História O Meu Coração no Agreste - Capítulo 2


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Categorias Tieta
Personagens Carmosina
Tags Carmosina, Carmostone, Gladsina, Gladstone, Tieta
Visualizações 31
Palavras 458
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo II


A vida em São Paulo não parece mais a mesma. As viagens para vender sonhos, muito menos. Cada dia se arrasta, sem cor. Como se nada tivesse importância. Como se eu tivesse voltado a ser aquele zé-ninguém que eu era antes de Tieta salvar minha vida e me dar uma oportunidade de começar do zero, vendendo sonhos.

Todos os dias eu acordo, faço a minha vida normal, e vou dormir, mas não tem um só dia em que eu não pensei em Carmosina. O sorriso, a doçura, o senso de humor, a cultura dela, tão diferente das outras mulheres do Agreste. Ah, como era bom conversar com Carmô, brincar com Carmô, beijar Carmô, amar Carmô... Foi tudo tão real que nem eu mesmo acredito que houve fingimento. Me encantei por ela desde o começo. Mas não. Não me apaixonei. Não tenho essa capacidade. Mais do que isso: não poderia.

Muitas vezes, falei pra Tieta que estava realmente gostando de Carmosina, mas Tieta sempre rebatia. Ela sabia que não podia ser. Eu não podia me apaixonar. A minha vida era em São Paulo. Não poderia ficar o resto da vida em Santana do Agreste.

No entanto, cada vez que eu beijava Carmosina, cada momento de ternura e cumplicidade que passava com ela, sentia que poderia sim, ficar ali até ao fim da minha vida. Com Carmô, era tudo tão simples e doce. Impossível não amar. Os momentos, é claro. Os momentos.

Sei que, mais cedo ao mais tarde, terei de vê-la novamente. Terei de voltar ao Agreste. Aquele caderninho de histórias que Imaculada deixara na Arca dos Sonhos tinha qualidade... E o sonho daquela menina, eu podia realizar. As suas histórias virariam livro e eu faria de tudo para que isso acontecesse. Aí, teria de voltar a Santana do Agreste... e não poderia evitar Carmosina. Na verdade, nem queria.

Como eu falei pra Tieta, preciso voltar a falar com ela. Uma só vez que seja. Só para aliviar a minha consciência.

- A sua consciência? - Ela repetiu. Depois de tudo o que eu tinha falado para ela, seria de esperar que ela me perguntasse o resto. - E o seu coração?

Respondi - e fui sincero - que o meu coração sairia do Agreste exatamente como entrou. Tieta suspirou de alívio. O único coração partido seria o de Carmosina.

Jamais esquecerei essas palavras, nem o alívio de Tieta. No fundo, eu não fora totalmente sincero. Naquele momento, achei até que estava sendo... Mas não. Não tinha certeza do que estava dizendo. Disse o que disse para me sentir melhor comigo mesmo e para que Tieta não se sentisse tão culpada.

No entanto, hoje, agora... não tenho mais dúvidas: o meu coração ficou no Agreste. Nas mãos de Carmosina.
 



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