História O meu inimigo é o meu namorado - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bottom!jimin, Jikook, Jimin!bottom, Jungkook!top, Top!jungkook
Visualizações 1.007
Palavras 1.596
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Brotae

Capítulo 1 - Park Jimin e a sua vida desastrosa


Fanfic / Fanfiction O meu inimigo é o meu namorado - Capítulo 1 - Park Jimin e a sua vida desastrosa

Meus olhos vagavam pela enorme sala de jantar, o lustre que iluminava sobre nós, o enorme tapete vermelho, tudo, — repito — tudo era repleto de luxo ali. Me senti um mendigo no meio de tanta beleza.

Voltei a olhar para frente, encontrando o olhar da senhora Jeon, que me encarava de olhos semicerrados. Engoli o seco, sorrindo sem graça, e olhei para os diversos talheres brilhantes a minha frente.

Puta merda.

Eu desejava estar em qualquer lugar agora, menos ali.

Mas, como a sorte não bate comigo, aqui estou eu, sentado em uma mesa enorme e luxuosa, repleta de comida, com meus sogros analisando-me minuciosamente, e em um relacionamento falso — devo citar — com o meu pior inimigo.

Como essa história começou?

Bom...

— Caia fora daqui, seu vagabundo! — uma vassoura foi jogada em mim, agarrando no meu braço, fazendo-me grunhir de dor e jogar aquela porcaria na porta a minha frente, assim que ela foi batida na minha cara.

— Eu irei processar você, velha coroca! — gritei de volta, virando-me e fitando a rua deserta a minha frente — Droga. — suspirei.

Agora, para onde eu iria?

— MALDITA VIDA! — Gritei, tacando minha mochilinha no chão.

— Cala boca, garoto, tem noção de que horas são? Onze da noite! — um homem rabugento berrou de volta.

— Ah, vá tomar no cu. — não fiquei para ver a sua reação, apenas saí andando, como um condenado pelas ruas desertas de Seul, pensando em como minha vida seria daqui para frente.

Como se não bastasse perder o meu emprego, ainda tive que ser despejado, que ótimo!

Caminhando sem rumo, consegui — depois de anos — chegar ao parque central da cidade, sentando-me no primeiro banco que encontrei.

— Aish... estou fodido. — olhei para o lado, encontrando um cachorrinho, que me encarava de volta — O que é? Veio rir da minha desgraça também? — retruquei, não recebendo — obviamente — resposta alguma.

Choraminguei, olhando para os lados.

— Droga, onde irei dormir? — suspirei, abrindo minha mochila e tirando um salgadinho de lá, colocando o primeiro na boca e refletindo sobre a minha existência inútil.

Um latido foi ouvido e, automaticamente, olhei em direção ao animal, que se aproximara de mansinho, enquanto eu estava distraído.

Encarei-o de volta por alguns segundos, até perceber que ele não estava olhando para mim, e sim para o alimento que eu carregava nas mãos — Ah, isso.

Despejei um pouco em minha destra, e estendi a mesma, jogando o alimento no chão, vendo o cachorro avançar rapidamente.

— Você deve estar com fome, não é? — sorri fraco — É, amigão, eu também.

Tombei a cabeça para trás, respirando fundo. Droga, como irei pagar a faculdade agora?

Pensei, choroso.

Eu era um fodido mesmo.

Virei-me para a mochilinha, tirando de lá um lençol, — bastante fino por sinal — e me deitei no banco, enrolando-me com o mesmo.

— Bom, não é tão confortável quanto uma cama, mas dá pro gasto. — suspirei, colocando o braço embaixo da cabeça e fechando os olhos — Boa noite, amigão.

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Remexi-me, sentindo o macio embaixo de mim. Sorri involuntariamente, remexendo-me mais um pouco. Ah, camas definitivamente são o meu primeiro amor.

Espera...

Cama?!

Abri os olhos, encontrando um teto totalmente branco. Sentei-me no acolchoado macio, sentindo-me um pouco zonzo por ter feito isso tão rápido. De olhos arregalados, eu observava cada detalhe daquele quarto que, obviamente não era meu.

Claro que não, sua anta! Você nem tem um quarto!

— Oh, você acordou? — Travei imediatamente, pressionando os olhos, um no outro.

Deus, que seja qualquer pessoa, qualquer uma, menos quem eu estou pensando que é.

— Está surdo por acaso? Estou falando com você, delícia

Delícia.

Só uma pessoa me chama assim.

O vagabundo escroto do Jeon Jeongguk.

Porra, caralho, cacete.

— O que eu estou fazendo aqui? — respirei fundo, antes de pronunciar-me. Escutei o miserável rir. 

— Te achei por aí. — deu de ombros, cruzando os braços, o que me fez reparar que o mesmo estava sem camisa.

Puta merda, sem cam-...

— Park... Park?— Estalou os dedos em frente ao meu rosto, com um sorriso ladino dançando nos lábios finos e avermelhados. Eu já disse que odeio esse cara? 

— O que é? — ele voltou a rir, balançando a cabeça em negação.

— Nada. — pegou uma bandeja que eu nem sabia que existia e colocou-a cuidadosamente em meu colo — Coma um pouco, você comeu apenas ontem de manhã, e não discuta comigo.

Franzi o cenho. Como...?

— Como você s-...

— Apenas coma. — engoli o seco, olhando para a comida a minha frente, desconfiado.

— Não tem veneno, tem? — alfinetei, venenoso.

Ele apenas revirou os olhos.

Cuzão.

Comi com gosto, não vou mentir. Estava morrendo de fome, afinal, como ele disse, minha última refeição fora o café da manhã de ontem, já que passei o dia todo fora, procurando outro trabalho. O que não adiantou nada, por que não achei porra nenhuma.

