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História O menino loiro do parquinho - Drarry - Capítulo 35


Escrita por:


Notas do Autor


Só uma coisa: Snape é o amor da minha vida, mas faz cada coisa que... meu Deus...
Boa leitura ^^

Capítulo 35 - A mágoa do lobisomem e o beijo do dementador


Fanfic / Fanfiction O menino loiro do parquinho - Drarry - Capítulo 35 - A mágoa do lobisomem e o beijo do dementador

"Cap. 35 - A mágoa do lobisomem e o beijo do dementador"

||3000 palavras||

    Bichento saiu correndo à frente e apertou, evidentemente, o nó do tronco do Salgueiro com a pata pois Lupin, Pettigrew e Ron subiram calmamente até o gramado sem haver ruídos perigosos de galhos.

Os jardins estavam muito escuros; as únicas luzes vinham das janelas miudas e distantes do castelo. Eles começaram a andar calados, apenas Pettigrew choramingava baixinho. 

A cabeça de Harry estava trabalhando com muita pressa que chegava a zumbir. Ele ia deixar os Dursley. Ia morar com Sirius Black, o melhor amigo dos seus pais, e talvez, até mesmo, com Draco... Sentia-se atordoado... Que iria acontecer quando dissesse aos Dursley que ia morar com o preso que tinham visto na televisão?! 

— Um movimento errado, Peter… — ameaçou Lupin apontando sua varinha para o peito trêmulo de Pettigrew. 

Em silêncio, eles avançaram pelos jardins, as luzes do castelo iam crescendo assim que se aproximavam dele. De repente, ouviram um movimento, e todos, inclusive Pettigrew, olharam para a direção do ruído. Snape aparecera.

— Ora, ora… Black. — ele falou, a varinha apontada para o citado, então virou a cabeça para Lupin. — Bem que eu disse ao diretor várias vezes que você estava ajudando o seu velho amigo Black a entrar no castelo, Lupin, e aqui tenho a prova. 

— Não, Severus, você está cometendo um engano. — disse Lupin com urgência. 

— Mais dois para Azkaban esta noite. — disse Snape, os olhos brilhando de fanatismo. — Vou ficar curioso para saber como é que Dumbledore vai encarar isso... Ele estava convencido de que você era inofensivo, sabe, Lupin... um lobisomem manso... 

— Seu tolo. — disse Lupin com brandura. — Será que um ressentimento de criança é suficiente para mandar um homem inocente de volta a Azkaban?

Tsc... inocente… — disse sem acreditar (e nem queria acreditar).

— Esse homem — Lupin apontou para Pettigrew com a mão livre. — é o único culpado dessa história.

Os olhos de Snape se espreitaram para Pettigrew. Ele se aproximou.

— Ele é Peter Pettigrew, Severus. — complementou Lupin.

— Peter Pettigrew está morto. — afirmou Snape contraindo os lábios.

— Ah, sim! — exclamou Black impaciente. — Está tão morto que chega a aparecer bem na frente dessa tua cara sebosa!

— Sirius… — ameaçou Lupin.

Snape girou nos calcanhares. Mesmo com a prova de que Pettigrew estava vivo, o professor estava louco para ter alguma razão para mandar Sirius Black a Azkaban, tal o ódio que sentia dele desde a época da escola.

— Tinha me esquecido que estava aqui, Black. — ele disse sem emoção na voz, a varinha ainda apontada a ele. — Terei de…

Então, uma nuvem se mexeu e sombras escuras surgiram no gramado. Todos se imergiram pela luz do luar…

A lua cheia refletia majestosamente nos olhos se Lupin cujas pernas enrijeceram.

— Ah, não! — exclamou Hermione. — Ele não tomou a poção hoje à noite. Ele está perigoso! 

— Corram. — sussurrou Black. — Corram. Agora. 

Mas Harry não queria e nem podia correr. Ron estava acorrentado a Pettigrew e Lupin. Harry deu um salto para frente, mas Draco o abraçou pelo peito e o puxou para trás.

— Não, Harry… — gemeu Draco tentando conter Harry. — Não faça isso. Ele está muito perigoso..

— Deixe-o comigo... — bradou Black — CORRA! 

