História "O menino que adora trajar preto" - Capítulo 2


Escrita por: e PQPSook

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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Heterossexual, Histórias Originais, Novela, Pqpsook, Pqpsuki, Romance
Visualizações 5
Palavras 866
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Capítulo 2.




E assim fiz,sem pensar,saí daquele lugar e fui para a cafeteria mais próxima.Por sorte,a mesma era embutida com uma biblioteca,a maioria das pessoas iam para lá para ler um bom livro e relaxar,após um longo dia de trabalho.


Pedi um capuccino,acompanhado de algumas torradas com geleia de morango.Lia o famoso livro "Alice no país das maravilhas" que,apesar de ser considerado infantil,era uma história extensa e complexa,no qual eu poderia reler várias vezes sem enjoar.


A cada frase lida,tomava um gole daquela bebida quente,sem me importar com quem entrava e com quem saía daquela porta de vidro.


Mas algo me chamou a atenção,ao perceber que aquele menino que adorava vestir preto,passara pela aquela porta.


Pediu o mesmo que o meu e se sentou na mesa ao lado,não pude deixar de encara-lo,se mantia concentrado em seu livro,sem ao menos olhar para os lados.


Sortuda era a garçonete,que trocou míseras palavras com quem eu queria falar a vida inteira.Encontrar alguém com gostos peculiares não é nada fácil,não é todo dia que se encontra alguém conservador e estudioso.


Voltei minha atenção para meu livro,e por alguns segundos,pude sentir seu olhar sob mim.Ele finalmente havia notado que eu existo,já é um bom começo,né?


Minhas teorias estavam certas,voltei meu olhar para ele, que lia um livro do Stephen Hawking.


Comi a última torrada,seguido pelo o último gole de capuccino.Me levantei,devolvi o livro para a prateleira e saí pela porta de vidro.


Parei em frente ao lindo jardim,daquele mesmo prédio que um dia eu sonhava conhecer.Uma linda rosa estava prestes a desabrochar,borboletas voavam pelo local,o deixando ainda mais bonito.


Agachei e passei meu polegar nas pétalas daquela linda flor,gelei ao ouvir uma risada anasalada seguida de um comentário:


"Agora eu tenho certeza,você ama esse lugar!"


Me levantei e virei,ergui um pouco a cabeça para observar o homem alto que acabara de me chamar,me surpreendi ao ver o rapaz que adorava trajar preto.


"Como sabe disso?" - Respondi receosa.


"É meio óbvio,você encara aquela janela vinte e quatro horas por dia,já era de se esperar que um dia você viria aqui" - Respondeu em um tom calmo.


"Infelizmente,apenas posso observar esse lugar magnífico.Não espero que sinta pena de mim,mas eu não tenho uma classe social tão alta quanto a sua,senhor" - Respondi e abaixei a cabeça como forma de respeito.


""Senhor"?Temos praticamente a mesma idade,e se você gosta tanto desse lugar,se encomodaria se eu te convidasse para entrar?" - Perguntou,logo esbanjei um grande sorriso.


"Você ainda pergunta?É claro que eu aceito!" - Disse animada,o que fez o rapaz dar um sorriso breve,mas bonito.


Entramos naquele paraíso,e era realmente como eu tinha imaginado,havia piscina,sala de massagem,até clínica odontológica!Está explicado o porque de ser tão caro morar aqui.


Ele me direcionou até seu quarto,sorri ao ver sua coleção de livros,por sinal,"Alice no país das maravilhas" estava lá.


"Então você também lê?" - Indaguei.


"Eu sei que você já sabe a resposta,talvez você não tenha encarado somente esse prédio" - Deu um pequeno sorriso.


Senti meu rosto arder,tentei mudar de assunto:


"Você gosta de "Alice no país das maravilhas"?"


Ele ri e responde:


"Claro,por que não falar com um gato,tomar uma pílula do encolhimento e viver num mundo alternativo?"


"Já parou pra pensar,que na verdade,Alice pode estar apenas alucinando?"


"Faz sentido" - Ele ri.Aquela risada gostosa e contagiante.


"Eu sei que pode parecer algo ofensivo,mas você não parece ser uma pessoa rica.Como consegue morar nesse lugar sem ir a falência?"


"Meu pai é sindico desse prédio,tive que lidar por anos com ele sendo rígido com os moradores,levando eles para um beco,tirando cada vez mais dinheiro do bolso de cada um.Não ache que eu aprovo o que ele faz,inclusive,pretendo sair daqui.Mas,enquanto isso não acontece,eu aproveito a pequena vantagem de morar aqui de "graça" " - Fez aspas com os dedos.


"Como assim "de graça" ?"


"Para morar aqui,eu preciso manter uma média de 9.5,é por isso que acabo virando noites lendo e estudando."


"O que acontece se você não cumprir essa média?"


"Vou passar umas "férias" na casa de minha mãe,a única que vê o quão errado é esse homem,ele acha que é um castigo morar com ela,por ela ser de uma classe mais baixa,igual você"


"Por que você não vai morar com ela?"


"Por que é bom morar aqui,tem razão de você admirar esse lugar.Enquanto eu suportar o sindico,eu continuarei vivendo calmamente aqui."


"Entendo...Meus pais também são separados,não costumam se falar,mas as vezes eu passo um tempo na casa dele,a parte ruim e aturar minha madrasta e os filhos dela."


"Você não tem padrasto?"


"Não,minha mãe preferiu continuar a viver sozinha,mas eu sei que ela ainda ama meu pai."


"Já está anoitecendo,acho melhor você voltar para casa"


""Casa"entre aspas" - Eu ri.


"Mas,você tem razão,é melhor eu voltar para o meu prédio,antes que minha mãe ache que eu morri no meio do caminho" - Completei.


Minutos depois eu já estava em frente ao meu prédio,era a hora da despedida...


"Boa noite,homem que adora trajar preto" - Sorri.


"Boa noite,moça que adora admirar meu prédio" - Deu um sorriso mínimo,sem mostrar os dentes.


Entrei no meu prédio,e dei de cara com minha mãe.Ela esbanjava um belo sorriso,tinha certeza que ela jogaria aquilo na minha cara pelo resto da semana.


"Eu avisei,meu amor!" - Ela ri.


"Você estava certa mamãe,não queira esperar que o destino faça tudo por você.Ele não invade seu quarto e te da um puxão de orelha,ele espera você tentar para dar um empurrãozinho" - Dei um sorriso alegre.










Fim do capítulo 2.





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