

È, eu também já ouvi contar muita coisa assim...

Neji estava cada vez mais assustado, com tanto caso estranho e tanta gente olhando pra ele. Confundido perguntou: 

Quem era o Menino Narupo?

Menino Naruto. Corrigiu Tsume. Aquele do retrato la da sala.

Neji ficou arrepiado. Insistiu:

Quem foi ele?

O irmão mais velho da avó da Dona Naori. È uma história muito antiga. Um menino lindo, bom, que ajudava todo mundo... que gostava dos pobres... Um santinho.

Um anjo do céu caído na terra. Um dia, sumiu nunca mais ninguém  conguiu achar...

Sumiu? Fizeram os meninos em coro.

È, sumiu sem deixar rastro nenhum. O povo todo caçou ele por tudo quanto è canto, mas fazendas, no mato, no rio... todo lado. Nem sinal.

Quem sabe ele morreu afogado no Rio? Perguntou Sakura

Quando alguém morre no Rio, o corpo aparece mais embaixo. E o dele nunca apareceu. 

Quem sabe foi sequestrado? Sasuke insistiu.

As velhas olharam pra ele sem entender.

Alguém pode ter levado ele escondido, pedir dinheiro a família... trocar ele por dinheiro.

As velhas continuavam em silêncio, olhando pra ele, apalermadas. Que ideia mais esturdia. Até que Tsume reagiu:

Isso è coisa da cidade, Menino.

Inda mais naquele tempo, Sasuke! Exclamou Ino.

Naquele tempo tinha bandido!

Olha, menino, ce ta imaginando coisa. Continuou Tsume. Além disso, o Menino Naruto tava com o cachorro, cachorrão laranja que nao saia do lado dele, e que nao ia deixar nenhum bandido chegar perto.

Ele sumiu com o cachorro?

Foi. Nunca mais ninguém viu um nem outro.

As meninas de entreolharam

Neji estava apavorado. E ele, o que tinha a ver com aquilo?

Uma das velhas continuou:

Perguntaram pra todo mundo. Nem os amigos dele, que eram unha e carne com ele, não sabiam...

Diz que aqueles dois não saíam daqui...

É, os três viviam juntos, agarrados feito irmãos.

Mais do que irmãos. Tem irmão que vive brigando!

Um era filho de uma empregada que tinha sido escrava da casa. O Menino Naruto não largava dele...

O Menino Naruto tratava todo mundo igual. Pobre, rico, Branco, Preto... 

O outro è avô daquela Dona gorda da Fazenda do Fundão.

Pois è, bem eles sabiam de nada. Foi choreiro danado.

Depois de muito tempo, cansaram de procurar...

Diz que foi ai que nasceu aquela árvore...

Sozinha, no meio do descampado!

Nasceu a cresceu de repente, todo mundo ficou pasmo. E cobriu de flor Amarela...

Até hoje, no mês de Setembro, fica tapada de flor... toda amarela!

Depois de ums anos, nasceu a avó da Dona Naori...

Só ficou aquele retratinho na parede de sala.

E a árvore! Quase todo dia tem gente acendendo vela no pé... è a árvore dele! 

E as graças, e os milagres! A bondade continua até hoje.

È mesmo. Talvez ele tá  vivo por aí.





Notas Finais


😊😊


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