Um rosnado medonho invadiu o aparelho auditivo de todos ali. A cabeça de Lupin se alongava dolorosamente, motivo para o professor começar a se morder, descontando a dor de seus ossos se alongando em seu pulso mordido. O seu corpo cresceu e pelos brotavam em seu rosto e suas mãos, que se transformaram em garras.

Sirius desapareceu do lado de Harry. Transformou-se em cão, e, quando o lobisomem se livrou da algema que o prendia, o cão puxou-o para trás, afastando-o de Ron e Pettigrew. 

Atacaram-se sem parar, mandíbula contra mandíbula, as patas se golpeando... Harry parou, concentrado na batalha e totalmente imerso com a visão. Foi o grito de Hermione que o tirou de seus devaneios... 

Pettigrew se abaixou para apanhar a varinha caída de Lupin. Ron, mal equilibrado na perna enfaixada, caiu. Houve um estampido, um clarão... e Ron ficou imóvel.

Outro estampido... Bichento voou pelo ar e caiu na terra. 

Expelliarmus! — berrou Draco, apontando a própria varinha para Pettigrew; a varinha de Lupin voou e desapareceu de vista. — Não se atreva a fugir! — gritou correndo.

Tarde demais. Pettigrew se transformara em rato. Seu rabo pelado passou pela algema no braço estendido de Ron e ele correu pelo gramado. Draco gemeu desesperado, resmungando baixinho e correndo atrás de Pettigrew, mas estava escuro demais; o rato fora engolido pela escuridão. Se Hermione não tivesse agarrado Draco pelas costas, o sonserino continuaria correndo atrás do verdadeiro culpado. Mas Draco estava chorando baixinho pelo fracasso.

Pronto… Pettigrew iria contar tudo a Lucius… contar sobre o segredo de Draco e Harry. Contar que fingiam ser inimigos e que saiam escondidos quando ninguém estava olhando...

Um uivo e um rosnado prolongado ecoaram; Harry viu o lobisomem fugindo; galopando para a floresta... 

— Sirius, ele fugiu, Pettigrew se transformou. — berrou Harry. 

Black estava coberto pelo sangue de Lupin e o seu próprio; havia cortes profundos em seu focinho e nas costas, mas ao ouvir as palavras de Harry ele tornou a se levantar depressa e, rapidamente, ele saiu correndo. Harry, Hermione e Draco correram até Ron. 

— Que foi que Pettigrew fez com ele? — sussurrou Hermione. Ron estava inconsciente, os olhos semicerrados e a boca frouxa.

— Não sei. 

Harry olhou desesperado para os lados. Black e Lupin não estavam mais lá. Snape se aproximou dos adolescentes, parecendo atordoado com a cena.

— Vou levá-lo para a Ala Hospitalar. — disse o professor fazendo um feitiço no ruivo cujo corpo se levantou e começou a flutuar. — E acho melhor vocês voltarem ao castelo também.

— Mas e o Sirius? — perguntou Harry.

Contraindo os lábios, Snape respondeu:

— Ele vai ficar bem, já está acostumado. — disse sem se importar, dando meia volta e entrando no castelo, o corpo inconsciente de Ron flutuando atrás dele, o seguindo.

Mas então eles ouviram latidos, um ganido; um cachorro sofrendo...  

Harry não pensou duas vezes antes de sair correndo até o lago, lugar de onde os latidos vinham. Hermione e Draco estavam ao seu encalço, correndo desengonçadamente sem parar. Os latidos pararam abruptamente. 

Quando os garotos chegaram ao lago viram o porquê: Sirius se transformara outra vez em homem. Estava caído de quatro, com as mãos na cabeça e os cotovelos apoiados na terra.. 

— Não… — gemia. —, não... por favor... 

Dementadores, pelo menos uns cem deles, deslizavam em torno do lago num grupo escuro. Estavam cercando-os... 

— Pensem em alguma coisa feliz! — berrou Harry a Hermione e Draco, erguendo a varinha, piscando furiosamente para tentar clarear sua visão, sacudindo a cabeça para afastar as lembranças ruins que os Dementadores lhe traziam.

Eu vou morar com o meu padrinho. Vou deixar os Dursley. Vou morar com Sirius e Draco. Ele se forçou a pensar em Black e em Draco, e somente neles, e começou a berrar: 

Expecto Patronum! Expecto Patronum! 