— Soube que foi despedido e despachado. No mesmo dia. — a torrada desceu raspando por minha garganta, assim.

— O..q-que? — parei para processar a frase dita anteriormente, e arregalei os olhos, apontando o dedo indicador para o mesmo — Como sabe de tudo isso? Está me vigiando? Só pode! Adora ver a minha desgraça!

Ele riu. riu. RIU.

O IDIOTA RIU!

— Eu sei de coisas que você nem imagina, Park. — sussurrou, com os olhos semicerrados, mantendo aquele sorriso que eu odeio.

— Idiota! — taquei-lhe uma banana, fazendo-o desviar com facilidade.

— 'Pra que esse ódio todo, delícia? 'Pra mim isso tudo é amor incubado. — o sorriso de deboche foi substituído por um totalmente malicioso.

Eu odeio esse cara.

Passei as costas da minha mão direita na boca, e coloquei a bandeja ao meu lado.

— Eu quero ir embora! — ditei, sério.

Sua face adotou uma expressão séria imediatamente.

— Não.

— Eu quero ir embora, me leva embora agora, Jeon!

— Eu já disse que não, Park. Não me faça repetir. — foi até a bandeja, pegando uma maça e mordendo um pedaço dela.

Rosnei, irritado, batendo o pé no chão.

— Então eu vou sozinho! — seu sorriso voltou a aparecer. Desta vez, zombeteiro. Acabei de descobrir que Jeon Jeongguk tem um caso altamente grave de bipolaridade.

— Só tenta, delícia. — Obedecendo-o, corri até a porta, girando a maçaneta e...

Filho.da.puta.

O desgraçado trancou a porta!

— Inferno, Jeongguk! Me deixa sair, caralho! — senti seu corpo próximo ao meu, mas antes que eu pensasse em me virar, o mesmo me colocou contra a parede, segurando meus braços com apenas uma mão e prendendo-os em minhas costas.

Eu odeio esse cara.

— O que você acabou de dizer mesmo, delícia? — seu hálito fresco de menta bateu em minha nuca, arrepiando-me, assim que o mesmo sussurrou próximo ao meu ouvido.

— Me solta. — rosnei, enraivecido.

O moreno fez um barulho de negação com a boca, e logo senti sua língua quente passar por minha orelha.

— Vamos jogar, delícia. Você gosta de jogos? Eu sei que sim. — riu, soprado, mordendo minha cartilagem sensível — Tenho uma proposta. — voltou a dizer.

— Que... — respirei fundo, de olhos fechados — que proposta?

— Agora estamos na linha certa. — brincou, fazendo-me olhá-lo por cima de meus ombros, irritado — Tudo bem, gatinho selvagem, a minha proposta é a seguinte... — Encostou-se mais em mim, encochando-me — literalmente. Arregalei os olhos — Eu irei te dar um apartamento e pagarei a sua faculdade, não precisará trabalhar...

— Eu quero trabalhar. Sou totalmente independente, sei me cuidar. — rosnei, e senti o seu riso em meu ouvido.

— Tudo bem, delícia. Tudo o que o meu gatinho quiser. — Voltou a encochar-me, apertando mais meus braços, e posicionou a sua mão livre ao lado da minha cabeça — Mas eu quero algo em troca.

 Revirei os olhos.

Tinha que ter.

— O que? — indaguei, já impaciente — O que é, merda?

— Sh, sh, calma, delícia. — riu — Em troca... eu quero que seja o meu namorado.

Nem preciso dizer que deu merda, não é? 

No começo, relutei, obviamente. Neguei e sai de lá correndo, somente com uma camisa social dele e de cueca, mas não liguei muito, só queria fugir dali o mais rápido possível.

Depois de uma semana na rua, voltei a procurá-lo, e Jeon, como um bom canalha que é, me recebeu de braços abertos, enquanto pronunciava "Não disse que viria atrás de mim?"

Aquele escroto do caralho.

E voltando, novamente, aqui estou eu, jantando com a família dele, conhecendo meus sogros.

— Deseja caviar, senhor? — assustei-me ao notar a empregada a minha frente, oferecendo-me alguma merda que eu não fazia ideia.

— Ahn… não obrigado. — recebi um arquear de sobrancelha da minha — falsa — sogra — É que eu não gosto muito.

A empregada assentiu, retirando-se logo em seguida.

Suspirei aliviado.

— Então, Park Jimin… — engoli um copo de saliva, observando a mulher levar a taça até os lábios, bebericando o vinho — De onde é?

— Busan, mas mudei-me para Seul a dois anos. — sorri sem graça com o seu olhar.

— E onde mora? No subúrbio?

Prendi o ar, sentindo Jeongguk apertar a minha mão por debaixo da mesa.

— Jagiya! Não seja indelicada. — o pai do moreno me olhou sem graça — Me desculpe, Jimin-ssi, é que a minha esposa não pensa antes de falar, algumas vezes. — disse, recebendo um olhar indignado da mulher.

— 'Tá tudo bem. — abanei a mão, recebendo um bufar da mulher.

— Ele mora em um apartamento aqui perto. — Jeongguk respondeu por mim, com os olhos frios, cravados na mãe.

Franzi o cenho.

— Ah, sim. — a mulher proferiu, aparentemente, um pouco mais satisfeita.

— Que faculdade faz, Jimin-ssi? — Senhor Jeon sorriu, cortando um pedaço da carne, o que me fez rir nervoso e olhar para o meu colo.

— Arquitetura, Senhor Jeon.

— Oh, não, me chame apenas de Jae-moo. — sorriu, doce.

— Claro. — devolvi o sorriso, levando meu olhar a senhora Jeon, que me esganava com os olhos. Engoli o seco.

É, parece que alguém aqui não gostou de mim.


Notas Finais


Meu perfil @baegopa


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