Black estremeceu e ficou de barriga para cima, imóvel e pálido como a morte. 

Ele vai ficar bem. Eu vou morar com ele. 

Expecto Patronum! Me ajudem! Expecto Patronum..

Expecto... — murmurou Hermione e Draco. — Expecto... Expecto... 

Mas nenhum deles conseguiam. Os dementadores estavam mais próximos, formando uma muralha em torno deles.

EXPECTO PATRONUM! — berrou Harry, tentando abafar a gritaria em seus ouvidos. — EXPECTO PATRONUM! 

Um fiapo prateado saiu de sua varinha e pairou como uma névoa diante dele. Imediatamente, Harry sentiu Hermione desmaiar ao seu lado, e logo após Draco. Estava só... completamente só... 

Expecto... Expecto Patronum... 

Harry sentiu os joelhos baterem na grama fria. O nevoeiro nublou seus olhos. Com um enorme esforço, ele lutou para se lembrar…

 Sirius era inocente... inocente... Ele vai ficar bem... Eu vou morar com ele… Com ele e com Draco... 

Expecto Patronum! — exclamou. 

À luz fraca do seu Patrono quase feito, ele viu um dementador parar muito perto dele. A mão morta e viscosa deslizou para fora da capa. Ela fez um gesto como se quisesse afastar o Patrono para o lado. 

— Não... não... — ofegou Harry. — Ele é inocente... Expecto... Expecto Patronum... 

O dementador mais próximo parecia estar avaliando-o enquanto os outros pareciam observá-lo. Então ergueu as duas mãos podres... e baixou o capuz para trás. 

Um terror invadiu Harry de modo que ele não conseguia se mexer nem falar nada. Seu Patrono desapareceu. O nevoeiro o cegava.. 

Expecto Patronum... ele não conseguia ver... ao longe ouvia os gritos já familiares… Expecto Patronum... ele tateou pela névoa à procura de Sirius, e encontrou seu braço... os dementadores não iriam levá-lo... Mas um par de mãos pegajosas e fortes, de repente, se fechou em torno do pescoço de Harry. 

Sua mãe gritava em seus ouvidos... Ia ser a última coisa que ele ouviria... 

E então, através do nevoeiro que o afogava, ele viu uma luz prateada que se tornava cada vez mais forte... O rosto no chão, demasiado fraco para se mexer, nauseado e trêmulo, Harry abriu os olhos. 

O dementador o soltou. A luz ofuscante iluminava o gramado a seu redor... Os gritos pararam e o frio diminuiu... Alguma coisa estava obrigando os dementadores a recuar... Girava em torno dele, de Black, Draco e Hermione... Os dementadores estavam se afastando... O ar reaquecia... Harry ergueu a cabeça uns poucos centímetros e viu um animal envolto em luz, distanciando-se a galope através do lago. 

Lutando para se manter consciente, viu o quadrúpede grande diminuir o galope ao chegar à margem oposta do lago. Viu alguém aparecer, parecia estranhamente familiar... mas não podia ser... Harry não entendeu. Não conseguiu mais pensar. Desmaiou.

    

 

 

 

 

 

 

    Harry sentia-se tonto. Suas pernas e braços estavam parecendo mais pesados que o normal, motivo para não conseguir se mover. As pálpebras implorando para se fecharem. Queria ficar deitado naquela cama confortável para sempre…

    O cérebro de Harry parecia estar em explosão e, quando isso aconteceu, surgiu uma sensação desagradável, obrigando-o a abrir os olhos.

    Tudo estava levemente embaçado, e Harry percebeu que estava sem os óculos. Estava deitado na cama da Ala Hospitalar. Viu Madame Pomfrey de costas para ele e, apertando os olhos, Harry avistou a cabeleira ruiva de Ron.

Harry virou a cabeça no travesseiro. Na cama à sua direita estava Hermione, e na esquerda estava Draco. O luar banhava todos os leitos. Os olhos de Draco também estavam abertos. Parecia petrificado e, quando viu que Harry estava acordado, levou o dedo aos lábios e apontou para a porta da enfermaria., que estava entreaberta.

As vozes de Cornélio Fudge e Snape vinham do corredor. Madame Pomfrey passou a andar pela enfermaria até a cama de Harry. Trazia um pedaço enorme de chocolate nas mãos.. 

— Ah, você acordou! — disse ela com animação. 

Pousou o chocolate na mesa de cabeceira de Harry e começou a parti-lo em pedaços com um martelinho. 

— Como está o Ron? — perguntou Harry imediatamente. 

— Vai sobreviver. — respondeu Madame Pomfrey torcendo o nariz. — Quanto a vocês três… — e apontou para as camas de Hermione e Draco. — vão continuar aqui até eu me convencer que... Potter, o que é que você acha que está fazendo? 

O garoto estava se sentando, colocando os óculos e apanhando a varinha. 

— Preciso ver o diretor. — disse. 

— Potter — disse Madame Pomfrey, acalmando-o —, está tudo bem. Apanharam Black. Ele está trancado lá em cima. Os dementadores vão-lhe dar o beijo a qualquer momento... 

— O QUÊ? 

Harry pulou da cama; Hermione e Draco fizeram o mesmo. Mas o seu grito fora ouvido no corredor; logo após, Cornélio Fudge entrou na enfermaria. 

— Harry, Harry, que foi que houve? — perguntou Fudge, parecendo agitado. — Você devia estar na cama, ele já comeu o chocolate? — perguntou, ansioso, a Madame Pomfrey. 

— Ministro, ouça! — pediu Harry. — Sirius Black é inocente! Peter Pettigrew fingiu a própria morte! Nós o vimos hoje à noite. O senhor não pode deixar os dementadores fazerem aquilo com Sirius, ele... 

Mas Fudge estava sacudindo a cabeça rindo baixinho como se Harry tivesse lhe contando uma piada. 

— Harry, Harry, deite-se, agora, temos tudo sob controle... 

— O SENHOR NÃO TEM, NÃO! — berrou Harry. — O SENHOR PEGOU O HOMEM ERRADO! 

— Ministro, por favor, ouça. — disse Hermione; ela correu para o lado de Harry e olhava o rosto de Fudge, séria. — Eu também o vi. Era o rato de Ron, ele é um animago, o Pettigrew, quero dizer e... 

— Ministro! — disse Madame Pomfrey aborrecida. — Devo insistir que os senhor saia. Potter é meu paciente e não deve ser angustiado! 

— Não estou angustiado, estou tentando contar o que aconteceu! — disse Harry furioso. — Se ele ao menos me escutasse…

Porém Madame Pomfrey, repentinamente, meteu um pedação de chocolate na boca de Harry, que se engasgou; a enfermeira aproveitou a oportunidade para obrigá-lo a voltar para a cama. 

— Agora, por favor, ministro, essas crianças precisam de cuidados médicos. Por favor, saia... 

A porta se abriu novamente. Era Snape. Harry engoliu o bocado de chocolate com grande dificuldade e se levantou outra vez. 

— Prof. Snape, Sirius Black... 

— Pelo amor de Deus! — exclamou Madame Pomfrey, irritada. — Isto é ou não é uma ala hospitalar? Professor, eu devo insistir... 

— Eu me arrependo, Papoula, — disse, sem emoção, Snape, parecendo não estar nada arrependido. —  mas preciso dar uma palavra com o Sr. Potter, Sr. Malfoy e a Srta. Granger. Acabei de falar com Sirius Black... 

— Suponho que ele tenha lhe narrado o mesmo conto de fadas que implantou na mente de Harry? — riu-se o ministro. — A história de um rato e de Pettigrew ter sobrevivido... 

— Esta, de fato, é a história de Black — disse Snape fixando seus olhos em Harry, com mal gosto. — Eu gostaria de falar com eles três a sós… — repetiu. — Ministro, Papoula, por favor.

— Eles precisam de tratamento, eles precisam de descanso… — insistiu Madame Pomfrey histérica.

— Por favor. — mandou Snape num tom mandão, lançando um olhar ameaçador à enfermeira, que mordeu os lábios e andou furiosa até sua sala, batendo a porta ao passar.

Fudge consultou seu relógio de ouro que trazia pendurado no colete. 

— A esta hora os dementadores já devem ter chegado… — disse. — Vou ao encontro deles. Snape, vejo você lá em cima. 

O ministro se dirigiu à porta e passou por ela e, imediatamente, Draco se aproximou de Harry e Hermione, e os três desataram a falar ao mesmo tempo.

— Professor, Black está dizendo a verdade, nós vimos Pettigrew, você o viu também... 

— ... ele fugiu quando o Prof. Lupin virou lobisomem, você se lembra?... 

— ... ele é um rato... 

— ... a pata dianteira de Pettigrew, quero dizer, o dedo, ele cortou fora... 

— ... Pettigrew atacou Ron, professor, você viu, não foi Sirius... 

Mas Snape ergueu o indicador, pedindo silêncio. E ele recebeu.

— O tempo é muito curto e peço que me escutem. — disse Snape dividindo o olhar entre os três. — Não existe a mínima evidência para sustentar a história de Black, exceto a palavra de nós... e a palavra de três bruxos de treze anos não irá convencer ninguém, nem mesmo se eu participar. Uma rua cheia de testemunhas jurou que viu Black matar Pettigrew. 

— O Prof. Lupin pode lhe contar... — falou Harry, incapaz de se conter. 

— Lupin, no momento, está embrenhado na floresta, incapaz de contar o que quer que seja a alguém. Quando voltar à forma humana, será tarde demais, Black estará mais do que morto. E eu poderia acrescentar que a maioria do nosso povo desconfia tanto de lobisomens que o apoio dele contará muito pouco... e o fato de que ele e Black são velhos “amigos”... — falou com mal gosto, fazendo aspas com as mãos; ninguém entendeu a indireta.

— Mas... 

— Ouça, Potter. É tarde demais, você não entende? Black não agiu como um homem inocente. O ataque à Mulher Gorda... a entrada na Torre da Grifinória com uma faca... sem Pettigrew, vivo ou morto, não temos chance de derrubar a sentença de Black. 

— Mas o senhor acredita em nós. 

— Acredito, afinal, eu vi Pettigrew… — respondeu fechando a cara. — Mas não tenho o poder de fazer os outros verem a verdade, nem de passar por cima do ministro da Magia... 

Harry encarou seu rosto sério e sentiu como se o chão estivesse se abrindo debaixo dos seus pés. A sua última esperança desaparecera. 

— Precisamos — disse Snape lentamente, e seus olhos escuros correram de Harry e Draco para Hermione. — é de mais tempo

— Mas... — começou a garota. Então seus olhos se arregalaram. — AH! 

— Agora, prestem atenção. — continuou o professor, falando muito baixo e muito claramente. — Black está preso na sala do Prof. Flitwick no sétimo andar. A décima terceira janela a contar da direita da Torre Oeste. 

— Como foi que ele foi parar lá, afinal? — perguntou Draco.

— Tive de prendê-lo lá.

— O QUÊ?

— O ministro estava perto de mim, tive de fingir que não sabia. Quando levei Weasley aqui dentro, encontrei o ministro e ele insistiu que me acompanhasse, já que ele sabia que eu estava indo a algum lugar. Eu tinha de resgatar Black, ou ele morreria. — respondeu, os olhos faiscando. Harry teve a impressão de que Snape apenas “salvou” Sirius porque ele fora obrigado, porque, se não, Harry tinha certeza de que Snape não se importaria em vê-lo morrer, já que o professor guardava mágoas de infância. 

“Agora,” e voltou a olhar os três “se tudo der certo, vocês poderão salvar mais de uma vida inocente hoje à noite; e, quem sabe vocês não pegam o verdadeiro traidor?" os olhos de Hermione brilharam "Mas lembrem-se de uma coisa, os três: vocês não podem ser vistos. Granger, você conhece as leis, sabe o que está em jogo... Vocês... não... podem... ser vistos.”

Harry e Draco não tinham a menor ideia do que estava acontecendo. Snape girou nos calcanhares e deu as costas aos garotos, virou-se, apenas, quando estava na porta.

— Vou trancá-los. Faltam... — ele consultou o relógio. — cinco minutos para a meia-noite. Granger, três voltas devem bastar. Boa sorte. — disse de cara feia, e fechou a porta. com um baque entediado.

{...}


Notas Finais


Com amor,
Clara
<3


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